Archive | June, 2009

Dancing Cheetah_3º temporada – EDU K; 7 DE JULHO

30 Jun

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E lá vai a Cheetah para mais uma temporada, a 3º. O esquema é o seguinte: toda terça de julho, Pedro Seiler, João Brasil e Chico Dub estarão na Casa da Matriz recebendo um ou dois convidados a cada semana. É uma volta ao nosso habitat original, com duas pistas e aquele fumacê que a gente gosta tanto. Os convidados tão sinistros:

7 de julho – Edu K (De Falla/ Man Recordings)
14 de julho – Marcelinho da Lua / La Rica
21 de julho – DJ Chernobyl (Comunidade Ninjitsu/ produtor Bonde do Rolê/ Brollies & Apples)
28 de julho – Go East/ Dj Vivi Caccuri

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Nem a Cheetah e seus instintos símio-felinos consegue imaginar o quão animalesca vai ser a união do João Brasil com o Edu K, na pista de baixo. Esse encontro já estava pra rolar faz tempos – precisou que a macaca intervisse pra ele finalmente acontecer! Pois então, dia 7, não perca por nada a estréia das Cheetahs de julho com o mestre Edu K.

Camaleão; o cara que entrou com uma meia no dito cujo durante o Hollywood Rock de 1993; ao lado de Chernobyl e sua Comunidade Ninjitu, criou o novo funk; um dos embaixadores do baile funk na Europa. Provavelmente você já ouviu tudo isso, mas é sempre bom reforçar: Edu K é uma lenda!

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Como era de se esperar, sua onda agora é outra, não mais o funk carioca. É uma espécie de minimal house africana, se é que existe isso. Antes dos habituais presentinhos, todos nessa pegada, vamos lembrar alguns clássicos que não podem faltar no baile global da macaca, que, óbvio, vai ser animal!

De Falla/ Edu K – Popozuda Rock and Roll @ Sabadão do Gugu (!!!)

Edu K – Gatas Gatas Gatas

Edu K feat. Marina – Me bota pra dançar

Major Lazer – Hold the line (Edu K rmx)

Idiot Savant (A.K.A. Edu K) – Jumping n’ pumping

Seguindo Sonhos – Vamos Mecher (Edu K rmx)

O amigo da macaca Fabiano Moreira tá com uma bela cobertura da festa no Agemda. Tem um monte de fotos do DeFalla (banda antiga do mestre) em seu post, remix para o Killer on the Dancefloor lançado em primeira mão, e uma entrevista com o Edu K realizada pelo Chernobyl!

Rainbow Arabia

30 Jun

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Espécie de DFA do deserto egípcio, o americano Rainbow Arabia, formado pelo casal Daniel e Tiffany Preston, acaba de lançar mais um trabalho, o EP Kabukimono. Dance music exótica, algo tosca, por conta dos vocais abafados, e cheia de teclados e instrumantação poliritmica inspirada em Omar Souleyman, nas coletâneas da Sublime Frequencies e de outros artistas do Oriente Médio, o Rainbow Arabia é absurdamente bom.

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Graças aos blogs de mp3, o casal teve contato com a música árabe, instigando o Daniel inclusive, a comprar em lojas libanesas na internet uma série de  synths microtonais que vem cheios de batidas árabes e turcas lojas libanesas.

O deserto realmente é psicodélico.

Rainbow Arabia – Holiday in Congo

Rainbow Arabia – I know I see I love I go

Dancing Cheetah_Mixtape 2 A.K.A. Tropicaliente

28 Jun

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Mixtape sabor tropical. Ingredientes: cumbia, carimbó, tecnobrega, merengue, funana, coupe decale, reggaetón, além de temperos árabes. Baixe aqui. Ou aqui.

A capa monstra é do Breno Hardcuore Pineshi.

MICHAEL JACKSON R.I.P.

26 Jun

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Via @hardcuore

Villa Diamante – Empacho Digital

24 Jun

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O argentino Villa Diamante, como já dissemos algumas vezes aqui, é o rei dos mashups de cumbia com pop, rock e música eletrônica. Um dos fundadores do ZZK, Diamante coloca pra jogo em seu site um disco (!!!) triplo com 40 mashups. É exagero? Talvez. Mas é como diz o release: esse excesso faz parte da cultura digital como um todo, que nos bombardeia a cada segundo com milhões de informações.

Muitas das músicas a seguir já rodam pela web há tempos. Mas tem muita novidade também. Uhu!

