Archive | June, 2009

Rapidinhas #1

17 Jun

A Cheetah inaugura aqui no blog a sessão “Rapidinhas”. Toda quarta-feira, notas curtas, vídeos, flyers de festas amigas e por aí vai.

Brazilian Star Wars – Mashup by FAROFF

Major Lazer feat. Mr. Lexx & Santigold – Hold the line

Ps: Já falamos deles aqui, mas o videoclip oficial do primeiro single não poderia ficar de fora. Aguardem maiores infos sobre o Major Lazer aqui na Cheetah.

Songoro Cosongo nessa sexta, no Circo Voador

FLIER ELETRÔNICO CIRCO
Songoro Cosongo – Merengue de inverno

Songoro Cosongo – Chorumbia

Ps: O Cosongo é uma big band de músicos latinos e cariocas radicados na Lapa, bairro do Rio aonde tudo acontece. Um sopro de latinidade que merece ser degustado por todos!

URBe 6 anos – a festa!

urbe_6anos_final

Ps: Festinha de comemoração do site do nosso grande amigo e 4º elemento da Cheetah, Bruno Natal. A macaca não o convida (o dia virá) pra discotecar na festa, mas ele sabe que é amado por todos.

Magic System & Cheb Khaled – Même pas fatigué

Ps: Um pouquinho de coupé decalé para este finzinho de tarde. Um dos hinos da macaca que muito em breve marcará presença na próxima mixtape da Cheetah

Uma arara selvagem e exótica contou a Cheetah que a Banda Calipso se apresenta na Fundição Progresso, dia 21 de agosto.

Sargento Garcia

16 Jun

sergent garcia

Diretamente da França,  Sargento Garcia (ou Sergent Garcia, como é conhecido na Europa). Ex-punk rocker, frontman da hoje cult Ludwig Von 88, Bruno Garcia descobriu o reggae em meados dos anos 9o. Rapidamente, começou a incorporar elementos latinos em seu som (cantado em espanhol e algum francês), especialmente a salsa e sua forte percussão cubana. Nascia a salsamuffin.

A comparação com Manu Chao é inevitável. Porém, Garcia é mais explicitamente reggae e latino em sua sonoridade. Ouçam e façam a comparação.

SergentCumbiamuffin2009

A Cheetah coloca pra jogo o mais novo disco de Sargento Garcia, na verdade um EP de 6 músicas gravado com músicos colombianos de alguns dos melhores projetos daquele país, como o Sidestepper (capitaneado pelo inglês Richard Blair, que produziu o EP), Aterciopelados, Systema Solar e Bomba Stereo (todos presenças obrigatórias em qualquer festa latina que se preze!). Cumbiamuffin retrabalha 6 dos mais famosos temas de Sargento Garcia em versões cumbia. Um belíssimo trabalho (pena que muito curto!) que mostra muito bem como reggae e cumbia são primos de primeiro grau. Não são tracks pra pista, mas sim prum belo dia ensolarado, com mojitos e aquele fumacê maroto.

Tracklist

01. Amor pa’ mi
02. Que viene el mani
03. Poetas
04. Tonight in Bogotá
05. Yo me voy pa’ la Cumbia

Depois de baixar Cumbiamuffin, confira a versão original de Amor pa´mi no vídeo abaixo.

Lobi Traoré

16 Jun
lobi
Depois da Cheetah escrever sobre os malineses Amadou & Marian, chegou a hora de tecer algumas linhas sobre outro grande artista de Mali, Lobi Traoré.
Esse cantor e compositor espetacular apareceu pro mundo com seu disco Bamako (com produção de outro grande artista de Mali, o Ali Farka Touré), de 94, fazendo uma mistura de blues,  groove e instrumentação riquíssima.
Infelizmente, Mali é um dos países mais pobres do mundo. E no final das contas, a música acaba sendo uma forma dos malineses se fazerem ouvir no resto do mundo. Mali Music, disco produzido por Damon Albarn repleto de músicos malineses (incluíndo aí Lobi Traoré), é uma boa porta de entrada ao universo musical fantástico de Mali. Outra boa dica é a série African Pearls com seus volumes dedicados a esse país.
Dentro da discografia de Lobi Traore, o album Duga, de 99, é o preferido da Cheetah. Foi de lá que a macaca extraiu a pepita abaixo.
Lobi Traoré – Wolodennu

Como a Cheetah é boazinha, tem mimo do Mali Music também.

Mali Music – Makelekele

E de bônus, vídeo gravado ao vivo num bar em Mali.


Zebda

16 Jun

zebda 1

De tempos em tempos, a Cheetah menciona aqui no blog alguns dos artistas que a influenciaram diretamente nos sons globais. Dessa vez, chegou a hora de falar no Zebda, um dos mais queridos e amados gupos musicais franceses. Mesmo não produzindo nada desde 2003, o Zebda ainda é um dos preferidos da casa. Essence Ordinaire, de 1998, é daqueles discos (cada vez mais raros hoje em dia) de ouvir do começo ao fim sem pular nenhuma faixa.

