Archive | July, 2009

João Brasil – Lluvia Kookaburra

30 Jul

Depois de muitas Cheetahs, o símio mais fanfarrão do hemisfério sul viciou na cumbia. Viciou tanto, mas tanto, que acabou fazendo sua versão do gênero, uma cumbia com funk; a primeira de muitas por aí!

Ouça e baixe aqui

Dancing Cheetah 28/07 – DJ Vivi Caccuri + Go East

27 Jul

CHEETAH-4

Go East e os Balkan Beats

26 Jul

The GO EAST team por Mácia Bellotti 1

Além da DJ Vivi Caccuri, a próxima Dancing Cheetah, nesta terça, dia 31, terá como convidada a festa de música dos Balcãs Go East, das DJs Maria Almeida e Sol Provvidente.

Os Balkan Beats e o Leste Europeu.

Os balkan beats são muito mais do uma cena musical: trata-se de um fenômeno continental, que começou quando o muro de Berlin caiu e uma enorme influência cultural veio do leste europeu para a Europa Ocidental e desde então vem ganhando força.

O que começou como reuniões musicais de imigrantes vindos ‘do outro lado do muro’, na Berlim do início dos anos 90, acabou ganhando proporções inimagináveis e espalhou-se como febre por toda a Europa Ocidental. Os ritmos típicos de diversos povos do leste europeu – eslavos, ciganos, judeus, orientais – ganharam uma cara nova, mixados com o drum’n’bass, dub, break, electro e, inclusive, com o rock. O resultado dessa fusão de som acústico e tradicional com o eletrônico e moderno foi uma música completamente nova e explosiva, capaz de seduzir com as mágicas melodias orientais até os mais entediados ouvidos ocidentais.

Nos últimos anos, essa ‘balkan fever’ se espalhou com uma rapidez absurda: artistas, bandas, festas e festivais dedicados aos balkan beats surgem da França ao Japão, dos Estados Unidos à Argentina, levando o espírito explosivo e de celebração louca do leste europeu para os clubes de todo o mundo.

Nos últimos anos, eventos musicais exclusivamente dedicados aos Balkan Beats são encontrados espalhados por todo o mundo. Na Alemanha, algumas das festas mais populares nessa linha são a “Balkan Beats” (com edições também no Reino unido e França), produzida por Robert Šoko, e a “Russendisko”, do produtor musical e escritor Vladmir Kaminer; na França, a “Divan des Balkans”, produzida pelo DJ Click; a “Nuit Tzigane”, de origem Belga; o “Mehanata”, nos EUA, em New York e, na América Latina, o festival “Bubamara”, na Argentina.

The GO EAST team por Paulo Salerno 3

Go East, a festa.

Aqui no Brasil, os balkan beats só estão chegando por agora. Isoladamente, alguns DJs de “world music” começaram a incorporar nos sets algumas faixas balcânicas, mas até a primeira edição da festa Go East (em Novembro de 2007) não havia um único evento 100% dedicado ao eletrônico do leste europeu.

Muito mais que uma festa de música eletrônica, a Go East – produzida por Maria Almeida e Sol Provvidente, em parceria com Raoni Martins – veio trazer novos ares para a cena musical brasileira. Filmes e DJs do leste europeu, danças folclóricas e orientais, live PA e distribuição de vodka e bebidas típicas fazem da Go East mais do que uma simples festa: um evento cultural

Sempre em busca de novidades para a festa, as produtoras da Go East vão todo ano à Europa e Balkans, para pesquisar mais sobre a música e cultura da região e para conhecer bandas e artistas locais.

Para o futuro, as produtoras da Go East pretendem ir mais longe: querem criar uma cena forte como a da Alemanha, Áustria e França, contando com a presença de cada vez mais freqüente bandas, parcerias de festas e festivais e promover também um intercâmbio entre artistas brasileiros e do leste europeu.

— 5 grandes momentos da música dos Balcãs —

Disko Partizani, do Shantel, um dos maiores hinos da Cheetah

Sahib Balkan, do Buscemi. Essa aí deveria ser hino de qualquer festa que se preze!

Fanfare Ciocarlia, a maneira mais fácil de catequizar alguém na música dos Balcãs!

