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Lambada 2011

14 May


Talvez não no Brasil (já rolou), mas internacionalmente, 2011 tem sido um ano de resgate a lambada. Ou pelo menos à música Chorando se Foi. É que na gringa, a música em questão, eternizada pelo Kaoma, acaba se confundindo com o gênero em si.

Inpirado (ou não) na pavorosa versão da Jennifer Lopez (On the floor), o dj globalista e etnomusicólogo norte-americano Wayne&Wax lançou recentemente uma mixtape chamada “Moments in Lambada” que envereda por inúmeras versões da música, desde a original passando por UK funky, dancehall, reggaeton, entre outros

Wayne&Wax – Moments in Lambada

Los Kjarkas, “Llorando Se Fue”
Inca Son, “Llorando Se Fue”
Jorge Rico, “Llorando Se Fue”
Grupo Chiripa, “Llorando Se Fue”
Red Foxx and Screechy Dan, “Pose Off”
Wisin y Yandel, “Pam Pam”
Kaoma, “Lambada (Dub Mix)”
Max le Daron, “Lambahton Remix”
Kaoma, “Lambada (Extended Mix)”
Kaoma, “Lambada (Llorando Se Fue?) (Dub)”
Kaoma, “Lambada (Club Mix)”
Metal de Durango, “Llorando Se Fue”
Elephant Man, “Hate Mi”
Vakero, “La La La (Lambow)”
Kiko e As Jambetes, “Chorando Se Foi”
Terror Tone, “Kaoma – Lambada (Terror Tone Remix)”
Jennifer Lopez (ft. Pitbull), “On the Floor”

Não podemos esquecer que nosso João Brasil, com EP lançado pela alemã Man Recordings e tudo, também se aventurou recentemente pela melodia andina.

Quem tiver curiosidade de saber mais sobre essa música original boliviana re-arranjada em Paris e vendida como música brasileira, deve dar uma olhada no documentário francês Les Dessous De La Lambada. Simplesmente o maior plágio musical da história!

Tinitus & Willow

20 Jun

Trabalho muito interessante de cumbia digital cheia de glitchs e sons 8 bit. Ping Pong Andino, melhor faixa do EP, é a trilha perfeita para um tosco game envolvendo índios e espaçonaves na Cordilheira. Mesmo lembrando a estética ZZK, não parece em nada com nenhum dos trabalhos do coletivo. El Proprio Estilo passa longe das pistas mas não vai sair do seu fone. Legal também ouvir alguma coisa de um artista uruguaio!

Tinitus & Willow – El Proprio Estilo

1 – Intro (0:36)
2 – Atardenderezar (5:15)
3 – Ping Pong Andino (4:04)
4 – Cumbia de la Corvina Alegre (2:38)
5 – Ku ku kumbia Willow con Tnt Mix (4:33)
6 – Funkun (3:00)
7 – Can doom be (3:03)

Pitch Perfect: todos os continentes

12 Jun

Como prometido, seguem os outros capítulos do projeto Pitch Perfect, uma empreitada da Nike com a revista Fader. É com extremo orgulho que publicamos essa série de mixes no blog. Sinal de que o global guettotech vai muito bem, obrigado. Tudo junto, misturado e pós-moderno. E aí, qual a sua mixtape preferida?

Nike Sportswear x The FADER’s Pitch Perfect Mixtape #6: Africa by Spoek Mathambo

Tim Turbo f. Spoek Mathambo and Gnucci Banana, “Linyora” (SA)
DJ CNDO, “Terminator” (SA)
DJ Mujava f. DJ Menace, “Tshwara” (SA)
BB Ramazani, “Fouka Fouka” (Cote D’ivoire)
Dirty Paraffin, “Aha” (SA)
Pastor Mbhobho, “Ayobaness” (SA)
Shanaka, “2010 Fooball” (Cote D’ivoire)
Spoek Mathambo, “Mshini Wam” (South Africa)

Nike Sportswear x The FADER’s Pitch Perfect Mixtape #5: North America by Chief Boima

Los Rakas, “Abrazame (Uproot Andy Remix)” (United States/Panama/Canada)
Mr. OK, “Poto Mitan” (Canada/Haiti)
M.anifest, “Swing Low” (United States/Ghana)
Tabi Bonney, “Tick… Tick” (United States/Togo)
Toy Selectah, “Half Colombian-Half Mexican Bandit” (Mexico)
Dubbel Dutch, “Throwback” (United States)
Kush Arora, “Humidifier Jammer Club Edit” (United States)
Rita Indiana, “Poderes” (United States/Dominican Republic)
Theophilus London, “Don’t Be Afraid” (United States/Trinidad and Tobago)

Nike Sportswear x The FADER’s Pitch Perfect Mixtape #4: Asia by DexPistols

Gaines & Mr.Q, “Fly High (M.S.K. Remix)” (Japan)
Clash the Disko Kids, “Aneurysm (Nando Remix)” (Singapore)
iLoop, “Day” (China)
Tigerstyle f. Vybz Kartel, Mangi Mahal & Nikitta, “Balle! Shava! (Sinden Remix)” (India)
DexPistols, “Bird of Paradise (Lapsap & Goldfish Remix)” (Japan)
Balkan Beat Box, “Balkumbia (Sub Swara Remix)” (Israel)

Avalanches, “Summer Crane”
POND, “Mussels Tonight?”
Bell Towers, “Scavengers”
Tame Impala, “The Bold Arrow of Time”
Canyons, “Blue Snakes”
Tortoiseshell, “This Girl”
Nike Sportswear x The FADER’s Pitch Perfect Mixtape #2: Europe by Sinden

Sinden & WAFA, “Afrodizzier” (United Kingdom)
Gregor Salto & Mokoomba, “Messe Messe (Afro Dub)” (Netherlands)
Bok Bok, “Dance Report” (United Kingdom)
Canblaster, “No 23″ (France)
Bambounou, “Nappyhead” (France)
Jamtech Foundation, “Too Fast (Zombie Disco Squad Remix)” (Sweden)
El Hijo de la Cumbia, “Soy El Control” (Argentina)
Petrona Martinez, “Un Nino que Llora en los Montes de Maria (King
Coya & Axel K Remix)” (Colombia/Argentina)
Choc Quib Town, “Somos Pacifico” (Colombia)
Fauna, “El Gauchito Gil” (Argentina)
Princesa, “Aqui Ilego Princesa (Frikstailers Remix)” (Argentina)
Samba de Coco Raízes de Arcoverde, “Ê Boi (Maga Bo Remix)” (Brazil)
Lucas Santtana, “M’Bala” (Brazil)
Digitaldubs Sound System, “O Arrego feat. Biguli” (Brazil)
Systema Solar, “Bienvenidos” (Colombia)
King Elio Boom, “El Fulo” (Colombia)
Jahdan Blakkamoore, “Earthshaking” (Guyana)

El Sudaca nos Ataca

25 May

Sudaca (ou Sudaka) é como os espanhois se referem pejorativamente aos sul-americanos, especialmente os imigrantes. El Sudaca nos Ataca é um coletivo de artistas baseados em Barcelona e liderado por dois colombianos,  que se propõe realizar um contra-ataque cultural. Para tanto, se apoderam de ritmos latino americanos misturando-os com tudo o que é tipo de som. Segundo eles, em seu release, o El Sudaca nos Ataca pode ser electro pobre, tropical goth, experimental cumbia, reguetoncore, progressive merengue e por aí vai.


No site do Sudaca você pode fazer o download de quatro discos, incluíndo aí músicas originais de alguns artistas do coletivo, como  El Professor e Piel de Oveja.

Viva o Casiotone e a Yamaha RX7!

El Professor – Chicos y chicas

Piel de Oveja – Cielo ranchero

Rita Indiana

17 May


Já falamos da dominicana Rita Indiana e de seu indie-dance-merengue aqui no blog. Mas é que a moça é tão boa que merece mais. A cantora-escritora talvez seja o artista pop latino mais apto a explodir no cenário internacional. Recém saída do armário antes mesmo de lançar seu primeiro disco, Rita atualmente está escrevendo um (!!!) roteiro de um longa para o Calle 13.

Rita Indiana – La hora de volve

Rita Indiana – Jardinera

Unidos pelo YouTube

13 May

Alo to num bar – Eric e Mateus

El Celular – El Temible Zaa & El Yao

Ronaldo Lemos conta para a Trip sobre a questão plágio/ cover envolvendo uma dupla de champeta na Colômbia e o sucesso Alo to num bar, gravado primeiro pelo Aviões do Forró e depois por mais de uma dezena de artistas. A conclusão que o Ronaldo chega é perfeita: as periferias globais estão conectadas, ligadas pela tecnologia e de olhos e ouvidos no YouTube.

Los Rakas

10 May

Los Rakas é um duo panamenho de hip-hop, reggae, reggaeton e dancehall. Com letras em espanhol e inglês, o Los Rakas, que atualmente reside em Oakland, na California, é perfeito pra latinizar qualquer set careta de hip hop ou dancehall.

Los Rakas – Esa mulata

Los Rakas – Dun dun (Frikstailers remix)

Afrolatinidades

6 May

Bem bacana esse projeto idealizado por um dos músicos do Songoro Cosongo. Quem deu a dica foi o Bruno Natal.

AFROLATINIDADES
Um rico panorama da atual música da América Latina

Todos aprendemos no colégio que o Brasil faz parte da América Latina,
mas será que existe um intercâmbio musical entre os países vizinhos?
Deveria – inclusive mais pelas diferenças do que pelas semelhanças, o
que promoveria uma troca bastante fértil. Foi pensando nisso que o
chileno Arturo Cussen, músico da banda Songoro Cosongo, rabiscou as
linhas gerais da série AFROLATINIDADES, a ser apresentada em maio e
junho no Teatro II, do Centro Cultural Banco do Brasil. A proposta é
traçar um panorama da atual música afro-latina, com atrações nacionais
e internacionais, entre elas artistas que nunca se apresentaram no
nosso país (caso do legendário Francisco “Pancho” Amat, de Cuba) e
outros que já dialogam com o cancioneiro brasileiro há décadas, como o
uruguaio Hugo Fattoruso, que gravou com Chico Buarque e Maria
Bethânia.

Formada em 2005, no Rio de Janeiro, por músicos da Argentina,
Colômbia, Venezuela, do Chile e do Brasil, a Songoro Cosongo será a
banda residente de toda a série, em cartaz nos dias 11, 18, 25 de maio
e 1 de junho, às 12h30 e às 19h, com ingressos a R$ 6. A banda
exemplifica muito bem o mote do projeto, já que cada integrante veio
de um país da América Latina. “Vamos ilustrar musicalmente dois países
por show, o que é um desafio dos grandes. Penso em repertórios que
sejam muito gostosos de acompanhar, seja tocando ou ouvindo”, diz o
curador, ele mesmo um estudioso dos ritmos latinos. Arturo Cussen já
rodou muitos lugares com a finalidade de pesquisar música. Foi assim,
aliás, que pisou em solo brasileiro.

É interessante notar que a maioria das atrações da série
AFROLATINIDADES faz mais shows na Europa do que em seus países
nativos. Você também já viu esse filme? Pois é. Acontece o mesmo por
aqui. Alguns de nossos melhores instrumentistas estão radicados no
exterior, tamanha a oferta de trabalho e o prestígio de seus nomes lá
fora. E o mesmo ocorre com os oito elementos do Songoro Cosongo,
especialistas em misturar ritmos como salsa, merengue, frevo, choro,
jazz e afro-beat para o nosso ouvido ainda destreinado (quiçá por
pouco tempo!). AFROLATINIDADES vem aí para desmistificar a verdadeira
música latina aos brasileiros. Ao todo, serão quatro shows de riqueza
singular, assim distribuídos:

11 DE MAIO
TROPICALIDADE CARIBENHA: CUBA E CENTRO AMÉRICA
CONVIDADOS: FRANCISCO “PANCHO” AMAT E RENÉ FERRER

Pela primeira vez no Brasil, Francisco “Pancho” Amat virá fazer a
abertura do AFROLATINIDADES, ao lado da rapaziada do Songoro Cosongo.
“Pancho” é compositor, arranjador e um conceituado tocador de Tres
Cubano, um violão adaptado para as exigências naturais da música do
seu país. “Muito respeitado em Cuba, ele é ‘O’ cara”, segundo Arturo.
O mais requisitado intérprete de Tres nas produções locais, já
compartilhou acordes com artistas do peso de Cesária Évora, Ry Cooder
e Pablo Milanés. O outro convidado destes shows será o cantautor René
Ferrer, radicado há quase uma década no Rio de Janeiro, e um legítimo
representante da trova cubana. Os gêneros mais tocados neste dia serão
SALSA, SON CUBANO e BOLERO.