Formado por 7 integrantes, muitos deles descendentes de árabes, o Zebda, de Toulouse, é caracterizado por um som bem upbeat – acordeon francês, reggae, hip-hop e rai (uma mistura de ritmos do norte da África, especialmente Algéria, e pop music internacional) – com letras bastante engajadas, que falam do cotidiano social e político das minorias étnicas que vivem nos grandes centros franceses, especialmente os jovens habitantes das periferias. O Zebda levava suas mensagens tão a fundo, que muitos de seus membros eram membros de ONGs em prol de melhores condições aos imigrantes e descendentes de árabes na França.

zebda

Vamos as músicas, todas do clássico dos clássicos Essence Ordinaire.

Tomber la chemise é a mais famosa de toda a carreira do Zebda, um ska two-tone que pra Cheetah é uma das menos legais do disco.

Já Oualalaradime é hino. E o clip é muito bom também, vejam só.

Pra baixar, duas jóias. A primeira delas muito é tocada no esquenta da pista.

Zebda – Double Peine

Zebda – Tombés des nuis

Mas o será que quer dizer Zebda? Em árabe, manteiga (beurre, em francês), uma brincadeira com a gíria que os franceses usam para se referir aos árabes, beur.

João Brasil em versão axé-tech

15 Jun

Mais uma do símio mais irreverente que habita o cone sul. Dessa vez um axé-tech. Punk.

Lista de samples:

Fazer o quê? – Calypso
Sleepyhead – Passion Pit
Blitzkreig Bop – Ramones
Bahia thin scream – João Brasil
Womanizer – Britney Spears

Toy Selectah: pura crema desde Monterrey

10 Jun

up-Toy_Selektah

O guia de cultura latina e agenda novaiorquina Ny Remezcla, publicou recentemente uma entrevista muito boa com o mexicano Toy Selectah. A Cheetah já falou de Toy antes, mas como a sua mixtape pra Mad Decent passou em branco, a macaca resolveu juntar os dois aqui no blog.

A Cheetah reproduz abaixo algumas perguntas e respostas. O resto da entrevista com um dos caras mais fundamentais e talentosos da nova cumbia você lê aqui.

RE: 2004 was the year reggaetón crossed over to the gringo market with “Culo” and “Gasolina”.
TS: Yes, that was when the CEO at Universal decides to start this new label. I was the A&R and Gustavo López [now president of Fonovisa] was the president. Together we created the concept. Gustavo suggested the name Machete, in part because of Control (Machete) and also because in Puerto Rico machete means cock. So it was a very strong name. At first I didn’t want to be associated with the name but then Gustavo asked me “what’s the best thing that happened in your life?” Control Machete!

Re: How did the whole neo-cumbia phenomenon start?
TS: Híjole güey, it was very spontaneous. We all started getting deep into MySpace. I think it’s still barely starting. Definitely that vinyl release we made with Sistema Local when Chico Sonido moved to Los Angeles was a stepping-stone for the whole movement, it had the first cumbia mash-ups like the one with Missy Elliot and the “Milkshake” song.

RE: That was in 2005, right?
TS: Yes, around 2004 or 2005. It was then when Sonido Martínez (from Argentina) showed up online and right after that, all the rest started to come out.

RE: But Sonidero Nacional already existed.
TS: Oh yeah, of course. That started with [the collaboration on] Celso Piña’s “Cumbia Sobre El Río” That was the foundational song of the new cumbia. It was a very significant song because it had the roots  of traditional cumbia together with hip-hop and reggae. And it was a massive success. Even Pablo [Lescano, from Damas Gratis] says that’s the song that started it all. That was when everybody started adding powerful baselines to cumbia beats.

RE: “Cumbia Sobre El Río” was also the first international crossover cumbia song;  it appealed to the selective hip-hop and rock en español audiences as well as the traditional cumbia dancers.
TS: Absolutely. That’s when it was established the idea that a cumbia crossover was possible. It could be trendy and played on MTV while still being cumbia.

RE: I think that neo-cumbia happens because of this new Latin American generation that grew up surrounded with cumbia as the dominant lower-class dance music but they see it from a hip-hop perspective. The whole concept of music recycling; this is something that couldn’t have happened 15 years earlier.
TS: Exactly. This is the hip-hop creativity but it’s not happening only with cumbia, it’s happening with all other modern music styles, rock, pop, electronica… You can call it neo-cumbia or mash-up, but from my point of view it’s all hip-hop.

RE: There is this cycling phenomenon in the music industry where “first world” DJ’s and producers become infatuated with a certain “third world” rhythm and they start sampling it and remixing until the whole thing becomes a cliché and it burns out. Eight years ago it happened with bossa nova, a couple of years later it happened with tango, then with baile funk… Do you think the same thing will happen with cumbia?
TS: Look, I just took  Steph and Dave (Dewaele) from Soulwax to buy cumbia records. No doubt tomorrow there’s gonna be a track by them with some cumbia sample. And I wonder, is this good or not? But you know what? I’m not staying stuck in cumbia, I’ll keep on moving forward. By the time that happens I’ll be beyond that, experimenting with something else. I don’t know, maybe ravertón.

mexmore-front

No site da Mad Decent você baixa essa mix com alguns dos remixes mais insanos envolvendo a cumbia. São experiências com Air, Devendra Banhart (um dos grandes hits da Cumbia!), Chromeo, Boys Noize, entre outros. É o que Toy costuma chamar de raverton!

