Archive | 8:52 pm

Sargento Garcia

16 Jun

sergent garcia

Diretamente da França,  Sargento Garcia (ou Sergent Garcia, como é conhecido na Europa). Ex-punk rocker, frontman da hoje cult Ludwig Von 88, Bruno Garcia descobriu o reggae em meados dos anos 9o. Rapidamente, começou a incorporar elementos latinos em seu som (cantado em espanhol e algum francês), especialmente a salsa e sua forte percussão cubana. Nascia a salsamuffin.

A comparação com Manu Chao é inevitável. Porém, Garcia é mais explicitamente reggae e latino em sua sonoridade. Ouçam e façam a comparação.

SergentCumbiamuffin2009

A Cheetah coloca pra jogo o mais novo disco de Sargento Garcia, na verdade um EP de 6 músicas gravado com músicos colombianos de alguns dos melhores projetos daquele país, como o Sidestepper (capitaneado pelo inglês Richard Blair, que produziu o EP), Aterciopelados, Systema Solar e Bomba Stereo (todos presenças obrigatórias em qualquer festa latina que se preze!). Cumbiamuffin retrabalha 6 dos mais famosos temas de Sargento Garcia em versões cumbia. Um belíssimo trabalho (pena que muito curto!) que mostra muito bem como reggae e cumbia são primos de primeiro grau. Não são tracks pra pista, mas sim prum belo dia ensolarado, com mojitos e aquele fumacê maroto.

Tracklist

01. Amor pa’ mi
02. Que viene el mani
03. Poetas
04. Tonight in Bogotá
05. Yo me voy pa’ la Cumbia

Depois de baixar Cumbiamuffin, confira a versão original de Amor pa´mi no vídeo abaixo.

Lobi Traoré

16 Jun
lobi
Depois da Cheetah escrever sobre os malineses Amadou & Marian, chegou a hora de tecer algumas linhas sobre outro grande artista de Mali, Lobi Traoré.
Esse cantor e compositor espetacular apareceu pro mundo com seu disco Bamako (com produção de outro grande artista de Mali, o Ali Farka Touré), de 94, fazendo uma mistura de blues,  groove e instrumentação riquíssima.
Infelizmente, Mali é um dos países mais pobres do mundo. E no final das contas, a música acaba sendo uma forma dos malineses se fazerem ouvir no resto do mundo. Mali Music, disco produzido por Damon Albarn repleto de músicos malineses (incluíndo aí Lobi Traoré), é uma boa porta de entrada ao universo musical fantástico de Mali. Outra boa dica é a série African Pearls com seus volumes dedicados a esse país.
Dentro da discografia de Lobi Traore, o album Duga, de 99, é o preferido da Cheetah. Foi de lá que a macaca extraiu a pepita abaixo.
Lobi Traoré – Wolodennu

Como a Cheetah é boazinha, tem mimo do Mali Music também.

Mali Music – Makelekele

E de bônus, vídeo gravado ao vivo num bar em Mali.


Zebda

16 Jun

zebda 1

De tempos em tempos, a Cheetah menciona aqui no blog alguns dos artistas que a influenciaram diretamente nos sons globais. Dessa vez, chegou a hora de falar no Zebda, um dos mais queridos e amados gupos musicais franceses. Mesmo não produzindo nada desde 2003, o Zebda ainda é um dos preferidos da casa. Essence Ordinaire, de 1998, é daqueles discos (cada vez mais raros hoje em dia) de ouvir do começo ao fim sem pular nenhuma faixa.

Formado por 7 integrantes, muitos deles descendentes de árabes, o Zebda, de Toulouse, é caracterizado por um som bem upbeat – acordeon francês, reggae, hip-hop e rai (uma mistura de ritmos do norte da África, especialmente Algéria, e pop music internacional) – com letras bastante engajadas, que falam do cotidiano social e político das minorias étnicas que vivem nos grandes centros franceses, especialmente os jovens habitantes das periferias. O Zebda levava suas mensagens tão a fundo, que muitos de seus membros eram membros de ONGs em prol de melhores condições aos imigrantes e descendentes de árabes na França.

zebda

Vamos as músicas, todas do clássico dos clássicos Essence Ordinaire.

Tomber la chemise é a mais famosa de toda a carreira do Zebda, um ska two-tone que pra Cheetah é uma das menos legais do disco.

Já Oualalaradime é hino. E o clip é muito bom também, vejam só.

Pra baixar, duas jóias. A primeira delas muito é tocada no esquenta da pista.

Zebda – Double Peine

Zebda – Tombés des nuis

Mas o será que quer dizer Zebda? Em árabe, manteiga (beurre, em francês), uma brincadeira com a gíria que os franceses usam para se referir aos árabes, beur.

%d bloggers like this: