Archive | June, 2009

Dancing Cheetah_3º temporada – EDU K; 7 DE JULHO

30 Jun

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E lá vai a Cheetah para mais uma temporada, a 3º. O esquema é o seguinte: toda terça de julho, Pedro Seiler, João Brasil e Chico Dub estarão na Casa da Matriz recebendo um ou dois convidados a cada semana. É uma volta ao nosso habitat original, com duas pistas e aquele fumacê que a gente gosta tanto. Os convidados tão sinistros:

7 de julho – Edu K (De Falla/ Man Recordings)
14 de julho – Marcelinho da Lua / La Rica
21 de julho – DJ Chernobyl (Comunidade Ninjitsu/ produtor Bonde do Rolê/ Brollies & Apples)
28 de julho – Go East/ Dj Vivi Caccuri

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Nem a Cheetah e seus instintos símio-felinos consegue imaginar o quão animalesca vai ser a união do João Brasil com o Edu K, na pista de baixo. Esse encontro já estava pra rolar faz tempos – precisou que a macaca intervisse pra ele finalmente acontecer! Pois então, dia 7, não perca por nada a estréia das Cheetahs de julho com o mestre Edu K.

Camaleão; o cara que entrou com uma meia no dito cujo durante o Hollywood Rock de 1993; ao lado de Chernobyl e sua Comunidade Ninjitu, criou o novo funk; um dos embaixadores do baile funk na Europa. Provavelmente você já ouviu tudo isso, mas é sempre bom reforçar: Edu K é uma lenda!

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Como era de se esperar, sua onda agora é outra, não mais o funk carioca. É uma espécie de minimal house africana, se é que existe isso. Antes dos habituais presentinhos, todos nessa pegada, vamos lembrar alguns clássicos que não podem faltar no baile global da macaca, que, óbvio, vai ser animal!

De Falla/ Edu K – Popozuda Rock and Roll @ Sabadão do Gugu (!!!)

Edu K – Gatas Gatas Gatas

Edu K feat. Marina – Me bota pra dançar

Major Lazer – Hold the line (Edu K rmx)

Idiot Savant (A.K.A. Edu K) – Jumping n’ pumping

Seguindo Sonhos – Vamos Mecher (Edu K rmx)

O amigo da macaca Fabiano Moreira tá com uma bela cobertura da festa no Agemda. Tem um monte de fotos do DeFalla (banda antiga do mestre) em seu post, remix para o Killer on the Dancefloor lançado em primeira mão, e uma entrevista com o Edu K realizada pelo Chernobyl!

Rainbow Arabia

30 Jun

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Espécie de DFA do deserto egípcio, o americano Rainbow Arabia, formado pelo casal Daniel e Tiffany Preston, acaba de lançar mais um trabalho, o EP Kabukimono. Dance music exótica, algo tosca, por conta dos vocais abafados, e cheia de teclados e instrumantação poliritmica inspirada em Omar Souleyman, nas coletâneas da Sublime Frequencies e de outros artistas do Oriente Médio, o Rainbow Arabia é absurdamente bom.

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Graças aos blogs de mp3, o casal teve contato com a música árabe, instigando o Daniel inclusive, a comprar em lojas libanesas na internet uma série de  synths microtonais que vem cheios de batidas árabes e turcas lojas libanesas.

O deserto realmente é psicodélico.

Rainbow Arabia – Holiday in Congo

Rainbow Arabia – I know I see I love I go

Dancing Cheetah_Mixtape 2 A.K.A. Tropicaliente

28 Jun

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Mixtape sabor tropical. Ingredientes: cumbia, carimbó, tecnobrega, merengue, funana, coupe decale, reggaetón, além de temperos árabes. Baixe aqui. Ou aqui.

A capa monstra é do Breno Hardcuore Pineshi.

MICHAEL JACKSON R.I.P.

26 Jun

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Via @hardcuore

Villa Diamante – Empacho Digital

24 Jun

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O argentino Villa Diamante, como já dissemos algumas vezes aqui, é o rei dos mashups de cumbia com pop, rock e música eletrônica. Um dos fundadores do ZZK, Diamante coloca pra jogo em seu site um disco (!!!) triplo com 40 mashups. É exagero? Talvez. Mas é como diz o release: esse excesso faz parte da cultura digital como um todo, que nos bombardeia a cada segundo com milhões de informações.

