Archive | June, 2010

Un Mono Azul – Raza Cósmica Mixtape

30 Jun

Un Mono Azul é um dos mais talentosos produtores de cumbia digital. Falamos dele aqui algumas vezes e certamente vamos falar muito mais. Abaixo, uma mix que ele fez para um programa de rádio francês, cheio de seus edits, remixes, refixes e mashups. Coisa fina.

01 – Andy Milonakis – Chickentown (Un Mono Azul macumba edit)
02 – Marcelo Fabian – Sed de mar (Sonido del Principe edit)
03 – El Remolón vs Zonora Point vs Tulio Enrique – Mc Hammer llorón
(Un Mono Azul edit)
04 – Poirier ft. Boogat – Kalima Shop Titi (Uproot Andy rmx)
05 – Calle 13 vs Douster – Electro Khasr (Un Mono Azul mash up)
06 – Crookers – Funk Mundial (Rene Kuppens lol rmx)
07 – Ludachrist – Pon de Foley (Major Lazer vs Harold Faltermeyer)
08 – Un Mono Azul – El ruidito del Punani (Hechizeros Band vs Douster)
09 – Idan K and the Movement of Rhythm ft. Wunmi – Change got to come
(Sabbo rmx)
10 – Douster vs 20 Fingers – Lick it Duro (Un Mono Azul mash up)
11 – Lagartijeando – Zindud
12 – Edu K vs Fauna – Zombies Jumpin (Dubbel Dutch rmx / Un Mono Azul mash up)
13 – Juan Magan & M. Rodriguez vs Cholita Sound – Serpiente Bora
(Mastiksoul rmx / Un Mono Azul macumba edit)
14 – Rusko – Da Cali Anthem (Nonewyork refix / Un Mono Azul macumba edit)

Gnawledge – Panama Doaba (Funky Isthmus Mixtape)

28 Jun


The Funky Isthmus Mixtape

1. Papi Brandao Y Su Ejecutivos “Decidete Mi Amor” (Gnawledge Remix)
… con Maluca Mala [“El Tigeraso“] and Calle 13 [“La Jirafa“]
2. Papi Brandao Y Su Ejecutivos “Viva Panama” (Gnawledge Remix)
3. Papi Brandao Y Su Conjunto Aires Tableños “La Murga de Panama” (GN Remix)
… con Yaga & Mackie ft. Tego Calderón [“Fuego Fuego“]
4. Los Jimaguas “Los Dos Hermanos” (Gnawledge Remix)
… con Julio Voltio [“Mambo“]
5. Sir Valentino con Combo Esclavos Alegras “Masters are Gone” (GN Remix)
6. Alfredo Y Su Salsa Montañera “La Escoba” (Gnawledge Remix)
… con Isa GT [“Pela’o“].
7. Bush y Sus Magneficos –  Nana Nina (Gnawledge Remix)
8. Chocolate Caliente – Mi Guajira Inspiracion (Gnawledge Remix)
… con Black Point ft Sensato [“Watagatapitusberry“]
9. Beby Castor con Los Juvenilles “Llororas” (Gnawledge Remix)

Interessante o conceito dessa mixtape. A fórmula é mais ou menos a seguinte: beats de hip hop produzidos pelo Gnotes + samples de três coletâneas de música panamenha dos anos 60 e 70, as clássicas Panama! Vol. 1, Panama! Vol. 2, e Panama! Vol. 3, + acapellas da Maluca, Calle 13, Isa GT, Tego Calderón, e outros. É como se fosse um aperitivo para o EP Panama Daoba, que será lançado ainda esse ano pelo label Gnawledge.

Villa Diamante – Cumbiastyle

27 Jun


Villa Diamante – Cumbiastyle Incompleto Demo1

DJ Not I – Skream vs (Villa Diamante Cumbiastyle)
Intoxicados – Comandante (Villa Diamante Cumbiastyle)
Bomba Estereo – La Boquilla (Villa Diamante Cumbiastyle)
The Knife – You Make Me Like Charity (Villa Diamante Cumbiastyle)
Aardvaerck – Untitled (a1) (Villa Diamante Cumbiastyle)

Muito interessante esse projeto de mixtape interativa idealizado pelo Villa Diamante, mestre dos mashups com cumbia e um dos fundadores do coletivo argentino Zizek.

Cumbiastyle é como se fosse um one riddim album jamaicano, aonde a mesma base serve de fundo para várias interpretações, no caso mashups de diferentes estilos. A tal base vem do remix que o Chancha Via Circuito fez para La misma moneda, da Princesa. Segundo Villa, esse loop é fundamental para a nova cena de cumbia digital. E daí essa espécie de homenagem, onde Villa pede que artistas, mashuperos, cantores e cumbiamberos contribuam com suas versões.

Para participar é simples, mande sua versão para villadiamante@gmail.com ou então deixe uma mensagem no Soundcloud do Villa e faça com que a mixtape Cumbiastyle ganhe vida. A edição e mixagem fica, é claro, ao critério do Villa, que aliás, toca 06 de julho na Casa da Matriz.

Bônus:

Esse bônus não faria sentido sem a La misma moneda original, quer dizer, o remix do Chancha.

Princesa – La misma moneda (Chancha Via Circuito remix)

Boogat – Que pegue duro y violento

26 Jun

Boogat – Que Pegue Duro y Violento Mixtape

01. Pa’ Argentina (El Hijo De La Cumbia)
02. Mejor No Preguntes (Sonido Del Principe)
03. Beat Perfecto (Afrika Bambaataa)
04. La Gloria (Poirier x Gotan Project)
05. Bajo (Schlatchofbronx)
06. No Names Wey (Pitbull)
07. Pega La Conga (Yerba Buena)
08. El Gran Robo (Cosa Nostra Riddim)
09. Subestimado (Nookie Riddim)
10. No Te Fies In Nadie (Untrust Riddim)
11. La Mezcla (Monobloco)
12. Quedade Lejos de Mi (El Hijo de La Cumbia)
13. Wakala (Punjabi MC)
14. Me voy Pa’ Brooklyn (Uproot Andy)

Boogat é um cantor e produtor baseado no Canadá, mais especificamente em Montreal, uma das capitais mundiais do guettotech. O cara é chapa do Poirier, figura que vem produzindo várias tracks com ele e que mixou a mixtape que a Cheetah põe pra jogo.

Patrick Tor4 e o Baile Tropical

25 Jun


Estamos muito felizes em descobrir que o global guettotech ou world music 2.0 chegou ao Pará. Se o Rio tem a Dancing Cheetah e São Paulo a Boom Boom e a Explode, o Pará tem o Baile Tropical. Liderado pelos Djs Bernardo Pinheiro e Patrick Tor4, o Baile fez sua estreia em maio passado. E promete muita coisa boa para 2010.

Conversamos recentemente com o Tor4, Dj bastante atuante e que em julho próximo vai tocar com Uproot Andy e Toy Selectah num festival alemão!


—Dancing Cheetah entrevista Patrick Tor4, do Baile Tropical—


DC: Me parece super apropriado uma festa de global guettotech no Pará, um estado que, ao contrário do Sudeste, sempre foi influenciado pelas músicas bacanas da América Central e Latina. Como a festa surgiu, como está sendo a aceitação da mesma e quais os planos para o futuro?

P: Belém é uma grande cidade, uma metrópole tropical de cultura rica e diversificada, e que desde meados do século 20 foi influenciada pela musicalidade latina. A cumbia, o zouk e a salsa estimularam e modificaram as principais referências culturais locais como o carimbó, o siriá, e o lundú, criando ritmos como a guitarrada, a lambada,  e mais recentemente o tecnobrega, uma variante eletrônica da música brega que nada mais é que o bom e velho bolero. A capital paraense tem uma das mais incríveis noites brasileiras em todos os sentidos, música legal e diversa, classes sociais que se misturam. De segunda a segunda tem o que se fazer aqui. Coletivos de Djs e produtoras realizam eventos diversos, que não concorrem com os shows das bandas independentes e nem das pop/covers e nem tão pouco com as festas de Aparelhagem. Ou seja tem público e mercado pra todos.

