Tag Archives: crossover

Colombia especial!

21 Jul

Vendedora_de_frutas_Cartagena_Colombia

E a Cheetah promove uma visita à Colombia contemporânea através do trabalho de cinco importantes artistas deste país. Cada um a sua maneira (uns mais, outros menos) funde ritmos tradicionais colombianos e tropicais com o pop global e a música eletrônica. São nomes quentes, pra ficar de butuca ligada, que certamente ainda vão passar muito por aqui e por nossas festas!

Bomba Stereo

O Bomba Stereo tá… bombando! Olha o que eles acabaram de fazer no Central Park!

Systema Solar

Pernett & The Caribbean Ravers

OBS: tb vale conhecer o Pernett sem os Caribbean Ravers (aliás, que nome genial!)

Monareta

O Monareta é o mais experimental de todos. Moram nos EUA atualmente.

Chocquibtown

Talvez o mais popular de todos por conta do apelo hip-hop de boa parte das faixas. Assim como o Bomba Stereo, já tiveram no Brasil, em São Paulo.

Bônus:

Systema Solar – Ya verás

Monareta – Esmeraldeña

Nova Lima

7 Jul

Não se assuste com o rótulo de “Gotan Project peruano”, algo que certamente você, leitor, irá se deparar algum dia (o Nova Lima está todo bookado na Europa e Estados Unidos e deve gerar boas críticas por lá).

E ok… É verdade que a banda (afiadíssima) também adapta ritmos folclóricos do seu país, no caso o Peru, à eletrônica de baixos teores. Mas a Cheetah considera reducionismo fazer comparações desse tipo. Portanto, ouça o Nova Lima e tire suas próprias conclusões!

Aqui está um set com cerca de 30 minutos que mostra muito bem a pegada da banda. O set list e os comentários abaixo são dos próprios membros (via La Congona).

1.- “La danza de los Mirlos (novalima remix)” *unreleased. Los Mirlos traditional 70’s cumbia reversion by Bareto, cumbia revival band from lima, remixed by novalima)
2.- “Macaco (novalima remix)” *unreleased – Batata y su Son Palenquero , one of the greatest afro colombian artists, our friend Lucas Silva “Champeta Man” gave us the tracks of this great trad song to remix)
3.- “El abuelo (novalima remix) – Bareto” *unreleased. Made popular by Juaneco y su Combo in the 70’s, another cumbia reversion by Bareto remixed by novalima
4.- “Tumbala” (da lata remix) this is a great afrobeat-brazilian remix by chris frank whom we’ve known since the “afro” sessions in london back in 2004, with additional vocals by da lata’s nina miranda. This track digs out cotito’s “lost verse” from tumbala which somehow didnt make it into the original version in the album
5.- “el niche” sabor y control. Our favorite peruvian salsa dura band, led by bruno majer (who sings mujer ajena in coba coba) and constantino, novalima’s timbales player
6.- “bandolero (kv5 remix)” great remix in a jamaican stylee by marc lee from london based kv5. Previously unreleased
7.- bomba (coba soundsystem) this track was the last track we finished before releasing coba coba, coba soundsystem is a.k.a. novalima dj’s rpp,rm,gs. Bomba plena an electro latin dancefloor groove
8.- “tumbala (oreja remix)” seiji’s house rework for tumbala

Coba Coba, disco mais recente do Nova Lima, ganhou uma versão remixada. Muitas escorregam pro perigoso terreno da músiquinha-eletrôniquinha-gostosinha-housesinha, se é que você entende. Ouça/ baixe o disco inteiro aqui.

Global Guettotech #0

23 Jun

E a Cheetah inaugura mais uma sessão aqui no blog, dessa vez sobre global guettotech. A cada semana, terça-feira para ser mais exato, um nome chave desse tão polêmico gênero musical estará sendo dissecado pela macaca. Mas pra começar, vamos voltar ao tempo e postar como introdução uma matéria escrita pelo Camilo Rocha para a Folha de São Paulo em janeiro do ano passado, talvez o primeiro texto sério sobre o assunto no Brasil. Para ilustrar, a Cheetah toma a liberdade e incorpora alguns vídeos no post.

“Globalistas” buscam sons periféricos

DJs como Diplo, Manga Bo e Dolores misturam ritmos que vão do hip hop norte-americano ao dancehall jamaicano.

Inspirados nos sons mais urbanos das periferias, artistas negam que trabalhos tenham como fonte inicial a “world music”.

CAMILO ROCHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
(15.01.08
)

A maioria dos DJs costuma direcionar seus ouvidos para algumas poucas mecas musicais do Primeiro Mundo, como Nova York, Londres, Berlim e Paris. Nesta década, porém, emergiu uma nova categoria, a dos DJs “globalistas”, que viajam muito mais longe em suas garimpagens musicais.

Nomes como Diplo, DJ Dolores, Maga Bo, DJ/rupture, Ghislain Poirier e Wayne&Wax constroem sets incrivelmente variados, que podem ter hip hop americano, tecno alemão ou electro francês, mas também soca de Trinidad, rap marroquino, funk carioca, kuduro de Angola, dancehall jamaicano, o grime das Cohabs londrinas ou a cumbia colombiana.

A exposição desses ritmos “periféricos” já influencia artistas em diferentes esferas como a banda Bloc Party e os DJs/ produtores Simian Mobile Disco e Samim (que teve um dos hits do ano com “Heater”, no qual juntou cumbia com tecno). Depois tem o fenômeno da anglo-cingalesa MIA, a primeira popstar a sair dessa tendência e que lançou neste ano o elogiado álbum “Kala”.

Seria tudo isso uma nova roupagem para o desgastado termo “world music”? Ao conversar com a Folha por telefone, o DJ e produtor canadense Ghislain Poirier, que acaba de lançar o álbum “No Ground Under” pelo selo Ninja Tune (da dupla inglesa Coldcut), nega: “World music é mais exótico, os sons que tocamos são mais urbanos. Eles vêm de um cenário comum: pessoas sem muito dinheiro, fazendo música em estúdios caseiros ou num laptop. É algo mais urgente”.

Graças a um maior acesso à internet e à tecnologia, em todo o mundo há uma proliferação sem precedentes dos sons das periferias dos países, boa parte deles com fortes bases eletrônicas e criados em laptops ou PCs surrados, muitas vezes com softwares piratas, e divulgados via blogs, sites e sets dos DJs “globalistas”.

O DJ e MC americano Wayne&Wax, que também é etnomusicólogo, batizou o movimento de “global ghettotech”. “Inventei essa frase para descrever uma estética emergente entre certos DJs e blogueiros, onde se mistura gêneros “globais” como hip hop, tecno e reggae, entre outros, com estilos “locais'”, explicou Wayne à Folha. “Mas sou contra a abordagem superficial e modista. Gosto de conhecer os contextos sociais e culturais que moldaram esse sons”, esclarece.

Pioneiros

Um dos “globalistas” pioneiros é o DJ/rupture, de Boston, EUA, que primeiro chamou a atenção com uma mixtape (set mixado) chamada “Gold Teeth Thief”. O set deu tanto o que falar que figurou entre os dez melhores lançamentos de 2002 da prestigiosa revista musical inglesa “The Wire”.

Por meio de seu blog e programa de rádio “Mudd Up!”, Rupture transmite uma mescla insana de ritmos de várias partes. Um de seus interesses especiais é a música maghrebi, do norte da África. “Estou descobrindo [também] o mundo da cumbia – existem muitas cenas fascinantes, do passado e do presente”, conta o DJ.

O selo de Rupture, Soot, deve lançar em alguns meses o álbum de estréia de outro nome importante da cena “globalista”: Maga Bo, um americano de Seattle que mora no Rio desde 1999. Maga Bo já trabalhou com brasileiros como BNegão, MC Catra, Marcelo Yuka, Marcelinho da Lua e Digitaldubs.

No ano que vem, ele deve começar a dar aulas sobre produção digital na sede do AfroReggae, em Parada de Lucas, no Rio. No momento, está em Addis Ababa, capital da Etiópia, gravando com músicos locais e pesquisando música etíope.

“Batidas eletrônicas são o campo onde todo mundo pode se entender. O computador, que já foi chamado do primeiro “instrumento folk universal”, está cada vez mais acessível. O volume de música que pode ser encaixada nesse “global ghettotech” está aumentando no mundo. A morte das gravadoras tradicionais e o crescimento da distribuição de música na internet estão ajudando essa popularização”, conta Maga Bo.

Já o DJ Dolores, representante brasileiro mais conhecido dessa tendência, diz que “os computadores são os tambores de hoje, um instrumento primal que cada um pode usar do seu jeito”. Em 2004, Dolores ganhou o prêmio de melhor DJ na categoria “Club Global” da Radio One, da BBC inglesa. Dolores acaba de chegar de vários shows pelos EUA e México e no ano que vem deve lançar o álbum “Um Real”.

