Archive | May, 2010

Spoek Mathambo

28 May

Já falamos dele uma vez, mas é que o cara realmente tá demais. O produtor e MC sul-africano, de Joanesburgo, Spoek Mathambo é um dos caras mais atuantes desta nova cena de música eletrônica africana. Difícil até de acompanhar, mas vamos lá.

Como DJ, Spoek, na verdade Nthato Mokgata, assina como HIVIP. Vira e mexe, tem mix do HIVIP pra baixar na rede. A última, chama-se Zuma´s Kids (tô tentando embedar, mas não tá rolando. Pega ela aqui).


Ao lado do também sul-africano Markus Wormstrom, Spoek vira Sweat.X, projeto de electro-african-house-rave que beira o pop. Baixe aqui o EP Saviour & Messiah.

Já o Playdoe é a união de Spoek com Sibot aka DJ Fuck. É mais ou menos a mesma onda do Sweat X só que mais pro hip-hop. E com uns graves absurdos também, tipo dubstep. O Playdoe lançou pela Jarring Effects recentemente o EP African Arcade.

Playdoe – Game Drive (Niveau Z RMX)

É bem difícil falar no Spoek sozinho. Bom, pelo menos até seu debut solo ser lançado em setembro (o vídeo láaaa em cima é o primeiro single do dito cujo). Ele tem colaborado numas faixas muito boas com nossos bavarianos favoritos.

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Lazerproof

27 May

A blogosfera inteira só fala na mixtape do Major Lazer com a La Roux. Curioso, né? Já ouviu? Não? Então baixa aqui.

LAZERPROOF TRACKLISTING

1. Bulletproof (Nacey Remix ft. Matt Hemerlein)
2. Colourless Artibella
3. I’m Not Your Lemonade + Heroes ‘N‘ Villains Remix ft. Gucci Mane
4. Independent Kill ft. Candi Redd
5. Keep It Fascinating
6. Magic (Falling Soldiers Dub)
7. In 4 The Kill Pon De Skream
8. Houstatlantavegas Pains ft Drake
9. Tigerlily (DYWHAP Blend) ft. Rusko
10. Can’t Stop Now (Armor Love Remix)
11. Quicksand (Mad Decent 2010 Rerub) ft. Amanda Blank
12. Cover My Eyes (Costra Nostra Edit)
13. I Said It (Major Lazer Dubplate) ft. Opal
14. Hold Yuh (Double Dubplate) ft. Gyptian

Lucas Santtana & Dancing Cheetah

26 May

Sábado tem show do Lucas Santtana no Rio com discotecagem da Cheetah (antes e depois).  Confira todas as coordenadas no flyer acima e mande o seu nome para a lista amiga: dancingcheetah09@gmail.com

3 perguntas para Lucas Santtana

DC: Você disse em entrevistas passadas que é bastante influenciado pelas festas que freqüenta. E que isso acaba repercutindo na sonoridade dos seus discos. Se a lógica é essa, será que vamos ouvir alguma coisa de global guettotech no seu próximo disco?

LS: Hahahahaha, rapaz, é bem provável, mas nunca se sabe né? Eu discoteco esse tipo de som também, então de alguma forma já coloco isso pra fora. Mas meus discos sempre tem beats de origem negra e graves poderosos, então, se pensarmos assim, com certeza terá.

DC: Essa coisa do global ficou tão forte que vc tá com um projeto de festa em SP, né? Explica como é a Boom Boom.

LS: A BOOM BOOM nasceu de um desejo antigo meu e do El Roquer (Confronto Sound System – Bsb) de fazer uma festa de global guettotech em São Paulo. Daí, El Roquer chamou o Nego Moçambique e o Barata (Criolina) para fazer com a gente. Depois pensamos em fazer uma edição da festa no Rio e em Brasília também. Assim ficaria uma festa interrestadual. Para a festa no Rio pensamos nos embaixadores do global guettotech aí. Uns caras da Dancing Cheetah, conhece? E em Brasília, a galera do Confronto mesmo.
Sábado passado rolou a primeira edição aqui em São Paulo, casa cheia e saldo mais do que positivo, principalmente porque muitos que foram não conheciam o som, mas se divertiram mesmo sem conhecer.E festa é meio que isso né? Ninguém precisa ir lá e saber qual é a música, de quem é, etc. Quando rola essa indentificação é o céu, mas não é requisito para uma festa acontecer.

DC: Quando o povo aqui do Rio se refere a vc falamos sempre no bahiano-carioca Lucas Santtana. O quanto disso é verdade. Ou o que vc tem de bahiano e o que vc tem de carioca?

LS: Nasci e fui criado em Salvador. Moro no Rio há 16 anos, e há 1 ano venho “morando” na ponte rio- são paulo. Adoro São Paulo. Me sinto bem aqui, por mais estranho que isso pareça.hahahahaha. Sei que é clichê falar isso, mas desde adolescente na Bahia sempre tive um sentimento forte dentro de mim de que eu era e estava para o mundo. Vai ver é por isso que eu gosto tanto de global guettotech, haushaushaushaus!

O que o Lucas gosta de ouvir (e tocar)

El Sudaca nos Ataca

25 May

Sudaca (ou Sudaka) é como os espanhois se referem pejorativamente aos sul-americanos, especialmente os imigrantes. El Sudaca nos Ataca é um coletivo de artistas baseados em Barcelona e liderado por dois colombianos,  que se propõe realizar um contra-ataque cultural. Para tanto, se apoderam de ritmos latino americanos misturando-os com tudo o que é tipo de som. Segundo eles, em seu release, o El Sudaca nos Ataca pode ser electro pobre, tropical goth, experimental cumbia, reguetoncore, progressive merengue e por aí vai.


No site do Sudaca você pode fazer o download de quatro discos, incluíndo aí músicas originais de alguns artistas do coletivo, como  El Professor e Piel de Oveja.

Viva o Casiotone e a Yamaha RX7!

El Professor – Chicos y chicas

Piel de Oveja – Cielo ranchero

João Brasil no Grobo

24 May


Bem bacana a matéria sobre nosso João Brasil e seus mashups cabulosos. Podiam ter destacado mais coisas e fugido do óbvio (Tom Jobim), mas, ainda assim, tá fantástico!

Wolfram Lange

19 May


A pedido da Cheetah, nosso amigo Wolfram Lange, o Wolf, fez uma seleção de sons que não podem faltar em seus sets. Wolf, você sabe, toca junto com a Dancing Cheetah na Clap! de amanhã, 20 de maio. Os comentários em baixo de cada vídeo são assinados pelo próprio Wolf


meu hit Nº1 e um clássico do tropical bass


essa cumbia digital de um dos protagonistas do selo ZZK, de Buenos Aires, me fez ficar alucinado pelo estilo


uma das bandas mais clássicas de cumbia villera


um miniset de tribal guarachero/ technocumbia do cara mais bombado de Monterrey. E isso com apenas 17 anos!


mistura excelente entre reggaeton e merengue, de Porto Rico


um eletro melody/ tecnobrega bem na onda do Maderito & Joe, os caras mais inovadores do Pará hoje em dia


um conscious funana do cabo verdiano Izé


a maior estrela musical de Moçambique com uma música no estilo marrabenta


dois veteranos do kuduro juntando forças


funk carioca não pode faltar! E esse mashup com batucada é muito legal!

Se você curtiu os vídeos acima, não perca o set do alemão Wolf na Cheetah/ Clap! desta quinta. E fique sempre ligado no que ele posta em seu blog, o SoundGoods. Vira e mexe, o Wolf grava umas mixtapes temáticas muito boas. Tem de cumbia villera, de funk carioca, de tribal guarachero, de kuduro

Konono Nº1

18 May

Konono Nº1 é um grupo musical formado em Kinshasa, na República Democrática do Congo. São três kalimbas elétricas (aqueles pianinhos de dedo, manja?), dançarinos, instrumentos percussivos feitos a partir de lixo e um sistema de amplificação bem original: microfones construido com madeira, peças de carro detonadas e um amplificador gigante com aspecto de corneta. O resultado disso tudo é ao mesmo tempo punk, tribal e trance, cheio de distorção e feedback, altamente hipnótico.

A história do Konono é meio Buena Vista, com o belga Vincent Kenis assumindo o papel do Ry Cooder. Fundado no final dos anos 60 por Mingiedi, um virtuoso do likembé, o Konono até os anos 2000 só havia sido registrado em disco uma única vez – e numa coletânea. Foi a insistência do belga atrás dos músicos originais da banda que gerou o já antológico Congotronics vol.1, lançado em 2005 e cult entre virou cult entre a turma do rock e a do eletrônico.

Assume Crash Position, novo disco do Konono Nº1, acaba de ser lançado pela Crammed (olha que belezinha esse pack que eles estão oferecendo na gravadora!).

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