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Dancing Cheetah & Bomba Estéreo_07 de outubro no Teatro Rival

22 Sep

Dancing Cheetah apresenta: Bomba Estéreo (Colômbia)_07 de outubro_Teatro Rival

No dia 07 de outubro, quinta-feira, a Dancing Cheetah se apresenta no Teatro Rival, trazendo para o palco mais charmoso da cidade o show da sensação Bomba Estéreo, um dos grupos mais importantes da nueva cena latino-americana e sem sombra de dúvidas o principal nome do pop alternativo da Colômbia, país que hoje vive uma efervescência cultural sem precedentes.

Bomba Estéreo

A conceituada revista americana URB os define como uma mistura de Nelly Furtado com M.I.A. Já os integrantes do Bomba Estéreo, principal nome da nova música colombiana, se auto-definem como um grupo de electro-tropical. Ou mesmo de cumbia psicodélica, eles continuam. Definições a parte, é inegável que o som do Bomba Estéreo, uma mistura de ritmos folclóricos da costa colombiana (bullerengue, champeta e cumbia) com música eletrônica, dub, hip-hop e rock é… altamente explosivo!

O Bomba Estéreo foi criado em 2005 como um projeto solo de Simón Meíja, que lançou no mesmo ano um trabalho com colaborações de vários músicos e cantores. Dessas colaborações, Simón, que contribui com todos os beats eletrônicos além de tocar baixo e sintetizadores, pescou para o Bomba, Kike Egurrola (bateria), Julián Salazar (guitarra) e Li Saumet (voz), e em 2008 lançou Estalla. No ano seguinte, Estalla foi re-lançado nos Estados Unidos e Europa pela americana National Records, que o rebatizou de Blow Up. A partir daí, o Bomba Estéreo tem sido figura constante em festivais internacionais como South by Southwest (EUA), Summer Stage (EUA), Sónar (Espanha), Roskild (Dinamarca), Bonnaroo (França), Worldtronics (Alemanha), Lovebox (Inglaterra), entre outros. Já estiveram no Japão, e até mesmo no Brasil, onde fizeram parte, no ano passado do Rec Beat, o carnaval-festival alternativo de Recife.

É com muito prazer que a Dancing Cheetah anuncia o show do Bomba Estéreo, banda que a imprensa internacional escolheu como não só a representante mais importante da nova cumbia, fenômeno que hoje trespassou a barreira latina, sendo produzido em lugares como Suécia, Dinamarca e Holanda, como também um dos artistas mais criativos de todas as Américas.

—Vídeos—

Fuego:

Aguasala:

La Boquilla:

O Bomba Estéreo é mais ou menos assim ao vivo (Fuego ao vivo no Niceto Club, em Buenos Aires):

Ou assim, dessa vez no fundamental Sónar, de Barcelona:

Entrevista para o Show Livre, em Recife:

Entrevista para um site espanhol:

Picós

14 May

Falando em champeta e Colômbia, muito, muito foda essa seleção de fotos de alguns picós clássicos da Colômbia.

Unidos pelo YouTube

13 May

Alo to num bar – Eric e Mateus

El Celular – El Temible Zaa & El Yao

Ronaldo Lemos conta para a Trip sobre a questão plágio/ cover envolvendo uma dupla de champeta na Colômbia e o sucesso Alo to num bar, gravado primeiro pelo Aviões do Forró e depois por mais de uma dezena de artistas. A conclusão que o Ronaldo chega é perfeita: as periferias globais estão conectadas, ligadas pela tecnologia e de olhos e ouvidos no YouTube.

CHAMPETA

8 Aug

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Tanto a cumbia quanto o vallenato colombiasnos são gêneros aonde a presença africana, européia e indígena é igualmente importante. Mas a champeta, ritmo que nasceu nos anos 90 e que hoje é febre entre as camadas mais populares da Colômbia, é basicamente negra. Desenvolvido nas periferias de Cartagena durante os picós (de pick ups, festas promovidas ao ar livre), a champeta, apresenta influências dos rituais religiosos caribenhos, ragga jamaicano, o compas do Haiti, reggaeton portoriquenho e a música africana.

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Nos picós, boa parte das músicas tocadas antes da criação da champeta tinham origem africana. Essas músicas faziam tanto sucesso que os empresários dos picós passaram a contratar músicos colombianos para adaptar as músicas para o espanhol e assim vencer a concorrência. Tocando a sua maneira soukous (Congo), highlife (Gana, Nigéria), juju (Nigéria) e mbquanga (África do Sul), os colombianos desenvolveram a pegada afro necessária para depois misturar com todo o resto e desenvolver a champeta.