Diplo é o nome mais conhecido dessa safra de DJs/produtores. Esse americano de 29 anos foi um dos principais divulgadores do funk carioca no exterior. Ex-namorado de MIA (cujo primeiro álbum ele co-produziu), Diplo tocou recentemente no Tim Festival.

Ele acredita que é importante retribuir as culturas locais. Através do projeto Heaps Decent, ele vem fazendo música com jovens aborígenes de um centro de detenção de menores da Austrália. Faixas devem sair em breve, em parceria com o selo australiano Modular.

“Já que essas subculturas, de certa forma, me ajudam a ganhar a vida, fiz algo para ajudar seu desenvolvimento”, explica. “Nos próximos meses, espero fazer o mesmo na favela do Cantagalo, no Rio, com a ajuda do AfroReggae e do [antropólogo] Hermano Vianna.”

Zebda

16 Jun

zebda 1

De tempos em tempos, a Cheetah menciona aqui no blog alguns dos artistas que a influenciaram diretamente nos sons globais. Dessa vez, chegou a hora de falar no Zebda, um dos mais queridos e amados gupos musicais franceses. Mesmo não produzindo nada desde 2003, o Zebda ainda é um dos preferidos da casa. Essence Ordinaire, de 1998, é daqueles discos (cada vez mais raros hoje em dia) de ouvir do começo ao fim sem pular nenhuma faixa.

Formado por 7 integrantes, muitos deles descendentes de árabes, o Zebda, de Toulouse, é caracterizado por um som bem upbeat – acordeon francês, reggae, hip-hop e rai (uma mistura de ritmos do norte da África, especialmente Algéria, e pop music internacional) – com letras bastante engajadas, que falam do cotidiano social e político das minorias étnicas que vivem nos grandes centros franceses, especialmente os jovens habitantes das periferias. O Zebda levava suas mensagens tão a fundo, que muitos de seus membros eram membros de ONGs em prol de melhores condições aos imigrantes e descendentes de árabes na França.

zebda

Vamos as músicas, todas do clássico dos clássicos Essence Ordinaire.

Tomber la chemise é a mais famosa de toda a carreira do Zebda, um ska two-tone que pra Cheetah é uma das menos legais do disco.

Já Oualalaradime é hino. E o clip é muito bom também, vejam só.

Pra baixar, duas jóias. A primeira delas muito é tocada no esquenta da pista.

Zebda – Double Peine

Zebda – Tombés des nuis

Mas o será que quer dizer Zebda? Em árabe, manteiga (beurre, em francês), uma brincadeira com a gíria que os franceses usam para se referir aos árabes, beur.

Dub Echoes

26 Apr

dubechoes

ORGULHO DA CHEETAH!

PRE-ORDER NOW FOR RELEASE 11 MAY 2009.

‘Dub Echoes’ DVD coming soon on Soul Jazz Records!!!!!! ‘Dub Echoes’ is a newly produced film about Dub, featuring an incredible array of artists, both original Jamaican artists – U Roy, King Jammy, Lee Perry, Sly Dunbar, Bunny Lee (to name a few), alongside a similarly awe-inspiring array of artists who have been taken Dub into new directions in electronic dance music – Kode9, Roots Manuva, Howie B, Adrian Sherwood and many more. Directed by Bruno Natal over a three year period, this is a killer film to be watched over and over again! covering Dub in all its different guises. The DVD comes with loads of extra features, dub mixes and more. Essential!

O documentário já tá com pré-venda na Amazon e tudo!

dub-echoes_amazon-uk

E como se não bastasse o filme, o povo da Soul Jazz Records, nata da nata dos bons sons, ainda preparou um belo disco inspirado no tema central de Dub Echoes: a influência do dub na música contemporânea!

dubechoes_cd

No dia 11 de maio, filme e disco estarão a venda nas principais lojas do ramo! Segue aqui o poster da humilde festinha de lançamento do Dub Echoes, em Londres.

dubechoesparty

Evidentemente, a Cheetah não poderá estar presente. Afinal de contas, 10 de maio é dia da segunda festa no 69. Mas nosso 4º elemento Bruno Natal, o diretor de Dub Echoes, estará na festiva e vai contar aqui pra Cheetah como os ecos reverberaram.

Dubbing is a must!

