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Sabor Sonidero

14 May


Dono do Soundgoods, o alemão Wolfram Lange, o Wolf, é responsável por algumas das mixtapes mais legais de sons periféricos. Sua grande diferença em relação aos outros é a originalidade de sua pesquisa. Explico. Wolf viaja bastante pelo globo. E por conta disso, consegue encontrar “músicas virgens” na blogosfera, verdadeiros petardos garimpados in loco nos camelôs e feiras mais quentes da Argentina, Angola e México.

Sabor Sonidero disseca a cumbia mexicana (ou sonidera). É como se fosse a cumbia villera (Argentina), mas com beats ainda mais lentos, longas partes instrumentais e vozes e vinhetas cheias de efeitos.

Sabroso!

http://official.fm/tracks/250083

Soundgoods – Sabor Sonidero Mixtape

01. Grupo Maravilla De Robin Revilla – Viva Mexico
02. Grupo La Cumbia – Yambao
03. Robotica
04. Estrellas De La Kumbia – Cumbia Aventura
05. La Cumbia Dance – Real Cumbia Dance
06. La Cumbia Torera
07. Grupo Majezza – La Cumbia De Los Puchikas
08. Princesa Talibana
09. Sonido Santana – Cumbia De Los Efectos Especiales
10. Lo Que Traje De Colombia
11. Los Cholos Tambien Lloran

Lambada 2011

14 May


Talvez não no Brasil (já rolou), mas internacionalmente, 2011 tem sido um ano de resgate a lambada. Ou pelo menos à música Chorando se Foi. É que na gringa, a música em questão, eternizada pelo Kaoma, acaba se confundindo com o gênero em si.

Inpirado (ou não) na pavorosa versão da Jennifer Lopez (On the floor), o dj globalista e etnomusicólogo norte-americano Wayne&Wax lançou recentemente uma mixtape chamada “Moments in Lambada” que envereda por inúmeras versões da música, desde a original passando por UK funky, dancehall, reggaeton, entre outros

Wayne&Wax – Moments in Lambada

Los Kjarkas, “Llorando Se Fue”
Inca Son, “Llorando Se Fue”
Jorge Rico, “Llorando Se Fue”
Grupo Chiripa, “Llorando Se Fue”
Red Foxx and Screechy Dan, “Pose Off”
Wisin y Yandel, “Pam Pam”
Kaoma, “Lambada (Dub Mix)”
Max le Daron, “Lambahton Remix”
Kaoma, “Lambada (Extended Mix)”
Kaoma, “Lambada (Llorando Se Fue?) (Dub)”
Kaoma, “Lambada (Club Mix)”
Metal de Durango, “Llorando Se Fue”
Elephant Man, “Hate Mi”
Vakero, “La La La (Lambow)”
Kiko e As Jambetes, “Chorando Se Foi”
Terror Tone, “Kaoma – Lambada (Terror Tone Remix)”
Jennifer Lopez (ft. Pitbull), “On the Floor”

Não podemos esquecer que nosso João Brasil, com EP lançado pela alemã Man Recordings e tudo, também se aventurou recentemente pela melodia andina.

Quem tiver curiosidade de saber mais sobre essa música original boliviana re-arranjada em Paris e vendida como música brasileira, deve dar uma olhada no documentário francês Les Dessous De La Lambada. Simplesmente o maior plágio musical da história!

Global Guettotech na MTV

14 May

Chico Dub fez uma participação bem no iniciozinho do Extrato MTV sobre o tema. Ficou bacana!

Owiny Sigoma Band

14 May

Owiny Sigoma Band são 4 músicos ingleses – guitarra, baixo, teclados e bateria – em conjunção com um grupo de músicos de Nairobri, capital do Quênia, especializados num tipo de som chamado luo. A experiência, que tinha tudo pra ser desastrosa, é simplesmente sensacional. Não importa o que eu ouvir até o final do ano, o recém lançado primeiro trabalho do grupo pela Brownswood, de Gilles Peterson, já está com o nome garantido entre os melhores de 2011.

Muito do sucesso dessa união está nas jam sessions entre os músicos promovidas em Nairobi. Aos poucos, o som dos ingleses foi se aperfeiçoando enquanto base ou esqueleto para que em seguida os africanos deitassem e rolassem por cima. Mas o grande charme do disco está de fato num instrumento de 8 cordas chamado nyatiti, brilhantemente tocado por Joseph Nyamungu.

Wires é o grande hit do disco, culpa do ritmo mais acelerado e dos vocais em inglês.

Minha preferida é Odera Lwar.

Afrobeat no go die

14 May

Que fase vive o afrobeat hoje em dia.
Gênero nigeriano que nada.
Agora tem afrobeat bom no mundo inteiro, que sorte a nossa.
Fela Kuti vive, lógico. E com centenas de milhares de filhos, uns ousando mais (Nomo, Chico Mann), outros respeitando a lenda.
Falando nos filhos mais famosos, Femi e Seun, o primeiro deles lançou (bom) disco ano passado.
Já o segundo, acaba de lançar um belissimo petardo, From Africa with fury: rise.
Minha preferida é essa aqui. Que musicão!


Falando em lendas, outra delas, das grandes, também lançou pepita nova recentemente. A diferença é que Cotonou Club é o primeiro disco em mais de 25 anos da Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou, do Benin. Na real, o som deles é mais abrangente que o afrobeat, pois incorpora diversas influências e pegadas. Mas não importa.

Do Cotonou Club, gostei enormemente dessa aqui. Por incrível que pareça, com participação de dois caras do Franz Ferdinand.

No Brasa, temos duas bandas que honram a tradição nigeriana. Uma de São Paulo, a Bixiga 70, outra do Rio, a Abayomi Afrobeat Orquestra (não consegui descobrir se temas originais fazem parte do repertório da banda).

Afrobeat no go die.

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