Tag Archives: global ghettotech

Douster – King of Africa

3 Oct

Douster – King of Africa. Tipo OMG

Spoek Mathambo

20 Aug

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E as mixtapes não param. Todo dia o RSS da Cheetah recebe um monte delas, uma mais legal que a outra. Como a macaca é ansiosa e não aguenta esperar até sábado, aqui vai uma das melhores dos últimos tempos, cortesia do sul-africano Spoek Mathambo, metade da dupla de electro-african-house-rave Sweat.X.

Mais sobre Spoek e Sweat.X em breve.

Spoek Mathambo – United States of Ayobaness Mix

FEVER – SPOEK & SO CALLED FRIEND (HOSTAGE REMIX)
BONGO JAM – CRAZY COUZINZ (BOKBOK & L-VIS1990 REFIX)
AKUSE – ALCAPOEM
ALMIGHTY FATHER – SUNSHIP FT WARRIOR QUEEN (SOLID GROOVE REMIX)
WONTON GARDEN – MATT SHADETEK
DEM NAH LIKE IT – SPOEK MATHAMBO & JAHDAN BLACKAMORE & 77KLASH
BULLETPROOF – LA ROUX (FOAMO REMIX)
WARDANCE – FOAMO
DANCE, DANCE, DANCE – LYKI LI (BURAKA SOM SISTEMA)
BITCH MADE – KASI HOUSE MAFIAS
DREAMS – DJ WHAT WHAT
I’MA TELL YOUR MAMA ON YOU – RED THE HOMELESS GFUNK BEATBOX

Global Guettotech #0

23 Jun

E a Cheetah inaugura mais uma sessão aqui no blog, dessa vez sobre global guettotech. A cada semana, terça-feira para ser mais exato, um nome chave desse tão polêmico gênero musical estará sendo dissecado pela macaca. Mas pra começar, vamos voltar ao tempo e postar como introdução uma matéria escrita pelo Camilo Rocha para a Folha de São Paulo em janeiro do ano passado, talvez o primeiro texto sério sobre o assunto no Brasil. Para ilustrar, a Cheetah toma a liberdade e incorpora alguns vídeos no post.

“Globalistas” buscam sons periféricos

DJs como Diplo, Manga Bo e Dolores misturam ritmos que vão do hip hop norte-americano ao dancehall jamaicano.

Inspirados nos sons mais urbanos das periferias, artistas negam que trabalhos tenham como fonte inicial a “world music”.

CAMILO ROCHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
(15.01.08
)

A maioria dos DJs costuma direcionar seus ouvidos para algumas poucas mecas musicais do Primeiro Mundo, como Nova York, Londres, Berlim e Paris. Nesta década, porém, emergiu uma nova categoria, a dos DJs “globalistas”, que viajam muito mais longe em suas garimpagens musicais.

Nomes como Diplo, DJ Dolores, Maga Bo, DJ/rupture, Ghislain Poirier e Wayne&Wax constroem sets incrivelmente variados, que podem ter hip hop americano, tecno alemão ou electro francês, mas também soca de Trinidad, rap marroquino, funk carioca, kuduro de Angola, dancehall jamaicano, o grime das Cohabs londrinas ou a cumbia colombiana.

A exposição desses ritmos “periféricos” já influencia artistas em diferentes esferas como a banda Bloc Party e os DJs/ produtores Simian Mobile Disco e Samim (que teve um dos hits do ano com “Heater”, no qual juntou cumbia com tecno). Depois tem o fenômeno da anglo-cingalesa MIA, a primeira popstar a sair dessa tendência e que lançou neste ano o elogiado álbum “Kala”.

Seria tudo isso uma nova roupagem para o desgastado termo “world music”? Ao conversar com a Folha por telefone, o DJ e produtor canadense Ghislain Poirier, que acaba de lançar o álbum “No Ground Under” pelo selo Ninja Tune (da dupla inglesa Coldcut), nega: “World music é mais exótico, os sons que tocamos são mais urbanos. Eles vêm de um cenário comum: pessoas sem muito dinheiro, fazendo música em estúdios caseiros ou num laptop. É algo mais urgente”.

Graças a um maior acesso à internet e à tecnologia, em todo o mundo há uma proliferação sem precedentes dos sons das periferias dos países, boa parte deles com fortes bases eletrônicas e criados em laptops ou PCs surrados, muitas vezes com softwares piratas, e divulgados via blogs, sites e sets dos DJs “globalistas”.

