Archive | dancing cheetah RSS feed for this section

Hermano Vianna sobre o Perc Pan 2010

3 Oct

Hermano Vianna – Utilidade pública*

Não gosto de quem legisla em causa própria. E de quem utiliza sua coluna para fazer propaganda de seus próprios trabalhos… Mas o texto hoje é utilidade pública. Este fim de semana em Salvador e no início da semana que vem aqui no Rio, com um show avulso em São Paulo, vai acontecer o festival PercPan. Junto à diretora Beth Cayres e com Carlos Galilea, jornalista do “El País” e um dos maiores conhecedores da música mundial e brasileira, fiz a curadoria desta edição. Já trabalhei em outros festivais.
Sei como uma boa seleção de atrações é fruto de muita batalha, mas também questão de sorte. Depende daquela banda querer vir ao Brasil, aceitar o nosso cachê, nossas datas. A América do Sul nunca é prioridade no mercado de shows.
Muitas vezes, fazemos planos perfeitos. No final do processo, chegamos a uma escalação totalmente diferente. Porém, neste PercPan, todos os nossos melhores sonhos se tornaram realidade. Apesar de serem nomes desconhecidos do grande público (e é por isso que me sinto na obrigação de escrever este texto), não pode haver festival mais bacana, em qualquer lugar do mundo. Se você tem algum interesse por música, por favor — para o seu próprio bem — não perca nenhum show. É oportunidade rara para ver nomes que dificilmente se apresentarão no Brasil novamente.
Não estou exagerando.

Sou o maior crítico do que faço, sem piedade: procuro defeitos em tudo. Mas é difícil encontrar algum detalhe de que não gosto neste PercPan. Não saberia indicar a melhor noite, ou uma única atração. O conjunto é o mais interessante, a proximidade entre estilos diferentes. Vou passar a fazer comentários específicos sobre cada atração. Quem quiser escutar as músicas antes, tendo que escolher ao que vai assistir, pode entrar no site do festival, onde encontrará áudio e vídeo, além de mais informações.

Jon Pareles, o chefe da crítica musical do “New York Times”, já resumiu de forma provocadora: “A Orchestre Poly-Rhytmo de Cotonou, do Benin, pertence à lista muito pequena das melhores bandas de funk do mundo.” Completo: para mim é tão boa quanto a banda de James Brown no início do anos 70 ou a de Fela Kuti no final da mesma década. Era, até bem pouco tempo, um segredo africano. Foi preciso que um colecionador de vinil tenha visitado Cotonou à procura dos seus ídolos para descobrir que a banda continua na atividade, com a mesma força há quase 50 anos. Foi só em 2009 que fez seus primeiros shows na Europa e em 2010 nos Estados Unidos, para plateias eufóricas. Por aqui, este primeiro show tem significado especial por conta dos fortes laços culturais que unem as histórias do Brasil e do Benin, com tantas trocas no século XIX (e antes) e poucas recentemente. O público brasileiro vai identificar elementos poderosos de candomblé e tambor de mina logo no início puramente percussivo do show. E depois, quando os instrumentos elétricos atacarem, vai cair num transe afrofunk de sofisticação absoluta.

O Hypnotic Brass Ensemble, de Chicago, é também uma das melhores bandas funk do mundo, apesar de tocar apenas com sopros e bateria. Não importa se toca num palco ou na rua, onde se apresenta sem microfones no meio do povo: seu suingue é irresistível, atraindo cada vez maior legião de fãs. Como os componentes do Gorillaz, que convidaram o Hypnotic para tocar em seu último disco e em sua próxima excursão. O repertório inclui versões para Fela Kuti, Outkast, Jay-Z e até Art of Noise.

Buraka Som Sistema é um coletivo luso-angolano que levou o kuduro, música eletrônica criada nas favelas de Luanda, para os mais influentes festivais do mundo e para fusões com house, dubstep e funk carioca, tendo gravado inclusive um grande sucesso com a nossa Deise Tigrona.

O Nortec Collective reúne vários artistas baseados em Tijuana, na problemática fronteira México/EUA. A visão de mundo fronteiriça, inclusive a política de repressão/incentivo à imigração ilegal , influencia sua música, um cruzamento alucinado da eletrônica com o folclórico. O resultado muitas vezes parece um Kraftwerk de sombreiro, embriagado pela dose certa de margaritas.

Não sei se a banda gosta desta comparação, mas é boa para atrair público: o Nova Lima está para a música afro-peruana assim como o Bajofondo ou o Gotan Projetc estão para o tango. A combinação de pop e eletrônica com o tradicional é feita com elegância, sem perder a potência dançante jamais.

As Tucanas são mulheres que, em Portugal, misturam tradições musicais de todo mundo lusófono criando novos instrumentos de percussão e batucando também em seus próprios corpos. A Kocani Orkestar faz a festa misturando tradições ciganas e dos Balcãs.