18 DE MAIO
BATIDAS MISTAS: COLÔMBIA E VENEZUELA
CONVIDADOS: ALINE GONÇALVES E CHEO HURTADO

O Songoro Cosongo vai receber a brasileira Aline Gonçalves, voraz
pesquisadora de instrumentos de sopro latinoamericanos autóctones,
como a gaita colombiana, similar a um pife, de origem indígena. E o
convidado internacional será Cheo Hurtado, exímio tocador do 4
venezuelano – um violão menor, com som percussivo. Dono de uma técnica
impressionante, Cheo faz parte do quarteto Ensemble Gurrufio, que
interpreta uma música complexa como o nosso choro e, inclusive, está
gravando um disco com o bandolinista Hamilton de Holanda. Cheo também
atua como solista e ajuda a difundir a música do seu país pelo
planeta. Os gêneros da vez serão JOROPO, CUMBIA e PUYA.

25 DE MAIO
CADÊNCIA DOS ANDES: CHILE E PERU
CONVIDADOS: HORÁRIO SALINAS E RICARDO BARTHA

Do Chile, virá o renomado violonista Horário Salinas. Compositor e
arranjador com expressiva atuação político-musical nos anos 70, foi
amigo pessoal de Violeta Parra e Victor Jara e colaborou com muitos
artistas do mundo, como Wynton Marsalis, Peter Gabriel, Mercedes Sosa
e John Williams. Sua criação incorpora a condição cultural da América
Latina, fazendo uma mistura das tradições espanholas com a música
pré-hispânica e a herança africana. É diretor musical do Inti-Illimani
Histórico, banda com mais de 30 álbuns no currículo, que esteve no
Brasil pela última vez há 17 anos. Já Ricardo Bartha, cantor e líder
da banda Negro Mendes, vai representar a musicalidade do Peru. “Ele é
um jovem interessante, professor e compositor e tem um acervo gigante
de música peruana. Mora no Rio há dez anos”, pontua Arturo. Os gêneros
tocados neste dia serão CUECAS E TONADAS chilenas mais LANDÓS e
FESTEJOS peruanos.

1 DE JUNHO
CENTROS URBANOS: ARGENTINA E URUGUAI
CONVIDADOS: RENE ROSSANO E HUGO FATTORUSO

O argentino René Rossano toca guitarra no Songoro Cosongo e vai trazer
um baú de inéditas para o AFROLATINIDADES. Arturo brinca, dizendo que
ele é um raros compositores que não se interessam em registrar a
própria obra. Enfim, vamos conhecer esse material ao vivo no CCBB! Em
outra época, o tecladista uruguaio Hugo Fattoruso atuou bastante no
Brasil e gravou com Hermeto Pascoal, Toninho Horta, Chico Buarque,
João Bosco, Maria Bethânia, Naná Vasconcelos, Miúcha, Geraldo Azevedo
e Milton Nascimento, entre outros. “É o único convidado internacional
que tem um vínculo com o país”, assinala Arturo. Também compositor,
arranjador e vocalista, Hugo é um músico fundamental para entender a
sonoridade uruguaia. O público vai ouvir TANGOS, MILONGAS e CANDOMBES.

SERVIÇO

ONDE: Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de
Março, 66, no Centro do Rio de Janeiro. Telefone: 3808.2020)
QUANDO: dias 11, 18, 25 de maio e 1 de junho, às 12h30 e às 19h
QUANTO: R$ 6 (inteira), com meia entrada (R$ 3) para estudantes e
maiores de 65 anos

Chico Sonido + Toy Selectah

27 Apr

Duas novidades fresquinhas de dois dos nossos mexicanos favoritos.