O DJ e MC americano Wayne&Wax, que também é etnomusicólogo, batizou o movimento de “global ghettotech”. “Inventei essa frase para descrever uma estética emergente entre certos DJs e blogueiros, onde se mistura gêneros “globais” como hip hop, tecno e reggae, entre outros, com estilos “locais'”, explicou Wayne à Folha. “Mas sou contra a abordagem superficial e modista. Gosto de conhecer os contextos sociais e culturais que moldaram esse sons”, esclarece.

Pioneiros

Um dos “globalistas” pioneiros é o DJ/rupture, de Boston, EUA, que primeiro chamou a atenção com uma mixtape (set mixado) chamada “Gold Teeth Thief”. O set deu tanto o que falar que figurou entre os dez melhores lançamentos de 2002 da prestigiosa revista musical inglesa “The Wire”.

Por meio de seu blog e programa de rádio “Mudd Up!”, Rupture transmite uma mescla insana de ritmos de várias partes. Um de seus interesses especiais é a música maghrebi, do norte da África. “Estou descobrindo [também] o mundo da cumbia – existem muitas cenas fascinantes, do passado e do presente”, conta o DJ.

O selo de Rupture, Soot, deve lançar em alguns meses o álbum de estréia de outro nome importante da cena “globalista”: Maga Bo, um americano de Seattle que mora no Rio desde 1999. Maga Bo já trabalhou com brasileiros como BNegão, MC Catra, Marcelo Yuka, Marcelinho da Lua e Digitaldubs.

No ano que vem, ele deve começar a dar aulas sobre produção digital na sede do AfroReggae, em Parada de Lucas, no Rio. No momento, está em Addis Ababa, capital da Etiópia, gravando com músicos locais e pesquisando música etíope.

“Batidas eletrônicas são o campo onde todo mundo pode se entender. O computador, que já foi chamado do primeiro “instrumento folk universal”, está cada vez mais acessível. O volume de música que pode ser encaixada nesse “global ghettotech” está aumentando no mundo. A morte das gravadoras tradicionais e o crescimento da distribuição de música na internet estão ajudando essa popularização”, conta Maga Bo.

Já o DJ Dolores, representante brasileiro mais conhecido dessa tendência, diz que “os computadores são os tambores de hoje, um instrumento primal que cada um pode usar do seu jeito”. Em 2004, Dolores ganhou o prêmio de melhor DJ na categoria “Club Global” da Radio One, da BBC inglesa. Dolores acaba de chegar de vários shows pelos EUA e México e no ano que vem deve lançar o álbum “Um Real”.

Diplo é o nome mais conhecido dessa safra de DJs/produtores. Esse americano de 29 anos foi um dos principais divulgadores do funk carioca no exterior. Ex-namorado de MIA (cujo primeiro álbum ele co-produziu), Diplo tocou recentemente no Tim Festival.

Ele acredita que é importante retribuir as culturas locais. Através do projeto Heaps Decent, ele vem fazendo música com jovens aborígenes de um centro de detenção de menores da Austrália. Faixas devem sair em breve, em parceria com o selo australiano Modular.

“Já que essas subculturas, de certa forma, me ajudam a ganhar a vida, fiz algo para ajudar seu desenvolvimento”, explica. “Nos próximos meses, espero fazer o mesmo na favela do Cantagalo, no Rio, com a ajuda do AfroReggae e do [antropólogo] Hermano Vianna.”

Um breve panorama #3 – FUNANA

18 Jun

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Duda – Dja txiga hna bes

Som di Terra – Mi nca burro nau

A Cheetah está completamente ensandecida com o funana, gênero cabo verdeano que vem ganhando o mundo através da pesquisa de DJs globalistas e, claro, da internet. Poucos dias atrás, inclusive, o Radioclit fez um mix especial pro Corporate Bloggin batizado de funana. Mesmo sem ser um set 100% do estilo, a divulgação que o gênero ganha por conta do alcance desse que é um dos mais conceituados artistas de global guettotech é excelente.

O funana surgiu no início do século 20 quando os portugueses introduziram o acordeón em Cabo Verde. Enquanto algumas fontes afirmam que essa introdução foi uma tentativa forçada de aculturação para que a população aprendesse gêneros musicais de Portugal, outras citam motivos econômicos: era muito mais barato importar acordeóns que órgãos, instrumentos bastante usados para fins religiosos. Nascido na ilha de Santiago, a mais populosa e onde a presença africana é mais marcante, o funana era acima de tudo uma música de camponeses.

A sonoridade lembra bastante o forró brasileiro, só que bem mais acelerado. E tem alguma coisa de lambada também. Não à toa, depois que a lambada se tornou muito polular na França, tentaram fazer com que a funana também se desse bem por lá, o que acabou não acontecendo.

Com o passar dos anos, o estilo se modernizou e hoje conta com muitos elementos eletrônicos, de sintetizadores a beats 4×4. Talvez por conta da língua portuguesa, são constantes os cruzamentos entre  funana e kuduro, com produções dois países.

O artista mais espetacular que a Cheetah conhece é o Ferro Gaita, talvez o começo mais óbvio pra quem quer mergulhar no funana.

Ferro Gaita – Ka ta pupa

Ferro Gaia – É si propri

Obviamente, os funanas mais modernos e eletrônicos caíram nas graças dos europeus. Talvez o primeiro deles tenha sido o pessoal da pesada do Schlachthofbronx, da Alemanha, que batizou uma de suas melhores músicas com o nome do gênero.

Schlachthofbronx – Funana

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Vamos agora a mix do Radioclit citada anteriormente.

Radioclit – Fu (Na Na Na) Mix

Tracklist:

Sabi Dimas – Xibioti e Sousa
Janka Nabay – Eh Congo (Radioclit Edit)
Uproot Andy – La Camisola
Raiss Di Funana – Nho Fifi
Naty Kid – Sereia
Pitbull feat Machem Montano & Lil Jon – Floor On Fire
Ricky T – Pressure Boom
Kidy – Apoia Tradisom (Radioclit Edit)
Skepta – Stageshow Rhythm
Ize – Tronku Di Mundo
Wiley – Sorry Sorry Pardon What (Radioclit Edit)
DJ Vielo – Decale Mon Afrique
DJ Gant Man – Boricua Juke
Maluca – El Tigeraso
Marius – Senhora De Luz
Tony Allen – Fuji Ouija (Diplo Remix)

E pra fechar, mais clipes. O primeiro é uma fusão com hip hop bem bacana. Já o segundo bebe na eletrônica.

La MC Malcriado – Nos pobreza ke nos rikeza

Paulo Tavares – Pol kel funana

Ps: A sessão Um breve panorama apresenta textos wikipedianos sobre gêneros musicais caros ao universo da Cheetah. Ou seja, nada aqui é aprofundado!

Global Guettotech no Rio Fanzine

1 May

Saiu hoje um texto no Rio Fanzine, espaço único nos jornais do Rio para a cultura alternativa, sobre o movimento global guettotech. Leia o texto na sua íntegra, assinado pelo símio Chico Dub (logo mais a Cheetah escaneia a matéria e entope o post de links).

arte exclusiva de leonardo eyer

arte exclusiva de leonardo eyer

Da mesma maneira como o termo world music, bastante usado nos anos 80 (alguém aí ainda usa?), o rótulo global guettotech surgiu para facilitar a absorção de ritmos musicais pertencentes a países desconhecidos culturalmente por boa parte do mundo. As facilidades de acesso à tecnologia e o advento da internet, abriram novos caminhos de produção e comunicação para os povos ditos periféricos. Em todos os cantos do mundo, artistas têm produzido música em laptops ou estúdios caseiros se utilizando das tecnologias digitais como base. Os resultados são diferentes, porém a essência é a mesma: cada um desses países se apropriando da cultura pop globalizada e costurando a sua própria versão.

Dessa forma, o global guettotech é uma versão atualizada, urbana, e urgente da world music, na qual o folclore musical de inúmeros países se mescla à música eletrônica e ao hip hop. Assim como o nosso funk carioca e o tecnobrega, e os mais antigos soca (Trinidad & Tobago), dancehall (Jamaica) e reggaeton (Porto Rico), ritmos como kuduro (Angola), cumbia digital (Argentina), kwaito (África do Sul), coupe decale (Costa do Marfim), bongo flava (Tanzânia), speed merengue e speed mambo (República Dominicana), e o mahgreb (norte da África), tem explodido de uns anos para cá.

Mais importante do que autenticar ou não o global guettotech, rótulo polêmico pelo caráter guarda-chuva e pela leitura preconceituosa que alguns podem ter, o fato é que nunca se prestou tanta atenção nos últimos 20 anos à produção musical realizada fora do eixo EUA– Europa.

