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Um breve panorama #2 – GUITARRADA

12 Apr

lambadasdasquebradas1978

Desde a primeira festa, a Cheetah vem tocando guitarrada para animar a pista. Se foi recebida pelos presentes com algum espanto na primeira edição, depois todos dançaram bastante esse delicioso ritmo paraense.

A guitarrada foi criada por Mestre Vieira, e seu primeiro registro em disco é de 1978 (Lambadas das Quebradas). O ritmo pode ser considerado uma fusão de carimbó, cumbia, lambada, merengue e choro. A guitarra, sempre mais a frente, puxa os ritmos suingados, sejam eles amazonicos ou caribenhos. Mestre Vieira morava em Barcarena, onde não existia luz elétrica. Ele tocava bandolim, banjo, cavaquinho mas se encantou mesmo foi com a guitarra. Para poder tocar, ele construiu um amplificador, fez uns gatos e se tornou um monstro da guitarra. Foi ele quem ensinou Chimbinha (Banda Calipso) a tocar.

Mestre Curica, também um dos “Mestres da guitarrada“, toca carimbó desde 1971. Ele sempre veio com seu banjo turbinado tocar fogo nos salões. O terceiro mestre é Aldo Sena. Esses 3 craques, que foram re-descobertos por Pio Lobato, músico, integrante da banda Cravo Carbono e um estudioso do genero, também tiveram apoio do Dj Dolores, que ano passado prestou a sua homenagem com o lançamento do disco Música Magneta. Eles certamente continuarão frequentando TODAS edições da nossa festa da macaca.

Mestre Vieira – Lambada da bicharada

Aldo Sena  – Toca aí

charque

A guitarrada tem alguns discípulos mais recentes, como o La Pupuña, também do Pará. Essa banda, inspirada nos Mestres citados acima, vem representando muito bem a nova geração da guitarrada. Seu belo disco é adorado pela Cheetah. Adorado também é Charque side of the moon, releitura do clássico disco do Pink Floyd feita por Luiz Félix, guitarrista do La Pupuña. Charque reúne a elite da música paraense atual e até mesmo Mestre Vieira.

Charque Side Of The Moon – Money

Cumbias rebajadas

12 Apr

Cumbias rebajadas são cumbias tocadas em rotação mais lenta, uma brincadeira que praticamente virou um sub-gênero dentro da cumbia. O resultado são cumbias para o sofá e não para a pista. Altamente dopadas, as rebajadas são super sinistras por conta dos vocais a-rras-ta-dos. Sonido Martines, da Argentina, é um dos caras que mais vem apostando nessa sonoridade macumbera. Sua mix Rebajadas van a Brooklyn já é um clássico do gênero.

A Cheetah deixa com vocês duas rebajadas vindo da mesma fonte, para comparação:

Sonido Martines – Do ya think I’m sexy (Rebajada Cover)

Huelepega Sound System – Do ya think I’m freaky

Esse tal Huelepega Sound System, do Canadá (sim, cumbia goes outernational!), deixa suas cumbias tão lentas e sinistras que resolveu batizá-las de (!) doombia. Chapante!

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