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Buraka Som Sistema_Perc Pan 2010

15 Sep

Desde que a Cheetah surgiu, em fevereiro do ano passado, não houve uma festa em que não tocassemos Buraka Som Sistema, um dos grupos que mais simboliza esse tal de global guettotech. “IC-19”, “Kalemba (Wegue Wegue)”, “Aqui pra vocês”, “Black Diamond” e o remix deles pra “Gasolina”, do Bonde do Rolê, são verdadeiros hinos nas nossas festas.

Por conta da história deles com o kuduro (são praticamente os embaixadores do estilo), muitas vezes se fala no Buraka como um grupo de origem angolana. Só que na verdade, esse quarteto, formado por Li’l Jon, Conductor, DJ Riot e Kalaf, é português (o nome Buraka vem da freguesia de Buraca, em Amadora, cidade localizada nos arredores de Lisboa). Então, resumindo, o Buraka é um grupo eletrônico português se inspirando numa música eletrônica angolana, produzindo um híbrido que alguns chamam de (rs) kuduro progressivo. Em outras palavras, 1/4 de euro-house, 1/4 de grime e dubstep, 1/4 de rave, e, finalmente, 1/4 kuduro.

Não é a primeira vez deles no Brasil. Infelizmente, quando vieram pela primeira vez , a Macaca hibernava em suas férias. Mas certamente, agora, no Perc Pan 2o1o, será uma oportunidade de vê-los no auge. O Canecão vai tremer! E de kuduro!

Buraka Som Sistema – IC-19

Bonde do Rolê – Gasolina (Buraka Som Sistema remix)

Buraka Som Sistema – Black Diamond

Buraka Som Sistema – Aqui pra vocês

Buraka Som Sistema – Kalemba (Wegue Wegue)

O Buraka Som Sistema toca no Perc Pan 2010 nos seguintes dias:

06/10/2010, Canecão (Rio)
07/10/2010, Via Funchal (São Paulo)

Os ingressos estão a venda no ingresso.com e (Rio) na bilheteria do Teatro Oi Casa Grande. Maiores infos no site do Perc Pan.

T.P. Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou_Perc Pan 2010

15 Sep

Foi com lágrimas nos olhos que a Cheetah recebeu a notícia da vinda da Poly-Rythmo ao Brasil (valeu, Zé!). Durante anos o segredo mais bem guardado do oeste africano (Benin), a T.P. Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou recentemente se tornou uma das banda mais comentadas no mundo inteiro graças ao trabalho de garimpo de algumas gravadoras. Coletâneas super bem pesquisadas e distribuidas como “The Kings of Benin Urban Groove 1972-1980”, “The Vodoun Effect, Funk and Sato from Benin’s Obscure Label” e “Echos Hypotiques”, só pra citar 3 delas, chegaram aos ouvidos de muita gente boa. O resultado é que hoje, esse conjunto de Benin, com mais de 40 anos de história, é um dos assuntos mais queridos de publicações especializadas e presença garantida no line up dos melhores festivais do mundo.

O som da Poly-Rythmo é uma jam entre James Brown e Fela Kuti recém chegados de uma trip a Cuba tocando muito felizes num ritual de vodu, no Benin. Afrobeat, rock, salsa e outros toques latinos, soukous, FUNK, e as sonoridades típicas das cerimônias de vodu, são alguns dos gêneros em que a Poly-Rythmo passeia. Detalhe: vodu aqui está mais para candomblé do que o imaginário coletivo que a palavra carrega, muito ligado a magia negra.

Em entrevista a Wax Poetics, Melome Clement, fundador da orquestra e um dos seus 10 integrantes, declarou que: “Percussão, sinos e sopros são os instrumentos fundamentais usados nas tradicionais rituais de vodu. Nós simplesmente adicionamos guitarra e teclados, modernizando esses ritmos ancestrais e combinando-os com os gêneros ocidentais que estavam na moda naquela época.

Orchestre Poly-Rhythmo de Cotonou – Agnon Depke

Orchestre Poly-Rhythmo de Cotonou – Noude Ma Gnin Tche De Me

Orchestre Poly-Rhythmo de Cotonou – Gendamou Na Wili We Gnannin

Orchestre Poly-Rhythmo de Cotonou – Mi Ni Non Kpo

Orchestre Poly-Rhythmo de Cotonou – Aihe Ni Kpe We

Orchestre Poly-Rhythmo de Cotonou – Malin Kpon O

Orchestre Poly-Rhythmo de Cotonou – Hwe Towe Hun

A Orchestre Poly-Rythmo toca no Perc Pan 2010 nos seguintes dias:

30/09/2010 no Teatro Castro Alves, Salvador
04/10/2010 no Oi Casa Grande, Rio

Os ingressos estão a venda no ingresso.com e (Rio) na bilheteria do Teatro Oi Casa Grande. Maiores infos no site do Perc Pan.

6 de outubro, Rio, Canecão, Perc Pan 2010

15 Sep

Noite Festa
6 de outubro, Rio, Canecão, Perc Pan 2010

O baterista Igor Cavallera e seu projeto Mixhell, apresentam uma das grandes atrações do festival este ano é o grupo angolano Buraka Som Sistema, os grandes populizadores do kuduro, gênero que estourou globalmente em 2006 e se tornou um hype entre a juventude antenada de todo o mundo. O grupo chegou a gravar com a cantora M.I.A. e foi lançado em todo o mundo pela Sony. Os angolanos dividirão a Noite Festa com a banda de Chicago Hypnotic Brass Essemble, que já se apresentou nos principais festivais do mundo. Esta noite terá ainda a presença do carioca Bloco Cru.

Buraka Som Sistema (Portugal/Angola)


O Buraka é um grupo português-angolano que conseguiu transformar o kuduro, música das periferias de Luanda, em hype global entre a juvente antenada de todo o planeta. O som do kuduro já evoluiu, incluindo misturas com house e mesmo com o funk carioca. Com um show espetacular, ninguém consegue ficar parado quando o Buraka começa a tocar!

Hypnotic Brass Ensemble (USA)

Uma das mais conceituadas bandas de Chicago, a Hypnotic Brass é formada por oito irmãos e um amigo, que começaram tocando nas ruas, sem microfones. Seu balanço era tão contagiante que logo os rapazes subiram para o palco dos principais festivais do mundo e passaram a gravar com várias estrelas do primeiro time da música mundial, como Erikah Baduh, Maxwell, Mos Def, Blur e Gorillaz. Entre seus fãs declarados, estão Barak Obama, Jay-Z e David Byrne, entre muitos outros. Seus shows são aclamados como verdadeiras celebrações à alegria e à vida.

Bloco Cru (Brasil)


O Rio de Janeiro conheceu, em fevereiro de 2009, o Bloco Cru, uma festa musical em que ritmos regionais como maracatu, samba, marcha, baião e funk carioca, passam a ser cadência de clássicos do rock e pop. Foi criado por jovens músicos que perceberam que havia semelhança entre as marchinhas de carnaval e as grandes canções do rock e do pop: estruturas simples, letras ambíguas e a contagiante vontade de cantar e dançar. O Bloco Cru, além de divertir, explicita semelhanças entre as culturas do mundo, investigando as matrizes da música brasileira, estabelecendo diálogos entre o tradicional e o moderno.

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