Underground, do Emir Kusturika, filme obrigatório. A triha é do próprio Kusturika e de sua No Smoking Band

Gogol Bordello e o punk cigano. Um dos shows mais explosivos e “pogueiros” que você pode ver na sua vida.

DJ Vivi Caccuri

24 Jul

dancing cheetah VIVIAN

Vivian Caccuri é artista plástica e pesquisadora em arte eletrônica, atualmente trabalhando com performance e sound-art. Vencedora do prêmio Rumos Arte Cibernética (Itaú Cultural) pela instalação sonora “Canções Submersas”, Vivian já trabalhou como coordenadora de conteúdo e consultora técnica do FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica), tendo já participado de oito edições do evento. Bom, já deu pra ver que a mina é sinistra, né? Mas não para por aí, não. Além disso, a Vivian também é DJ, assumindo a alcunha de Vivi Caccuri.

Conversando com a Cheetah, ela diz que odeia o termo “world music”. Acha que isso é jogar tudo que não é americano ou europeu em um balaio só. Prefere olhar com mais cuidado a música que faz todo mundo dançar nas periferias das grandes cidades do mundo e compor seus sets como uma pesquisadora. Para a Dancing Cheetah, elaborou um mix de músicas que desafiam classificações por serem mestiças, que reinterpretam diferentes gêneros em suas batidas e são sobretudo uma atitude de afirmação de outros mundos que não estamos acostumados a olhar ou escutar.

A pedidos, Vivi selecionou 5 sons que tem lhe chamado a atenção. Vamos lá:

“Rye Rye é uma ninfeta lindíssima de 19 anos de Baltimore – Maryland. Simplesmente incrível!  Ela é o novo investimento da M.I.A. no selo que a diva do ghettotech acabou de lançar. Mal posso esperar para o álbum sair.”

“Cada vez mais gosto de chicha, a versão peruana e psicodélica da cumbia. Ouvi a coletânea “Roots of Chicha” e me apaixonei: é tudo dançante, doce, romântico! Mas como todo ritmo latino-americano, a chicha também tem toques de safadeza.”

“Esse moço vem de uma cultura que é talvez a mais discriminada e diminuída hoje em dia: a chinesa. Sulumi tem formação musical de conervatório, mas é adepto da música de videogame 16bit. O cara faz reviravoltas inacreditáveis e agressivas dentro daquela estética e é sempre apontado como destaque da nova geração de artistas de Pequim.”

“É até engraçado, mas até os escandinavos estão inventando seu próprio gueto agora. O skwee, um ritmo eletrônico que mistura hip-hop oldschool com electro, minimal e synths super bregas apareceu na Finlândia já com ares de “Yo!” (em finlandês).”

“Como artista plástica, acho os vídeos dos sonideros mexicanos uma das coisas mais interessantes acontecendo no audiovisual atualmente. E como fã da nova música das periferias globais, acho o sonidero mexicano uma loucura surrealista, cheia de textos e efeitos futuristas retrôs fantásticos. O som para uma rave indígena-mestiça de primeira!”

Colombia especial!

21 Jul

Vendedora_de_frutas_Cartagena_Colombia

E a Cheetah promove uma visita à Colombia contemporânea através do trabalho de cinco importantes artistas deste país. Cada um a sua maneira (uns mais, outros menos) funde ritmos tradicionais colombianos e tropicais com o pop global e a música eletrônica. São nomes quentes, pra ficar de butuca ligada, que certamente ainda vão passar muito por aqui e por nossas festas!

Bomba Stereo

O Bomba Stereo tá… bombando! Olha o que eles acabaram de fazer no Central Park!

Systema Solar

Pernett & The Caribbean Ravers

OBS: tb vale conhecer o Pernett sem os Caribbean Ravers (aliás, que nome genial!)

Monareta

O Monareta é o mais experimental de todos. Moram nos EUA atualmente.

Chocquibtown

Talvez o mais popular de todos por conta do apelo hip-hop de boa parte das faixas. Assim como o Bomba Stereo, já tiveram no Brasil, em São Paulo.

Bônus:

Systema Solar – Ya verás

Monareta – Esmeraldeña

Cumbia na MTV

20 Jul

Matéria sobre cumbia que saiu na MTV Brasil com depoimentos do DJ e jornalista Camilo Rocha e do (??!) símio-aquático Chico Dub, 1/3 da Dancing Cheetah e rapper wanna be.

