Dancing Cheetah 14/07 – Da Lua + La Rica

12 Jul
CHEETAH-2
Terça-feira, dia 14 de julho, tem mais uma Dancing Cheetah na Casa da Matriz!
Na pista 1, João Brasil recebe Marcelinho da Lua como convidado. Da Lua apavorou na temporada que a macaca fez no 69. E dessa vez não vai ser diferente. Espere muitos grooves latinos e mixagens impecáveis.
Na pista 2, Pedro Seiler e Chico Dub recebem os Djs Icarodátilus e André Amaral, do La Rica.
2manydjs la rica
Icarodátilus & André Amaral vem se revezando nas carrapetas há tempos, desde os primórdios das ocupações do La Rica, Sistema de Som Ambulante. A partir do ano passado começaram a produzir o programa BumpBeat na Rádio Gruta, onde apresentam uma seleção inusitada com o som que costumam tocar nas pistas da cidade. Para a Cheetah, prepararam um set back2back nervoso repleto de kuduro, kuwaito e unclassics nacionais.

Você escuta os novos em sets do Icarodátilus aqui e do André aqui. Já o programa BumpBeat você confere toda quarta de 17h às 19h na Radio Gruta.

Fabiano Moreira, presidente do fã clube da macaca e um de nossos maiores incentivadores, tem feito uma bela cobertura das ocupações e sets do La Rica no Agemda. Foi de lá que a Cheetah roubou a entrevista abaixo – feita pelo Millos Kaiser.

ENTREVISTA AGEMDA
MILLOS– Quando onde e por que o La Rica começou? ÍCARO– Quando o peruano Sergio Verastegui veio com uma proposta de fazer uma festa, que também fosse uma marca, vazia em si e que pudéssemos fazer qualquer coisa sob este selo. Isso foi lá por 2005. Tínhamos nossas companheiras Thaís e Maiza e o parceiro Gustavo Guimarães, que aceitaram a empreitada. Como todos estamos no meio das artes plásticas, como artistas ou pesquisadores, este projeto acabou ganhando a forma de uma performance/instalação, na qual criamos um ambiente social autônomo que une as pessoas pela música e pela comida.

M– Já tiveram algum problema com polícia ou com a prefeitura por causa das ocupações?

I– Problema, problema, não. Aliás, foram uma solução. Quando fizemos a última na feira da glória, no 7 de setembro, tivemos uma participação bombástica do Solange tô aberta, uma dupla drag-funk-punk. A polícia veio pedindo que parássemos. Pedimos mais 15 minutos e colocamos os punk funks pra cantar.  Depois da singela canção Vou tomar no cu do Freud, a polícia veio apreender os Cds de funk pirata, mas não tinha nada. Nós paramos, mas já era quase fim de tarde, hora de acabar mesmo. Foi bom porque fechamos no auge, antes da curva da decadência, e foi uma história ótima. A polícia ajuda no nosso marketing.

M– Larica todo mundo sabe o que é. Mas e La Rica? Tem algum outro significado mais poético, tipo fome de tudo: música, arte, comida… é por aí?

I
– Olha, tem essa conotação tabém, mas é um puco mais simples do que você imagina. Eu sou brasileiro, e aqui você sabe bem o significado do termo, já o Sérgio é peruano e, lá, esse termo quer dizer algo como gostosona. Achamos divertido usar esse termo multilíngue. Simples assim.

M– Quando e onde será a próxima ocupação?

I
– Olha estamos estudando ainda. Talvez como um flash, façamos algo na virada cultural nesse finde, mas estamos esperando uma resposta. Certo mesmo é que a próxima será na zona sul.

M– alguma história engraçada/inusitada ocorrida em alguma delas?

I– Tem uma divertida. Uma vez, quando fizemos o defumador na feira da Glória, estava uma calor da porra. Era dezembro. Então uma amiga nossa, a Kananda do Favela Hype, perguntou se não poderia trazer uma piscina. Eu respondi que sim, afinal a rua é de todo mundo. Tentamos abrir uns hidrantes mas estavam todos secos, então esperamos a Comlurb passar pra fazer a limpeza e, em troca de duas cervejas, conseguimos a água do carro pipa. Foi sucesso total. Chegou a dar overbooking na piscina.

M– Existe uma vontade de passar uma espécie de “educação musical” (bastante aspas nisso) com as ocupações, tocando, por exemplo, Fela Kuti no Campo de Santana? Ou é apenas o que vocês gostam e por isso tocam? O povo reage bem?

I– Olha não é uma educação musica, mas um respeito com o público. Tentamos adequar o som ao lugar. Então na feira pela manhã colocamos dubs, reggae e sambalanço. Fica todo mundo feliz. No São Jorge, colocamos afrobeat, afinal, ali é som de terreiro, se bem que, no último, o público estava tão animado que acabamos colocando um som mais pesado. No MAM, começamos com uma seleção de clássicos da eletrônica (Pierre Henry, Stockhausen…). Então a idéia é essa, não agredir e mostrar o que a gente gosta.

Tem mais coisa sobre o La Rica no Agemda. Confira aqui.

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2 Responses to “Dancing Cheetah 14/07 – Da Lua + La Rica”

  1. fabiano moreira July 12, 2009 at 5:49 pm #

    Gostaria que constasse nos autos da macaca kkkk que eu acumulo o cargo de presidente do fã-clube do Joåo Brasil também kkkk Acabei de postar Chernobyl entrevista EDu K.

  2. fabiano moreira July 12, 2009 at 5:49 pm #

    eduk entrevista chernobyl, digo

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