DJ Vivi Caccuri

24 Jul

dancing cheetah VIVIAN

Vivian Caccuri é artista plástica e pesquisadora em arte eletrônica, atualmente trabalhando com performance e sound-art. Vencedora do prêmio Rumos Arte Cibernética (Itaú Cultural) pela instalação sonora “Canções Submersas”, Vivian já trabalhou como coordenadora de conteúdo e consultora técnica do FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica), tendo já participado de oito edições do evento. Bom, já deu pra ver que a mina é sinistra, né? Mas não para por aí, não. Além disso, a Vivian também é DJ, assumindo a alcunha de Vivi Caccuri.

Conversando com a Cheetah, ela diz que odeia o termo “world music”. Acha que isso é jogar tudo que não é americano ou europeu em um balaio só. Prefere olhar com mais cuidado a música que faz todo mundo dançar nas periferias das grandes cidades do mundo e compor seus sets como uma pesquisadora. Para a Dancing Cheetah, elaborou um mix de músicas que desafiam classificações por serem mestiças, que reinterpretam diferentes gêneros em suas batidas e são sobretudo uma atitude de afirmação de outros mundos que não estamos acostumados a olhar ou escutar.

A pedidos, Vivi selecionou 5 sons que tem lhe chamado a atenção. Vamos lá:

“Rye Rye é uma ninfeta lindíssima de 19 anos de Baltimore – Maryland. Simplesmente incrível!  Ela é o novo investimento da M.I.A. no selo que a diva do ghettotech acabou de lançar. Mal posso esperar para o álbum sair.”

“Cada vez mais gosto de chicha, a versão peruana e psicodélica da cumbia. Ouvi a coletânea “Roots of Chicha” e me apaixonei: é tudo dançante, doce, romântico! Mas como todo ritmo latino-americano, a chicha também tem toques de safadeza.”

“Esse moço vem de uma cultura que é talvez a mais discriminada e diminuída hoje em dia: a chinesa. Sulumi tem formação musical de conervatório, mas é adepto da música de videogame 16bit. O cara faz reviravoltas inacreditáveis e agressivas dentro daquela estética e é sempre apontado como destaque da nova geração de artistas de Pequim.”

“É até engraçado, mas até os escandinavos estão inventando seu próprio gueto agora. O skwee, um ritmo eletrônico que mistura hip-hop oldschool com electro, minimal e synths super bregas apareceu na Finlândia já com ares de “Yo!” (em finlandês).”

“Como artista plástica, acho os vídeos dos sonideros mexicanos uma das coisas mais interessantes acontecendo no audiovisual atualmente. E como fã da nova música das periferias globais, acho o sonidero mexicano uma loucura surrealista, cheia de textos e efeitos futuristas retrôs fantásticos. O som para uma rave indígena-mestiça de primeira!”

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One Response to “DJ Vivi Caccuri”

  1. nego mocambique July 24, 2009 at 5:43 pm #

    Bom, esse da Rye Rye nem precisa dizer nada, neh? Eh soh BOMBO-CLAP, uma das coisas mais incriveis que ja vi…
    De resto, Madame Caccuri falou tudo!

    Tudo!
    hahahaha

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