El Sayayin – La Voladora

Mr. Black –  Los trapitos a el agua

Elio Boom – Las Turbinas


Perreo Zuliney – La rajita

Papoman – El vacile

Rapidinhas #5

4 Aug

— Dama do Bling —

Diretamente de Moçambique… Dama do Bling!

— Petrona Martinez —

Das coisas mais bonitas que a Cheetah já ouviu em sua vida é essa La vida vale la pena, da colombiana Petrona Martinez. É herdeira de uma tradição de pelos menos quatro gerações de músicos que cantam o “bullerengue”, ritmo afro acompanhado de danças, cantado pelas mulheres grávidas solteiras ou concubinas que eram impedidas de participar das festas e celebrações religiosas da costa caribenha da Colômbia. O ritmo é considerado um dos únicos cantos exclusivamente femininos da Colômbia e Petrona é provavelmente sua maior expressão viva.

Uproot Andy foi muito feliz em seu update; provavalmente a melhor versão de cumbia antiga de todos os tempos.

— Nunes Filho —

Também conhecida como Melô da Lagartixa, Subindo pelas paredes é um dos clássicos (pelo menos no YouTube) de Nunes Filho, o rei do brega amazonense.

— Hipi Duki —

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A última mixtape do Hipi Duki parou nas páginas da The Fader. Então se eu fosse você, respondia ao chamado de Duki, que está convocando produtores sul americanos a enviarem material para sua nova série de pepitas do continente. Vai lá!

— Prince Nico Mbarga —

Sweet mother, disco de 1976, do nigeriano Prince Nico Mbarga, vendeu inacreditáveis 13 milhões de cópias. Pra muitos, o highlife ensolarado que batiza o disco é o grande hino da África. Numa enquete de 2004 promovida pela BBC não deu outra: Sweet mother foi eleita a música africana favorita dos leitores do site.

Colombia especial!

21 Jul

Vendedora_de_frutas_Cartagena_Colombia

E a Cheetah promove uma visita à Colombia contemporânea através do trabalho de cinco importantes artistas deste país. Cada um a sua maneira (uns mais, outros menos) funde ritmos tradicionais colombianos e tropicais com o pop global e a música eletrônica. São nomes quentes, pra ficar de butuca ligada, que certamente ainda vão passar muito por aqui e por nossas festas!

Bomba Stereo

O Bomba Stereo tá… bombando! Olha o que eles acabaram de fazer no Central Park!

Systema Solar

Pernett & The Caribbean Ravers

OBS: tb vale conhecer o Pernett sem os Caribbean Ravers (aliás, que nome genial!)

Monareta

O Monareta é o mais experimental de todos. Moram nos EUA atualmente.

Chocquibtown

Talvez o mais popular de todos por conta do apelo hip-hop de boa parte das faixas. Assim como o Bomba Stereo, já tiveram no Brasil, em São Paulo.

Bônus:

Systema Solar – Ya verás

Monareta – Esmeraldeña

Rapidinhas #4

16 Jul

–Bomba Stereo – Fuego–

Primeiro single do novo disco do Bomba Stereo, com clipe filmado em Barranquilla, Colômbia. Hino na Cheetah.

–Buraka Som Sistema – Blood Diamond Mixtape–

blooddiamond
3000 downloads em 24 horas: essa Blood Diamond vale ouro (hehe)!

Baixe a sua aqui.

Tracklist:

01. Diamonds are Forever Intro
02. Dj Znobia feat Jaime Foxx- Africa
03. Buraka SOm Sistema – Kalemba (wegue wegue) Afrikan Boy remix
04. Os Lambas – Sapo (BSS Edit)
05. Radioclit vs Guns’n’roses – Sweet Secousse of Mine (Bss edit)
06. The Kiss – Black Diamond
07. Tunes for Baby That Won’t Drive You Crazy – Black Diamond
08. Buraka Som Sistema – IC19 (Toy Selecta remix)
09. Buraka Som Sistema – Aqui Para Voces (FAVELA FUNK SAMBA edit)
10. Buraka Som Sistema – Wawaba (James Braun Copyflex remix)
11. Lykke Li – Dance Dance Dance (BSS Remix)
12. Dirty Tricks – Black Diamond
13. Rusko vs Puto Prata – Let’s Go (BSS Edit)
14. Buraka Som Sistema – R.I.A.D.
15. J-WOW feat Aloe Blacc – Off with ya head
16. Buraka Som Sistema – Gang Bang feat Blaya
17. David Zé – O Guerrilheiro
18. Johnny Clarke – Come Back To Me
19. Buraka Som Sistema – Sound of Kuduro (D1 remix)
20. Zomby feat Pongolove – Kuduro Rumours (BSS Edit)
21. Rusko – Cockney Thug (BSS Remix)
22. Paul Simon – Diamonds on the soles of her shoes

–Omega Y su Mambo Violento – Tu no ta pa mi–

Omega é o grande expoente do novo merengue dominicano, chamado de merengue de la calle. A última FADER fez um perfil com o cara, assinado pelo mestre Jace Clayton, o Dj Rupture.