Chico Sonido – Antes que nadie

Toy Selectah – Raverton Worldwide

Raverton é como Toy Selectah batiza seus remixes de música pop com cumbia, reggaeton, guarachero e atmosfera rave!

Toy Selectah – Raverton Worldwide Mixtape

Tracklist

TheNoise & Ismael Miranda – Intro
Toy Selectah – Muy Pinchi Gansta
Arcade – Jugo Carioca (Raverton Cut’s and Edit’s)
Femme En Fourrure – Plump Bisquit (Nelly + Toy Raverton Cut’s)
Breakage – Riverside(innaRaverton Trip Edit)
Dj Blass x Lil Jon x Toy Selectah – El Tra x Snap Ya Dembow x Freestyle
Terry Lynn vs Los Macuanos – Kingston Logic vs El Marranazo
Mozart La Para feat Villano Sam – Mafu Tama (Raverton Edit)
Kid Kaio feat Buiza – Broadway (Raverton Take)
Lil Silva feat Jazmin Sullivan – Different (Kingdom Remix Ravertoner Take)
Arcade – Jugo Carioca (Raverton Cut’s and Edit’s)
Harvard Bass – Caked (Toy Selectah Raverton Refix)
Ramirez – Hablando (Hostage Remix Raverton Take)
Twist it – Funky Monkey ( Max Le Daron Funky Remix)
Romy – Sleep (Juan Mclean Remix Raverton Take)
Ludacris – How Low (Bird Peterson Remix Ravertoner Step)
Sunday Girl vs Diplo vs Toy Selectah – Four Floors (Diplo’s in Cuba On Drugs Refix)
Wildlife – Jumbie (Toy Selectah Cosmico Guarachero Remix)
L-Vis 1990 – United Groove (1990 Guarachero Remix)
Dj Icon – AudioAdicción Tribal Cosmic Take
Dj Joe, Rafi Mercenario & Sancocho – Rumba te Tumba
Los Negritos – Tu No Sabe Bailar (RaverTra Refix)
Ñejo & Dj Wassie – Cancion de Amor (RaverTra Take)
AC Slater feat. Ninjasonik – Take You (Nadastrom Raverton reRefix)
Paul Johnson vs Dj Chuckie – Bubblin Down (Slow Take)
Florence & The Machine vs XX vs Toy Selectah – You’ve got the Love (Warachaedo Cosmic Dub)
Los Wawanco vs JPShuk – The Cuartetazo (Raverton Take)
Alvaro – Make it Funky (Dj Punish vs Max Le Daron Remix)
Egyptrixx – The Only Way Up (Ikonika Remix)

Chico Mann e o afrobeat digital

11 Apr

O Bruno começa e a Cheetah termina.

“Até começar a ser chamado de coisas como “James Brown cubano do Casio” (pela turma da Turntable Lab) na época do lançamento de “Manifest Tone Vol. 1″, em 2007, o projeto paralelo do guitarrista do Antibalas Marcos Garcia era apenas uma brincadeira despretensiosa.

Não demorou muito para o afrobeat eletrônico com toques latinos do Chico Mann encontrar seu próprio público. Pouco mais de dois anos depois, já foram lançados quatro discos e dois EPs.

O quinto disco, “Trickster for Kids”, está a caminho. Marcos levantou os seis mil dólares necessários para produção direto com os fãs, através do saite Kick Starter. Agora é esperar.”

Analog Drift (Muy Esniqui), quarto disco do Chico Mann é a coisa mais espetacular que a Cheetah ouviu em 2010 até então. Do ano passado, na verdade, Analog é sensacional, sublime, épico, antológico. Uma coleção de 12 pérolas que redesenham o afrobeat ao incorporar vocais em espanhol, linhas de baixo sintetizadas, programação eletrônica low-fi com toques de old school electro, hip-hop e breaks em geral. Prova de que dá, sim, pra fazer afrobeat no seu quarto. Ainda que para isso você precise tocar a rodo!

Alto astral ao extremo, ouvir Chico Mann vai te salvar de qualquer deprê. Deep.

Chico Mann – Anima

Chico Mann – Go to that place

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