Dancing Cheetah 21/07 – DJ Chernobyl

19 Jul

CHEETAH-3

chernobyl

O convidado de honra da próxima Cheetah, dia 21, é o gaúcho Fredi Endres, o DJ Chernobyl. Pra quem não sabe, Chernobyl, em 1995, deu um sacode geral no funk carioca quando inseriu guitarras e atitude rocker ao batidão. Quem aí não se lembra de Detetive, da banda de Chernobyl Comunidade Nin-Jitsu?

Comunidade Ninjitsu – Detetive

Logo depois o Edu K entrou na vibe com a sua “Popuzuda” e o funk carioca nunca mais seria o mesmo.

N.A.S.A. – Watchadoin (DJ Chernobyl Bailemix)

Dj Chernobyl – Chatuba de Mesquita (Montagem 2009)

Além de gigs pelo mundo todo como DJ, Chernobyl está envolvido na produção do novo disco do Bonde do Rolê (banda que ele descobriu, produziu e apresentou ao Diplo) e no projeto de electro-rock Brollies and Apples.

Brollies & Apples – Rented Dreams

Lembra a entrevista que o Fabiano Moreira, do Agemda, articulou entre o Chernobyl e o Edu K? Pois é. Agora é a vez do Edu entrevistar o Chernobyl!! (roubado do Agemda).

Edu K – Primeira (e mais importante): qual a importância e influência do Luisinho Louie na tua vida?
Chernobyl – O Luizinho (um velho rockeiro da antiga daqui de Porto Alegre…Ele é bem freaky, doidão, não diz mais nada com nada) me ensinou o poder das maracas, o balanço rockeiro, o preto no branco, o branco no preto. Ele também me ensinou que o triângulo tem um som mais bonito quando é tocado com uma baqueta de metal. Hahahaha!

E – Como é que tu consegue fazer as putas mixes que tu faz, usando caixinha de computador como referência? Baita mestre! Ah e, by the way, quer comprar um par de monitores Samson por 700 pilas? Hahahah!

C – Haha! Não uso caixinhas de computador como referência, uso um fone que conheço bem o som dele. Sei a medida certa que ele engana no grave e tudo que ele exagera no volume de vozes. À tarde, ligo meu notebook nas caixas do meu aparelho de som Sony, com caixas de madeira, e confiro as mixagens sem e com boost grave com minhas orelhas, na mesma altura que as caixas, a um metro de distância, depois vou até a cozinha, fazer um Nescafé, ouvindo o som de trás, como se eu estivesse em um backstage ouvindo um DJ.
O som tem que ser bom de todas as maneiras possíveis. Depois, passo o track pra cd e dou um rolê de carro, e se a mix é muito responsa, (vai sair na gringa), eu peço uns 15 minutos pra ouvir em um estúdio fodão que tem perto da minha casa. É uma maneira estranha, mas sempre acerto. Normalmente, não preciso retocar nada depois de ouvir em estúdio. O dinheiro que eu tinha guardado pra comprar teus monitores gastei todo em comida tailandesa. Se rolar uma grana extra, inesperada, eu compro.

E – Quando é que tu vai fazer um disco de Neo Baile Funk com o George Clinton e qual vai ser o carro-chefe?
C – Pois é…acho que ta mais fácil eu fazer com o Bill Clinton… Afinal, o 2 Live Crew botou um diálogo dele com a Monica Lewinski na introdução de Me So Horny. Mas, se eu fosse samplear George Clinton pra fazer baile-funk, eu não saberia nem por onde começar.

E – Quando a tua nova banda Brollies & Apples ficar rica e famosa (que isso vai rolar certo) posso ser teu roadie e viajar o mundo desafinando a tua guita? Huahauhau!
C – Claro que pode. Te pago em balas, chicletes, doces, guloseimas e Fanta d’uva.

E – Como que tu permite que um DJ K-fageste toque minimal na tua festa que se chama Maximize? hahauahuahu!
C – A melhor maneira de maximizar ao extremo é aceitar todo tipo de som que é bem mixado. Até o minimal entra no liquidificador sonoro da festa. Mas o teu minimal é neo-minimal tropical house in full effect, muito melhor do que aquele chato minimal dos anos 2000, o teu é pós, pós… Aquele que minha turma de amigos de Berlim adora.

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