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Parabéns para a Macaca!

14 Jul

Entrevista com Gaby Amarantos e DJ Waldo Squash

5 Jul



DC: Quando sai o disco afinal? O que vc pode adiantar em termos de conteúdo, produção, colaborações, etc.

GA: O disco sai no início do segundo semestre, provavelmente em setembro. E o conteúdo vai ser música paraense conversando com a música mundial, com a pegada eletrônica de sempre, mas com alguns passos novos para o tecnobrega. O disco tem a direção musical de Carlos Eduardo Miranda, produção musical e arranjos de Félix Robatto e batidas do DJ Waldo Squash. As composições são de vários compositores contemporâneos da música brasileira, regravações de ícones do brega e composições minhas.

DC: O tecnobrega é cada vez mais falado no Sudeste. Ao mesmo tempo, tenho lido notícias de que o gênero e o seu universo ainda sofrem preconceito no Pará. Li também que as aparelhagens não foram consideradas patrimônico cultural do Estado pelos políticos paraenses. O que vc tem a dizer sobre isso e o vc acha que falta para o tecnobrega conquistar de vez o Brasil?

GA: Sinto que é uma questão de tempo para o ritmo se tornar uma realidade popular, 
e o disco vai ser um grande divisor de águas na existência do tecnobrega. Fui muito feliz em ter o Miranda como mentor da união entre o Félix e o Waldo. 
Tive muita sorte com esse time.  As pessoas que ainda tem preconceito com o ritmo
 aqui no Estado questionam a falta de qualidade e a cultura de aceleração dos bits,
 o que distorce a música e deixa os timbres muito agudos. Até eu levei tempo para compreender que isso é uma forma característica dos DJ’s de aparelhagem e que deve 
ser respeitada. Esse novo trabalho que vamos apresentar mostra que o tecnobrega 
pode ser profissionalizado. Gravamos em um estúdio de verdade, com todos os recursos
 que o ritmo merece e esses DJ’s de periferia que são produtores e que fazem música 
sem ser músicos, nunca possuem recursos pra que o ritmo tenha a qualidade que deve ter.
 Mas esses garotos ensinam que o tecnobrega pode ser um agente tranformador, pois muitos
 deles poderiam estar nas ruas, envolvidos com todo tipo de problema social que existe na
 periferia, mas eles estão fazendo música, do jeito deles.

E sobre a não-patrimonização é um assunto delicado, mas acho
 que ficou muito feio pra quem renegou a sua cultura. O tecnobrega é uma realidade, é um estilo de vida. E cada dia que passa fica mais forte. E acredito que o processo vai ser de fora pra dentro. Sabe aquele papo de que santo de casa não faz milagre? Pois é, é isso que 
acontece, mas sinto grande mudança, porque fora do Pará o tecnobrega só faz ganhar mais
 status de novo estilo musical brasileiro.

Waldo Squash ao lado do seu parceiro de Gang do Eletro, Maderito


DC: Você está por dentro da cena global guettotech? Acha que o tecnobrega e o tecnomelody fazem parte desse universo musical?

WS: Pra começar, o tecnobrega e o tecnomelody são a mesma coisa. Eu particularmente prefiro o nome tecnobrega por que é a raiz de toda a coisa. Quanto ao global guettotech, com certeza o tecnobrega faz parte desse cenário musical. É uma musica de periferia na qual a massa, o povo da periferia de Belém, se identifica e curte de verdade.

DC: Suas produções tem sido apontadas como as mais inovadoras do tecnobrega/ tecnomelody. Quais os softwares que você usa para compor as faixas e o você tem mais escutado ultimamente?

WS: Graças a Deus, e por conta de anos de trabalho e estudo, pude colocar minhas ideias em prática. Venho tendo êxito no meu trabalho. Procuro sempre aprender um pouco de cada software para poder desenvolver melhor minhas idéias. Eu particularmente gosto de montar e finalizar os trabalhos no Fruity Loops, mas uso muito o Vegas e o Sound Forge para gravações e edições. E ainda existem algumas funções que são desenvolvidas com melhor 
resultado no Sonar. Costumo dizer que é bom conhecer vários programas por que cada um desenvolve funções de maneiras e resultados diferentes. Aí fica a escolha de quem está produzindo. No YouTube mesmo tem muitas video aulas sobre o Fruity Loops, é só pesquisar.

Quanto a gênero musical que gosto de ouvir, o brega, a cumbia, e os flashbacks são ritmos que não faltam no repertório do meu celular quando estou viajando.

DC: Quais são os planos futuros para a Gang do Eletro?

WS: Primeiramente, é finalizar o nosso 1° trabalho profissional (CD) para assim então dar prosseguimento. O projeto Gang do Eletro é uma mistura ousada do tecnobrega com os sons mais agressivos do eletrohouse, uma mistura que deu certíssimo em Belém.
 Quando o eletromelody toca a galera “pira”, sobem em cima do ombro uns dos outros para tremer (expressão muito usada na dança do eletromelody). Houve um tempo em que as autoridades locais proibiramas aparelhagem de tocar os eletromelodys pelo fato de muitas musicas falarem das equipes (fanclubes), o que não influenciou na expansão do gênero. Estamos na luta como qual quer outro artista, mas o mais importante é que fazemos 
aquilo que gostamos e nos divertimos com o que fazemos. Quando você trabalho com o que gosta, acaba fazendo com carinho. E nós procuramos sempre mostrar as nossas músicas com expressões verdadeiras, brincadeiras, gírias da periferia, muitas vezes usamos até o português errado. E é o que acaba deixando a musica mais interessante…


Saiba mais sobre a festa de 02 anos da Dancing Cheetah

Dancing Cheetah – festa especial de 02 anos!

24 Jun

No dia 09 de julho, no Cabaret Kalesa, a festa de global guettotech (ritmos eletrônicos de periferias globais) Dancing Cheetah realiza uma edição especial em comemoração aos seus 02 anos de vida. A partir das 23 horas, os Djs residentes Chico Dub e Pedro Seiler recebem, diretamente de Belém do Pará, a musa do tecnobrega Gaby Amarantos, e o DJ Waldo Squash, produtor mais importante do gênero atualmente.

Primeira festa nacional dedicada a música contemporânea produzida nos países latinos e africanos, a Dancing Cheetah nos últimos 2 anos tem contribuído para a disseminação de uma cultura pouco difundida no Sudeste do país e que geralmente sempre sofreu preconceito. Hoje, a Cheetah é uma referência no Brasil, tendo inclusive influenciado o nascimento de festas semelhantes no Brasil. 

___Sobre Gaby Amarantos e Waldo Squash___

Gaby vive com total consciência o processo de fixar uma identidade à qual o resto do Brasil ainda não está acostumado (talvez nem o próprio Norte do país esteja), a do artista brasileiro firmemente ancorado em suas origens indígenas. Gaby Amarantos é a artísta brasileira que mais entende de identidade neste início do século 21.
Pedro Alexandre Sanches

Em 2000, Gaby Amarantos caiu nas graças do brega se tornando uma pop-star da música paraense, recebendo grande reconhecimento por conta de sua banda, a Tecno Show. Através do tecnobrega, Gaby, apelidada de “A Beyoncé do Pará”, já participou do Fantástico, Altas Horas, Caldeirão do Huck e Domingão do Faustão. É sem sombra de dúvida o nome mais conhecido do tecnobrega, tendo tocado inclusive na posse da presidente Dilma.

Gaby se prepara gravar seu primeiro CD solo com a direção musical de Carlos Eduardo Miranda. O disco terá misturas de tecnobrega com ritmos como carimbó, guitarrada, bangüê, samba de cacete e reggaeton, gerando uma musicalidade única no país e no mundo.

O DJ Waldo Squash é o produtor mais inovador do tecnobrega. Seja em produções próprias ou nas bases para músicas da própria Gaby Amarantos, Waldo criou uma mistura entre o tecnobrega e o eletro. O ritmo, batizado de eletromelody (ou tecnomelody), dialoga com o movimento internacional global guettotech e apresenta composições sobre a realidade dos subúrbios de Belém. Waldo Squash também está a frente grupo paraense Gang do Eletro, surgido em 2008, e que também conta com Marcos Maderito. A Gang tem atraído a atenção da mídia, sendo citado em veículos de imprensa como Rolling Stone Brasil e Billboard.


João Brasil presents DJ Waldo Squash

Tracklist:

1 – Vou passar o sal (Melô do Ipitipiti) (c/ Gang do Eletro)
2 – Eletromelody Abracadabra
3 – Pitch Bull (c/ Gang do Eletro)
4 – Eletromelody da Francesinha
5 – Ai ai ai do príncipe
6 – Tecno-Cumbia Colombiana
7 – Capetinha da night (c/ Banda Eletro Hits)
8 – Mastigando Humanos (c/ Daniel Peixoto)
9 – Tecno-Cumbia do Moraes
10 – Eletro Meninos do Pop

Global Guettotech na MTV

14 May

Chico Dub fez uma participação bem no iniciozinho do Extrato MTV sobre o tema. Ficou bacana!

Dancing Cheetah na Casa da Matriz: janeiro 2011

10 Jan


Dancing Cheetah

tropical/ global guettotech/ nu africa

terça, 18/01 – Lucas Santtana e Maga Bo
terça, 25/01 – Marina Gasolina, DJ Bobet Geant (França), Ajax (Gustavo mm & Filipe Mustache)

residentes: Chico Dub, Pedro Seiler e João Brasil

23:00
R$ 25,00
R$ 15,00 (com nome na lista amiga)

Casa da Matriz
Rua Henrique de Novaes, 107 – Botafogo
www.matrizonline.com.br

arte do eflyer: Mariana “Meteoro” Camberos

Macacada, sua festa preferida está de volta! E olha que é só o esquenta, hein, porque em março a nossa Cheetah comemora 2 anos em alto estilo!

Nomes para a lista amiga: dancingcheetah09@gmail.com

Hermano Vianna sobre o Perc Pan 2010

3 Oct

Hermano Vianna – Utilidade pública*

Não gosto de quem legisla em causa própria. E de quem utiliza sua coluna para fazer propaganda de seus próprios trabalhos… Mas o texto hoje é utilidade pública. Este fim de semana em Salvador e no início da semana que vem aqui no Rio, com um show avulso em São Paulo, vai acontecer o festival PercPan. Junto à diretora Beth Cayres e com Carlos Galilea, jornalista do “El País” e um dos maiores conhecedores da música mundial e brasileira, fiz a curadoria desta edição. Já trabalhei em outros festivais.
Sei como uma boa seleção de atrações é fruto de muita batalha, mas também questão de sorte. Depende daquela banda querer vir ao Brasil, aceitar o nosso cachê, nossas datas. A América do Sul nunca é prioridade no mercado de shows.
Muitas vezes, fazemos planos perfeitos. No final do processo, chegamos a uma escalação totalmente diferente. Porém, neste PercPan, todos os nossos melhores sonhos se tornaram realidade. Apesar de serem nomes desconhecidos do grande público (e é por isso que me sinto na obrigação de escrever este texto), não pode haver festival mais bacana, em qualquer lugar do mundo. Se você tem algum interesse por música, por favor — para o seu próprio bem — não perca nenhum show. É oportunidade rara para ver nomes que dificilmente se apresentarão no Brasil novamente.
Não estou exagerando.

Sou o maior crítico do que faço, sem piedade: procuro defeitos em tudo. Mas é difícil encontrar algum detalhe de que não gosto neste PercPan. Não saberia indicar a melhor noite, ou uma única atração. O conjunto é o mais interessante, a proximidade entre estilos diferentes. Vou passar a fazer comentários específicos sobre cada atração. Quem quiser escutar as músicas antes, tendo que escolher ao que vai assistir, pode entrar no site do festival, onde encontrará áudio e vídeo, além de mais informações.

Jon Pareles, o chefe da crítica musical do “New York Times”, já resumiu de forma provocadora: “A Orchestre Poly-Rhytmo de Cotonou, do Benin, pertence à lista muito pequena das melhores bandas de funk do mundo.” Completo: para mim é tão boa quanto a banda de James Brown no início do anos 70 ou a de Fela Kuti no final da mesma década. Era, até bem pouco tempo, um segredo africano. Foi preciso que um colecionador de vinil tenha visitado Cotonou à procura dos seus ídolos para descobrir que a banda continua na atividade, com a mesma força há quase 50 anos. Foi só em 2009 que fez seus primeiros shows na Europa e em 2010 nos Estados Unidos, para plateias eufóricas. Por aqui, este primeiro show tem significado especial por conta dos fortes laços culturais que unem as histórias do Brasil e do Benin, com tantas trocas no século XIX (e antes) e poucas recentemente. O público brasileiro vai identificar elementos poderosos de candomblé e tambor de mina logo no início puramente percussivo do show. E depois, quando os instrumentos elétricos atacarem, vai cair num transe afrofunk de sofisticação absoluta.

O Hypnotic Brass Ensemble, de Chicago, é também uma das melhores bandas funk do mundo, apesar de tocar apenas com sopros e bateria. Não importa se toca num palco ou na rua, onde se apresenta sem microfones no meio do povo: seu suingue é irresistível, atraindo cada vez maior legião de fãs. Como os componentes do Gorillaz, que convidaram o Hypnotic para tocar em seu último disco e em sua próxima excursão. O repertório inclui versões para Fela Kuti, Outkast, Jay-Z e até Art of Noise.

Buraka Som Sistema é um coletivo luso-angolano que levou o kuduro, música eletrônica criada nas favelas de Luanda, para os mais influentes festivais do mundo e para fusões com house, dubstep e funk carioca, tendo gravado inclusive um grande sucesso com a nossa Deise Tigrona.

O Nortec Collective reúne vários artistas baseados em Tijuana, na problemática fronteira México/EUA. A visão de mundo fronteiriça, inclusive a política de repressão/incentivo à imigração ilegal , influencia sua música, um cruzamento alucinado da eletrônica com o folclórico. O resultado muitas vezes parece um Kraftwerk de sombreiro, embriagado pela dose certa de margaritas.

Não sei se a banda gosta desta comparação, mas é boa para atrair público: o Nova Lima está para a música afro-peruana assim como o Bajofondo ou o Gotan Projetc estão para o tango. A combinação de pop e eletrônica com o tradicional é feita com elegância, sem perder a potência dançante jamais.

As Tucanas são mulheres que, em Portugal, misturam tradições musicais de todo mundo lusófono criando novos instrumentos de percussão e batucando também em seus próprios corpos. A Kocani Orkestar faz a festa misturando tradições ciganas e dos Balcãs.

Fui diminuindo os comentários sobre cada atração pois já estou na fronteira do espaço desta coluna. Não se trata de preferência. E ainda nem falei dos convidados brasileiros e dos apresentadores.

A complexa fusão bigbandno-candomblé da Orkestra Rumpilezz, as novas big bands paulistanas reunidas no Movimento Elefante, o pós-samba-duro-rap do EdCity, o carnaval indie do Bloco Cru: todos eles merecem colunas inteiras para comentar seus trabalhos.

E os apresentadores são os bateristas Charles Gavin, João Barone e Igor Cavallera. Este último leva seu MixHell para a festa do Caneção.

O festival quer ser o MixCéu. Bom rebolado, em todos os ritmos!

*da coluna do Hermano publicada todas as sextas no Jornal O GLOBO.

Dancing Cheetah no Chemical Music Festival

24 Sep

Boa oportunidade de conferir um set mais pancadão da Cheetah, com muito kwaito, kuduro beats, tribal guarachero, coupé decalé, funana e cumbias nervosinhas. E também de conferir o trabalho visual do Breno Hardcuore Pineshi, que vai fazer um set de imagens ao vivo junto com o nosso set.

Dancing Cheetah & Bomba Estéreo_07 de outubro no Teatro Rival

22 Sep

Dancing Cheetah apresenta: Bomba Estéreo (Colômbia)_07 de outubro_Teatro Rival

No dia 07 de outubro, quinta-feira, a Dancing Cheetah se apresenta no Teatro Rival, trazendo para o palco mais charmoso da cidade o show da sensação Bomba Estéreo, um dos grupos mais importantes da nueva cena latino-americana e sem sombra de dúvidas o principal nome do pop alternativo da Colômbia, país que hoje vive uma efervescência cultural sem precedentes.

Bomba Estéreo

A conceituada revista americana URB os define como uma mistura de Nelly Furtado com M.I.A. Já os integrantes do Bomba Estéreo, principal nome da nova música colombiana, se auto-definem como um grupo de electro-tropical. Ou mesmo de cumbia psicodélica, eles continuam. Definições a parte, é inegável que o som do Bomba Estéreo, uma mistura de ritmos folclóricos da costa colombiana (bullerengue, champeta e cumbia) com música eletrônica, dub, hip-hop e rock é… altamente explosivo!

O Bomba Estéreo foi criado em 2005 como um projeto solo de Simón Meíja, que lançou no mesmo ano um trabalho com colaborações de vários músicos e cantores. Dessas colaborações, Simón, que contribui com todos os beats eletrônicos além de tocar baixo e sintetizadores, pescou para o Bomba, Kike Egurrola (bateria), Julián Salazar (guitarra) e Li Saumet (voz), e em 2008 lançou Estalla. No ano seguinte, Estalla foi re-lançado nos Estados Unidos e Europa pela americana National Records, que o rebatizou de Blow Up. A partir daí, o Bomba Estéreo tem sido figura constante em festivais internacionais como South by Southwest (EUA), Summer Stage (EUA), Sónar (Espanha), Roskild (Dinamarca), Bonnaroo (França), Worldtronics (Alemanha), Lovebox (Inglaterra), entre outros. Já estiveram no Japão, e até mesmo no Brasil, onde fizeram parte, no ano passado do Rec Beat, o carnaval-festival alternativo de Recife.

É com muito prazer que a Dancing Cheetah anuncia o show do Bomba Estéreo, banda que a imprensa internacional escolheu como não só a representante mais importante da nova cumbia, fenômeno que hoje trespassou a barreira latina, sendo produzido em lugares como Suécia, Dinamarca e Holanda, como também um dos artistas mais criativos de todas as Américas.

—Vídeos—

Fuego:

Aguasala:

La Boquilla:

O Bomba Estéreo é mais ou menos assim ao vivo (Fuego ao vivo no Niceto Club, em Buenos Aires):

Ou assim, dessa vez no fundamental Sónar, de Barcelona:

Entrevista para o Show Livre, em Recife:

Entrevista para um site espanhol:

Resumo_Perc Pan 2010

22 Sep

Como você já deve saber, a Dancing Cheetah está apoiando o Perc Pan 2010, um job que nos deixa com um imenso orgulho. A escalação do festival esse ano talvez seja a melhor de todos os tempos, simplesmente matadora. Nos últimos dias, fizemos um quem é quem no nosso blog, dissecando todas as atrações. Resumindo, são três dias de festival aqui no rio: 04 e 05 de outubro no Oi Casa Grande, e dia 06 de outubro no Canecão.

Abaixo, algumas poucas palavras sobre cada um dos artistas. Querendo saber maiores infos, basta clicar no nome da atração. Também postamos vídeos e vários mp3s pra baixar.

Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou
Lendário grupo do Bénin, oeste da África, em atividade desde o fim dos anos 60. O som? É como se James Brown e Fela Kuti recém chegados de uma viagem a Cuba fizessem uma jam no meio de uma cerimônia vodu. Ou seja: Absolutamente imperdível

Tucanas
5 meninas de Portugal que tocam percussão tradicional e corporal. Com influências de temas afro-luso-brasileiros e elementos cênicos do teatro e da dança.

Novalima
Conjunto do Perú que faz uma interessantíssima mistura de sons afro-peruanos, tudo bem contemporâno. Excelente cantora.

Nortec Collective
Nortec é uma mistura das corruptelas de norteño (região do norte do México) com techno. Do coletivo formado por vários artistas, quem vem ao Brasil é justamente a sua parte mais interessante: Bostich + Fussible.
Tijuana Sound Machine!

Kocani Orkestar
Diretamente da Macedônia, essa orquestra cigana vai botar todo mundo pra dançar ao som da fanfarra balcã: sons turcos, romenos e búlgaros com ligeiro acento latino.

Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz
Big band é pouco. São simplesmente 19 músicos nesse combo de sopro e percussão que re-interpreta o universo percussivo bahiano (candomblé, Ilê Aiyê, Olodum) sob a batuta do maestro (e fera) Letieres Leite.

Buraka Som Sistema
Já ouviu falar em kuduro? E no kuduro progressivo, com toques de euro-house, climas rave do início dos 90, baixo gordo do grime/ dubstep e até mesmo funk carioca? É dessa maneira que rotulam o som do Buraka, grupo eletrônico português e exportador mundial #1 do som urbano de Angola, o kuduro.

Bloco Cru
Sensação dos últimos carnavais de rua do Rio por misturar samba com clássicos do rock, tipo Stones, Clash, Prince, Nirvana, Tom Waits, Radiohead. É o nosso, digamos, bloco indie.

Hypnotic Brass Ensemble
Formado por (!!!) 8 irmãos de Chicago, esse super grupo de metais é dono absoluto do groove. Influenciados por jazz (são filhos de um trompetista que tocava com Sun Ra!!!), hip-hop e música africana, o Hypnotic tem sido uma das sensações dos últimos grandes festivais internacionais.

Os ingressos para o Perc Pan estão a venda no ingresso.com e nas bilheterias do Teatro Oi Casa Grande e do Canecão. Maiores infos no site do Perc Pan.

As Tucanas_Perc Pan 2010

22 Sep

Ana Claudia, Marina Henriques, Mónica Rocha, Sara Jonatas e Catarina Ribe são As Tucanas, grupo português que une voz, percussão corporal e tradicional, além  e influências de teatro e dança. No coletivo, enquanto parte dos instrumentos é inventado, outra é construida a partir de bidons e restos industriais. Sonoramente, As Tucanas se inspiram em temas tradicionais portugueses, africanos e brasileiros.

As Tucanas tocam no Perc Pan 2010 nos seguintes dias:

30/09/2010, Teatro Castro Alves (Salvador)
04/10/2010, Oi Casa Grande (Rio)

Os ingressos estão a venda no ingresso.com e (Rio) na bilheteria do Teatro Oi Casa Grande. Maiores infos no site do Perc Pan.

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