Muitas das músicas a seguir já rodam pela web há tempos. Mas tem muita novidade também. Uhu!

VILLA DIAMANTE – EMPACHO DIGITAL

01-Intoxicados – Comandante (Villa Diamante cumbiastyle)
02-Villa Diamante – Calle 13 vs M.I.A.
03-Villa Diamante – Chancha Vía Circuito vs Nelly
04-Villa Diamante – Arcade vs Spankrock
05-Villa Diamante – Marcelo Fabian vs Homebwoi
06-Villa Diamante – Spektre vs Nelly Furtado & Calle 13
07-Villa Diamante – Surtek Collective vs Modeselector
08-Villa Diamante – Frikstailers vs Calle 13
09-Villa Diamante – Fauna vs Tego Calderón
10-Villa Diamante – Peter Rap vs Ludacris
11-Villa Diamante – Marcelo Fabian vs Dante
12-Villa Diamante – Chancha Vía Circuito vs Lil Mama
13-Villa Diamante – El Remolón vs Chingo Bling
14-Villa Diamante – Marcelo Fabian vs Tego Calderón
15-Villa Diamante – Oro11 vs Kelis
16-Villa Diamante – El Trip Selector vs Voltio y Tego
17-Villa Diamante – Emisor (cumbia style)
18-Villa Diamante – Tremor vs Arianna Puello
19-Villa Diamante – Emisor vs Dead Prez
20-Babasonicos – Farsa (Villa Diamante Edit)

VILLA DIAMANTE – DUBSTEPERISMO
(THE DALEDURO INFLUENCE)

01-Villa Diamante – Tonolec vs Kromestar
02-Villa Diamante – Doña María vs Ital Tek
03-Villa Diamante – Intoxicados vs Kromestar
04-Villa Diamante – Daleduro vs Calle 13
05-Villa Diamante – Benga & De La Guetto feat Randy
06-Villa Diamante – Skream vs Gallego
07-Villa Diamante – Scuba vs Alexis & Fido
08-Villa Diamante – Eloy vs Mbz
09-Villa Diamante – Ital Tek vs Jomar
10-Villa Diamante – Daleduro vs Jahcoozi
11-Villa Diamante – Juana Molina vs Benga
12-Villa Diamante – Lykke Li vs Martyn
13-Villa Diamante – Daleduro vs Lady Tigra

VILLA DIAMANTE – ROCK AR

01-Villa Diamante – Victoria Mil vs Clipse
02-Villa Diamante – Charly Garcia vs Busta Rhymes
03-Villa Diamante – Los Encargados vs Big Boi
04-Villa Diamante – Abuelos de la Nada vs Old Dirty Bastard
05-Villa Diamante – Plastilina Mosh vs Mike Jones
06-Villa Diamante – Babasonicos vs Crime Mobb
07-Villa Diamante – Antonio Birabent vs Fergie
08-Villa Diamante – Adrian Cayetano Paoletti vs Jurassic 5
09-Villa Diamante – Sumo vs Clipse

Rapidinhas #2

24 Jun

–Cumbia jazz–

charles mingus

Jazz e Cumbia? Porque não?! Suite de 28 minutos gravada em 1976, Cumbia & jazz fusion, de Charles Mingus, é animal. 

Charles Mingus – Cumbia & jazz fusion


–Chorando se foi

Loalwa Braz, ex-vocalista do Kaoma, estará no Brasil até a segunda metade de julho para gravar um DVD comemorativo aos 20 anos do surgimento da lambada. João Brasil, cadê você??


–O mambo dos Mutantes–

Yo te quiero mi querida
Sin tus besos non soy nada
Baila el mambo
que yo canto a ti

Uma homenagem ao Santana.

Mutantes – Cantor de mambo


–Grupo Chambelán–

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Quem comprovar que existe grupo de cumbia mais tosco que o Grupo Chambelán, do México, ganha vips para a Dancing Cheetah, em julho, na Casa da Matriz.

Grupo Chambelán – El metrosexual


–Vem com tudo e o reggaetón para as massas–

Ídolo da macaca e leitor deste blog, Hermano Vianna está fazendo um belíssimo trabalho a frente dos textos do Vem com Tudo!, programete dentro do Fantástico que fala de novas tendências de gosto e comportamento no Brasil. No blog do programa, Hermano já citou o ZZK e escrevou post sobre o dancehall. É esse de lá que a Cheetah tirou essa pérola do MC Papo, um fenômeno do YouTube: seu outro hit, Piriguete tem mais de 9 milhões de hits. É o pop-reggaetón para as massas! No Brasil!