Fui diminuindo os comentários sobre cada atração pois já estou na fronteira do espaço desta coluna. Não se trata de preferência. E ainda nem falei dos convidados brasileiros e dos apresentadores.

A complexa fusão bigbandno-candomblé da Orkestra Rumpilezz, as novas big bands paulistanas reunidas no Movimento Elefante, o pós-samba-duro-rap do EdCity, o carnaval indie do Bloco Cru: todos eles merecem colunas inteiras para comentar seus trabalhos.

E os apresentadores são os bateristas Charles Gavin, João Barone e Igor Cavallera. Este último leva seu MixHell para a festa do Caneção.

O festival quer ser o MixCéu. Bom rebolado, em todos os ritmos!

*da coluna do Hermano publicada todas as sextas no Jornal O GLOBO.

Poly-Rythmo no Perc Pan 2010

29 Sep

“Essential Listening” – Gilles Peterson

“Hypnotic Afro-funk. Unstoppable!” New York Times

“We became fans of the Beninese group. They share a sound, so funky, so soulful voodoo! ” – Nick McCarty, guitarist of Franz Ferdinand

Se você até este momento ainda não foi convencido de que o show da Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou, no Perc Pan, é simplesmente a coisa mais sensacional que poderia acontecer neste final de 2010… é porque você não deve estar batendo muito bem!

É uma chance única de conhecer um dos grupos mais espetaculares que já surgiram na história da música mundial. Veja bem. Não estamos falando de um dos maiores grupos do Bénin. Ou de um dos maiores grupos da África. Em caps: ESTAMOS FALANDO DE UM DOS GRUPOS MAIS ESPETACULARES DA HISTÓRIA DA MÚSICA MUNDIAL.

A história da Poly-Rythmo é digna de conto de fadas. Uma vez famosa e reconhecida no oeste inteiro da África, dona de hits e mais hits, além de tours com artistas do porte de Fela Kuti, Miriam Makeba e Angelique Kidjo, a banda quase sumiu do mapa no início dos anos 80, depois que o marxista Mathieu Kérékou liderou um golpe e assumiu o governo de Bénin. Inclusive, vários membros originais do grupo faleceram. Crise econômica, censura cultural e desemprego foram algumas das características da ditadura de Kérékou. A banda sobreviveu, tocando aqui e ali, de vez em nunca.

Corta para alguns anos atrás, quando algumas espertas gravadoras começaram a lançar coletâneas da Poly-Rythmo. Mais ou menos na mesma época, um curioso radialista francês resolveu ir atrás do gupo. Trabalho de detetive, aliás, pois as pistas anunciavam que o grupo não existia mais. Depois de algum tempo, Elodie Maillot finalmente encontrou os remanecentes da Poly-Rythmo. O resultado desse encontro gerou (em 2009) a primeira tournê da Poly-Rythmo na Europa, 41 anos depois de sua formação.

E aí, vai perder? Sacou a responsa?

A Orchestre Poly-Rythmo toca no Perc Pan 2010 nos seguintes dias:

30/09/2010 no Teatro Castro Alves, Salvador
04/10/2010 no Oi Casa Grande, Rio

Os ingressos estão a venda no ingresso.com e (Rio) na bilheteria do Teatro Oi Casa Grande. Maiores infos no site do Perc Pan.

Buraka Som Sistema_entrevista_Perc Pan 2010

27 Sep

Leia a entrevista que o Perc Pan realizou com DJ Riot, um dos membros do Buraka Som Sistema.

– Perc Pan: Vocês espalharam o kuduro pelo mundo quando ainda só tinham um EP editado. Como encararam essa ascensão tão rápida?

BSS: Fomos um pouco apanhados de surpresa, mas encaramos essa ascensão como uma procura mundial de coisas frescas e novas. O mundo estava um pouco saturado de produtos que surgiam sempre dos mesmos pólos de interesse (Nova Iorque, Londres, Paris) e a internet veio abrir horizontes (e ouvidos) que permitiram ao público ouvir coisas interessantes feitas pelo mundo fora. Os Buraka foram apenas um dos fenômenos que surgiram nessa altura. Foi a música certa na hora certa.

– Perc Pan: Podemos dizer que é a versão do Buraka Som Sistema para o kuduro. Que influências acrescentaram ao kuduro original? A que pode ser atribuído o imenso sucesso do kuduro pelo mundo?

BSS: Acho que no nosso caso o Kuduro é apenas uma das nossas influências. Dentro da banda ouve-se heavy hetal, r’n’b, hip hop, rock, drum’n’ bass, techno etc, e nós gostamos de misturar tudo o que faça sentido na nossa música. Por exemplo: se fizer sentido colocar um loop de baile funk num determinado som, nós vamos fazê-lo.

