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Afrolatinidades

6 May

Bem bacana esse projeto idealizado por um dos músicos do Songoro Cosongo. Quem deu a dica foi o Bruno Natal.

AFROLATINIDADES
Um rico panorama da atual música da América Latina

Todos aprendemos no colégio que o Brasil faz parte da América Latina,
mas será que existe um intercâmbio musical entre os países vizinhos?
Deveria – inclusive mais pelas diferenças do que pelas semelhanças, o
que promoveria uma troca bastante fértil. Foi pensando nisso que o
chileno Arturo Cussen, músico da banda Songoro Cosongo, rabiscou as
linhas gerais da série AFROLATINIDADES, a ser apresentada em maio e
junho no Teatro II, do Centro Cultural Banco do Brasil. A proposta é
traçar um panorama da atual música afro-latina, com atrações nacionais
e internacionais, entre elas artistas que nunca se apresentaram no
nosso país (caso do legendário Francisco “Pancho” Amat, de Cuba) e
outros que já dialogam com o cancioneiro brasileiro há décadas, como o
uruguaio Hugo Fattoruso, que gravou com Chico Buarque e Maria
Bethânia.

Formada em 2005, no Rio de Janeiro, por músicos da Argentina,
Colômbia, Venezuela, do Chile e do Brasil, a Songoro Cosongo será a
banda residente de toda a série, em cartaz nos dias 11, 18, 25 de maio
e 1 de junho, às 12h30 e às 19h, com ingressos a R$ 6. A banda
exemplifica muito bem o mote do projeto, já que cada integrante veio
de um país da América Latina. “Vamos ilustrar musicalmente dois países
por show, o que é um desafio dos grandes. Penso em repertórios que
sejam muito gostosos de acompanhar, seja tocando ou ouvindo”, diz o
curador, ele mesmo um estudioso dos ritmos latinos. Arturo Cussen já
rodou muitos lugares com a finalidade de pesquisar música. Foi assim,
aliás, que pisou em solo brasileiro.

É interessante notar que a maioria das atrações da série
AFROLATINIDADES faz mais shows na Europa do que em seus países
nativos. Você também já viu esse filme? Pois é. Acontece o mesmo por
aqui. Alguns de nossos melhores instrumentistas estão radicados no
exterior, tamanha a oferta de trabalho e o prestígio de seus nomes lá
fora. E o mesmo ocorre com os oito elementos do Songoro Cosongo,
especialistas em misturar ritmos como salsa, merengue, frevo, choro,
jazz e afro-beat para o nosso ouvido ainda destreinado (quiçá por
pouco tempo!). AFROLATINIDADES vem aí para desmistificar a verdadeira
música latina aos brasileiros. Ao todo, serão quatro shows de riqueza
singular, assim distribuídos:

11 DE MAIO
TROPICALIDADE CARIBENHA: CUBA E CENTRO AMÉRICA
CONVIDADOS: FRANCISCO “PANCHO” AMAT E RENÉ FERRER

Pela primeira vez no Brasil, Francisco “Pancho” Amat virá fazer a
abertura do AFROLATINIDADES, ao lado da rapaziada do Songoro Cosongo.
“Pancho” é compositor, arranjador e um conceituado tocador de Tres
Cubano, um violão adaptado para as exigências naturais da música do
seu país. “Muito respeitado em Cuba, ele é ‘O’ cara”, segundo Arturo.
O mais requisitado intérprete de Tres nas produções locais, já
compartilhou acordes com artistas do peso de Cesária Évora, Ry Cooder
e Pablo Milanés. O outro convidado destes shows será o cantautor René
Ferrer, radicado há quase uma década no Rio de Janeiro, e um legítimo
representante da trova cubana. Os gêneros mais tocados neste dia serão
SALSA, SON CUBANO e BOLERO.

18 DE MAIO
BATIDAS MISTAS: COLÔMBIA E VENEZUELA
CONVIDADOS: ALINE GONÇALVES E CHEO HURTADO

O Songoro Cosongo vai receber a brasileira Aline Gonçalves, voraz
pesquisadora de instrumentos de sopro latinoamericanos autóctones,
como a gaita colombiana, similar a um pife, de origem indígena. E o
convidado internacional será Cheo Hurtado, exímio tocador do 4
venezuelano – um violão menor, com som percussivo. Dono de uma técnica
impressionante, Cheo faz parte do quarteto Ensemble Gurrufio, que
interpreta uma música complexa como o nosso choro e, inclusive, está
gravando um disco com o bandolinista Hamilton de Holanda. Cheo também
atua como solista e ajuda a difundir a música do seu país pelo
planeta. Os gêneros da vez serão JOROPO, CUMBIA e PUYA.

25 DE MAIO
CADÊNCIA DOS ANDES: CHILE E PERU
CONVIDADOS: HORÁRIO SALINAS E RICARDO BARTHA

Do Chile, virá o renomado violonista Horário Salinas. Compositor e
arranjador com expressiva atuação político-musical nos anos 70, foi
amigo pessoal de Violeta Parra e Victor Jara e colaborou com muitos
artistas do mundo, como Wynton Marsalis, Peter Gabriel, Mercedes Sosa
e John Williams. Sua criação incorpora a condição cultural da América
Latina, fazendo uma mistura das tradições espanholas com a música
pré-hispânica e a herança africana. É diretor musical do Inti-Illimani
Histórico, banda com mais de 30 álbuns no currículo, que esteve no
Brasil pela última vez há 17 anos. Já Ricardo Bartha, cantor e líder
da banda Negro Mendes, vai representar a musicalidade do Peru. “Ele é
um jovem interessante, professor e compositor e tem um acervo gigante
de música peruana. Mora no Rio há dez anos”, pontua Arturo. Os gêneros
tocados neste dia serão CUECAS E TONADAS chilenas mais LANDÓS e
FESTEJOS peruanos.

1 DE JUNHO
CENTROS URBANOS: ARGENTINA E URUGUAI
CONVIDADOS: RENE ROSSANO E HUGO FATTORUSO

O argentino René Rossano toca guitarra no Songoro Cosongo e vai trazer
um baú de inéditas para o AFROLATINIDADES. Arturo brinca, dizendo que
ele é um raros compositores que não se interessam em registrar a
própria obra. Enfim, vamos conhecer esse material ao vivo no CCBB! Em
outra época, o tecladista uruguaio Hugo Fattoruso atuou bastante no
Brasil e gravou com Hermeto Pascoal, Toninho Horta, Chico Buarque,
João Bosco, Maria Bethânia, Naná Vasconcelos, Miúcha, Geraldo Azevedo
e Milton Nascimento, entre outros. “É o único convidado internacional
que tem um vínculo com o país”, assinala Arturo. Também compositor,
arranjador e vocalista, Hugo é um músico fundamental para entender a
sonoridade uruguaia. O público vai ouvir TANGOS, MILONGAS e CANDOMBES.

SERVIÇO

ONDE: Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de
Março, 66, no Centro do Rio de Janeiro. Telefone: 3808.2020)
QUANDO: dias 11, 18, 25 de maio e 1 de junho, às 12h30 e às 19h
QUANTO: R$ 6 (inteira), com meia entrada (R$ 3) para estudantes e
maiores de 65 anos

Techno Rumba

29 Apr

Muito impressionante o novo EP do americano Chief Boima, Techno Rumba. Depois de lançar uma coletânea com remixes de babas do hip-hop, o African by the Bay, Boima destrói tudo nesse pequeno lançamento: são duas músicas originais com tintas caribenhas e congolesas, e dois remixes para a música que dá título ao EP.

Techno Rumba tracklist

01 Chief Boima – Techno Rumba
02 Chief Boima – Baobab Connect
03 Chief Boima – Techno Rumba (DJ /rupture and Matt Shadetek Remix)
04 Chief Boima – Techno Rumba (Uproot Andy Ojalá Rumba Remix)

A Cheetah tem lido ultimamente muita gente dizendo que a globalização dos sons africanos não é nada nova. É óbvio que muita gente no passado se aventurou pela sonoridade do continente. Serge Gainsbourg já fazia isso nos anos 60. Mas se a globalização não é nova, é inegável a novidade e o frescor de produções de artistas como por exemplo Chief Boima, Douster (França) e Poirier (Canadá).

Para divulgar Techno Rumba, Chief Boima gravou uma mix com sons de hoje e ontem que certamente o inspiram e inspiraram a compor sua sonoridade.

Chief Boima – Techno Rumba Mix

Rumba sin Fronteras – Sergent Garcia
Techno Rumba (Matt Shadetek & dj /rupture Dutty Artz Remix)
Machete – Novalima
Angola (Carl Craig Remix) – Cesaria Evora
SOKINSIKARTEP (LP Version) – Osunlade
Umoja feat Kampi Moto (Original Mix) – Mzee
Mama (Chief Boima Techno Rumbita Remix) – Les Garagistes
Pata Pata (feat Lerato) – Matias Aguayo
Mario – Franco
Techno Rumba – Chief Boima
Agbaza Mimin – T.P. Polythmo
Rumba Cha Cha (Toy Selectah Refix) – Sonidero Nacional
Parkiando (Uproot Andy Ragu Mix) – Los Rakas
Señor Matanza – Mano Negra
Ombre-Elle – Gnawa Diffusion
Safari (Featuring Viviane Ndour) – Mokobe
Confession vs. Baile Aleman – Chief Boima
Indelible – Pearson Sound
Droit Chemin – Fally Ipupa
El Latino (Original Mix) – Basti Grub
El Tren featuring Corrales & Prince Nico Mbarga – The King Elio Boom
Techno Rumba (Uproot Andy Ojala Rumba Rmx)
Seka Seka – Mareshall DJ
Cuando Llegare – Amara Toure

Shangaan electro

25 Apr

Deu na Fader.

O sul africano Tshepang Ramoba, baterista do BLK JKS, se juntou ao produtor Wills Glasspiege numa peregrinação ao redor das cidades de Joanesburgo e Limpopo em busca dessa versão eletrônica, super rápida e meditativa do ritmo folclórico dos shangaans, um dos povos mais marginalizados de toda a África do Sul. Dessa pesquisa vai sair uma coletânea, a primeira do gênero, programada para antes da Copa. Falando em Copa, Tshepang, que toca com sua banda na festa de abertura do mundial de futebol, promete tocar shangaan electro antes do BLK JKS, claramente uma provocação a elite sul africana.

O primeiro produtor a eletrificar o o ritmo dos shangaans chama-se Dog. Ele foi o primeiro a injetar samples, usar synths e botar vídeos no YouTube com suas produções.

Bônus

Janka Nabay – Eh Congo

(Janka Nabay é empresariado pelo Wills Glasspiege, o parceiro de Tshepang na empreitada de documentar o shangaan electro. A dupla de se conheceu depois que Nabay abriu alguns shows do BLK JKS em Nova Iorque)

Makula

13 Apr


A Makula é basicamente uma festa de afrobeat, gênero musical que assimila jazz, soulfunky e elementos propriamente africanos criado pelo nigeriano Fela Kuti. Mas também marcam presença nessa que é a prima africana da Cheetah, ritmos como highlife, juju, soukous, afrorock, voodoo Funk, räi, kuduro, etc.

Contando com os residentes Gustavo Benjão, Lucio Branco e Zé McGill, a Makula já recebeu em pouco mais de um ano de atividade os DJs Zebu, Stephane San Juan, Dany Roland, MAM, Lucio K e o referencial Mauricio Valladares. Além de shows do: Conjunto Musical do Amor, Abayomy Afrobeat Orquestra, Rubinho Jacobina & Força Bruta, e os caboverdianos Helio Ramalho e Fidjus.

A pedido da Cheetah, os DJs Zé MacGill e Lucio Branco fizeram uma seleta classe A com 10 registros essenciais para a festa, que nesta quinta, dia 15, recebe Sergio Zola, nascido em Angola, mas criado em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (ex-Zaire). Zola, entre outros, vai tocar estilos nativos como o ndombolo (soukous contemporâneo) e zouk!

Makula
5ª feira, 15 de abrilMofo Lapa (Av. Mem de Sá, 94 – Lapa)
Tel. 2221-9851
R$15,00 – R$12,00 (c/ filipeta ou mandando nome para a lista amiga: festamakula@gmail.com)
A partir das 22hs

1. Fela Kuti – “Don’t gag me”
Fela Kuti é o pai do afrobeat, gênero musical que assimila jazz, soulfunky e elementos propriamente africanos. Este vídeo é parte do documentário Ginger Baker in Africa, de 1971. Pra resumir, se não existisse Fela Kuti, não existiria a festa Makula.

2. Seun Kuti – “Many things”
Seun é o filho caçula do homem. Ele toca com a Egypt 80, que era a banda do pai nos anos 1980, e é quem melhor representa a música de Fela no mundo, tanto no som quanto no discurso. “Many Things” é a música mais pedida do programa Makula, na Rádio Gruta. Escute o programa aqui.

3. Franco & T.P. OK Jazz – “Bolingo ya moitie-moitie”
Franco é o rei do Soukous e da guitarrada do Congo (ex-Zaire) e chefão da orquestra T.P. OK Jazz. O cara manufaturou sua própria guitarra aos seis anos de idade. Precisa dizer mais? O Sergio Zola, angolano/congolês que fará show na próxima Makula (15/04), bebe desta fonte aí…

4. Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou – “Se Tche We Djo Mon”
Diretamente do Benin (“o Brasil que deu certo”), ei-los aí: os mestres supremos do Voodoo Funk! O grupo, que foi um dos expoentes do som africano nos anos 1960 e 1970, voltou em 2009 e está na estrada. Quem sabe um dia a gente traz eles pro Brasil e assim voltamos todos com os caras, invertendo a mão da diáspora? É jogo, hein?

5. Sagbohan Danialou – trecho do filme “L’homme orchestre”
Sagbohan Danialou é um músico popular no Benin (vide aí a reação da rapaziada ao mega hit Gbeto Vivi) que já gravou e se apresentou com a Orchestre Poly-Rythmo em algumas oportunidades. Inclusive, a gravação mais conhecida desta canção é com a banda oficial do país que é a pátria espiritual da MAKULA. Saquem a perícia de Mr. Danialou c/ as baquetas… O homem é multi-instrumentista…

6. Orchestra Baobab – “Colette”
Esta talvez seja uma das únicas músicas que rolaram em todas as edições da MAKULA até hoje. A Orchestra Baobab é de Dakar, Senegal, mas o som deles carrega várias influências, especialmente da música cubana. Não existia vídeo desta música no Youtube, por isso, a Makulinha Productions entrou em ação e criou o vídeo abaixo.

7. Mulatu Astatke – “Yegelle tezeta”
Alguém de muito bom gosto criou este vídeo, com a música do Mulatu e um vídeo do desenho do Mogli. Astatke é uma lenda do jazz da Etiópia. Ficou mais conhecido depois que o Jim Jarmusch incluiu músicas dele na trilha sonora do filme Flores partidas.

8. Os Bongos – “Lena
Mais um vídeo caseiro oferecido pela Makulinha Productions (rs) para mais um clássico da pista makulense! Os Bongos são de Angola e “Lena” faz parte de uma coletânea muito cascuda chamada Soul of Angola, uma antologia da música angolana de 1965 a 1975.

9. Konono nº 1 – Congotronics!
Aqui, um trecho do documentário Congotronics, imprescindível pra quem curte música africana. Konono nº 1 é um encontro de gerações de músicos do Congo que, munidos das suas kalimbas eletrificadas, sabem como ninguém unir ritmicamente o tradicional e o moderno!

10. Kokolo Afrobeat Orchestra – Live in Totnes!
Taí uma prova de que a música do Fela está devidamente espalhada pelo mundo. Kokolo é uma banda de Nova Iorque e este vídeo é de um show em Totnes, na Inglaterra. A gente gosta é quando a pista da MAKULA fica assim, que nem a pista do show do Kokolo!