Global Guettotech #0

23 Jun

E a Cheetah inaugura mais uma sessão aqui no blog, dessa vez sobre global guettotech. A cada semana, terça-feira para ser mais exato, um nome chave desse tão polêmico gênero musical estará sendo dissecado pela macaca. Mas pra começar, vamos voltar ao tempo e postar como introdução uma matéria escrita pelo Camilo Rocha para a Folha de São Paulo em janeiro do ano passado, talvez o primeiro texto sério sobre o assunto no Brasil. Para ilustrar, a Cheetah toma a liberdade e incorpora alguns vídeos no post.

“Globalistas” buscam sons periféricos

DJs como Diplo, Manga Bo e Dolores misturam ritmos que vão do hip hop norte-americano ao dancehall jamaicano.

Inspirados nos sons mais urbanos das periferias, artistas negam que trabalhos tenham como fonte inicial a “world music”.

CAMILO ROCHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
(15.01.08
)

A maioria dos DJs costuma direcionar seus ouvidos para algumas poucas mecas musicais do Primeiro Mundo, como Nova York, Londres, Berlim e Paris. Nesta década, porém, emergiu uma nova categoria, a dos DJs “globalistas”, que viajam muito mais longe em suas garimpagens musicais.

Nomes como Diplo, DJ Dolores, Maga Bo, DJ/rupture, Ghislain Poirier e Wayne&Wax constroem sets incrivelmente variados, que podem ter hip hop americano, tecno alemão ou electro francês, mas também soca de Trinidad, rap marroquino, funk carioca, kuduro de Angola, dancehall jamaicano, o grime das Cohabs londrinas ou a cumbia colombiana.

A exposição desses ritmos “periféricos” já influencia artistas em diferentes esferas como a banda Bloc Party e os DJs/ produtores Simian Mobile Disco e Samim (que teve um dos hits do ano com “Heater”, no qual juntou cumbia com tecno). Depois tem o fenômeno da anglo-cingalesa MIA, a primeira popstar a sair dessa tendência e que lançou neste ano o elogiado álbum “Kala”.

Seria tudo isso uma nova roupagem para o desgastado termo “world music”? Ao conversar com a Folha por telefone, o DJ e produtor canadense Ghislain Poirier, que acaba de lançar o álbum “No Ground Under” pelo selo Ninja Tune (da dupla inglesa Coldcut), nega: “World music é mais exótico, os sons que tocamos são mais urbanos. Eles vêm de um cenário comum: pessoas sem muito dinheiro, fazendo música em estúdios caseiros ou num laptop. É algo mais urgente”.

Graças a um maior acesso à internet e à tecnologia, em todo o mundo há uma proliferação sem precedentes dos sons das periferias dos países, boa parte deles com fortes bases eletrônicas e criados em laptops ou PCs surrados, muitas vezes com softwares piratas, e divulgados via blogs, sites e sets dos DJs “globalistas”.

O DJ e MC americano Wayne&Wax, que também é etnomusicólogo, batizou o movimento de “global ghettotech”. “Inventei essa frase para descrever uma estética emergente entre certos DJs e blogueiros, onde se mistura gêneros “globais” como hip hop, tecno e reggae, entre outros, com estilos “locais'”, explicou Wayne à Folha. “Mas sou contra a abordagem superficial e modista. Gosto de conhecer os contextos sociais e culturais que moldaram esse sons”, esclarece.

Pioneiros

Um dos “globalistas” pioneiros é o DJ/rupture, de Boston, EUA, que primeiro chamou a atenção com uma mixtape (set mixado) chamada “Gold Teeth Thief”. O set deu tanto o que falar que figurou entre os dez melhores lançamentos de 2002 da prestigiosa revista musical inglesa “The Wire”.

Por meio de seu blog e programa de rádio “Mudd Up!”, Rupture transmite uma mescla insana de ritmos de várias partes. Um de seus interesses especiais é a música maghrebi, do norte da África. “Estou descobrindo [também] o mundo da cumbia – existem muitas cenas fascinantes, do passado e do presente”, conta o DJ.

O selo de Rupture, Soot, deve lançar em alguns meses o álbum de estréia de outro nome importante da cena “globalista”: Maga Bo, um americano de Seattle que mora no Rio desde 1999. Maga Bo já trabalhou com brasileiros como BNegão, MC Catra, Marcelo Yuka, Marcelinho da Lua e Digitaldubs.

