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CinemÁfrica

7 May

III ESPELHO ATLÂNTICO – MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA

Evento apresenta a atual produção cinematográfica africana

A CAIXA Cultural apresenta a “III Espelho Atlântico – Mostra de Cinema da África e da Diáspora”, com direção geral da cineasta Lilian Solá Santiago e que traz ao Rio de Janeiro sua primorosa seleção de filmes africanos e da diáspora negra. O evento acontece de 11 a 16 de maio, com exibições simultâneas nos cinemas 1 e 2.

A mostra “Espelho Atlântico” é uma rara oportunidade de assistir a importantes títulos, alguns inéditos por aqui, capazes de provocar uma profunda reflexão sobre os pontos de identificação e convergência entre as identidades brasileira, africana e ocidental.

Esta terceira edição proporcionará uma abordagem atual e significativa da produção cinematográfica africana contemporânea e da realizada fora do continente, mas que dialoga diretamente com a herança cultural do continente africano.

Falar de diáspora é reconhecer que a África vive. Não só nos territórios africanos de hoje, com sua enorme diversidade de povos e culturas, mas principalmente na Europa e Américas. Em todos esses lugares, o que é branco, europeu, ocidental e colonizador sempre foram os elementos considerados positivos, o que reflete na cinematografia.

A mostra “Espelho Atlântico” destaca o que comumente é posicionado em termos de subordinação e marginalização: o pensamento, os sentimentos e os traços negros – de africanos, escravizados e colonizados.

SERVIÇO:

III Espelho Atlântico – Mostra de Cinema da África e da Diáspora
Local: CAIXA Cultural RJ – Cinemas 1 e 2
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)
Telefones: (21) 2544-4080
Temporada: de 11 a 16 de maio de 2010
Horários: Sessões a partir das 19h
Ingressos: R$ 4,00 (inteira), R$ 2,00 (meia-entrada)
Acesso para portadores de necessidades especiais.
Classificação indicativa: Consultar programação

PROGRAMAÇÃO E SINOPSES:

*Dia 11/05 – terça-feira (Exibição seguida de Festa de Abertura no “Estrela da Lapa”)

— “O espírito de luta (documentário)”, às 19h. Classificação 12 anos
(George Amponsah (Gana/ Estados Unidos / Reino Unido, 2007, 80 min.)

Premiado com o AfroPop Award (2008) e no Festival de Documentário Real Life, exibido no New York African Film Festival e no Africa In The Picture Film Festival.

Três boxeadores, dois homens e uma mulher de uma pequena comunidade de Gana, buscam seu caminho para conquistar os maiores prêmios desse esporte, em Nova Iorque e Londres. A realidade da África moderna, os sonhos e ambições de seus jovens lutando por recompensa, respeito e a conquista de seu espaço.

*Dia 12/05 – quarta-feira

–“Quero um vestido de noiva”, às 19h. Classificação 12 anos
(Zimbabwe, 2008. Direção: Tsitsi Dangarembga. Ficção, Beta SP, 26’, Cor)

Kundisai está de casamento marcado e deseja comprar um belo vestido de noiva. Tanto ela quanto seu noivo não têm dinheiro para transformar esse sonho tão simples em realidade. Para conseguir o vestido, Kundisai faz escolhas que podem não ter o resultado esperado.

–“Yandé Codou, uma griot de Senghor”, às 19h. Classificação Livre
(Senegal, 2008. Direção: Agèle Diabang Brener. Documentário, Betacam, 52’, Cor)

Prêmio de público de melhor documentário no Festival de Filmes de Dakar (2008).

A cantora Yandé Codou Sène, 80 anos de idade, é uma das últimas mestras da poesia polifônica “sérère”. O filme é um olhar íntimo sobre uma diva que atravessou a história do Senegal perto de um dos seus maiores mitos, o presidente e poeta Léopold Sédar Senghor.

*Dia 13/05 – quinta-feira

–“Darluz”, às 19h. Classificação 12 anos
(Brasil, 2009. Direção: Leandro Goddinho. Ficção, MiniDV, 15’, Cor e P&B)

“Dei José, dei Antonio, dei Maria. Dei, daria e dou. Não posso criar.”

Premiado no 17º Festival de Vídeo de Teresina – PI e no 16º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá. Selecionado para o 10º International Film Festival Hannover.

–“Aproveite a pobreza”, às 19h. Classificação 14 anos
(Holanda, 2008. Direção: Renzo Martens. Documentário, BetaCam, 90’, Cor)

Selecionado para a abertura de Amsterdam International Documentary Festival.

Durante dois anos, o diretor viajou pelo Congo, desvendando a indústria da luta contra a pobreza no país pós-guerra civil. Sua conclusão: a pobreza veio para ficar, e “combatê-la” é uma indústria que em nada beneficia os pobres.

*Dia 14/05 – sexta-feira

–“Quase todo dia”, às 19h. Classificação Livre
(Brasil / Estados Unidos, 2009. Direção: Gandja Monteiro. Ficção, 35mm, 18’, Cor)

Selecionado para o Los Angeles Latino International Film (2009), Festival do Rio de Janeiro (2009) e Tribeca Film Festival (2009).

Em um dia de inverno, Priscilla e sua filha percorrem uma longa jornada enfrentando engarrafamentos, situações inesperadas e o descaso das pessoas de quem Priscilla mais precisa neste importante momento de sua vida.

–“35 doses de rum”, às 19h. Classificação 14 anos
(França/Alemanha, 2008. Direção: Claire Denis. Ficção, 35mm, 100’, Cor)

Selecionado para o Toronto Film Festival (2008) e Festival de Veneza (2008). Premiado em Gijón International Film Festival (2008) e nomeado em Chlotrudis Awards (2010).

O viúvo Lionel vive com sua filha, Josephine no subúrbio de Paris. Enquanto ele atrai a atenção de uma mulher de meia-idade, um taxista do bairro flerta com Josephine. Lionel percebe que a filha está ficando independente e que talvez seja hora deles confrontarem seus passados.

*Dia 15/05 – sábado

–“Black Berlim”, às 19h. Classificação Livre
(Brasil /Alemanha, 2009. Direção: Sabrina Fidalgo. Ficção, DV, 13’, Cor e P&B)

Selecionado para o Lateinamerika-Institut (LAI) da Universidade Livre de Berlim (FU Berlin).

Nelson é um jovem baiano estudante de engenharia em uma renomada universidade em Berlim. Leva uma vida hedonista, distante de suas verdadeiras raízes. Tudo muda quando ele passa a encontrar Maria, uma imigrante ilegal do Senegal. As lembranças o remetem a um passado que ele preferia esquecer.

–“Em Quadro – A História de 4 Negros nas Telas”, às 19h. Classificação Livre
(Brasil, 2009. Direção: Luiz Antonio Pilar. Documentário, Color Digital, 93’, Cor)

Selecionado para a abertura da Mostra Especial Fora de Competição do 37º Festival de Cinema de Gramado e para o Festival do Rio (2009).

O documentário retrata vida e obra de Ruth de Souza, Zezé Motta, Léa Garcia e Milton Gonçalves. Os cineastas Roberto Farias, Cacá Diegues, Antonio Carlos da Fontoura e Joel Zito Araújo relatam experiências em obras como O Assalto ao Trem Pagador, Xica da Silva, A Rainha Diaba e Filhas do Vento.

*Dia 16/05 – Domingo

–“Doido Lelé”, às 19h. Classificação Livre
(Brasil, 2009. Direção: Ceci Alves. Ficção, 35mm, 15’, Cor)

Premiado no 4º Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino, exibido na mostra Corrida Audiovisuelle, em Toulouse como convidado da École Supérieure d’Audiovisuel (ESAV), França.

Caetano sonha em ser cantor de rádio na década de 1950 e foge todas as noites de casa para tentar, sem sucesso, a sorte num programa de calouros. Até que, uma noite, ele aposta tudo numa louca e definitiva performance.

–“Bem-vindo à Nollywood”, às 19h. Classificação 12 anos
(Estados Unidos, 2007. Direção: Jamie Meltzer. Ficção, 35mm, 56’, Cor)

Selecionado para o Full Frame Documentary Film Festival (2007), Avignon Film Festival (2007) e Melbourne International Film Festival (2007).

Em Lagos, capital da Nigéria, o diretor segue três dos mais conceituados realizadores de Nollywood, cada um com seu diferente estilo e personalidade, enquanto produzem seus filmes sobre amor, guerra, traição e o sobrenatural.

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Expo África Urbana

10 Apr


Até o dia 5 de setembro, o Design Museum de Londres exibe Urban Africa, série de fotografias do arquiteto tanzaniano Peter Adjaye que detalha em rica pesquisa o cotidiano urbano do continente.


Sempre lembrado como um continente subdesenvolvido, extremamente miserável e cheio de guerras civis, ou então aquela coisa linda e exótica, tribalista, Adjaye joga uma nova luz à Africa, apresentando-a como um lugar único na geografia urbana mundial.  As fotos foram realizadas na cidade de Kigali, capital da Ruanda; Tripoli, na Líbia, Abuja, na Nigéria; Pretória, na África do Sul, cidade que ainda exibe as cicatrizes do apartheid.


Uma extensão muito bacana da expo é a página aberta no Flickr “Your urban Africa“. Como o nome diz, a proposta é que os africanos contribuam com leituras das cidades onde vivem. Por sinal, as fotos que ilustram este post vem do Flickr. Urban Africa e o Design Museum, vai entender, não estão divulgando imagens da expo.

James Mollison e os outros macacos

9 Apr

James Mollison é um fotógrafo e artista plástico inglês/ queniano com passagem pelo centro de comunicação e pesquisa da Benetton, a Fabrica, e que já publicou seu trabalho em revistas e jornais como a Colors, New York Times, Guardian magazine, The Paris Review, New Yorker e o Le Monde.  Mollison também já editou livros sobre o traficante colombiano Pablo Escobar e um trabalho chamado Disciples que investiga os fanáticos fãs dos ídolos pop.

Como a Cheetah, Mollison é apaixonado por primatas. James Mollison & Other Apes é um estudo sobre a fisionomia de gorilas, chimpanzés, bonobos e orangotangos no estilo das 3/4 de passaporte. Contra a idéia de fotografar animas em zoológico, Mollison foi até Camarões, Congo e Indonésia para um encontro com órfãos da indústria do comércio de primatas.

Chris Ofili

24 Mar


Chris Ofili é um dos grandes pintores ingleses da atualidade. Nascido em Manchester, Ofili é um dos poucos artistas plásticos negros da nova geração que tem como inspiração a África e o Caribe. Morando hoje em Trinidad, Ofili, que já ganhou o Turner Prize (1998), está com uma super retrospectiva na Tate Britain, em Londres (até dia 16 de maio).



Outrora usuário do glitter, da resina e das tachinhas, da bosta de elefante e do bom humor em suas pinturas, Ofili hoje é mais ácido, colorido e tropical.

Mounstrito Federal

6 Nov

Mucho loca essa animação mexicana de um fazedor de tacos sem carne e os porcos policiais.

E muy buena essa cumbia que a produtora da animação fez como teaser para promover a série (não encontrei outros episódios na web).

Chuleta, cochinita, arrachera, chicharrón
Buche, cachete, tripa, corazón
Pastor, suadero, longaniza con arroz
Tu gírame tu trompo, yo te doy todo mi amor

Señor taquero, en las noches sueño con usted
Y mi mami dice que no puede ser
No me quiere comprender

Señor taquero, mi papá me dice que me va a internar
Pero lo que quiero pa gozar
Lo que necesito, es su longaniza y nada más

Que chichi, que chichi, que chicharrón
Que chichi, que chichi, que chicharrón
Que chichi, que chichi, que chicharrón

Una salsa roja, de la más picosa
Pa gozar y pa mojar Chuleta, cochinita, arrachera, chicharrón
Buche, cachete, tripa, corazón
Pastor, suadero, longaniza con arroz
Tu gírame tu trompo, yo te doy todo mi amor

Señor taquero, en las noches sueño con usted
Y mi mami dice que no puede ser
No me quiere comprender

Señor taquero, mi papá me dice que me va a internar
Pero lo que quiero pa gozar
Lo que necesito, es su longaniza y nada más

Que chichi, que chichi, que chicharrón
Que chichi, que chichi, que chicharrón
Que chichi, que chichi, que chicharrón

Una salsa roja, de la más picosa
Pa gozar y pa mojar

Via @estela_rosa

Os Homens Hiena

31 Oct

O fotógrafo sul-africano Pieter Hugo desenvolve um trabalho fortemente calcado na crítica social, incluindo ensaios sobre tuberculosos no Malawi, do genocídio em Ruanda, escravidão no Sudão, favelas no Brasil e comunidades de albinos da África do Sul. Sua séria sobre os “Homens Hiena” (na verdade chamada oficialmente de ” The Hyena & Other Men”) rodou o mundo inteiro, tendo sido exposta inclusive numa Bienal de São Paulo.

Os “Homens Hiena” são na verdade menestréis que usam hienas, babuinos e pítons para entreter os habitantes das cidades por onde passam com o intuito de vender ervas medicinais.

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Fela Kuti – Music is a weapon

22 Oct

fela

Por razões óbvias, a Cheetah não pode comemorar o Fela Day ao som de afrobeat. Mas pode comemorar, hehe, ao som do global guettotech! Comemorado em 7 estados brasileiros (muito emocionante saber disso), o aniversário dos 71 anos de nascimento do ídolo supremo, ainda que bem atrasado, não poderia passar em branco no blog.

Viva Fela. Viva o You Tube.

Com vocês, Music is a weapon, documentário de Stéphane Tchal-Gadgieff e Jean Jacques Flori.

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