VILLA DIAMANTE – EMPACHO DIGITAL

01-Intoxicados – Comandante (Villa Diamante cumbiastyle)
02-Villa Diamante – Calle 13 vs M.I.A.
03-Villa Diamante – Chancha Vía Circuito vs Nelly
04-Villa Diamante – Arcade vs Spankrock
05-Villa Diamante – Marcelo Fabian vs Homebwoi
06-Villa Diamante – Spektre vs Nelly Furtado & Calle 13
07-Villa Diamante – Surtek Collective vs Modeselector
08-Villa Diamante – Frikstailers vs Calle 13
09-Villa Diamante – Fauna vs Tego Calderón
10-Villa Diamante – Peter Rap vs Ludacris
11-Villa Diamante – Marcelo Fabian vs Dante
12-Villa Diamante – Chancha Vía Circuito vs Lil Mama
13-Villa Diamante – El Remolón vs Chingo Bling
14-Villa Diamante – Marcelo Fabian vs Tego Calderón
15-Villa Diamante – Oro11 vs Kelis
16-Villa Diamante – El Trip Selector vs Voltio y Tego
17-Villa Diamante – Emisor (cumbia style)
18-Villa Diamante – Tremor vs Arianna Puello
19-Villa Diamante – Emisor vs Dead Prez
20-Babasonicos – Farsa (Villa Diamante Edit)

VILLA DIAMANTE – DUBSTEPERISMO
(THE DALEDURO INFLUENCE)

01-Villa Diamante – Tonolec vs Kromestar
02-Villa Diamante – Doña María vs Ital Tek
03-Villa Diamante – Intoxicados vs Kromestar
04-Villa Diamante – Daleduro vs Calle 13
05-Villa Diamante – Benga & De La Guetto feat Randy
06-Villa Diamante – Skream vs Gallego
07-Villa Diamante – Scuba vs Alexis & Fido
08-Villa Diamante – Eloy vs Mbz
09-Villa Diamante – Ital Tek vs Jomar
10-Villa Diamante – Daleduro vs Jahcoozi
11-Villa Diamante – Juana Molina vs Benga
12-Villa Diamante – Lykke Li vs Martyn
13-Villa Diamante – Daleduro vs Lady Tigra

VILLA DIAMANTE – ROCK AR

01-Villa Diamante – Victoria Mil vs Clipse
02-Villa Diamante – Charly Garcia vs Busta Rhymes
03-Villa Diamante – Los Encargados vs Big Boi
04-Villa Diamante – Abuelos de la Nada vs Old Dirty Bastard
05-Villa Diamante – Plastilina Mosh vs Mike Jones
06-Villa Diamante – Babasonicos vs Crime Mobb
07-Villa Diamante – Antonio Birabent vs Fergie
08-Villa Diamante – Adrian Cayetano Paoletti vs Jurassic 5
09-Villa Diamante – Sumo vs Clipse

Rapidinhas #2

24 Jun

–Cumbia jazz–

charles mingus

Jazz e Cumbia? Porque não?! Suite de 28 minutos gravada em 1976, Cumbia & jazz fusion, de Charles Mingus, é animal. 

Charles Mingus – Cumbia & jazz fusion


–Chorando se foi

Loalwa Braz, ex-vocalista do Kaoma, estará no Brasil até a segunda metade de julho para gravar um DVD comemorativo aos 20 anos do surgimento da lambada. João Brasil, cadê você??


–O mambo dos Mutantes–

Yo te quiero mi querida
Sin tus besos non soy nada
Baila el mambo
que yo canto a ti

Uma homenagem ao Santana.

Mutantes – Cantor de mambo


–Grupo Chambelán–

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Quem comprovar que existe grupo de cumbia mais tosco que o Grupo Chambelán, do México, ganha vips para a Dancing Cheetah, em julho, na Casa da Matriz.

Grupo Chambelán – El metrosexual


–Vem com tudo e o reggaetón para as massas–

Ídolo da macaca e leitor deste blog, Hermano Vianna está fazendo um belíssimo trabalho a frente dos textos do Vem com Tudo!, programete dentro do Fantástico que fala de novas tendências de gosto e comportamento no Brasil. No blog do programa, Hermano já citou o ZZK e escrevou post sobre o dancehall. É esse de lá que a Cheetah tirou essa pérola do MC Papo, um fenômeno do YouTube: seu outro hit, Piriguete tem mais de 9 milhões de hits. É o pop-reggaetón para as massas! No Brasil!

Global Guettotech #0

23 Jun

E a Cheetah inaugura mais uma sessão aqui no blog, dessa vez sobre global guettotech. A cada semana, terça-feira para ser mais exato, um nome chave desse tão polêmico gênero musical estará sendo dissecado pela macaca. Mas pra começar, vamos voltar ao tempo e postar como introdução uma matéria escrita pelo Camilo Rocha para a Folha de São Paulo em janeiro do ano passado, talvez o primeiro texto sério sobre o assunto no Brasil. Para ilustrar, a Cheetah toma a liberdade e incorpora alguns vídeos no post.

“Globalistas” buscam sons periféricos

DJs como Diplo, Manga Bo e Dolores misturam ritmos que vão do hip hop norte-americano ao dancehall jamaicano.

Inspirados nos sons mais urbanos das periferias, artistas negam que trabalhos tenham como fonte inicial a “world music”.

CAMILO ROCHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
(15.01.08
)

A maioria dos DJs costuma direcionar seus ouvidos para algumas poucas mecas musicais do Primeiro Mundo, como Nova York, Londres, Berlim e Paris. Nesta década, porém, emergiu uma nova categoria, a dos DJs “globalistas”, que viajam muito mais longe em suas garimpagens musicais.

Nomes como Diplo, DJ Dolores, Maga Bo, DJ/rupture, Ghislain Poirier e Wayne&Wax constroem sets incrivelmente variados, que podem ter hip hop americano, tecno alemão ou electro francês, mas também soca de Trinidad, rap marroquino, funk carioca, kuduro de Angola, dancehall jamaicano, o grime das Cohabs londrinas ou a cumbia colombiana.

A exposição desses ritmos “periféricos” já influencia artistas em diferentes esferas como a banda Bloc Party e os DJs/ produtores Simian Mobile Disco e Samim (que teve um dos hits do ano com “Heater”, no qual juntou cumbia com tecno). Depois tem o fenômeno da anglo-cingalesa MIA, a primeira popstar a sair dessa tendência e que lançou neste ano o elogiado álbum “Kala”.

Seria tudo isso uma nova roupagem para o desgastado termo “world music”? Ao conversar com a Folha por telefone, o DJ e produtor canadense Ghislain Poirier, que acaba de lançar o álbum “No Ground Under” pelo selo Ninja Tune (da dupla inglesa Coldcut), nega: “World music é mais exótico, os sons que tocamos são mais urbanos. Eles vêm de um cenário comum: pessoas sem muito dinheiro, fazendo música em estúdios caseiros ou num laptop. É algo mais urgente”.

Graças a um maior acesso à internet e à tecnologia, em todo o mundo há uma proliferação sem precedentes dos sons das periferias dos países, boa parte deles com fortes bases eletrônicas e criados em laptops ou PCs surrados, muitas vezes com softwares piratas, e divulgados via blogs, sites e sets dos DJs “globalistas”.

O DJ e MC americano Wayne&Wax, que também é etnomusicólogo, batizou o movimento de “global ghettotech”. “Inventei essa frase para descrever uma estética emergente entre certos DJs e blogueiros, onde se mistura gêneros “globais” como hip hop, tecno e reggae, entre outros, com estilos “locais'”, explicou Wayne à Folha. “Mas sou contra a abordagem superficial e modista. Gosto de conhecer os contextos sociais e culturais que moldaram esse sons”, esclarece.

Pioneiros

Um dos “globalistas” pioneiros é o DJ/rupture, de Boston, EUA, que primeiro chamou a atenção com uma mixtape (set mixado) chamada “Gold Teeth Thief”. O set deu tanto o que falar que figurou entre os dez melhores lançamentos de 2002 da prestigiosa revista musical inglesa “The Wire”.

Por meio de seu blog e programa de rádio “Mudd Up!”, Rupture transmite uma mescla insana de ritmos de várias partes. Um de seus interesses especiais é a música maghrebi, do norte da África. “Estou descobrindo [também] o mundo da cumbia – existem muitas cenas fascinantes, do passado e do presente”, conta o DJ.

O selo de Rupture, Soot, deve lançar em alguns meses o álbum de estréia de outro nome importante da cena “globalista”: Maga Bo, um americano de Seattle que mora no Rio desde 1999. Maga Bo já trabalhou com brasileiros como BNegão, MC Catra, Marcelo Yuka, Marcelinho da Lua e Digitaldubs.

No ano que vem, ele deve começar a dar aulas sobre produção digital na sede do AfroReggae, em Parada de Lucas, no Rio. No momento, está em Addis Ababa, capital da Etiópia, gravando com músicos locais e pesquisando música etíope.

“Batidas eletrônicas são o campo onde todo mundo pode se entender. O computador, que já foi chamado do primeiro “instrumento folk universal”, está cada vez mais acessível. O volume de música que pode ser encaixada nesse “global ghettotech” está aumentando no mundo. A morte das gravadoras tradicionais e o crescimento da distribuição de música na internet estão ajudando essa popularização”, conta Maga Bo.

Já o DJ Dolores, representante brasileiro mais conhecido dessa tendência, diz que “os computadores são os tambores de hoje, um instrumento primal que cada um pode usar do seu jeito”. Em 2004, Dolores ganhou o prêmio de melhor DJ na categoria “Club Global” da Radio One, da BBC inglesa. Dolores acaba de chegar de vários shows pelos EUA e México e no ano que vem deve lançar o álbum “Um Real”.

Diplo é o nome mais conhecido dessa safra de DJs/produtores. Esse americano de 29 anos foi um dos principais divulgadores do funk carioca no exterior. Ex-namorado de MIA (cujo primeiro álbum ele co-produziu), Diplo tocou recentemente no Tim Festival.

Ele acredita que é importante retribuir as culturas locais. Através do projeto Heaps Decent, ele vem fazendo música com jovens aborígenes de um centro de detenção de menores da Austrália. Faixas devem sair em breve, em parceria com o selo australiano Modular.

“Já que essas subculturas, de certa forma, me ajudam a ganhar a vida, fiz algo para ajudar seu desenvolvimento”, explica. “Nos próximos meses, espero fazer o mesmo na favela do Cantagalo, no Rio, com a ajuda do AfroReggae e do [antropólogo] Hermano Vianna.”

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