Archive | July, 2010

A boa de hoje!

27 Jul

Dancing Cheetah_27 de julho_Nego Moçambique + Lucas Santtana + El Rocker

23 Jul


Dancing Cheetah
27 de julho
A última da temporada!
Boom Boom Edition> Nego Moçambique + Lucas Santtana + el rocker

www.dancingcheetah.wordpress.com

Na próxima terça, dia 27, a Dancing Cheetah faz a última edição da temporada na Casa da Matriz. Pra fechar a tampa com chave de ouro, trazemos ao Rio os residentes da Boom Boom, festa de global guettotech que rola todo mês no Tapas Club, em São Paulo.

Assim como a sua prima carioca Dancing Cheetah, a paulista Boom Boom é uma festa de global guettotech, a música eletrônica urbana terceiro mundista. No Tapas Club, em plena Augusta, Barata, Lucas Santtana, el roquer, Nego Moçambique, responsáveis pelo som, e também produtores da festa, liberam seu arsenal musical munidos de sons que pesquisam, voando pelo mundo real ou navegando no virtual, numa viagem pra fazer rebolar com músicas da África, América Central, América do Sul e Ásia, aproximando continentes e diminuindo a distância entre as diversas pistas de dança do planeta. É a primeira vez que a Boom Boom faz uma aparição no Rio, com três de seus quatro Djs residentes:

Nego Moçambique, produtor que tem carreira consolidada dentro e fora do Brasil, e dois discos lançados, ataca com seu live act e set afro-breaks. Lucas Santtana, músico e compositor que teve seu disco “Sem Nostalgia” entre os melhores de 2009, assume seu lado dj. el roquer, do coletivo brasiliense Confronto Soundsystem, entra com toneladas de dancehall, kuduro, cumbia, soca e tudo mais que der na telha de tocar.

Ou seja, imperdível!!

Para entrar na lista amiga, dê um reply com seu nome e o de seus amigos e entre na lista amiga (15 reais). Pagando mais 10 pratas, você leva pra casa o poster irado que o Breno Pineshi fez para a Dancing Cheetah. Pra completar, comprando uma caipirinha até meia noite você leva outra de brinde!

Nos vemos na pista!

Dancing Cheetah
27 de julho/ Casa da Matriz
Pedro Seiler & Chico Dub recebem Nego Moçambique, Lucss Santtana e el rocker
23:00
20 reais

Dancing Cheetah_20 de julho_Baptist (Alemanha) + Ajax (Gustavo mm + Filipe Mustache)

18 Jul

Dancing Cheetah
20 de julho
Baptist (Alemanha) + Ajax (Gustavo mm + Filipe Mustache)

Antigo Dj de reggae e dub, na verdade, um dos fundadores de toda a cena sound system do sul da Alemanha, o alemão Baptist foi tomado de assalto de alguns anos para cá pela onda global guettotech que invadiu o pleneta. Baptist, que já morou um tempo no Rio, realiza no momento sua primeira turnê como “Dj global” pela América do Sul, passando por Argentina, Uruguai, Chile e Brasil.

Baptist – Bajo Global Tour Mixtape

—Dancing Cheetah entrevista Baptist—

DC: Como e porque vc fez a transição de dj de dub reggae para “dj global”? Quem mais te influenciou para essa mudança na sua carreira?

B: Eu comecei a tocar dub, rocksteady, reggae e dancehall quase 15 anos atrás, num momento aonde surgiram os primeiros “Soundsystems” na Alemanha. A partir de 2005 isso virou uma moda. E pouco tempo depois essa cultura não era mais “subculture” e virou “mainstream”. Eu continuava curtindo o som, mas já estava buscando outra coisa, e achei p.ex. o Kwaito. A partir da minha primeira vez aqui no Rio e o contato com a música brasileira, especialmente o Funk carioca e a mistura da música tradicional com a atual, eu abri a minha cabeça e meus ouvidos. Nesta época também meus amigos DJ cariocas e alemães como p.ex. DJ Hops (Berlin) e Wolfram do Soundsgoods (Rio) começaram a me mostrar muita coisa nova (p.ex. Dubstep, Kuduro). Quem mais me influenciou acho que foi o Uproot Andy, mas é complicado de dizer porque sempre tem mais do que uma só resposta para uma pregunta, então tenho que mencionar também a galera daqui: Maga Bo, Cidinho & Doca, B-Negão… e os “gringos”: Haaksman, Toy Selectah e muitos mais…além dos meus “all-time favourites” como Madlib.
DC: Como é a cena de global guettotech na Alemanha? Existem muitas festas, artistas e djs?
B: A Alemanha hoje em dia é um país cheio de influências globais (como a nossa seleção de futebol). Especialmente em Berlin e Hamburgo, tem muita mistura de etnias, culturas e músicas. E se você for ver a quantidade de pessoas que vem de fora e a quantidade de festas que eles estão trazendo, você vai ver muitas festas aonde se toca estilos de som que fazem parte do guettotech ou de coisas próximas a ele, p.ex. música arabe, Dancehall, Dubstep e Urban African. Então nesse sentido a cena já é grande. Mas se você for buscar festas que tem o nome “global guettotech”, a cena ainda é pequena em comparação com outros estilos. O estilo mais atual que chega forte na Alemanha é a Cumbia. Existem muitos DJs e produtores, os mais famosos são talvez Schlachthofbronx e Daniel Haaksman. Eu também gosto muito do Daladala Sound (outhere records) de Munich. Eles conseguem divulgar muito bem a música africana na Europa. Artistas alemães no sentido de cantores por em quanto não tem muito, mais tem alguns artistas que vivem na Alemanha, como Nneka.
DC: E como está sendo a sua tournê pela América do Sul? Que países você tocou até agora?

B: A tournê foi muito legal. Porém tenho que explicar que a tournê foi também uma viagem pela América do Sul aonde eu tentei conhecer mais esse continente, seus guettos, suas músicas e realizar alguns projetos, em parceria com a minha primeira tournê de DJ. Eu toquei em Valparaiso no Chile, e duas vezes em Mendoza na Argentina, no Uruguai eu sentei pra finalizar meu Mixtape e agora com vocês na Dancing Cheetah vai ser o fechamento da tournê. Até agora  o show com a galera mais animada foi em Valparaiso (Chile). Curioso para mim foi a observação que em muitos lugares as pessoas não valorizam seu próprio guettobass local, no caso do Chile e da Argentina o Reggaeton e a Cumbia, mas gostam do guettobass de fora (p.ex. Dancehall, Dubstep). Talvez porque aceitar a cultura dos guettos de outros países parece de ser mais facil do que do guetto do outro lado da rua.


Encabeçado pelos experientes Djs de música eletrônica Gustavo mm e Filipe Mustache, o Ajax é um projeto, inédito, diga-se de passagem, que pretende levar “disco music exótica” para as pistas cariocas. Quanto a “disco music exótica” leia-se: turca, israelense, egípcia, indiana, jamaicana, árabe e por aí vai. mm é uma lenda: idealizador da Combo, do Projeto Morfina e da Clap!, além de curador da Gomus, o cara sabe tudo sobre tudo quanto é tipo de som. Filipe Mustache, da Calzone, se tornou nos últimos dois anos um dos mais requisitados Djs da cena. Clique aqui e baixe um mini-set feito para divulgar o projeto!

—Dancing Cheetah entrevista Ajax

DC: Como nasceu o Ajax? E qual o conceito por trás do projeto?

A: Achamos que o Ajax nasceu de uma identificação nossa musical já que curtimos várias coisas “de pista” em comum; mas no caso do Ajax  é principalmente pela “disco exótica”. Pretendemos inclusive continuar depois do convite da Cheetah, quem sabe fazer uns reedits… Vamos ver como conciliamos nossas atividades!

DC: E por que o nome Ajax?

A: Pela força sonora principalmente, mas também porque achamos que o nome combina com a “onda” que tocamos: forte, urgente e “funqueado”!

DC: Vcs acham que de uns tempos pra cá tem rolado uma tendência étnica na música eletrônica? Ou de certa maneira isso sempre rolou e agora está mais forte?

A: Achamos que sempre rolou (“sempre” literalmente: desde a disco do final dos anos 70 que já bebia da fonte étnica, passando pela mistura étnica no pos-punk e new wave, no hip hop minimalista do Timbaland, no afro house, enfim…). O que acontece agora é que a velocidade da informação satura as coisas mais rapidamente, então a linguagem auto-centrada das “metrópoles” não exprime a música  do mundo inteiro. Daí fomos buscar nos guetos do mundo um “frescor” mais livre da homogeinização dos centros “ocidentais-capitalistas”!

DC: Falando sobre música eletrônica de uma maneira geral, o que tem rolado de mais forte nas pistas? E o que ainda vamos ouvir falar num futuro próximo?

A: Sentimos uma leve reação do espírito “pra cima” da boa house music; talvez para quebrar um pouco a “seriedade” de influências que vinham predominando no chamado Nu Disco como krautrock e outros…  Talvez, e isso é não é uma aposta, só um “feeling”, tenhamos chegado ao fim da era dos “ciclos” (do “vai e volta” das linguagens). Achamos que a partir de agora vai ter espaço para tudo só que com um público/ ouvinte/ consumidor cada vez mais exigente. Nenhum estilo vai “sumir”, vai tudo é se fundir para resultados fantásticos!  Ou talvez signifique uma diminuição da importância da  música, pelo menos da forma como é apresentada agora (o próprio Brian Eno acredita nisso…). O importante é que “agora” tem muita coisa legal rolando e tá bonzão para dançar!!!!

Dancing Cheetah_13 de julho_João Brasil + Matias Maxx

11 Jul

Terça-feira, dia 13, rola a segunda edição da Dancing Cheetah temporada julho. Dessa vez, temos como convidados João Brasil e o Capitão Presença Matias Maxx.

 

João está morando em Londres atualmente, então não tem desculpa pra perder uma rara aparição dele por essas bandas. Já o Matias, que faz sua segunda participação na Cheetah, é  mestre em tudo quanto é tipo de batidão cantado em espanhol.

Para nomes na lista amiga (15 reais) mande o seu nome e o de seus amigos para: dancingcheetah09@gmail.com

Leia abaixo uma entrevista que fizemos com o João.

—Dancing Cheetah entrevista João Brasil—

DC: Como é o João Brasil depois de quase um ano em Londres?

JB: Acho que mudei um pouco meu som e meu set. Aqui na Europa é tudo um pouquinho mais pesado, principalmente na Alemanha, se não tiver peso eles não vibram. Tenho saudades dos amigos. Uma coisa boa aqui é que raramente te pedem música, o DJ é um pouco mais respeitado por essas bandas.

DC: E as festas? Vc tem tocado? Tem saído na night e visto coisas legais?

JB: Estava tocando regularmente na festa Musicalia, da Isa GT, e toco em vários eventos do pessoal da Jungle Drums (revista daqui). Toquei na Secousse, do pessoal do Radioclit, e em clubes “brazil feelings”, tipo Guanabara e Favela Chic. Toquei na Holanda algumas vezes e na Alemanha também. Aqui a cena de música jamaicana é imensa, a ‘Bass Culture” domina a área! Estou indo direto no University of Dub e na festa afro-tech Secousse. E, claro, MUITOS shows!

DC: E como andam os seus experimentos com novas midias?

JB: Agora estou fazendo meu projeto final. Vou fazer uma roda-de-samba interativa, onde cada cadeira será “triggada” em um som de percussão. Já fiz uma MPC gigante e bananas interativas.

DC: O que a gente ainda vai ouvir no 365 até o final do ano?

JB: Nem eu sei! Hahah! Mas quero fazer um mês só com dicas de quem segue o blog e outro mês só com mashups do 365 mashups, tipo um Big Forbidden 2.

DC: O que vc não vai tocar NUNCA no 365 mashups?!!

JB: Hahha! Pergunta difícil! Acho que não vou fazer nada com drum n’ bass e samba-rock.

DC: Como está sendo o resultado desse projeto?

Definitivamente, é o maior projeto da minha vida até agora. Nunca tive tantas visitações em tão pouco tempo. Vou chegar a 100.000 em 6 meses. A galera dá dicas, me xingam, se sentem parte do projeto, é muito legal. Já fiz vários mashups por causa de pedidos.

DC: E o EP pela Man Recordings?

JB: Vai sair em setembro. Eu queria fazer só de tecnobrega, mas não consegui ficar preso num estilo só… Minha cabeça não para, tenho que usar diferentes estilos. Vai ser tropical-tech, com umas participações bem bacanas.

Dancing Cheetah_Temporada Julho 2010_Casa da Matriz

5 Jul

Macacada,

Amanhã, dia 6 de julho, começa mais uma temporada da Dancing Cheetah. Serão 4 festas em julho, às terças-feiras.

Pra quem não conhece ou nunca foi, a Cheetah é uma festa movida a ritmos musicais terceiro mundistas, especialmente os mais contemporâneos, além de fusões desses estilos com música eletrônica, reggae, pop, rock e hip-hop. Espere ouvir muita cumbia, reggaeton e latinidades em geral, tecnobrega, pós-funk, tropical bass, kwaito, kuduro, funana, coupé decalé, mashups e global guettotech.

www.dancingcheetah.wordpress.com

Iniciando os trabalhos, contamos com a presença de ninguém mais ninguém menos que o argentino Villa Diamante, fundador do coletivo mais importante da nova música latino-americana, o Zizek, e especialista em mashups de cumbia com sons eletrônicos, pop e rock. Saiba mais sobre Villa e leia uma entrevista que fizemos com ele clicando aqui.

Na pistinha 2, quem faz barulho e bagunça é a Makula, festa focada em sons africanos mais roots, como afrobeat, highlife, soukous e makossa. Leia uma entrevista que fizemos com a Makula, formada pelos pelos Djs Gustavo Benjão, Lucio Branco e Zé McGill.

Dê um reply com seu nome e o de seus amigos e entre na lista amiga (15 reais).

Dancing Cheetah
06 de julho/ Casa da Matriz
Pedro Seiler & Chico Dub recebem Villa Diamante (Zizek/ Buenos Aires) + Makula
23:00
20 reais

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