No ano que vem, ele deve começar a dar aulas sobre produção digital na sede do AfroReggae, em Parada de Lucas, no Rio. No momento, está em Addis Ababa, capital da Etiópia, gravando com músicos locais e pesquisando música etíope.

“Batidas eletrônicas são o campo onde todo mundo pode se entender. O computador, que já foi chamado do primeiro “instrumento folk universal”, está cada vez mais acessível. O volume de música que pode ser encaixada nesse “global ghettotech” está aumentando no mundo. A morte das gravadoras tradicionais e o crescimento da distribuição de música na internet estão ajudando essa popularização”, conta Maga Bo.

Já o DJ Dolores, representante brasileiro mais conhecido dessa tendência, diz que “os computadores são os tambores de hoje, um instrumento primal que cada um pode usar do seu jeito”. Em 2004, Dolores ganhou o prêmio de melhor DJ na categoria “Club Global” da Radio One, da BBC inglesa. Dolores acaba de chegar de vários shows pelos EUA e México e no ano que vem deve lançar o álbum “Um Real”.

Diplo é o nome mais conhecido dessa safra de DJs/produtores. Esse americano de 29 anos foi um dos principais divulgadores do funk carioca no exterior. Ex-namorado de MIA (cujo primeiro álbum ele co-produziu), Diplo tocou recentemente no Tim Festival.

Ele acredita que é importante retribuir as culturas locais. Através do projeto Heaps Decent, ele vem fazendo música com jovens aborígenes de um centro de detenção de menores da Austrália. Faixas devem sair em breve, em parceria com o selo australiano Modular.

“Já que essas subculturas, de certa forma, me ajudam a ganhar a vida, fiz algo para ajudar seu desenvolvimento”, explica. “Nos próximos meses, espero fazer o mesmo na favela do Cantagalo, no Rio, com a ajuda do AfroReggae e do [antropólogo] Hermano Vianna.”

Afrobeat e a arte de Lemi Ghariokwu

22 Jun

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Fica exposta no Rix Mix Cafe, em Londres, até 6 de julho, a maior coletânea já reunida de trabalhos do nigeriano Lemi Ghariokwu. Pintor e designer, Lemi é responsável pelas artes de todo o catálogo de ninguém mais ninguém menos que Fela Kuti.

Amigo pessoal de Fela e partidário de suas idéias pan-africanistas, Lemi tinha carta branca para interpretar como quisesse os temas das canções do “Presidente Negro”.  No blog da produção da expo, você lê coisas bem bacanas sobre esses dois artistas, além de conferir fotos da expo.

Depois do Rich Mix Cafe, Afrobeat and the art of Lemi Ghariokwu, no original, será exibida em várias cidades da Inglaterra.

ikoyi-1monkeyyellowFela Kuti - Black President

Acordeón Mixtape

22 Jun

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Andrew Casillas, um maluco que escreve pro bacanudo Club Fonograma, se juntou a outro maluco, de nome Dan Weiss, e o resultado é essa brilhante mixtape que a Cheetah disponibiliza aqui: músicas de diversos estilos unidas sob as melodias do acordeón. O release, logo abaixo, é tão brilhante quanto a própria mix. Vejam só.

The year is 2109. Accordions are banned. This is because 100 years ago, two rogue, outlaw music critics made a mixtape so important, so inspiring, so…fucking amazing that all bandwidth worldwide swallowed itself and left all civilization in darkness for over 5 years. After President Obama restored electricity to the northeastern states, the newly formed Republi-Whig party, which controlled both houses of Congress, the British Parliament, and 3/4 of the Legion of Doom, passed the accordion ban of 2016, to prevent such awesomeness from ever coalescing and concentrating this violently ever again. As for the two music writers who created the mixtape, after the passage of the accordion ban, they were sent to an undisclosed location somewhere north of Helsinki, where they were placed in a highly experimental procedure conducted by Greg Gillis and Kanye West to see if the very essence of a human being could be sampled on record and auto-tuned (turns out, yes it could). The following is the notation of their original mixtape…

1. Los Lobos – “Kiko and the Lavender Moon”

Pro accordion-to-rock transfigurationist David Hidalgo’s smokier, cinematic tendencies got the best of him in the early 90s, resulting in the Tom Waits-ish Latin Playboys project, and bleeding over quite a few Lobos tunes, like this slow-burning candle. (Dan)

2. The Pogues – “London Girl”

Rapid-fire accordion riff? Horn accents? Bitchin’ rhythm section? If anything, there’s too much to love here. Personally, I’m struck by how a blistering fusion of punk and Irish folk like this could also be such a heartfelt love song. The sense of optimism and passion makes it the ideal choice for a summer romance. In a way, this song does for London lasses what “The Girl from Ipanema” did for Brazilian beach babes. (Andrew)

3. The Klezmatics – “Man in a Hat”

A decade before Gogol Bordello and Golem it’s truly surprising after hearing neo-trad klezmer that fits and wiggles like this (straitjacketed bassline, speed-metal tempo) that the Klezmatics are still one of the only acts to do this sort of thing. (Dan)

4. Bowerbirds – “In Our Talons”

I have a weakness for creepy-erotic, predator-prey songs, like the spider “come to wrap you up tight until it’s time to bite down” in Cursive’s “The Recluse.” Read into this what you will. (Dan)

5. Calle 13 – “La Jirafa”

Sometimes I like to lie in the grass and let the Dada in me wander. Then I get bored and start looking around for pretty girls. Luckily, this song proves a viable soundtrack for each situation. Seriously, try telling the next pretty girl you see that you want to wrap her in a tortilla. If she laughs, she’s yours. If she’s puzzled, she’s probably the type that brings an umbrella to the beach. You don’t want to be with that girl. (Andrew)

6. Los Inquietos del Norte – “La Gripa”

Forget everything you ever liked about cocaine songs. “La Gripa” out-balls every single one of them. Without providing a line-by-line translation, here’s what you need to know about this track: The narrator loves coke, his buddies love coke, they particularly love snorting coke while drinking tequila and…well, everything after that is kind of disturbing and offensive. But good Lord is it fun! Hell, you would have to be on coke yourself to move to this—it’s played that fast. Oh, and those snorting noises that bookend the track? They’re not faking. Take THAT, Clipse… (Andrew)

7. Clipse – “Momma I’m Sorry”

With all respect to Eminem’s “Square Dance” and MF Doom’s “Accordion,” it’s hard to spit bars over accordion without sounding gimmicky or tacked-on. The Neptunes make it sound stark and menacing. Pusha T and Malice ignore it altogether; they’re so obsessively single-minded they could be manufacturing coke-talk over an accordion for all they care. So they did. (Dan)

8. Gogol Bordello – “Think Locally, Fuck Globally”

As improbable, bracing and out-of-nowhere as the White Stripes or Nirvana, I could’ve picked almost anything from the planet’s best onstage bet. So I picked the one that yells “Party!” after claiming to invent the country. (Dan)

9. Celso Piña – “Cumbia Poder”

Cumbia, for those who aren’t aware, is a centuries-old fusion of African and South American sounds whose origins as a courtship dance ritual. Modern Latinos have continued this tradition—mostly by dedicating long sections of our wedding reception playlists to this music. This track, a mix of traditional cumbia and hip-hop music, is a celebration of the power of cumbia as party-starter, booty-shaker, and baby-maker. (Andrew)

10. Nortec Collective – “Tijuana Sound Machine”

Mexican folk music (norteño, banda, etc.) gets a bad rap from American audiences for being too rigid. This wordless techno track from members of Mexico’s renowned Nortec Collective is a virtual bitch-slap to that round of thinking. And if the song’s video teaches us anything, this will make attractive people break dance right in front of you. And who doesn’t love that? (Andrew)

11. Jordan Knight – “Give It to You”

Probably not the only Billboard smash in many a year to feature accordion—not with all that experimental Timbaland and Nashville crossover. But this has-been (never-was?) came back from one of the least-retained fames of all time to deliver this sweet little telegram about his dick. (Dan)

12. Paul Simon – “Boy in the Bubble”

A few years ago, VH-1 Classic began airing a series called “Classic Albums,” and this was one of the first episodes. During one pivotal scene, Paul Simon shows the production techniques that went into mastering this song. After complementing himself on how surreal his lyrical technique was, he revealed that the accordion track was actually mixed in reverse. That may be common knowledge to some people, but this was quite the revelation for me, considering I had been fascinated by what I thought was expert accordion playing. Instead, it’s all lies. Yet I still love this song. Damn, that Paul Simon has got some balls on him… (Dan)