Eu já fazia desde 2006 uma outra festa chamada Babeleska, que era um circuito de djs estrangeiros circulando no Brasil. Já haviamos trazido o Kostov da Bulgaria, Click da França, Farrapo da Itália, Rustico da Argentina, Negro Pésimo do Chile e Gaetano Fabri da Belgica. Nos últimos anos a batida do tecnobrega, eletromelody e demais estilos tem ultrapassado as fronteiras da periferia da cidade chegando a outras localidades no Brasil e fora tambem sobre tudo pela internet. Ter em Belém uma festa como o Baile Tropical coloca a cidade num circuito internacional desta tendencia e não só a cidade mas a música produzida aqui. A resposta de público e crítica é super positiva em Belém e fora tambem, pretendemos ter uma festa Baile Tropical mensal em cada região brasileira e ainda em Buenos Aires no Club Niceto até o fim de 2010, um programa de rádio semanal de 1 hora em cada uma destas cidades e lançar anualmente uma coletânea com distribuição internacional.

DC: Fale um pouco sobre o seu estilo. E o do Bernardo Pinheiro também.

P: O Bernardo e eu viemos da mesma escola de drum’n bass e broken beats funkeados. Começamos há cerca de 15 anos, ele em Belém e eu em Aracajú, onde morava em 96. Com o caminhar do estilo no Brasil, rolou um certo desencanto de ambos. Mesmo não nos conhecendo, sentimos a mesma “deprê”. Bernardo seguiu uma tendencia mais funky, broken beats, deep house, rare grooves, produzindo e discotecando. Enquanto que eu caminhei para a música global. Descobri as batidas do afrobeat, as fanfarras do leste europeu (Shantel entre outros), e nos últimos anos, o funk carioca, o kuduro, a cumbia digital, e, claro o tecnobrega, que juntos formam os quatro cavaleiros deste apocalípse sonoro que é o Baile Tropical, dentro de um caldeirão que vai do rock ao drum’n bass, passando pelo hiphop, carimbó, samba e tantas outras batidas quentes e envolventes.

DC: Já dá pra dizer que o Baile Tropical tem seus hits, digo, as preferidas do público?

P: Acho que ainda não mas seguramente alguns estilos se destacam a nova cumbia digital da galera do Zizek Crew da Argentina e as inusitadas versões tecnobrega do DJ Cremoso para clássicos do indie pop 80 e 90.

DC: Existe realmente uma diferença entre tecnobrega, tecnomelody e eletromelody?

P: Sim, com toda certeza. O tecnobrega basicamente é tudo, pelo menos como eu entendo. Como xote, xaxado e baião é forró, e bossa, pagode e samba enredo é tudo samba. Tecnobrega é a evolução eletrônica, do Brega com mais intensidade nas frequências grave e aguda pra poder ser tocada num grande equipamento de som. Daí posso te mostrar o Brega, que tem sonoridade mais acústica na bateria mesmo sendo programada e a voz é bem mais na cara.

Enquanto que o tecnobrega é mas eletrônico, a batida é mais na cara e o teclado é um pouco mais ácido.

O tecnomelody é um tipo de tecnobrega com pegada mais romântica na letra e na melodia, a música normalmente tem uma historinha de abandono, de traição ou de amor desesperado aos moldes dos forrós das bandas de Fortaleza e do desespero dos sertanejos.

O eletromelody é mais edonista, tal qual a disco music dos anos 70 em suas temáticas. Fala de festa, bebedeira, pegar garotas e encontros de equipes, que são equivalentes às galeras do baile funk dos anos 80 e 90 com um pouco menos de violência, mas com o mesmo enfrentamento. A música tem forte influência do eletrohouse europeu de gente como o Benny Bennassi, com baixo mais presente, batida mais grave e teclado sempre com distorção, já com quase nenhuma presença de histórias de amor e letras de sofrimento.

Maderito & Joe – Eletro Galera da 80

DC: Em termos de sonoridade, o que de mais legal tem sido feito no Pará?

Sem dúvida o eletromelody de Gang do Eletro, Maderito, Joe e Waldo Squash, que apontam para a tendência de qualificação técnica e estética do tecnobrega. Tem tambem uma galera da música pop usando os elementos do tecnobrega e misturando com o ragga, dub, o rock e até coisas mais tradicionais como o carimbó.

DC: O tecnobrega será a música oficial do verão 2011 no Brasil? O que falta para que a música paraense seja melhor aceita fora da região norte?