Major Lazer

24 Apr

majorlazer

E o tal do Major Lazer, hein? No mundo dos guettotech blogs, só se fala nisso. Até porque, um projeto que une Diplo, Switch e milhões de participações a la N.A.S.A. pra fazer um disco de dancehall futurista, realmente é uma notícia e tanto. Porém, a Cheetah espera (e muito) que as próximas músicas a orbitar pela web sejam melhores que o primeiro single, “Hold the line”. Ainda mais com um release insano e alucinante como esse abaixo. Release (e arte!) que lembra a Cheetah dos discos lançados pela Greensleeves no início dos anos 80, em especial os do Scientist.

Major Lazer na teoria:

Major Lazer is a Jamaican commando who lost his arm in the secret Zombie War of 1984. The US military rescued him and repurposed experimental lazers as prosthetic limbs. Since then Major Lazer has been a hired renegade soldier for a rogue government operating in secrecy underneath the watch of M5 and the CIA. His cover is that of a dancehall night club owner from Trinidad and he enlisted the help of long-time allies and uber-producers, Diplo and Switch, to produce his first LP. His true mission is to protect the world from the dark forces of evil that live just under the surface of a civilized society. He fights vampires and various monsters, parties hard, and has a rocket powered skateboard.

Major Lazer na prática:

Major Lazer feat. Santigold & Mr Lexxus – Hold the line

Mas nem tudo está perdido nesse início: os remixes para “Hold the line” pipocam frenéticamente na web. Esse dubstep aqui bem que chamou a atenção! Wow!

Major Lazer – Hold the line (Danny Scrilla Dubstep remix)

E fiquem de olho que daqui a pouco deve aparecer mais coisa do Major Lazer. A Cheetah, com seus olhos de (?!!) lince, tá com o radar ligado!

Major Lazer – Guns don’t kill people, lazers do
(lançamento 16/06)

1. Hold The Line feat. Mr. Lex & Santigold
2. When You Hear The Bassline feat. Ms. Thing
3. Can’t Stop Now feat. Mr. Vegas & Jovi Rockwell
4. Lazer Theme feat. Future Trouble
5. Anything Goes feat. Turbulence
6. Cash Flow feat. Jah Dan
7. Mary Jane feat. Mr. Evil & Mapei
8. Bruk Out feat. T.O.K. & Ms. Thing
9. What U Like feat. Amanda Blank & Einstein
10. Keep It Goin’ Louder feat. Nina Sky & Ricky Blaze
11. Pon De Floor feat. VYBZ Kartel (Additional Production By Afro Jack)
12. Baby feat. Prince Zimboo
13. Jump Up feat. Leftside & Supahype (Co-Produced By Crookers)

The Very Best

2 Apr

the-very-best

the very best

the very best

De uma maneira geral, tá todo mundo de butuca ligada na produção musical da África. Graças a internet, tá todo mundo ouvindo, fazendo, cantando, remixando, mashupando, sampleando, homenageando, dubeando, desfazendo, baixando tudo. Por exemplo, nunca se ouviu tanta música nigeriana quanto hoje. E certamente, nunca se tocou tanto high-life, juju e afro-beat nos quatro cantos do planeta. Fela Kuti deve estar rindo a toa em alguma dimensão paralela. Mas enfim, esse é um outro papo para um outro post.

malawi

malawi

Alguns posts atrás a Cheetah falou do Amadou & Mariam, dupla com um som nada clássico mas ainda sim super ligado as tradições do Mali e de países vizinhos de culturas adjacentes. Pois bem, agora a Cheetah fala no The Very Best, união do cantor Esau Mwamwaya, nascido no Malawi, África Oriental, com o duo franco-sueco de afro-electro Radioclit. Por enquanto, ainda não existe material 100 % original do combo; ao que tudo indica o debut sai esse ano. Mas no ano passado, o The Very Best lançou a melhor mixtape de 2008, uma mix (cuja capa ilustra o post) bastante divertida e despretensiosa que junta o canto em chichewa de Esau com bases de hits indie de ligeira pegada afro, como “Cape Cod Kwassa Kwassa”, do Vampire Weekend, “Boys” e “Paper Planes”, da M.I.A., entre outros. Agora, pouco importa a capa estereotipada e a solução fácil de usar bases de sucessos alheios (o que pode soar como trilha sonora de safari para gringo ouvir), essa mix do The Very Best é um belo dum disco pop, nada mais, nada menos.

The Very Best – Tengazako

The Very Best – Cape Cod Kwassa Kwassa

Radioclit – Secousse (Mumdance rmx)

%d bloggers like this: