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Cheetah rocker: El Mato A Un Policia Motorizado

8 Jun
Apesar de ainda não ter aparecido por aqui, o rock é um gênero muito atuante na Cheetah. E o rock latino, claro, tem sido cada vez mais apreciado. Seguindo a linha de Charly Garcia, passando por Los Fabulosos Cadillacs e Kinky, a banda da vez vem da Argentina. E é boa demais. El Mato  A Un Policia Motorizado.
A banda, de Mar del Plata, tem 3 discos e está começando a ganhar projeção nacional, com matéria de destaque na Rolling Stone argentina em abril. Fizeram inclusive uma cover do clássico do Jesus and Mary Chain, Head On.
Seu terceiro disco, Dia de los muertos, é muito bom, do início ao fim.
E se o El Mato em estúdio arrebenta, ao vivo eles conseguem ser ainda melhores. Palavra da Cheetah, que conferiu uma apresentação deles em Buenos Aires esse ano.

El Mato A Un Policia Motorizado – Vienen bajando

El Mato A Un Policia Motorizado – Mi proximo movimiento

El Remolón

6 May

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O argentino El Remolón, de Buenos Aires, Argentina, é um dos mais ativos membros do coletivo de Djs e produtores ZZK (leia-se Zizek). Fazendo uma fusão de ritmos folclóricos latinos, especialmente a cumbia colombiana, com um sem número de gêneros (reggae, electro, IDM, funk carioca, kuduro, dubstep) no que ficou conhecida como cumbia digital, o ZZK é hoje o principal produto de exportação argentino. Depois de passar por alguns dos principais festivais de novas tendências musicais, como os norte-americanos South By Southwest e Coachella, o ZZK chega pela primeira vez ao Brasil para divulgar sua irresistível versão eletrônica da cumbia, gênero ouvido compulsivamente em toda a América Latina.

el-remolon

Conheça o som do El Remolón! É só baixar aqui uma mixtape repleta de sons do cara!

1) El Remolón – Bolivia
2) El Remolón vs Princesa – Guajira En Medio De La Calle (dub)
3) Si*Sé – Cuando (El Remolon Mix)
4) Interlude Repiola
5) El Remolón – Cumbia Bichera feat Pablo Lescano
6) El Remolón + Pablo Lescano vs Zaptap-Citizen 10 – Cumbia Lescanera Rapcat
7) El Remolón – Pokemón
8) El Remolón – Cola Lex
9) Mochipet – Rambunktion (El Remolón Zapatillas Galacticas Mix)
10) El Remolón feat Blitto vs Jahcoozi – Escape a Barcelona

E pra completar, ouça também as pepitas abaixo, 3 músicas que certamente serão ouvidas no sound system do 69!

Cumbia Bichera

Violeta (El Remolón Remix) – Alcides

Vem que tem (feat. Mc Marina)

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Bom, né? Tão bom que a Cheetah, envolvida diretamente na vinda do argentino ao Brasil, acompanha, nesta sexta, dia 8, em São Paulo, a Baixaria, festa dos nossos amigos Bruno Belluomini, o Tranquera, e Felicio Marmitex.

K-K-K-Kumbia!!

Cumbias rebajadas

12 Apr

Cumbias rebajadas são cumbias tocadas em rotação mais lenta, uma brincadeira que praticamente virou um sub-gênero dentro da cumbia. O resultado são cumbias para o sofá e não para a pista. Altamente dopadas, as rebajadas são super sinistras por conta dos vocais a-rras-ta-dos. Sonido Martines, da Argentina, é um dos caras que mais vem apostando nessa sonoridade macumbera. Sua mix Rebajadas van a Brooklyn já é um clássico do gênero.

A Cheetah deixa com vocês duas rebajadas vindo da mesma fonte, para comparação:

Sonido Martines – Do ya think I’m sexy (Rebajada Cover)

Huelepega Sound System – Do ya think I’m freaky

Esse tal Huelepega Sound System, do Canadá (sim, cumbia goes outernational!), deixa suas cumbias tão lentas e sinistras que resolveu batizá-las de (!) doombia. Chapante!

Um breve panorama #1 – CUMBIA

24 Mar

Este post inaugura no Blog da Cheetah panoramas wikipedianos sobre gêneros musicais caros ao universo da macaca. Pra começar a seção “Um breve panorama”, escolhemos a cumbia, gênero mais popular de vários países da América Latina e que hoje ameaça uma dominação mundial.

colombia

A cumbia nasceu na região caribenha do que hoje é a Colômbia, principalmente nas províncias de Cartagena e Barranquila, durante o período de colonização espanhola. Tentando preservar suas tradições culturais, escravos trazidos da África pelos espanhóis começaram a usar sua danças típicas e forte percussão com intuitos de flerte. Nessa época, a cumbia (que tem seu nome derivado do termo cambé, que significa festa) era mais conhecida como dança, já que a música era apenas percussiva – tambores e clavas, Numa segunda fase, influenciados pela música dos nativos habitantes de regiões montanhosas e seus instrumentos de sopro, criou-se no início do século 19 uma mistura tal que fez surgir a figura do gaitero, o intérprete. Posteriormente, surge o violão e o acordeón dos espanhóis, acrescentando aí mais um elemento numa mistura sonora que conquistou no século 20, Panamá, Mexico, Argentina, Chile, El Salvador, Honduras, Equador, Perú, Bolívia, entre outros, cada qual com a sua versão particular do gênero.

chicha libre

No Perú, por exemplo, surgiu nos anos 60 uma variação da cumbia chamada chicha. Basicamente, uma mistura de cumbia e rock, principalmente o surf rock de Dick Dale, só que com uma pegada andina nas melodias. Seleciono aqui três clássicas cumbias colombianas dos anos 60, sonoridade tida como supra-sumo pelos críticos especializados. Na sequência, destaco também duas chichas coletadas na obra prima “The roots of chicha: psychedelic cumbias from Peru”. Por conta dessa coletânea, vejam vocês, até mesmo os norte-americanos tem explorado a sua peculiar sonoridade. Entrem no myspace do Chicha Libre e confiram.

Armando Hernandez – La Zenaida

Luiz Pérez – La morena encarnacion

Alfredo Gutierrez – El diario de un borracho

Los Mirlos – El milagro verde

Los Mirlos – Sonido Amazonico

Até o século 20, a cumbia era conhecida como uma dança vulgar praticada pelas camadas economicamente mais baixas da sociedade. Isso permaneceu pelo menos até o meio do século passado, quando o termo “cumbia” passou a ser mais assossiado a música. Ainda assim, o preconceito aristocrata permanece até hoje, mesmo com a explosão popular que tomou conta do gênero na segunda fase do século 20. Durante muito tempo, seus temas não saiam muito de histórias de amor, romances impossíveis tipo novela mexicana, experiências do cotidiano, enfim, música pop. Eis que surge na Argentina uma nova sonoridade a partir dos anos 2000 através da cumbia villera, ou a cumbia das favelas. Cansados dos mesmos temas e sentindo falta de músicas que retratassem de fato a (dura) vida nos guetos, a cumbia villera surge, talvez incluenciada pela grave crise que assolou aquele país, e inaugura uma espécie de fase gangsta rap na cumbia. E tome música falando de armas, crime, tráfico e sexo.

Pablo Lescano, do Damas Gratis, é, talvez, o grande herói da cumbia villera, o cara que moldou esse tipo de som.

é um show de rock? de hardcore?? de speed-trash-metal??? não! é um show do damas gratis!!!

é um show de rock? de hardcore?? de speed-trash-metal??? não! é um show do damas gratis!!!

Damas Gratis – Re loco re mamado

Damas Gratis – Alza la manos

Quem duela pau a pau com o Damas Gratis em termos de popularidade na Argentina é o Pibes Chorros. Reparem como cai por completo o estereótipo que temos dos argentinos – Cadê as louras com carinha de européia? E os mullets??

Pibes Chorros – Que calor

Pibes Chorros – Pamela

Aqui um video com Pibes Chorros e Damas Gratis duelando num programa de auditório argentino!!

Pibes X Damas

E pra fechar, vamos mostrar duas das maiores paixões portenhas: cumbia e futebol num vídeo do Yerba Brava

sonidero nacional

Só que foi do México, mais precisamente de Monterrey, estado com uma cena fortíssima de artistas de cumbia, que surgiu o hit que levou a cumbia ao crossover internacional, muito por causa do filme Babel. Com produção de Toy Selectah, membro de um dos grupos mais famosos de hip-hop da história mexicana, o Control Machete, “Cumbia sobre el rio”, de Celso Piña, é uma bomba poderosa.

Celso Piña – Cumbia sobre el rio

Celso Piña – El tren (tanto na música acima quanto em “El Tren” os vocais estão a cargo do venezuelano Blanquito Man, da seminal banda King Changó)

tormenta tropical
Toy Selectah, também membro do Sonidero Nacional e hoje parte do cast da Mad Decent, do Diplo, tem presença ativa num dos discos mais sensacionais dos anos 2000 em todos os estilos, o “Mexican Sessions”, dos ingleses do Up Bustle & Out. Disco que dá um panorama muito bom da cena de Monterrey, recheada de flertes com o reggae, o hip-hop e o reggaeton.

Mundo Insolito – Toy Selectah/ Control Machete Remix

Up, Bustle & Out – Cumbion Mountain

zzk
É também da Argentina, através do coletivo Zizek, ou ZZK, que vem uma espécie de cumbia digital que não tem medo algum de absorver outros estilos, flertando com tudo quanto é guetto music, funk carioca inclusive. Festa, selo, e agência (os três beem hypados) com vários artistas portenhos liderados por Villa Diamante, o ZZK produz os sons mais interessantes da cumbia hoje em dia. Por conta do crossover colossal com outros estilos – os Zizeks também são muito bons nos mashups –, a cumbia está tomando conta dos Estados Unidos na forma do label Bersa Discos e da sua festa regular em São Francisco, a Tormenta Tropical. Mês que vem, o ZZK estará representando a cumbia no mais importante festival de música hoje, o americano Coachella. Se hoje já tem até holandês fazendo cumbia, o sensacional Sonido Del Principe, depois do Coachella el cielo es el límite.

Termino este breve panorama cumbiambero com 4 pepitas do Zizek crew, uma delas com uma certa cantora que vocês devem conhecer, e um petardo subsônico do Sonido Del Principe via Bersa Discos. Cuuuuuuuuumbia!!!

frikstailers

Frikstailers – Ta duro kuduro

El Trip Selector – Cumbia del piano triste

El Remolon feat. Marina – Vem que tem

Sonido del Principe – El principe

Los Fabulosos Cadillacs

17 Mar

O LFC é uma banda gigante na Argentina e em boa parte da América Latina – menos no Brasil, claro. Foi, acredito, meu primeiro contato com música em espanhol, isso lá pros meados dos 90, época em que se via/ ouvia muita coisa boa na MTV. Com uma pegada ska-rock bastante influenciada pelo selo 2-Tone, o LFC com o passar do tempo engrandeceu sua sonoridade absorvendo tudo quanto é tipo de latinidade.

Depois de 8 anos parados, o Los Fabulosos Cadillacs voltou ano passado com um disco chamado “La luz del ritmo”, na verdade uma espécie de recomeço, pois apesar de duplo, apenas 5 temas são originais enquanto o resto é best of. Portanto, se vc não conhece a banda, é um bom começo. A volta da banda gerou uma espectativa tão grande que em poucos dias 100 mil ingressos foram vendidos para dois shows no México – tipo, os caras põe mais gente no show que o Iron Maiden aqui. Além de vários shows ao redor da América Latina, a Satanico Pop Tour 09 também passa por Nova Iorque, Los Angeles, Miami e Chicago.

Deixo vcs aqui com 2 mp3’s para deleite, incluíndo aí minha música favorita dos portenhos: “Matador”, de 1993. A outra canção é do tal “La luz do ritmo” e chama-se “Padre nuestro”. Detalho aqui a participação especial de Pablo Lescano no keytar (aquele tecladinho bem anos 80 em forma de guitarra). Pablo é líder do Damas Gratis, banda que será muito citada aqui no blog da Cheetah pela qualidade de sua cumbia, gênero que ajudou a revitalizar alguns anos atrás.

Los Fabulosos Cadillacs – Matador

Los Fabulosos Cadillacs – Padre nuestro

Outro mimo são os clipes, ambos do crássico de 1997 “Fabulosos Callavera”, álbum mais experimental da banda.

Los Fabulosos Cadillacs – El muerto

Los Fabulosos Cadillacs – Calaveras y diablitos

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