–Sinik ft. Cheb Bilal & Big Ali – Bienvenue chez les bylkas–

Ah… Uma salva de palmas para o hip-hop argelino

–Alta Joya – El Ghetto Tropical Mixtape–

alta joya
Muy buena esta mixtape postada por nuestra hermanita Alta Joya, la patroa del increible Cooliado, uno de los mejores sitios de musica latina y global guettotech abajo del Equador!

1. MeNeo – Margarita
2. Major Lazer – Hold the line ( Alta Joya Remix )
3. Villa Diamante – Arcade vs Spankrock
4. Fauna – Las mil caras ( Un Mono Azul Remix )
5. Horace Andy – Watch Dem ( Sonido del Principe Remix )
6. Alta Joya – Perfect Cumbia ( D.A.R. vs Princess Superstar Mash Up )
7. Uproot Andy Vs. Ol Dirty Bastard – Brooklyn Cumbia
8. Dama do Bling – Hep Hep ( Nasty Girl )
9. Ying Yang Twins ft Pitbull – Shake
10. Alta Joya – Analogik vs Bangers and Cash
11. Douster – Ladinian ( Ruff Mix )
12. Busta Rhymes – Touch it ( Kid Fresh Remix )
13. Daniel Haaksman – Pobum Coco
14. Pitbull – Hotel Room ( ArmoKidd Bmore Remix )
15. LMFAO ft. Lil Jon – Shots

Quantic e o cartão postal de Cali

2 Jun

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Quantic é um mestre na fusão de hip-hop não-ortodoxo com jazz, música latina, soul e afro. Músico, DJ e produtor inglês da melhor espécie, tudo que esse cara faz vale a pena conferir. É o caso de Tradition in transition, seu mais novo trabalho, que além do disco em si ainda vem com um documentário de 30 minutos. Há alguns anos, Quantic mora em Cali, na Colômbia, uma de suas maiores fontes rítmicas de seu vasto leque de inflências. O tal doc., A Postcard from Cali, tem seu foco principal apontado pro super banda que o Quantic formou na Colômbia, o Combo Bárbaro. Claro que a cidade de Cali, assim como o seu cotidiano, tem espaço. Mas é nos músicos colombianos Alfredito Linares, Freddy Colorado, Comanche, Malcom Catto, entre outros, a nata musical da nueva generación colombiana, que A Postcard from Cali se concentra.

Por algum motivo, o trailer no Vimeo não tá embedando. Então clica e assiste aqui.

E depois, baixe uma jóia do disco anterior do cara, Presenta Flowering Inferno.

Quantic – Juanita Bonita

Ps: dica do Bruno URBe Natal

Um breve panorama #1 – CUMBIA

24 Mar

Este post inaugura no Blog da Cheetah panoramas wikipedianos sobre gêneros musicais caros ao universo da macaca. Pra começar a seção “Um breve panorama”, escolhemos a cumbia, gênero mais popular de vários países da América Latina e que hoje ameaça uma dominação mundial.

colombia

A cumbia nasceu na região caribenha do que hoje é a Colômbia, principalmente nas províncias de Cartagena e Barranquila, durante o período de colonização espanhola. Tentando preservar suas tradições culturais, escravos trazidos da África pelos espanhóis começaram a usar sua danças típicas e forte percussão com intuitos de flerte. Nessa época, a cumbia (que tem seu nome derivado do termo cambé, que significa festa) era mais conhecida como dança, já que a música era apenas percussiva – tambores e clavas, Numa segunda fase, influenciados pela música dos nativos habitantes de regiões montanhosas e seus instrumentos de sopro, criou-se no início do século 19 uma mistura tal que fez surgir a figura do gaitero, o intérprete. Posteriormente, surge o violão e o acordeón dos espanhóis, acrescentando aí mais um elemento numa mistura sonora que conquistou no século 20, Panamá, Mexico, Argentina, Chile, El Salvador, Honduras, Equador, Perú, Bolívia, entre outros, cada qual com a sua versão particular do gênero.

chicha libre

No Perú, por exemplo, surgiu nos anos 60 uma variação da cumbia chamada chicha. Basicamente, uma mistura de cumbia e rock, principalmente o surf rock de Dick Dale, só que com uma pegada andina nas melodias. Seleciono aqui três clássicas cumbias colombianas dos anos 60, sonoridade tida como supra-sumo pelos críticos especializados. Na sequência, destaco também duas chichas coletadas na obra prima “The roots of chicha: psychedelic cumbias from Peru”. Por conta dessa coletânea, vejam vocês, até mesmo os norte-americanos tem explorado a sua peculiar sonoridade. Entrem no myspace do Chicha Libre e confiram.

Armando Hernandez – La Zenaida

Luiz Pérez – La morena encarnacion

Alfredo Gutierrez – El diario de un borracho

Los Mirlos – El milagro verde

Los Mirlos – Sonido Amazonico

Até o século 20, a cumbia era conhecida como uma dança vulgar praticada pelas camadas economicamente mais baixas da sociedade. Isso permaneceu pelo menos até o meio do século passado, quando o termo “cumbia” passou a ser mais assossiado a música. Ainda assim, o preconceito aristocrata permanece até hoje, mesmo com a explosão popular que tomou conta do gênero na segunda fase do século 20. Durante muito tempo, seus temas não saiam muito de histórias de amor, romances impossíveis tipo novela mexicana, experiências do cotidiano, enfim, música pop. Eis que surge na Argentina uma nova sonoridade a partir dos anos 2000 através da cumbia villera, ou a cumbia das favelas. Cansados dos mesmos temas e sentindo falta de músicas que retratassem de fato a (dura) vida nos guetos, a cumbia villera surge, talvez incluenciada pela grave crise que assolou aquele país, e inaugura uma espécie de fase gangsta rap na cumbia. E tome música falando de armas, crime, tráfico e sexo.

Pablo Lescano, do Damas Gratis, é, talvez, o grande herói da cumbia villera, o cara que moldou esse tipo de som.

é um show de rock? de hardcore?? de speed-trash-metal??? não! é um show do damas gratis!!!

é um show de rock? de hardcore?? de speed-trash-metal??? não! é um show do damas gratis!!!

Damas Gratis – Re loco re mamado

Damas Gratis – Alza la manos

Quem duela pau a pau com o Damas Gratis em termos de popularidade na Argentina é o Pibes Chorros. Reparem como cai por completo o estereótipo que temos dos argentinos – Cadê as louras com carinha de européia? E os mullets??

Pibes Chorros – Que calor

Pibes Chorros – Pamela

Aqui um video com Pibes Chorros e Damas Gratis duelando num programa de auditório argentino!!

Pibes X Damas

E pra fechar, vamos mostrar duas das maiores paixões portenhas: cumbia e futebol num vídeo do Yerba Brava

sonidero nacional

Só que foi do México, mais precisamente de Monterrey, estado com uma cena fortíssima de artistas de cumbia, que surgiu o hit que levou a cumbia ao crossover internacional, muito por causa do filme Babel. Com produção de Toy Selectah, membro de um dos grupos mais famosos de hip-hop da história mexicana, o Control Machete, “Cumbia sobre el rio”, de Celso Piña, é uma bomba poderosa.

Celso Piña – Cumbia sobre el rio

Celso Piña – El tren (tanto na música acima quanto em “El Tren” os vocais estão a cargo do venezuelano Blanquito Man, da seminal banda King Changó)

tormenta tropical
Toy Selectah, também membro do Sonidero Nacional e hoje parte do cast da Mad Decent, do Diplo, tem presença ativa num dos discos mais sensacionais dos anos 2000 em todos os estilos, o “Mexican Sessions”, dos ingleses do Up Bustle & Out. Disco que dá um panorama muito bom da cena de Monterrey, recheada de flertes com o reggae, o hip-hop e o reggaeton.

Mundo Insolito – Toy Selectah/ Control Machete Remix

Up, Bustle & Out – Cumbion Mountain

zzk
É também da Argentina, através do coletivo Zizek, ou ZZK, que vem uma espécie de cumbia digital que não tem medo algum de absorver outros estilos, flertando com tudo quanto é guetto music, funk carioca inclusive. Festa, selo, e agência (os três beem hypados) com vários artistas portenhos liderados por Villa Diamante, o ZZK produz os sons mais interessantes da cumbia hoje em dia. Por conta do crossover colossal com outros estilos – os Zizeks também são muito bons nos mashups –, a cumbia está tomando conta dos Estados Unidos na forma do label Bersa Discos e da sua festa regular em São Francisco, a Tormenta Tropical. Mês que vem, o ZZK estará representando a cumbia no mais importante festival de música hoje, o americano Coachella. Se hoje já tem até holandês fazendo cumbia, o sensacional Sonido Del Principe, depois do Coachella el cielo es el límite.

Termino este breve panorama cumbiambero com 4 pepitas do Zizek crew, uma delas com uma certa cantora que vocês devem conhecer, e um petardo subsônico do Sonido Del Principe via Bersa Discos. Cuuuuuuuuumbia!!!

frikstailers

Frikstailers – Ta duro kuduro

El Trip Selector – Cumbia del piano triste

El Remolon feat. Marina – Vem que tem

Sonido del Principe – El principe

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