Archive | June, 2011

El Timbe e o moombahton

28 Jun

Ricardo Muñoz, o El Timbe, é um catalão gente fina que me foi apresentado peloMaga Bo. A meu pedido, Timbe, um dos destaques do 3º dia do Sónar, escreveu para este blog um texto que passeia pelo festival de Barcelona, pelo estado atual da nova música latino-tropical e pelo moombahton.

Antes do texto, um pequeno parêntese. Moombahton é uma mistura de house, reggaeton e cumbia que nasceu quando um Dj americano chamado Dave Nada, para agradar ao público latino de uma de suas festas, reduziu drasticamente o pitch de seus discos de house. O resultado fez com as músicas soassem como reggaeton!

“Na edição deste ano do festival de música avançada Sónar (Barcelona), muita gente teve a oportunidade de ouvir, possivelmente pela primeira vez, a nova onda de ritmos tropicais que invade diariamente a nossa galáxia. O fato de terem sido escalados para um festival de novas tendências – porém extremamente diversificado -, é prova total do poder que esses ritmos tropicais possuem. Há 8 anos atrás, no mesmo Sónar, graças ao seu precursor na Espanha, o Carlos Casaseu tive meu primeiro contato com essa pegada, no caso, o gênero mais selvagem do Brasil, o baile funk.  Mas este ano, o pessoal do Sónar se atreveu a ir ainda mais longe. Moombahton é um dos gêneros que deve começar a estabelecer-se mais firmemente no underground da nova música tropical. Ainda é preciso ver se o estilo, liderado pelo holandês Munchi, será um fogo de palha (como muitos outros), ou se irá funcionar como um marco para esta geração. Na minha opinião, quero que o moombahton esteja conosco por um longo tempo, se transformando em mil e uma mutações, assim como aconteceu com vários outros estilos de música eletrônica. O fato de que realmente não existe uma cena de moombahton em algum lugar específico no mundo, mas sim em diversos lugares que aparentemente não tem ligação cultural alguma, significa que este estilo tem reais conotações globais. E isso é interessantíssimo! Viva!”

Ouça a última mix do El Timbe, toda ela dedicada ao moombahton.

Dancing Cheetah – festa especial de 02 anos!

24 Jun

No dia 09 de julho, no Cabaret Kalesa, a festa de global guettotech (ritmos eletrônicos de periferias globais) Dancing Cheetah realiza uma edição especial em comemoração aos seus 02 anos de vida. A partir das 23 horas, os Djs residentes Chico Dub e Pedro Seiler recebem, diretamente de Belém do Pará, a musa do tecnobrega Gaby Amarantos, e o DJ Waldo Squash, produtor mais importante do gênero atualmente.

Primeira festa nacional dedicada a música contemporânea produzida nos países latinos e africanos, a Dancing Cheetah nos últimos 2 anos tem contribuído para a disseminação de uma cultura pouco difundida no Sudeste do país e que geralmente sempre sofreu preconceito. Hoje, a Cheetah é uma referência no Brasil, tendo inclusive influenciado o nascimento de festas semelhantes no Brasil. 

___Sobre Gaby Amarantos e Waldo Squash___

Gaby vive com total consciência o processo de fixar uma identidade à qual o resto do Brasil ainda não está acostumado (talvez nem o próprio Norte do país esteja), a do artista brasileiro firmemente ancorado em suas origens indígenas. Gaby Amarantos é a artísta brasileira que mais entende de identidade neste início do século 21.
Pedro Alexandre Sanches

Em 2000, Gaby Amarantos caiu nas graças do brega se tornando uma pop-star da música paraense, recebendo grande reconhecimento por conta de sua banda, a Tecno Show. Através do tecnobrega, Gaby, apelidada de “A Beyoncé do Pará”, já participou do Fantástico, Altas Horas, Caldeirão do Huck e Domingão do Faustão. É sem sombra de dúvida o nome mais conhecido do tecnobrega, tendo tocado inclusive na posse da presidente Dilma.

Gaby se prepara gravar seu primeiro CD solo com a direção musical de Carlos Eduardo Miranda. O disco terá misturas de tecnobrega com ritmos como carimbó, guitarrada, bangüê, samba de cacete e reggaeton, gerando uma musicalidade única no país e no mundo.

O DJ Waldo Squash é o produtor mais inovador do tecnobrega. Seja em produções próprias ou nas bases para músicas da própria Gaby Amarantos, Waldo criou uma mistura entre o tecnobrega e o eletro. O ritmo, batizado de eletromelody (ou tecnomelody), dialoga com o movimento internacional global guettotech e apresenta composições sobre a realidade dos subúrbios de Belém. Waldo Squash também está a frente grupo paraense Gang do Eletro, surgido em 2008, e que também conta com Marcos Maderito. A Gang tem atraído a atenção da mídia, sendo citado em veículos de imprensa como Rolling Stone Brasil e Billboard.


João Brasil presents DJ Waldo Squash

Tracklist:

1 – Vou passar o sal (Melô do Ipitipiti) (c/ Gang do Eletro)
2 – Eletromelody Abracadabra
3 – Pitch Bull (c/ Gang do Eletro)
4 – Eletromelody da Francesinha
5 – Ai ai ai do príncipe
6 – Tecno-Cumbia Colombiana
7 – Capetinha da night (c/ Banda Eletro Hits)
8 – Mastigando Humanos (c/ Daniel Peixoto)
9 – Tecno-Cumbia do Moraes
10 – Eletro Meninos do Pop

%d bloggers like this: