Tag Archives: dancehall

Los Rakas

10 May

Los Rakas é um duo panamenho de hip-hop, reggae, reggaeton e dancehall. Com letras em espanhol e inglês, o Los Rakas, que atualmente reside em Oakland, na California, é perfeito pra latinizar qualquer set careta de hip hop ou dancehall.

Los Rakas – Esa mulata

Los Rakas – Dun dun (Frikstailers remix)

Terry Lynn, Johan Hugo e Dr Alban. Sem coca.

26 Oct

terrylynn

A notícia é velha e a Cheetah sabe que você está atrás de novidades. Mas como ignorar o belo videoclipe de Jamaican Girls, petardo mor da parceria entre a jamaicana Terry Lynn e o sueco Johan Hugo, metade do Radioclit (sim, nosso blog é Radioclit obsessive)? Por conta de uma brilhante ação da cervejaria Red Tripe, Lynn e Hugo se juntaram para criar 5 faixas que celebram a influência absurda da música jamaicana ao redor do mundo. Tem sons que puxam referências de Max Romeo, Johnny Osbourne, Steel Pulse e a melhor de todas, que tira da obscuridade a pérola No Coke, do Dr. Alban. Que grave, malandro!

Dr+Alban+dr_alban

Quem não se lembra de No Coke, sonzera desse nigeriano que virou dentista na Suécia, certamente vai se lembrar dessa aqui de baixo. Ícone do rasta-poperô, Dr Alban tem o seu valor!

redstripeitwaswritten1

Baixe o EP It was written aqui

Global Guettotech #2 – Ghislain Poirier

10 Aug

GhislainPoirier

Ghislain Poirier é um Dj e produtor musical de Quebec, Canadá. Pesquisador de graves poderosos, Poirier em suas produções e sets mescla hip-hop, dancehall, dubstep e tudo quanto é música urbana do mundo inteiro. Ligado ao Ninja Tune, um dos selos mais importantes selos vanguardistas, Poirier tem feito bastante coisa com soca, a música nacional de Trinidad & Tobago. Seu último EP, Soca Sound System, o primeiro de uma série de 3 que ele vai lançar esse ano, é um petardo que adapta a música festiva e carnavaleca de Trinidad ao século 22. Segue abaixo um mini-mix feito pelo próprio Poirier com as 4 faixas do EP.

cover_front

Ghislain Poirier – Soca Sound System Mini-Mix

Wha-La-La-Leng feat. Face-T
Karnival
Immigrant Visa’ feat. MC Zulu
Get Crazy feat. Mr. Slaughter

ghislain

Dono de uma das festas mais legais do Canadá, a Bounce Le Gros, e remixer de mão cheia (Lady Sovereign, the Editors, Bonde do Rolê, Kid Sister, entre outros), Ghislain Poirier deve aparecer ao Brasil para alguns sets – assim foi dito a Cheetah por um híbrido de tucano e arara selvagem.

Antes de um batalhão de clipes com produças do canadense, a Cheetah faz questão de mostrar uma entrevista que o Maga Bo fez com ele.

Começando com Get Crazy e Wha-La-La-Leng, ambas do disco de Soca.

E agora duas do álbum de 2007 No ground under. Essencial.

Vimos algumas produções do Poirier e agora a Cheetah apresenta a sua versão DJ. Pegue seu passaporte para uma volta ao mundo: Montreal, Guadalupe, Martinica, Jamaica, Suécia, França, Burquina Faso, Haiti, Barbados, Trinida, Senegal, Ingleterra e por aí vai. O nome da mix já diz tudo.

Ghislain Poirier – Cosmopolitan Bass Mix

Tracklist:

1. Smockey – Relaxe, c’est ici le paradis feat. Dicko Hamadou
2. Danny Breaks – The Jellyfish
3. Nickodemus – The Global Village
4. Smockey – I-Yamma
5. Aloe Blacc – Patra Mia
6. Frer 200 – Ce mec
7. Admiral T – Otantik (Ghislain Poirier Remix)
8. Mali – Métrizé tchad aw
9. Chedizek – Me Nah Run (No Borders Riddim)
10. Sixtoo – Jackals And Vipers In Envy Of Man : Track 2
11. Ghislain Poirier – Mic Diplomat feat. DJ Collage (Remix)
12. Daara-J – Dub Plates 2
13. Raggasonic – Original feat. Desmond
14. Rodney P – The Nice Up
15. Imposs – Mwen Te Mouri
16. Alison Hinds – Thundah
17. Admiral T – Gwadada (Juice Remix)
18. Tiwony – Ghetto
19. Ghislain Poirier – No More Blood feat. Face-T (Megasoid Remix)
20. Petter – Fresh feat. AFC
21. Peter Miles – One Time feat. Menshan
22. Kulcha Connection – Mem Bagay
23. Timbuktu – Känn Pepp feat. OBFK
24. Admiral T – OK feat. Saik
25. Kulcha Connection – Kanpe
26. Fénomen 10′Gla – Sauter
27. Skepta – Sweet Mother (House Mix)
28. Maskinen – Alla Som Inte Dansar
29. Pepe DJ – New Game
30. Assassin – $$$
31. Skepta – Sweet Mother
32. Ghislain Poirier – Blazin Riddim
33. Tony-O – Durrty Mouf
34. Krys – Big tune du carnival
35. Machel Montano – Madder Than That (Ghislain Poirier Remix)
36. Ego System – Motella feat. Little Freddy, So Fast
37. Criollo – Carnicero
38. Awadi – Rosa
39. Omnikrom – Été hit
40. Mokobé – Mali Forever feat. Salif Keita
41. Sibot – Badder Than feat. Teba
42. Maga Bo – Analyse d’amour feat. K-Libre (Ghislain Poirier Remix)

Soulico & Sabbo

2 Aug

soulico

O coletivo Soulico, formado por 4 DJs e produtores de Tel Aviv, é um dos nomes mais consolidados da cena israelense de música urbana, uma das mais interessantes do mundo hoje (é impressionante como tem gente fazendo dubstep em Israel!). Exotic on the speaker, mais novo disco dos caras, está sendo ansiosamente aguardado pela Cheetah. O lançamento oficial é só em setembro, mas duas tracks já estão circulando pela web.

Soulico feat. Lyrics Born & Axum – Put em up

Soulico feat. Pigeon John & Ceci Bestida – SOS

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Além do trabalho autoral dos caras, a Cheetah gostaria de destacar uma mixtape recente que o coletivo gravou. Archeology, reúne uma hora de soul, funk, jazz, rock e disco music inteiramente gravada em Israel por artistas locais durante as décadas de 70 e 80. Muitas dessas músicas nunca foram lançadas em CD, e segundo o próprio Soulico, a mixtape é resultado de mais de 10 anos de pesquisa em sebos empoeirados de Tel Aviv.

Soulico – Archeology Mixtape

1. Blastoff-Svika Pick
2. Dimona (spiritual capitol)-Soul Messengers
3. All Night Long-Camel Disco
4. Carry on Jerry-Dory Ben Ze’ev
5. I’m Nina’alo-Albert Piemente
6. DJ Dori- The Platina
7. Ya Shabab-Do you wanna buy a camel?
8. Mystic Magic Love Song-Sherry
9. Ya Habibi-Shlomo Haviv
10.Ya Salaam – Abu Hafla Orchestra
11.Left Right-Disco Made In Israel
12.Soyle Beni -Grazia
13.Hagigat Holedet-Eitan Masouri
14.Disco Queen-Sherry
15.Hasidic Medely-Hasidisco Fever
16.Hoshienu Adonenu-The Soul Messengers
17.Roots Charlie Roots-Jecky Bar-on
18.Reggae Hodi-Kobi Recht
19.Ad Matai-Dont Call Me Black OST
20.Foul Shawarma-Albert Piemente
21.Al Tishkah-Gali Atari
22.Illusions-Izhar Cohen
23.DrorIkra-Igal Bashan
24.Neimat Haoud-Tzliley Haoud
25.Equilibrium-The Soul Messengers
26.Time To Say Shalom- Uncle Moishe

sabbo

O membro mais famoso do bando atende pelo nome de Sabbo – vira e mexe você o encontra no blog do Mad Decent e em flyers de festas iradas nos EUA. Durante um período em que morou na Jamaica, Sabbo gravou uma série de cantores locais e o resultado está no EP It is the time. Aqui a pegada é menos judaica e mais Jamaica.

Sabbo feat Jah Earth – Babylon a kill dem

Pra encerrar o post, a Cheetah deixa a dica do excelente blog Noiz in Zion, editado pelo Sabbo. Se você está atrás de música israelense urbana, esse é o lugar.

Global Guettotech #0

23 Jun

E a Cheetah inaugura mais uma sessão aqui no blog, dessa vez sobre global guettotech. A cada semana, terça-feira para ser mais exato, um nome chave desse tão polêmico gênero musical estará sendo dissecado pela macaca. Mas pra começar, vamos voltar ao tempo e postar como introdução uma matéria escrita pelo Camilo Rocha para a Folha de São Paulo em janeiro do ano passado, talvez o primeiro texto sério sobre o assunto no Brasil. Para ilustrar, a Cheetah toma a liberdade e incorpora alguns vídeos no post.

“Globalistas” buscam sons periféricos

DJs como Diplo, Manga Bo e Dolores misturam ritmos que vão do hip hop norte-americano ao dancehall jamaicano.

Inspirados nos sons mais urbanos das periferias, artistas negam que trabalhos tenham como fonte inicial a “world music”.

CAMILO ROCHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
(15.01.08
)

A maioria dos DJs costuma direcionar seus ouvidos para algumas poucas mecas musicais do Primeiro Mundo, como Nova York, Londres, Berlim e Paris. Nesta década, porém, emergiu uma nova categoria, a dos DJs “globalistas”, que viajam muito mais longe em suas garimpagens musicais.

Nomes como Diplo, DJ Dolores, Maga Bo, DJ/rupture, Ghislain Poirier e Wayne&Wax constroem sets incrivelmente variados, que podem ter hip hop americano, tecno alemão ou electro francês, mas também soca de Trinidad, rap marroquino, funk carioca, kuduro de Angola, dancehall jamaicano, o grime das Cohabs londrinas ou a cumbia colombiana.

A exposição desses ritmos “periféricos” já influencia artistas em diferentes esferas como a banda Bloc Party e os DJs/ produtores Simian Mobile Disco e Samim (que teve um dos hits do ano com “Heater”, no qual juntou cumbia com tecno). Depois tem o fenômeno da anglo-cingalesa MIA, a primeira popstar a sair dessa tendência e que lançou neste ano o elogiado álbum “Kala”.

Seria tudo isso uma nova roupagem para o desgastado termo “world music”? Ao conversar com a Folha por telefone, o DJ e produtor canadense Ghislain Poirier, que acaba de lançar o álbum “No Ground Under” pelo selo Ninja Tune (da dupla inglesa Coldcut), nega: “World music é mais exótico, os sons que tocamos são mais urbanos. Eles vêm de um cenário comum: pessoas sem muito dinheiro, fazendo música em estúdios caseiros ou num laptop. É algo mais urgente”.

Graças a um maior acesso à internet e à tecnologia, em todo o mundo há uma proliferação sem precedentes dos sons das periferias dos países, boa parte deles com fortes bases eletrônicas e criados em laptops ou PCs surrados, muitas vezes com softwares piratas, e divulgados via blogs, sites e sets dos DJs “globalistas”.

O DJ e MC americano Wayne&Wax, que também é etnomusicólogo, batizou o movimento de “global ghettotech”. “Inventei essa frase para descrever uma estética emergente entre certos DJs e blogueiros, onde se mistura gêneros “globais” como hip hop, tecno e reggae, entre outros, com estilos “locais'”, explicou Wayne à Folha. “Mas sou contra a abordagem superficial e modista. Gosto de conhecer os contextos sociais e culturais que moldaram esse sons”, esclarece.

Pioneiros

Um dos “globalistas” pioneiros é o DJ/rupture, de Boston, EUA, que primeiro chamou a atenção com uma mixtape (set mixado) chamada “Gold Teeth Thief”. O set deu tanto o que falar que figurou entre os dez melhores lançamentos de 2002 da prestigiosa revista musical inglesa “The Wire”.

Por meio de seu blog e programa de rádio “Mudd Up!”, Rupture transmite uma mescla insana de ritmos de várias partes. Um de seus interesses especiais é a música maghrebi, do norte da África. “Estou descobrindo [também] o mundo da cumbia – existem muitas cenas fascinantes, do passado e do presente”, conta o DJ.

O selo de Rupture, Soot, deve lançar em alguns meses o álbum de estréia de outro nome importante da cena “globalista”: Maga Bo, um americano de Seattle que mora no Rio desde 1999. Maga Bo já trabalhou com brasileiros como BNegão, MC Catra, Marcelo Yuka, Marcelinho da Lua e Digitaldubs.

No ano que vem, ele deve começar a dar aulas sobre produção digital na sede do AfroReggae, em Parada de Lucas, no Rio. No momento, está em Addis Ababa, capital da Etiópia, gravando com músicos locais e pesquisando música etíope.

“Batidas eletrônicas são o campo onde todo mundo pode se entender. O computador, que já foi chamado do primeiro “instrumento folk universal”, está cada vez mais acessível. O volume de música que pode ser encaixada nesse “global ghettotech” está aumentando no mundo. A morte das gravadoras tradicionais e o crescimento da distribuição de música na internet estão ajudando essa popularização”, conta Maga Bo.

Já o DJ Dolores, representante brasileiro mais conhecido dessa tendência, diz que “os computadores são os tambores de hoje, um instrumento primal que cada um pode usar do seu jeito”. Em 2004, Dolores ganhou o prêmio de melhor DJ na categoria “Club Global” da Radio One, da BBC inglesa. Dolores acaba de chegar de vários shows pelos EUA e México e no ano que vem deve lançar o álbum “Um Real”.

Diplo é o nome mais conhecido dessa safra de DJs/produtores. Esse americano de 29 anos foi um dos principais divulgadores do funk carioca no exterior. Ex-namorado de MIA (cujo primeiro álbum ele co-produziu), Diplo tocou recentemente no Tim Festival.

Ele acredita que é importante retribuir as culturas locais. Através do projeto Heaps Decent, ele vem fazendo música com jovens aborígenes de um centro de detenção de menores da Austrália. Faixas devem sair em breve, em parceria com o selo australiano Modular.

“Já que essas subculturas, de certa forma, me ajudam a ganhar a vida, fiz algo para ajudar seu desenvolvimento”, explica. “Nos próximos meses, espero fazer o mesmo na favela do Cantagalo, no Rio, com a ajuda do AfroReggae e do [antropólogo] Hermano Vianna.”

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