– Perc Pan: Vocês estreitaram as relações culturais entre África e Portugal. Como vêem isso? Como se vêem nessa posição?

BSS: Nós sentimos que somos apenas a ponte entre a cultura pop e a cultura underground africana que sempre existiu e que é muito presente em Portugal, só isso. Não fizemos de propósito mas acabou acontecendo.

– Perc Pan: O funk carioca bebe da mesma fonte do kuduro, a África e a batida eletrônica. O que conhecem e o que acham do funk carioca?

BSS: Assim como no kuduro, os primeiros temas de baile funk foram versões de músicas que vinham de fora. É claro que o Dj Marlboro e a própria Deize Tigrona foram os primeiros nomes a passar a fronteira do Brasil para o mundo. Depois, mais tarde, e num contexto mais de fusão, surgiram nomes como o Bonde do Rolê ou até mesmo o Diplo, que acabaram por despertar mais pessoas para o fenômeno.

– Perc Pan: Qual a expectativa para tocar no PercPan, no Brasil?

BSS: A expectativa é grande! Estivemos juntos com os Mixhell e eles fizeram questão de fazer aumentar as nossas expectativas em relação ao Percpan. Trata-se de uma ocasião única para ouvir alguns dos melhores artistas do mundo e é uma honra estar aí no meio!

– Perc Pan: Caetano Veloso, um músico famoso do Brasil, já incluiu referências do kuduro numa música sua. Souberam disso? Como veem o fato de já haver gente conectada aqui com esse tipo de som?

BSS: Por acaso já tinha visto um video no Youtube ! Acho maravilhoso. Acho que se o Brasil já está aberto ao kuduro e seus derivados. Temos todas as condições para duas datas espetaculares!

– Perc Pan: Vocês são da região da Buraca? Por quê a escolheram para batizar o grupo?

BSS: Eu e o J-Wow crescemos na cidade da Amadora, nos subúrbios de Lisboa. Dentro da Amadora existem diferentes zonas e apesar de eu ser de uma zona chamada Reboleira e o J-Wow ser de uma zona chamada Venteira, achámos que Buraca (que também é outra zona da Amadora) tem um som bem mais engraçado do que Venteira Som Sistema!

O Buraka Som Sistema toca no Perc Pan 2010 nos seguintes dias:

06/10/2010, Canecão (Rio)
07/10/2010, Via Funchal (São Paulo)

Os ingressos estão a venda no ticketronic.com.br (Rio). Maiores infos no site do Perc Pan.

Dancing Cheetah no Chemical Music Festival

24 Sep

Boa oportunidade de conferir um set mais pancadão da Cheetah, com muito kwaito, kuduro beats, tribal guarachero, coupé decalé, funana e cumbias nervosinhas. E também de conferir o trabalho visual do Breno Hardcuore Pineshi, que vai fazer um set de imagens ao vivo junto com o nosso set.

Dancing Cheetah & Bomba Estéreo_07 de outubro no Teatro Rival

22 Sep

Dancing Cheetah apresenta: Bomba Estéreo (Colômbia)_07 de outubro_Teatro Rival

No dia 07 de outubro, quinta-feira, a Dancing Cheetah se apresenta no Teatro Rival, trazendo para o palco mais charmoso da cidade o show da sensação Bomba Estéreo, um dos grupos mais importantes da nueva cena latino-americana e sem sombra de dúvidas o principal nome do pop alternativo da Colômbia, país que hoje vive uma efervescência cultural sem precedentes.

Bomba Estéreo

A conceituada revista americana URB os define como uma mistura de Nelly Furtado com M.I.A. Já os integrantes do Bomba Estéreo, principal nome da nova música colombiana, se auto-definem como um grupo de electro-tropical. Ou mesmo de cumbia psicodélica, eles continuam. Definições a parte, é inegável que o som do Bomba Estéreo, uma mistura de ritmos folclóricos da costa colombiana (bullerengue, champeta e cumbia) com música eletrônica, dub, hip-hop e rock é… altamente explosivo!

O Bomba Estéreo foi criado em 2005 como um projeto solo de Simón Meíja, que lançou no mesmo ano um trabalho com colaborações de vários músicos e cantores. Dessas colaborações, Simón, que contribui com todos os beats eletrônicos além de tocar baixo e sintetizadores, pescou para o Bomba, Kike Egurrola (bateria), Julián Salazar (guitarra) e Li Saumet (voz), e em 2008 lançou Estalla. No ano seguinte, Estalla foi re-lançado nos Estados Unidos e Europa pela americana National Records, que o rebatizou de Blow Up. A partir daí, o Bomba Estéreo tem sido figura constante em festivais internacionais como South by Southwest (EUA), Summer Stage (EUA), Sónar (Espanha), Roskild (Dinamarca), Bonnaroo (França), Worldtronics (Alemanha), Lovebox (Inglaterra), entre outros. Já estiveram no Japão, e até mesmo no Brasil, onde fizeram parte, no ano passado do Rec Beat, o carnaval-festival alternativo de Recife.