Eu acho que isso já aconteceu e ainda acontece até hoje. Se você lembrar do período inicial do axé, o Luiz Caldas já fazia uma adaptação da musicalidade do Pará a qual ele deu o nome de Fricote. Sem as referências do que era produzido aqui no inicio dos anos 80, a música baiana deste período não teria chegado aquele formato sozinha. Isso sem falar na lambada, que é uma evolução do zouk afro-latino que depois de ter passado pelo “Gate Processador Paraense”, recebeu os reefs do sopro do carimbó e o suinge da guitarrada, virando a Lambada popularizada nacionalmente pelo paraense Beto Barbosa, e internacionalmente pelos franceses do Kaoma. Há quem diga que o Kaoma roubou a fórmula paraense, tal qual a banda Dejavú tentou fazer agora com o tecnobrega.

Acredito que a música paraense tem sim com criar hits para o verão brasileiro de 2011, mas precisa trabalhar melhor o processo de construção dos artistas e o posicionamento de mercado deles.

DC: Como o Pará tem visto o aumento do interesse em relação ao tecnobrega em outros estados do país?

P: Com muito orgulho na maior parte da população. A outra parte, a que detesta o ritmo, não entende como pode haver este sucesso de algo tão ruim na opinião deles. E agem com o natural repúdio dos inconformados.

DC: Tem muito gringo indo ao Pará atrás desses sons? Ou na verdade o interesse é mais pelo sucesso do moderlo comercial implantado pelos grupos de brega paraenses?

Isso está rolando, mas acho ainda tímido. Eu vi como as coisas aconteceram na Bahia nos anos 80 pra 90, e em Pernambuco dos anos 90 pra 2000… O que ta rolando aqui ainda é o inicio de um grande boom.

DC: A gente aqui do Sul fica salivando querendo ir ao Pará, conhecer a floresta, comer pato no tucupi, tomar açaí, ir nas festas de aparelhagem… Ao mesmo tempo, chega muito pouca informação sobre os lugares legais, o que fazer… Você pode dar uma de guia turístico e dizer o que tem de bom pra se fazer em Belém, por exemplo? Quais são os sites onde as pessoas podem ficar por dentro das noitadas e programas especiais da cidade?

P: Hahaha claaaaaaaro!. É dificil  conhecer o Estado pela sua dimensão continental. Mas se consegue fazer isso em 3 ou 4 vindas. Vamos separar em partes.

1) Belém. Capital com muitíssimos atrativos culturais de uma metrópole. Museus, Teatro da Paz, mercado Ver o Peso, Mangal das Garças. Pra comer o melhor açai, é legal o Point do Açaí, e de preferencia comer açaí com farinha de tapioca e peixe frito, este é o Tradicional. As festas de aparelhagem acontecem mais na periferia da cidade, mas na região metropolitana, rola no Africam, no Casota e no Apororoca. Superpop, Tupinambá e Rubi são as maiores aparelhagens. Na verdade, a a festa é boa com qualquer uma, mas essas três são as tops.

Belém também tem uma noite alternativa das melhores do país, com festas fixas no Centro Cultural da Cidade Velha, Açaí Biruta, Café com Arte e Boteco São Matheus. Não deixem de ir na loja Na Figueredo, que é onde se pode encontrar roupas de designers paraenses e discos da música local de vários estilos, do rock ao tradicional. Cds de tecnobrega tem qualquer esquina… Pocure a coletânea do Vetron com qualquer camelô, é a melhor delas.

2) O interior norte do Pará tem as praias de água salgada de Tracoateua, na cidade de Bragança, e de Atalaia em Salinópolis. No extremo norte tem o arquipélogo de Marajó, que é paradisíaco.

3) No extremo oeste do estado, na cidade de Santarém tem uma praia de rio incrivelmente linda chamada Alter do Chão (foi eleita pelo jornal inglês Guardian a mais bela praia do mundo no ano passado).

Chico Mann – Ilusión de Ti

23 Jun

Novo vídeo do artista do Chico Mann, artista do momento favorito da Cheetah!