Die Antwoord

12 Apr

O Marcus Vinicius Brasil, do Rrraurl, escreveu recentemente sobre o polêmico MC sul africano Die Antwoord, artista que tá bombando geral na web. Gostando ou não (é super esquisito!), Die Antwoord é um caso bem curioso que merece ao menos o mínimo de atenção.

“Na caixa de comentários de um dos vídeos do Die Antwoord no YouTube, um espectador observa com ironia: “Se esses caras estivessem na América, seriam a coisa mais legal do momento.” E ele tem razão – ao menos em parte. Acontece que, mesmo vivendo do outro lado do Atlântico, o trio sul-africano de rap se tornou um fenômeno. Seu vídeo mais acessado passou dos três milhões de cliques antes mesmo de o grupo ter assinado com a Interscope, gravadora de Eminem, Nelly Furtado, 50 Cent…

O mais legal dessa história é que o Die Antwoord (“a resposta” em africâner, idioma derivado da colonização holandesa) não é exatamente real. Os caras realmente conseguiram um contrato, têm um disco com 16 músicas ótimas, e estão com a agenda cheia de shows.

Mas o MC Ninja – magrelo alto, cheio de tatuagens toscas, dentes dourados e um topete à moda Vanilla Ice – é, na verdade, um personagem criado pelo art-rapper Watkin Tudor Jones. Assim como seus parceiros, a sexy Yo-Landi e o calado DJ Hi-Tech, responsável pelas “next-level beats”, Ninja encarna uma paródia da cultura Zef sul-africana – equivalente ao redneck dos Estados Unidos, e talvez aos nossos agro-boys, em versão new-rave (!).”

Continue lendo aqui.

Expo África Urbana

10 Apr


Até o dia 5 de setembro, o Design Museum de Londres exibe Urban Africa, série de fotografias do arquiteto tanzaniano Peter Adjaye que detalha em rica pesquisa o cotidiano urbano do continente.


Sempre lembrado como um continente subdesenvolvido, extremamente miserável e cheio de guerras civis, ou então aquela coisa linda e exótica, tribalista, Adjaye joga uma nova luz à Africa, apresentando-a como um lugar único na geografia urbana mundial.  As fotos foram realizadas na cidade de Kigali, capital da Ruanda; Tripoli, na Líbia, Abuja, na Nigéria; Pretória, na África do Sul, cidade que ainda exibe as cicatrizes do apartheid.


Uma extensão muito bacana da expo é a página aberta no Flickr “Your urban Africa“. Como o nome diz, a proposta é que os africanos contribuam com leituras das cidades onde vivem. Por sinal, as fotos que ilustram este post vem do Flickr. Urban Africa e o Design Museum, vai entender, não estão divulgando imagens da expo.

Akwaaba + Skeat

6 Apr

Pra ficar a par da nova música africana, não tem como não furungar o eclético catálogo digital da Akwaaba, gravadora quentíssima que em pouco tempo de atividade já tem um cast que abrange Serra Leoa, Angola, Benin, Camarões, Gambia, Senegal, Nigéria, Mali, Libéria, Kenya, Costa do Marfim, Gana e Botswana. Vamos falar muito dela por aqui (na verdade, é inadmissível que nunca tenhamos falado nela antes!).

Apaixonado por hiplife, uma espécie de atualização contemporânea do high life de Gana, Benjamin Lebrave acabou viajando para África em função de conhecer a cena mais a fundo. Desde então, Lebrave, que é parisiense, voltou diversas vezes. E o bacana é que no site da Akwaaba a gente consegue ver doczinhos sobre os países e artistas.

Mês que vem – stay tuned -, o selo lança o primeiro álbum do Skeat, de Botswana, nome promissor da eletrônica africana. Se você já foi alguma vez na Dancing Cheetah, certamente já ouviu Dumelang, hino. Enquanto o disco cheio não vem, fique com Meropa, o primeiro single.

Skeat – Meropa

Skeat – Dumelang

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