E de bônus, mais duas pepitas também bastante tocadas na Cheetah.

Grupo  Igual – Rumba Cha Cha Cha (Toy Selectah Rmx)

Calle 13 feat. Café Tacuba – Nadie Como Tu (Toy Selectah Rmx)

Pinduca, o rei do carimbó

10 Jun

pinduca

Pinduca nasceu no Pará e já tem 30 discos gravados. Seu nome surgiu por conta de um chapéu folclórico que começou a utilizar no final dos anos 50 e desde então ficou com esse nome. Esse chapéu virou sua marca registrada e Pinduca coloca nele diversos enfeites e objetos decorativos em suas apresentações.

O carimbó é um ritmo que vem da cultura indígena, mas foi modificado com a chegada dos escravos e dos europeus. É um gênero meio mash up. Em sua biografia, que está sendo escrita, Pinduca conta que além de ser o rei do carimbó,  inventou a lambada, o xengo, o lári lári e também o sirimbó (fusao de carimbó com siriá – outro ritmo paraense). Essas fusões todas de ritmos de um dos nossos estados preferidos (a Cheetah já falou da guitarrada – que sempre rola na pista – , e em breve virão posts sobre tecnobrega e calypso) são bastante difíceis de explicar, só ouvindo mesmo!

Pinduca – Sinhá pureza

Pinduca – Cavalo velho (El cabalo)

O grupo carioca Do Amor, excelente banda que também adora fusionar ritmos, vem tocando carimbó em seus shows e o gênero certamente estará em seu disco de estréia.

Recentemente o carimbó esteve em evidência numa excelente paródia do grupo de humor escrachado Hermes e Renato. Pra descontrair.

Axé Vs. Kuduro

9 Jun

E nada a declarar!

Fauna e Villa Diamante em São Paulo!

9 Jun

Sim, é isso aí! Depois da passagem de El Remólon pela Cheetah (RJ) e Baixaria (SP) no mês passado, o crew mais bem armado para a invação latina ao resto do mundo, o ZZK, volta ao Brasil para uma gig de peso. No dia 16 de junho, a festa de música latina Cha Cha Cha irá comemorar seus dois anos de vida com um festão no Vegas, em São Paulo, com nada mais nada menos que Fauna e Villa Diamante, um dos fundadores do coletivo. A Cheetah, infelizmente de férias em junho, não pode trazer os dois para o Rio. Mas não há nada que faça a macaca perder essa noite cumbiambera!

Fauna


fauna

De todo o povo do ZZK, talvez o Fauna, de Mendoza, Argentina, seja aquele com mais chances de crossover internacional. Se metade do seu apelo está nos vocais meio hip hop dos Mcs Catar_sys e Color Kit (que também são produtores ), a outra está nos beats: alguns dos mais furiosos, energéticos e explosivos de toda a América Latina. O curioso é que mesmo com o sub grave láaaa embaixo as muitas batidas quebradas sobrepostas ao tradicional ritmo da cumbia, o Fauna ainda consegue ter um quê pop. Vão longe.

Fauna – Canibal

Fauna – El zombie

Villa Diamante


villadiamante

Diego Bulacio, o Villa Diamante, é o rei dos mashups de cumbia com o pop e eletrônica internacional. Um dos fundadores do coletivo ZZK (ao lado de Nim e El G), Villa representa com seus mashups a palavra mais cara da música do século 21: mistura.

Villa Diamante – Dizzee Rascal Vs. Surtek Collective

Villa Diamante – El Remolón Vs. Beyonce & Jay Z


Cheetah rocker: El Mato A Un Policia Motorizado

8 Jun
Apesar de ainda não ter aparecido por aqui, o rock é um gênero muito atuante na Cheetah. E o rock latino, claro, tem sido cada vez mais apreciado. Seguindo a linha de Charly Garcia, passando por Los Fabulosos Cadillacs e Kinky, a banda da vez vem da Argentina. E é boa demais. El Mato  A Un Policia Motorizado.
A banda, de Mar del Plata, tem 3 discos e está começando a ganhar projeção nacional, com matéria de destaque na Rolling Stone argentina em abril. Fizeram inclusive uma cover do clássico do Jesus and Mary Chain, Head On.
Seu terceiro disco, Dia de los muertos, é muito bom, do início ao fim.
E se o El Mato em estúdio arrebenta, ao vivo eles conseguem ser ainda melhores. Palavra da Cheetah, que conferiu uma apresentação deles em Buenos Aires esse ano.

El Mato A Un Policia Motorizado – Vienen bajando

El Mato A Un Policia Motorizado – Mi proximo movimiento

%d bloggers like this: