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Afrobeat no go die

14 May

Que fase vive o afrobeat hoje em dia.
Gênero nigeriano que nada.
Agora tem afrobeat bom no mundo inteiro, que sorte a nossa.
Fela Kuti vive, lógico. E com centenas de milhares de filhos, uns ousando mais (Nomo, Chico Mann), outros respeitando a lenda.
Falando nos filhos mais famosos, Femi e Seun, o primeiro deles lançou (bom) disco ano passado.
Já o segundo, acaba de lançar um belissimo petardo, From Africa with fury: rise.
Minha preferida é essa aqui. Que musicão!


Falando em lendas, outra delas, das grandes, também lançou pepita nova recentemente. A diferença é que Cotonou Club é o primeiro disco em mais de 25 anos da Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou, do Benin. Na real, o som deles é mais abrangente que o afrobeat, pois incorpora diversas influências e pegadas. Mas não importa.

Do Cotonou Club, gostei enormemente dessa aqui. Por incrível que pareça, com participação de dois caras do Franz Ferdinand.

No Brasa, temos duas bandas que honram a tradição nigeriana. Uma de São Paulo, a Bixiga 70, outra do Rio, a Abayomi Afrobeat Orquestra (não consegui descobrir se temas originais fazem parte do repertório da banda).

Afrobeat no go die.

Makula na Dancing Cheetah_06 de julho

21 Jun


E lá vamos nós para mais uma entrevista com os convidados da temporada de julho. Desta vez, com nossos afro-hermanos makulenses. Pra quem ainda não sabe, a Makula, captaneada pelos residentes Gustavo Benjão, Lucio Branco e Zé McGill, é basicamente uma festa de afrobeat, gênero musical que assimila jazz, soulfunky e elementos propriamente africanos criado pelo nigeriano Fela Kuti. Mas também marcam presença na Makula ritmos como highlife, juju, soukous, afrorock, voodoo Funk, räi, kuduro, entre outros.


—Dancing Cheetah entrevista Makula—


DC: Vocês acham que as pessoas no Brasil estão ouvindo mais música africana?

M: Acho natural que, com a proximidade da Copa na África, toda a cultura africana esteja ganhando um pouquinho mais de atenção. Mas, na real, ainda é pouco… A grande mídia não está acostumada a oferecer alternativas para a massa, e quando o faz, faz mal feito… Tipo uma matéria que vi outro dia na Globo sobre o jogo contra a seleção do Zimbabwe. Os caras não se deram o trabalho de pesquisar música tradicional daquele país (tipo Thomas Mapfumo, uma lenda local, criador da Chimurenga!), preferiram tocar “Zimbabwe”, do Bob Marley no fundo da matéria…. sacou o drama? É por aí… enquanto a grande mídia não se mexer, quem gosta da cultura e da música africana por aqui vai ficar dependendo de blogs, sites alternativos, um ou outro programa de rádio (roNca roNca) e uma ou outra festa (Cheetah e Makula, por exemplo).

DC: O que toca de mais contemporâneo na Makula?

M: Por uma questão de gosto pessoal dos DJs, a Makula é mais voltada pro repertório africano dos anos 60 e 70. Talvez uns 70% do nosso repertório. Mas rola espaço pros contemporâneos também, especialmente Kuduro (Angola) e Ndombolo (Congo), além, é claro, das novas bandas de afrobeat. Mas não tem frescura não… se a gente entra na pilha ou se o público pede, rola também Coupé Décalé (Costa do Marfim), Kwaito (África do Sul) etc.

DC: E os gringos, vcs acham que eles tão mandando bem nas suas re-interpretações de música africana? Quais grupos vcs recomendam?

Fela Kuti já dizia: “afrobeat no go die!”. E a prova disso são as bandas contemporâneas de afrobeat que andam pipocando pelo mundo. Rolam cenas fortes de afrobeat principalmente nos EUA e Londres. Entre os norte-americanos, destaque para Antibalas, Kokolo, Nomo e Akoya. Todos muito bons. Tem ainda o Fanga (Montpelier), Afrodizz (Montreal), JariBu (Tóquio) e a Abayomy Afrobeat Orquestra (Rio de Janeiro)! Fora afrobeat, o que tem aparecido recentemente tem sempre ligação direta com a música eletrônica, inclusive Kuduro, Kwaito e Coupé Décalé, e, na minha opinião, os africanos não ficam devendo nada aos grandes nomes europeus e norte-americanos da eletrônica.

DC: O que podemos esperar da Makula num futuro próximo?!

M: Queremos contribuir pra que a música africana seja mais conhecida no Brasil. Vamos continuar com a festa mensal (aproveitando, segue nossa agenda: 12/06 no Teatro Odisséia; 02/07 no Clandestino; e 06/08 no Multifoco) e estamos tentando levar a festa pra São Paulo, Salvador e Recife. Tomara que role! Valeu! E vamos com tudo pra participação da Makula na Dancing Cheetah, dia 06 de julho, na Casa da Matriz!

Até a data de estreia, fique ligado neste espaço pois vamos postar entrevistas com todos os convidados (Makula, João Brasil, Matias Maxx, Baptist, Ajax, Nego Moçambique, Lucas Santtana e El Rocker).

Makula

13 Apr


A Makula é basicamente uma festa de afrobeat, gênero musical que assimila jazz, soulfunky e elementos propriamente africanos criado pelo nigeriano Fela Kuti. Mas também marcam presença nessa que é a prima africana da Cheetah, ritmos como highlife, juju, soukous, afrorock, voodoo Funk, räi, kuduro, etc.

Contando com os residentes Gustavo Benjão, Lucio Branco e Zé McGill, a Makula já recebeu em pouco mais de um ano de atividade os DJs Zebu, Stephane San Juan, Dany Roland, MAM, Lucio K e o referencial Mauricio Valladares. Além de shows do: Conjunto Musical do Amor, Abayomy Afrobeat Orquestra, Rubinho Jacobina & Força Bruta, e os caboverdianos Helio Ramalho e Fidjus.

A pedido da Cheetah, os DJs Zé MacGill e Lucio Branco fizeram uma seleta classe A com 10 registros essenciais para a festa, que nesta quinta, dia 15, recebe Sergio Zola, nascido em Angola, mas criado em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (ex-Zaire). Zola, entre outros, vai tocar estilos nativos como o ndombolo (soukous contemporâneo) e zouk!

Makula
5ª feira, 15 de abrilMofo Lapa (Av. Mem de Sá, 94 – Lapa)
Tel. 2221-9851
R$15,00 – R$12,00 (c/ filipeta ou mandando nome para a lista amiga: festamakula@gmail.com)
A partir das 22hs

1. Fela Kuti – “Don’t gag me”
Fela Kuti é o pai do afrobeat, gênero musical que assimila jazz, soulfunky e elementos propriamente africanos. Este vídeo é parte do documentário Ginger Baker in Africa, de 1971. Pra resumir, se não existisse Fela Kuti, não existiria a festa Makula.

2. Seun Kuti – “Many things”
Seun é o filho caçula do homem. Ele toca com a Egypt 80, que era a banda do pai nos anos 1980, e é quem melhor representa a música de Fela no mundo, tanto no som quanto no discurso. “Many Things” é a música mais pedida do programa Makula, na Rádio Gruta. Escute o programa aqui.

3. Franco & T.P. OK Jazz – “Bolingo ya moitie-moitie”
Franco é o rei do Soukous e da guitarrada do Congo (ex-Zaire) e chefão da orquestra T.P. OK Jazz. O cara manufaturou sua própria guitarra aos seis anos de idade. Precisa dizer mais? O Sergio Zola, angolano/congolês que fará show na próxima Makula (15/04), bebe desta fonte aí…

4. Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou – “Se Tche We Djo Mon”
Diretamente do Benin (“o Brasil que deu certo”), ei-los aí: os mestres supremos do Voodoo Funk! O grupo, que foi um dos expoentes do som africano nos anos 1960 e 1970, voltou em 2009 e está na estrada. Quem sabe um dia a gente traz eles pro Brasil e assim voltamos todos com os caras, invertendo a mão da diáspora? É jogo, hein?

5. Sagbohan Danialou – trecho do filme “L’homme orchestre”
Sagbohan Danialou é um músico popular no Benin (vide aí a reação da rapaziada ao mega hit Gbeto Vivi) que já gravou e se apresentou com a Orchestre Poly-Rythmo em algumas oportunidades. Inclusive, a gravação mais conhecida desta canção é com a banda oficial do país que é a pátria espiritual da MAKULA. Saquem a perícia de Mr. Danialou c/ as baquetas… O homem é multi-instrumentista…

6. Orchestra Baobab – “Colette”
Esta talvez seja uma das únicas músicas que rolaram em todas as edições da MAKULA até hoje. A Orchestra Baobab é de Dakar, Senegal, mas o som deles carrega várias influências, especialmente da música cubana. Não existia vídeo desta música no Youtube, por isso, a Makulinha Productions entrou em ação e criou o vídeo abaixo.

7. Mulatu Astatke – “Yegelle tezeta”
Alguém de muito bom gosto criou este vídeo, com a música do Mulatu e um vídeo do desenho do Mogli. Astatke é uma lenda do jazz da Etiópia. Ficou mais conhecido depois que o Jim Jarmusch incluiu músicas dele na trilha sonora do filme Flores partidas.

8. Os Bongos – “Lena
Mais um vídeo caseiro oferecido pela Makulinha Productions (rs) para mais um clássico da pista makulense! Os Bongos são de Angola e “Lena” faz parte de uma coletânea muito cascuda chamada Soul of Angola, uma antologia da música angolana de 1965 a 1975.

9. Konono nº 1 – Congotronics!
Aqui, um trecho do documentário Congotronics, imprescindível pra quem curte música africana. Konono nº 1 é um encontro de gerações de músicos do Congo que, munidos das suas kalimbas eletrificadas, sabem como ninguém unir ritmicamente o tradicional e o moderno!

10. Kokolo Afrobeat Orchestra – Live in Totnes!
Taí uma prova de que a música do Fela está devidamente espalhada pelo mundo. Kokolo é uma banda de Nova Iorque e este vídeo é de um show em Totnes, na Inglaterra. A gente gosta é quando a pista da MAKULA fica assim, que nem a pista do show do Kokolo!

@EdMotta

12 Oct

ed

A Cheetah viciou nos tweets do grande Ed Motta. Saca só. Só coisa deep!

disco funk israelense

funk turco

jazz polonês

Está dada a dica. Sigam o homem! Deep!

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