El Remolón – Pangeatico EP

22 Jun

Depois de recentemente meter bronca em mais uma mixtape, nosso argentino favorito (Maradona? Quem?) acaba de finalizar um incrível EP.

Não temos  nada a declarar sobre o assunto a não ser:

Zizek eu te amo!

Makula na Dancing Cheetah_06 de julho

21 Jun


E lá vamos nós para mais uma entrevista com os convidados da temporada de julho. Desta vez, com nossos afro-hermanos makulenses. Pra quem ainda não sabe, a Makula, captaneada pelos residentes Gustavo Benjão, Lucio Branco e Zé McGill, é basicamente uma festa de afrobeat, gênero musical que assimila jazz, soulfunky e elementos propriamente africanos criado pelo nigeriano Fela Kuti. Mas também marcam presença na Makula ritmos como highlife, juju, soukous, afrorock, voodoo Funk, räi, kuduro, entre outros.


—Dancing Cheetah entrevista Makula—


DC: Vocês acham que as pessoas no Brasil estão ouvindo mais música africana?

M: Acho natural que, com a proximidade da Copa na África, toda a cultura africana esteja ganhando um pouquinho mais de atenção. Mas, na real, ainda é pouco… A grande mídia não está acostumada a oferecer alternativas para a massa, e quando o faz, faz mal feito… Tipo uma matéria que vi outro dia na Globo sobre o jogo contra a seleção do Zimbabwe. Os caras não se deram o trabalho de pesquisar música tradicional daquele país (tipo Thomas Mapfumo, uma lenda local, criador da Chimurenga!), preferiram tocar “Zimbabwe”, do Bob Marley no fundo da matéria…. sacou o drama? É por aí… enquanto a grande mídia não se mexer, quem gosta da cultura e da música africana por aqui vai ficar dependendo de blogs, sites alternativos, um ou outro programa de rádio (roNca roNca) e uma ou outra festa (Cheetah e Makula, por exemplo).

DC: O que toca de mais contemporâneo na Makula?

M: Por uma questão de gosto pessoal dos DJs, a Makula é mais voltada pro repertório africano dos anos 60 e 70. Talvez uns 70% do nosso repertório. Mas rola espaço pros contemporâneos também, especialmente Kuduro (Angola) e Ndombolo (Congo), além, é claro, das novas bandas de afrobeat. Mas não tem frescura não… se a gente entra na pilha ou se o público pede, rola também Coupé Décalé (Costa do Marfim), Kwaito (África do Sul) etc.

DC: E os gringos, vcs acham que eles tão mandando bem nas suas re-interpretações de música africana? Quais grupos vcs recomendam?

Fela Kuti já dizia: “afrobeat no go die!”. E a prova disso são as bandas contemporâneas de afrobeat que andam pipocando pelo mundo. Rolam cenas fortes de afrobeat principalmente nos EUA e Londres. Entre os norte-americanos, destaque para Antibalas, Kokolo, Nomo e Akoya. Todos muito bons. Tem ainda o Fanga (Montpelier), Afrodizz (Montreal), JariBu (Tóquio) e a Abayomy Afrobeat Orquestra (Rio de Janeiro)! Fora afrobeat, o que tem aparecido recentemente tem sempre ligação direta com a música eletrônica, inclusive Kuduro, Kwaito e Coupé Décalé, e, na minha opinião, os africanos não ficam devendo nada aos grandes nomes europeus e norte-americanos da eletrônica.

DC: O que podemos esperar da Makula num futuro próximo?!

M: Queremos contribuir pra que a música africana seja mais conhecida no Brasil. Vamos continuar com a festa mensal (aproveitando, segue nossa agenda: 12/06 no Teatro Odisséia; 02/07 no Clandestino; e 06/08 no Multifoco) e estamos tentando levar a festa pra São Paulo, Salvador e Recife. Tomara que role! Valeu! E vamos com tudo pra participação da Makula na Dancing Cheetah, dia 06 de julho, na Casa da Matriz!

Até a data de estreia, fique ligado neste espaço pois vamos postar entrevistas com todos os convidados (Makula, João Brasil, Matias Maxx, Baptist, Ajax, Nego Moçambique, Lucas Santtana e El Rocker).

Tinitus & Willow

20 Jun

Trabalho muito interessante de cumbia digital cheia de glitchs e sons 8 bit. Ping Pong Andino, melhor faixa do EP, é a trilha perfeita para um tosco game envolvendo índios e espaçonaves na Cordilheira. Mesmo lembrando a estética ZZK, não parece em nada com nenhum dos trabalhos do coletivo. El Proprio Estilo passa longe das pistas mas não vai sair do seu fone. Legal também ouvir alguma coisa de um artista uruguaio!

Tinitus & Willow – El Proprio Estilo

1 – Intro (0:36)
2 – Atardenderezar (5:15)
3 – Ping Pong Andino (4:04)
4 – Cumbia de la Corvina Alegre (2:38)
5 – Ku ku kumbia Willow con Tnt Mix (4:33)
6 – Funkun (3:00)
7 – Can doom be (3:03)

Villa Diamante na Dancing Cheetah_06 de julho

19 Jun

O argentino Diego Bulacio, o Villa Diamante, é o rei dos mashups de cumbia com pop, rock e eletrônica. Um dos fundadores (ao lado de Nim e El G) do Zizek, coletivo mais importante da nova música latino-americana, Villa representa com seus mashups a palavra mais cara da música do século 21: mistura.

Depois de receber El Remolón e os Frikstailers, dois dos mais talentosos membros do cast zizekiano, é com muito muito orgulho que a Dancing Cheetah anuncia a presença de Villa Diamante em uma de nossas festas – no caso, dia 06 de julho, na Casa da Matriz (data que também vai contar com a Makula). Se a Dancing Cheetah existe, muito da culpa é desses fabulosos produtores argentinos, mestres na arte de juntar passado, presente e futuro em sua música eletrônica periférica.


—Dancing Cheetah entrevista Villa Diamante


DC: Como é uma festa do ZZK?

VD: Muito divertida! O que sempre acontece no Zizek é que nunca se sabe muito bem o que vai acontecer! Somos várias pessoas que se juntam para dançar e curtir a música. Por amor ao baile!

DC: Como você vê o ZZK hoje, depois de 3 anos da fundação do coletivo?

VD: Acredito que os artistas e público amadureceram. Continuamos com a meta de experimentar com a música de festa e seguimos adiante sem repetir fórmulas. Estamos sempre tentando surpreender o público e a nós mesmos, artistas do selo.

DC: Quais são os próximos projetos do ZZK?

Muitos! Os novos discos do Chancha Via Circuito e do Tremor são excelentes, um passo a frente de tudo o que já fizeram. Os EPs do El Remolón e dos Frikstailers também são muito emocionantes. Neste momento, Fauna, El Remolón e El G estão em turnê pela Europa, e durante julho e agosto estarão, junto com Tremor e Chancha, nos EUA, Canadá e México. Bom, e eu estarei de volta ao Brasil, o que me deixa muito feliz! E finalmente, estamos tentando criar a ZZK TV com a ajuda dos fãs através do Kicksterters.

DC: Falando em Brasil, como foram as suas passagens pelo país?

VD: Ótimas! A primeira vez que toquei no Brasil foi há muitos anos atrás com o pessoal do Capacete, no Rio de Janeiro, em uma festa no ateliê do Ernesto Neto.  A segunda vez foi em São Paulo na Cha Cha Cha junto com o Fauna, foi uma ótima experiência com todo mundo dançando.

DC: A cumbia é um fenômeno mundial? (Vc acha que ela conseguiu romper as fronteiras latino-americanas? Até aonde a cumbia pode chegar?)

Sem dúvida que a cumbia é um fenômeno mundial, e isso tem a ver com um monte de fatores sociais, culturais e artísticos. Acho que é um assunto profundo, mas acho que tem a ver com uma fusão entre as novas tecnologias, o mp3, o software livre, as redes sociais e a internet somado a sensualidade e a diversão da cumbia e suas diferentes variantes ao redor da América Latina, já que a cumbia de Buenos Aires não é a mesma que de Cartagena e nem a da Cidade do México. Acredito que a qualidade artística e musical dos novos artistas de cumbia está a altura de qualquer produtor de minimal techno alemão, de dubstep inglês ou de pop americano.

DC: Vc é muito conhecido pelos mashups de cumbia com pop. Pretente um dia produzir conteúdo próprio?

VD: Sim, claro! Estou trabalhado com El Remolón e Chancha Vía Circuito em algumas faixas, mas a realidade é que o mashup me dá liberdade e diversão para brincar com a música e criar coisas novas. Acho que para produzir mais e melhor eu deveria deixar de me dedicar tanto ao ZZK Records, mas por enquanto sigo em frente com meus sócios DJ Nim e Grant no Zizek, trabalhando muito para seguir com o selo, a festa e os artistas. Mas terei meu tempo para produzir, assim espero!

DC: Qual o seu top 5 atual?

VD: Fazer um top 5 sem citar qualquer dos artistas do ZZK Records é muito difícil pra mim. Além de trabalharmos juntos e de sermos amigos, sou fã de todos eles. Relmente recomendo que vocês escutem Tremor, Frikstailers, Fauna, Chancha Vía Circuito, El Remolón, King Coya, Lagartijeando e Douster. Fora do Zizek, venho escutando ultimamente Ramadanman, Meneo, Uproot Andy, Bomba Estereo e Roska.

VILLA DIAMANTE – EMPACHO DIGITAL

01-Intoxicados – Comandante (Villa Diamante cumbiastyle)
02-Villa Diamante – Calle 13 vs M.I.A.
03-Villa Diamante – Chancha Vía Circuito vs Nelly
04-Villa Diamante – Arcade vs Spankrock
05-Villa Diamante – Marcelo Fabian vs Homebwoi
06-Villa Diamante – Spektre vs Nelly Furtado & Calle 13
07-Villa Diamante – Surtek Collective vs Modeselector
08-Villa Diamante – Frikstailers vs Calle 13
09-Villa Diamante – Fauna vs Tego Calderón
10-Villa Diamante – Peter Rap vs Ludacris
11-Villa Diamante – Marcelo Fabian vs Dante
12-Villa Diamante – Chancha Vía Circuito vs Lil Mama
13-Villa Diamante – El Remolón vs Chingo Bling
14-Villa Diamante – Marcelo Fabian vs Tego Calderón
15-Villa Diamante – Oro11 vs Kelis
16-Villa Diamante – El Trip Selector vs Voltio y Tego
17-Villa Diamante – Emisor (cumbia style)
18-Villa Diamante – Tremor vs Arianna Puello
19-Villa Diamante – Emisor vs Dead Prez
20-Babasonicos – Farsa (Villa Diamante Edit)

VILLA DIAMANTE – DUBSTEPERISMO
(THE DALEDURO INFLUENCE)

01-Villa Diamante – Tonolec vs Kromestar
02-Villa Diamante – Doña María vs Ital Tek
03-Villa Diamante – Intoxicados vs Kromestar
04-Villa Diamante – Daleduro vs Calle 13
05-Villa Diamante – Benga & De La Guetto feat Randy
06-Villa Diamante – Skream vs Gallego
07-Villa Diamante – Scuba vs Alexis & Fido
08-Villa Diamante – Eloy vs Mbz
09-Villa Diamante – Ital Tek vs Jomar
10-Villa Diamante – Daleduro vs Jahcoozi
11-Villa Diamante – Juana Molina vs Benga
12-Villa Diamante – Lykke Li vs Martyn
13-Villa Diamante – Daleduro vs Lady Tigra

VILLA DIAMANTE – ROCK AR

01-Villa Diamante – Victoria Mil vs Clipse
02-Villa Diamante – Charly Garcia vs Busta Rhymes
03-Villa Diamante – Los Encargados vs Big Boi
04-Villa Diamante – Abuelos de la Nada vs Old Dirty Bastard
05-Villa Diamante – Plastilina Mosh vs Mike Jones
06-Villa Diamante – Babasonicos vs Crime Mobb
07-Villa Diamante – Antonio Birabent vs Fergie
08-Villa Diamante – Adrian Cayetano Paoletti vs Jurassic 5
09-Villa Diamante – Sumo vs Clipse

Até a data de estreia, fique ligado neste espaço pois vamos postar entrevistas com todos os convidados (Makula, João Brasil, Matias Maxx, Baptist, Ajax, Nego Moçambique, Lucas Santtana e El Rocker).

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