13. Ramon Ayala – “La Rama de Mezquite”

Ramon Ayala’s music epitomizes the perfect summer night. Locating a bar where the $1 drink specials flow like wine. Where a bartender can serve you a “four horsemen” shot followed by a double shot of Grey Goose and not lose his liquor license. Where the DJ plays what you want him to play. When the dance floor is so packed that you can’t even find the exit. Where the prettiest girl in the world dances with you all night and doesn’t even tell you her name. Why do I say all of this about “La Rama de Mezquite”? Because that night once happened to me. And it was perfect. (Andrew)

14. Beirut – “Scenic World” (Lon Gisland version)

Not really a fan in the first place, I considered Zach Condon over after he dusted the Balkan Brass for less interesting Euro-pursuits. This is his bon voyage. You know it’s one of the catchier death rattles when your then-girlfriend agrees to sing it at the open mic if you’ll kazoo the horn part. (Dan)

15. Lila Downs – “Skeleton”

I hate the term “world music,” mostly because it doesn’t mean ANYTHING. Yet, if anyone is ever going to fit that label, it’s Lila Downs. Specializing in traditional Mexican folk, American blues, rock and roll, South American cumbia, vocal jazz, etc., she can play any style of music she wants and do it convincingly. This track, a zydeco-influenced romper, may be about death and spiritual rebirth, but it swings like the best that NOLA has to offer. Sounds great with a hurricane cocktail and orange peel. (Andrew)

16. Dead Milkmen – “Punk Rock Girl”

I discovered this song as a kid and even then it was easy to see past their shit. With the accordion arrangement and big Broadway send-off (“Eat fudge banana swirl/ We’ll travel ’round the world”), this wanted to be a parody but these boneheads just didn’t have the heart to sabotage this lovely melody they stumbled upon. Bonus sentiment for stuff from my youth like Zipperhead. (Dan)

17. The Hold Steady – “You Can Make Him Like You” (Live)

I’m not a big Hold Steady fan, mostly cause we’ve got our own “bar band made good” down here in Texas (Los Lonely Boys anyone? Anyone? *chirp*), but this song is just fantastic. This was by far my favorite track on Boys & Girls in America, but the juxtaposition of acoustic guitar and accordion on this version accentuates the tension between friendly advice and romantic yearning that seems to be at the center of this song. There are very few songs that can balance these without making their protagonist sound like a complete loser, but this, this is just perfect. (Andrew)

18. Bumnandi Utshwala Bakho – “Kati Elimnyama”

The mix was finished except for some sequencing scruples when I finally acquired the elusive Heartbeat of Soweto compilation on Soulseek, something I’ve been too cheap to just order since I fell in love with The Indestructible Beat of Soweto years ago. Predictably, mind-blowingly beautiful mbaqanga, but this one I had to play over and over. Then I sent it to Andrew. There weren’t many qualms about squeezing it in. (Dan)

19. Barenaked Ladies – “Straw Hat and Old Dirty Hank” (Live)

What, never heard “Barenaked Ladies” and “intense” in the same sentence? “I know your address!” Also “I bring you flowers and a .22 with shells”—this is about Anne Murray’s stalker. I’d only known the excellent live version on Rock Spectacle, so I played the tepid studio take just to be sure; doesn’t do it justice at all. Doesn’t even have accordion. (Dan)

20. Julieta Venegas – “De Mis Pasos”

Julieta Venegas is the undisputed Queen of Mexican alternative rock and, for my money, the greatest female musician of the past decade (no, I’m not kidding). This track, from her debut album, is pretty straightforward lyrically (by her high standards), but it’s as musically rich as left-field pop/rock can get. Her accordion doesn’t lead the song, but rather guides it through subtle note changes and varying tempos. The track builds, and builds, and builds, until the final rush of the chorus gives way to exasperation and finality. And if it weren’t so enthralling, you’d be hard-pressed to catch your breath too. (Andrew)

21. Lily Allen – “Never Gonna Happen”

To the six people aside from me who still think Alright, Still is a masterpiece: Yes, it still is. But let’s stop pretending that It’s Not Me, It’s You is anything more than serviceable. Instead, let us focus our attentions on this little nugget buried in the middle of that record. The lite-tango beat (with handclaps!), the conversational delivery, the down-to-earth bitter smirk of every verse—it’d be deplorable if it wasn’t so damn effective. So rejoice, and even if my words don’t convince you, that sweet accordion will. (Andrew)