É com muito prazer que a Dancing Cheetah anuncia o show do Bomba Estéreo, banda que a imprensa internacional escolheu como não só a representante mais importante da nova cumbia, fenômeno que hoje trespassou a barreira latina, sendo produzido em lugares como Suécia, Dinamarca e Holanda, como também um dos artistas mais criativos de todas as Américas.

—Vídeos—

Fuego:

Aguasala:

La Boquilla:

O Bomba Estéreo é mais ou menos assim ao vivo (Fuego ao vivo no Niceto Club, em Buenos Aires):

Ou assim, dessa vez no fundamental Sónar, de Barcelona:

Entrevista para o Show Livre, em Recife:

Entrevista para um site espanhol:

Resumo_Perc Pan 2010

22 Sep

Como você já deve saber, a Dancing Cheetah está apoiando o Perc Pan 2010, um job que nos deixa com um imenso orgulho. A escalação do festival esse ano talvez seja a melhor de todos os tempos, simplesmente matadora. Nos últimos dias, fizemos um quem é quem no nosso blog, dissecando todas as atrações. Resumindo, são três dias de festival aqui no rio: 04 e 05 de outubro no Oi Casa Grande, e dia 06 de outubro no Canecão.

Abaixo, algumas poucas palavras sobre cada um dos artistas. Querendo saber maiores infos, basta clicar no nome da atração. Também postamos vídeos e vários mp3s pra baixar.

Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou
Lendário grupo do Bénin, oeste da África, em atividade desde o fim dos anos 60. O som? É como se James Brown e Fela Kuti recém chegados de uma viagem a Cuba fizessem uma jam no meio de uma cerimônia vodu. Ou seja: Absolutamente imperdível

Tucanas
5 meninas de Portugal que tocam percussão tradicional e corporal. Com influências de temas afro-luso-brasileiros e elementos cênicos do teatro e da dança.

Novalima
Conjunto do Perú que faz uma interessantíssima mistura de sons afro-peruanos, tudo bem contemporâno. Excelente cantora.

Nortec Collective
Nortec é uma mistura das corruptelas de norteño (região do norte do México) com techno. Do coletivo formado por vários artistas, quem vem ao Brasil é justamente a sua parte mais interessante: Bostich + Fussible.
Tijuana Sound Machine!

Kocani Orkestar
Diretamente da Macedônia, essa orquestra cigana vai botar todo mundo pra dançar ao som da fanfarra balcã: sons turcos, romenos e búlgaros com ligeiro acento latino.

Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz
Big band é pouco. São simplesmente 19 músicos nesse combo de sopro e percussão que re-interpreta o universo percussivo bahiano (candomblé, Ilê Aiyê, Olodum) sob a batuta do maestro (e fera) Letieres Leite.

Buraka Som Sistema
Já ouviu falar em kuduro? E no kuduro progressivo, com toques de euro-house, climas rave do início dos 90, baixo gordo do grime/ dubstep e até mesmo funk carioca? É dessa maneira que rotulam o som do Buraka, grupo eletrônico português e exportador mundial #1 do som urbano de Angola, o kuduro.

Bloco Cru
Sensação dos últimos carnavais de rua do Rio por misturar samba com clássicos do rock, tipo Stones, Clash, Prince, Nirvana, Tom Waits, Radiohead. É o nosso, digamos, bloco indie.

Hypnotic Brass Ensemble
Formado por (!!!) 8 irmãos de Chicago, esse super grupo de metais é dono absoluto do groove. Influenciados por jazz (são filhos de um trompetista que tocava com Sun Ra!!!), hip-hop e música africana, o Hypnotic tem sido uma das sensações dos últimos grandes festivais internacionais.

Os ingressos para o Perc Pan estão a venda no ingresso.com e nas bilheterias do Teatro Oi Casa Grande e do Canecão. Maiores infos no site do Perc Pan.

Bloco Cru_Perc Pan 2010

22 Sep

O Bloco Cru é uma espécie de bloco de carnaval indie, famoso por misturar grandes clássicos do rock e do pop com a pressão da batucada brasileira. Ou seja, surdos, tamborins e repiques acrescidos da boa e velha distorção da guitarra. No repertório, pepitas dos Rolling Stones, Prince, Nirvana, Tom Waits, Radiohead, Mutantes e The Clash.

O Bloco Cru toca no Perc Pan 2010 no seguinte dia:

06/10/2010, Canecão (Rio)

Os ingressos estão a venda no ingresso.com e (Rio) na bilheteria do Teatro Oi Casa Grande. Maiores infos no site do Perc Pan.

%d bloggers like this: