Archive | April, 2009

Dancing Cheetah no 69

29 Apr

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Vamos dar início a segunda fase da Dancing Cheetah, agora no 69? O primeiro convidado da série de 5 festas, que você sabe, rola todo domingo de maio, é Maurício Valladares

Mauval, como é carinhosamente apelidado por uma legião de admiradores, é uma das principais influências da Dancing Cheetah. Através do seu anárquico e desorientador programa de rádio Ronca Ronca, transmitido pela Oi Fm, Mauval abre semanalmente a cabeça de milhares de ouvintes Brasil a fora. Com um conhecimento enciclopédico sobre tudo quanto é tipo de música, Mauval nos ensina a cada programa que só existem dois rótulos musicais: música boa e música ruim. Uma lenda.

5 Perguntas para Maurício Valladares

DC: Brasileiro sempre teve muito preconceito com música latina. Talvez por causa da língua, a sensação é de aquilo é cafona e tal. Vc concorda? De uma maneira geral, vc acha que isso tá mudando no Brasil? O que vc tem percebido nesse sentido?

MV: essa aversão à música “cucaracha” não é desde sempre não.
até a década de 60, os hermanos transitavam sonoramente pelo brasa: tango, bolero, cha cha cha, cuba & afins. mas acho que o “preconceito” desabrochou na falta de informação/educação dos tempos seguintes…
e, talvez, a rivalidade futebolística (que se tornou mais acirrada) com os argentinos tenha ajudado.

DC: Vc no seu programa nunca se ligou em rótulos e sempre tocou tudo quanto é tipo de música. Porque existem tão poucos espaços pra esse tipo de programa ou veículo? Vc acha que o problema tá na mídia ou realmente o brasileiro não é interessado no que é diferente, no underground, nas chamadas “outras coisas”, vamos dizer assim?

MV: volto à resposta anterior: trata-se de uma questão de informação/educação. as pessoas que se tornaram os cabeças da mídia preferiram, lá no início dos 70, seguir pelo óbvio, pelo de consumo rápido… pelo descartável. e assim as coisas seguem… e pioram a cada dia.
o futuro, mesmo com internet & cia, é negro. no mal sentido da palavra.
afinal, vivemos num país miserável. por isso, de pouco vai adiantar dois brasileiros se interessarem pelo que temos para mostrar… se no mesmo instante, milhares de outros se voltam ao que há de mais estúpido possível. mas a gente segue em frente!

DC: As músicas que vem da Africa, América Central, Oriente Médio, etc, são rotuladas de world music no resto do mundo; uma rótulo guarda chuva pra botar tudo quanto é tipo de som na mesma prateleira. Porque isso acontece até hoje, mesmo com a internet aí pra facilitar o conhecimento e prover informação de tudo quanto é tipo?

MV: tudo e todos tendem a rotular as coisas. fica mais fácil para massificar… e fazer as pessoas (de pouco interesse) entenderem.

DC: Vc é um amante do vinil, da coisa física ali na sua mão, as capinhas, ficha técnica… Mas o mp3 tem seu lado bom, não? Vc baixa coisas? Qual é o seu relacionamento com a internet e a cultura digital?
MV: nunca baixei uma música sequer! jamais me empolguei com os avanços tecnológicos. nenhum deles, voltados à música ou não. agora, isso não me faz cego em relação à importância da internet e seus periféricos.
DC: Como vc avalia o seu momento profissional atual? Hoje o Ronquinha é transmitido pra várias cidades no Brasil, Tim Festival uns anos atrás, assim como festa pros Rolling Stones, show do Radiohead… É o momento mais especial da sua carreira? Ou vc ainda sente saudades da sua época registrando grandes shows, cara a cara com ídolos do rock, com ícones cada vez mais raros na música de hoje?

MV:
é o momento mais especial pelo ineditismo do roNca roNca ser transmitido AO VIVO para nove cidades… e ainda em 2009 outras tantas irão se juntar à rede. quem sabe, em breve, meu sonho de ter o programa em rede nacional não se concretiza?! quanto à fotografia, não tenho saudade de ficar cara a cara com os ídolos.
Então é isso. Nos encontramos no 69 neste domingo, dia 03. A macaca está esperando. Para nomes na lista amiga (R$15,00), basta mandar um email para: dancingcheetah09@gmail.com

Ahmed & Salim

28 Apr

Ahmed & Salim: o South Park palestino! Pesado!

“This video does not make fun of Muslims, it makes fun of terrorists.
Which as we all know, Are a bunch of assholes.
For those who are easily offended! – please, do not watch this.”

Feito por dois israelenses, o desenho obviamente tá cauzando uma polêmica sinistra em Israel e na Palestina. Já foram publicados até então 6 episódios, todos web hits.

Dub Echoes

26 Apr

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ORGULHO DA CHEETAH!

PRE-ORDER NOW FOR RELEASE 11 MAY 2009.

‘Dub Echoes’ DVD coming soon on Soul Jazz Records!!!!!! ‘Dub Echoes’ is a newly produced film about Dub, featuring an incredible array of artists, both original Jamaican artists – U Roy, King Jammy, Lee Perry, Sly Dunbar, Bunny Lee (to name a few), alongside a similarly awe-inspiring array of artists who have been taken Dub into new directions in electronic dance music – Kode9, Roots Manuva, Howie B, Adrian Sherwood and many more. Directed by Bruno Natal over a three year period, this is a killer film to be watched over and over again! covering Dub in all its different guises. The DVD comes with loads of extra features, dub mixes and more. Essential!

O documentário já tá com pré-venda na Amazon e tudo!

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E como se não bastasse o filme, o povo da Soul Jazz Records, nata da nata dos bons sons, ainda preparou um belo disco inspirado no tema central de Dub Echoes: a influência do dub na música contemporânea!

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No dia 11 de maio, filme e disco estarão a venda nas principais lojas do ramo! Segue aqui o poster da humilde festinha de lançamento do Dub Echoes, em Londres.

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Evidentemente, a Cheetah não poderá estar presente. Afinal de contas, 10 de maio é dia da segunda festa no 69. Mas nosso 4º elemento Bruno Natal, o diretor de Dub Echoes, estará na festiva e vai contar aqui pra Cheetah como os ecos reverberaram.

Dubbing is a must!

Major Lazer

24 Apr

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E o tal do Major Lazer, hein? No mundo dos guettotech blogs, só se fala nisso. Até porque, um projeto que une Diplo, Switch e milhões de participações a la N.A.S.A. pra fazer um disco de dancehall futurista, realmente é uma notícia e tanto. Porém, a Cheetah espera (e muito) que as próximas músicas a orbitar pela web sejam melhores que o primeiro single, “Hold the line”. Ainda mais com um release insano e alucinante como esse abaixo. Release (e arte!) que lembra a Cheetah dos discos lançados pela Greensleeves no início dos anos 80, em especial os do Scientist.

Major Lazer na teoria:

Major Lazer is a Jamaican commando who lost his arm in the secret Zombie War of 1984. The US military rescued him and repurposed experimental lazers as prosthetic limbs. Since then Major Lazer has been a hired renegade soldier for a rogue government operating in secrecy underneath the watch of M5 and the CIA. His cover is that of a dancehall night club owner from Trinidad and he enlisted the help of long-time allies and uber-producers, Diplo and Switch, to produce his first LP. His true mission is to protect the world from the dark forces of evil that live just under the surface of a civilized society. He fights vampires and various monsters, parties hard, and has a rocket powered skateboard.

Major Lazer na prática:

Major Lazer feat. Santigold & Mr Lexxus – Hold the line

Mas nem tudo está perdido nesse início: os remixes para “Hold the line” pipocam frenéticamente na web. Esse dubstep aqui bem que chamou a atenção! Wow!

Major Lazer – Hold the line (Danny Scrilla Dubstep remix)

E fiquem de olho que daqui a pouco deve aparecer mais coisa do Major Lazer. A Cheetah, com seus olhos de (?!!) lince, tá com o radar ligado!

Major Lazer – Guns don’t kill people, lazers do
(lançamento 16/06)

1. Hold The Line feat. Mr. Lex & Santigold
2. When You Hear The Bassline feat. Ms. Thing
3. Can’t Stop Now feat. Mr. Vegas & Jovi Rockwell
4. Lazer Theme feat. Future Trouble
5. Anything Goes feat. Turbulence
6. Cash Flow feat. Jah Dan
7. Mary Jane feat. Mr. Evil & Mapei
8. Bruk Out feat. T.O.K. & Ms. Thing
9. What U Like feat. Amanda Blank & Einstein
10. Keep It Goin’ Louder feat. Nina Sky & Ricky Blaze
11. Pon De Floor feat. VYBZ Kartel (Additional Production By Afro Jack)
12. Baby feat. Prince Zimboo
13. Jump Up feat. Leftside & Supahype (Co-Produced By Crookers)

Dancing Cheetah_2º temporada

23 Apr

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O trabalho gráfico desse e de todos os próximos flyers da Dancing Cheetah é do Arterial, escritório muito cascudo liderado pelos designers e amigos Christano Calvet (aka ®ESISTRO) e Marcos Leme (o pai do Pedro!).

Falta pouco!  😉

Dengue Fever

22 Apr

Todo mundo conhece a história do Dengue Fever, né? História igualzinha a do Beirute (em breve aqui na Cheetah), e de com certeza muito artista por aí. Mas vamo lá. Americano vai fazer mochilão em lugar “exótico”, no caso o Cambodja, se apaixona pela música local e de volta a terra natal, monta uma banda que mescla ritmos anglo saxões, no caso o rock, com toques do país visitante. Mas o que dá realmente um molho especial, temperado, ao Dengue Fever, são os vocais de Chhol Nimol (gata!), legítima cambodjana encontrada num piano bar de Los Angeles.

Venus on Earth, disco lançado ano passado, é a porta de entrada para conhecer o som do Dengue Fever: um rockinho cantado em inglês e khmer com toques do pop cambodjano dos anos 60. O que dá um molho especial ao Dengue Fever são os vocais de Chhol Nimol (gata!), legítima cambodjana encontrada num piano bar de Los Angeles. Vamos com talvez o hit de Venus on earth e uma do disco anterior, Escape from Dragon house, de 2005.

Dengue Fever – Tiger phone card

Dengue Fever – We were gonna

sleepwalkingdvdartwork

Pois bem, acabou de sair lá fora um documentário que acompanha o Dengue Fever numa tour pelo Cambodja em 2005. Apesar do registro de várias aprensetações do grupo, Sleepwalking through the Mekong está bem mais interessado em conhecer o Cambodja e o cotidiano das pessoas. Na gringa, o pacote vem com o dvd do filme e com o cd da trilha, que reúne clássicos do pop rock cambodjano e duas inéditas do Dengue Fever. Assista o trailer e fique depois com uma dessas originais. Bon voyage.

Dengue Fever – March of the ballon animals

Bollywood disco

21 Apr

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Disco Dancer, de 1982, é um dos maiores clássicos de Bollywood de todos os tempos. Como todo filme que bomba por aquelas área, a trilha sonora é ótima. Não a toa, a M.I.A. usou “Jimmy Jimmy Jimmy Aaja”, do cantor local Parvati Khan, como base para uma versão presente em seu último disco, Kala. Versão essa, por sinal, bem parecida com a original: uma disco music de respeito made in Bombaim.

Parvati Khan – Jimmy Jimmy Jimmy Aaja

Mais sabe o que é do cacete? A Jimmy, do Parvati Khan, também não é a original! Ela foi claramente inspirada em “You’re OK”, disco composta dois anos por uma dupla francesa chamada Ottawan! Nada se cria, tudo…

Ottawan – You’re OK

Para encerrar esse post disco-bollywoodiano, a Cheetah põe pra jogo outro clipe retirado de Disco Dancer, no caso a canção que batiza o filme. E tome disco music na lata!

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