22. Charles Mann – “The Walk of Life”

There’s a long list of songs I could-have-sworn had accordion that I wanted to sneak onto this and the wretched Dire Straits’ not-wretched “Walk of Life” would be at the top. So I did a little research and dug up this Cajun guy. Yeah, this is cheating. But it’s every bit as good and you’ve never heard it and hey, bonus Mark Knopfler exorcism. Loophole of the year. (Dan)

23. Shakira – “Objection (Tango)”

Andrew—whose Spanish is better than mine let’s say—understandably bristled. But there’s something to be said for her strange command of English; I think during our argument I called the use of the word “unfixable” Stephin Merritt-esque. But this is a great tune and a thematically sound closer: America and non-America clashing culturally, discomforts and misunderstandings intact, raging, lying and stealing. Plus we needed a tango and with respect to like, Astor Piazzolla, this one rocks. (Dan)

Um breve panorama #3 – FUNANA

18 Jun

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Duda – Dja txiga hna bes

Som di Terra – Mi nca burro nau

A Cheetah está completamente ensandecida com o funana, gênero cabo verdeano que vem ganhando o mundo através da pesquisa de DJs globalistas e, claro, da internet. Poucos dias atrás, inclusive, o Radioclit fez um mix especial pro Corporate Bloggin batizado de funana. Mesmo sem ser um set 100% do estilo, a divulgação que o gênero ganha por conta do alcance desse que é um dos mais conceituados artistas de global guettotech é excelente.

O funana surgiu no início do século 20 quando os portugueses introduziram o acordeón em Cabo Verde. Enquanto algumas fontes afirmam que essa introdução foi uma tentativa forçada de aculturação para que a população aprendesse gêneros musicais de Portugal, outras citam motivos econômicos: era muito mais barato importar acordeóns que órgãos, instrumentos bastante usados para fins religiosos. Nascido na ilha de Santiago, a mais populosa e onde a presença africana é mais marcante, o funana era acima de tudo uma música de camponeses.

A sonoridade lembra bastante o forró brasileiro, só que bem mais acelerado. E tem alguma coisa de lambada também. Não à toa, depois que a lambada se tornou muito polular na França, tentaram fazer com que a funana também se desse bem por lá, o que acabou não acontecendo.

Com o passar dos anos, o estilo se modernizou e hoje conta com muitos elementos eletrônicos, de sintetizadores a beats 4×4. Talvez por conta da língua portuguesa, são constantes os cruzamentos entre  funana e kuduro, com produções dois países.

O artista mais espetacular que a Cheetah conhece é o Ferro Gaita, talvez o começo mais óbvio pra quem quer mergulhar no funana.

Ferro Gaita – Ka ta pupa

Ferro Gaia – É si propri

Obviamente, os funanas mais modernos e eletrônicos caíram nas graças dos europeus. Talvez o primeiro deles tenha sido o pessoal da pesada do Schlachthofbronx, da Alemanha, que batizou uma de suas melhores músicas com o nome do gênero.

Schlachthofbronx – Funana

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Vamos agora a mix do Radioclit citada anteriormente.

Radioclit – Fu (Na Na Na) Mix

Tracklist:

Sabi Dimas – Xibioti e Sousa
Janka Nabay – Eh Congo (Radioclit Edit)
Uproot Andy – La Camisola
Raiss Di Funana – Nho Fifi
Naty Kid – Sereia
Pitbull feat Machem Montano & Lil Jon – Floor On Fire
Ricky T – Pressure Boom
Kidy – Apoia Tradisom (Radioclit Edit)
Skepta – Stageshow Rhythm
Ize – Tronku Di Mundo
Wiley – Sorry Sorry Pardon What (Radioclit Edit)
DJ Vielo – Decale Mon Afrique
DJ Gant Man – Boricua Juke
Maluca – El Tigeraso
Marius – Senhora De Luz
Tony Allen – Fuji Ouija (Diplo Remix)

E pra fechar, mais clipes. O primeiro é uma fusão com hip hop bem bacana. Já o segundo bebe na eletrônica.

La MC Malcriado – Nos pobreza ke nos rikeza

Paulo Tavares – Pol kel funana

Ps: A sessão Um breve panorama apresenta textos wikipedianos sobre gêneros musicais caros ao universo da Cheetah. Ou seja, nada aqui é aprofundado!

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