Fora a música jamaicana em geral, que – após o The Clash, as bandas do movimento two-tone ou mesmo  Eric Clapton (com a cover de “I shot the sheriff”)– se incorporou magnificamente ao pop mundial, ritmos locais caribenhos, sul-americanos, africanos e asiáticos vêm se destacando. Isso tem se refletido em festas, festivais de novas tendências, podcasts, blogs de MP3 e na própria sonoridade de artistas pertencentes a esse eixo. Os podcasts do inglês Sinden (Kiss FM), do blog francês Masala e do americano Mad Decent (Diplo); as festas Que Bajo? (Nova Iorque), Tormenta Tropical (São Francisco) e  Zizek (Buenos Aires); o som de artistas como M.I.A., Vampire Weekend, Dengue Fever, Buraka Som Sistema, Radioclit; a escalação de festivais como o alemão Transmediale e o espanhol Sónar; os sets dos artistas e pesquisadores musicais Maga Bo, Ghislain Poirier, DJ/ rupture, Filastine e Wayne&Wax (o cunhador do termo), estão aí para comprovar.

O mundo hoje está mais aberto a experimentações rítmicas. E a questão da língua, que sempre foi um problema para os grandes mercados, está ficando em segundo plano: a música tem falado mais alto. Portanto, abra a cabeça, entre na internet e tenha uma boa viagem.

Major Lazer

24 Apr

majorlazer

E o tal do Major Lazer, hein? No mundo dos guettotech blogs, só se fala nisso. Até porque, um projeto que une Diplo, Switch e milhões de participações a la N.A.S.A. pra fazer um disco de dancehall futurista, realmente é uma notícia e tanto. Porém, a Cheetah espera (e muito) que as próximas músicas a orbitar pela web sejam melhores que o primeiro single, “Hold the line”. Ainda mais com um release insano e alucinante como esse abaixo. Release (e arte!) que lembra a Cheetah dos discos lançados pela Greensleeves no início dos anos 80, em especial os do Scientist.

Major Lazer na teoria:

Major Lazer is a Jamaican commando who lost his arm in the secret Zombie War of 1984. The US military rescued him and repurposed experimental lazers as prosthetic limbs. Since then Major Lazer has been a hired renegade soldier for a rogue government operating in secrecy underneath the watch of M5 and the CIA. His cover is that of a dancehall night club owner from Trinidad and he enlisted the help of long-time allies and uber-producers, Diplo and Switch, to produce his first LP. His true mission is to protect the world from the dark forces of evil that live just under the surface of a civilized society. He fights vampires and various monsters, parties hard, and has a rocket powered skateboard.

Major Lazer na prática:

Major Lazer feat. Santigold & Mr Lexxus – Hold the line

Mas nem tudo está perdido nesse início: os remixes para “Hold the line” pipocam frenéticamente na web. Esse dubstep aqui bem que chamou a atenção! Wow!

Major Lazer – Hold the line (Danny Scrilla Dubstep remix)

E fiquem de olho que daqui a pouco deve aparecer mais coisa do Major Lazer. A Cheetah, com seus olhos de (?!!) lince, tá com o radar ligado!

Major Lazer – Guns don’t kill people, lazers do
(lançamento 16/06)

1. Hold The Line feat. Mr. Lex & Santigold
2. When You Hear The Bassline feat. Ms. Thing
3. Can’t Stop Now feat. Mr. Vegas & Jovi Rockwell
4. Lazer Theme feat. Future Trouble
5. Anything Goes feat. Turbulence
6. Cash Flow feat. Jah Dan
7. Mary Jane feat. Mr. Evil & Mapei
8. Bruk Out feat. T.O.K. & Ms. Thing
9. What U Like feat. Amanda Blank & Einstein
10. Keep It Goin’ Louder feat. Nina Sky & Ricky Blaze
11. Pon De Floor feat. VYBZ Kartel (Additional Production By Afro Jack)
12. Baby feat. Prince Zimboo
13. Jump Up feat. Leftside & Supahype (Co-Produced By Crookers)

El Guincho

13 Apr

el-guincho

Pablo Díaz-Reicha é um espanhol mucho loco. Sob a alcunha El Guincho, um dos discos mais experimentais, estranhos e fascinantes do ano passado, o “Alegranza!”.  Tentando rotular, é uma espécie de Animal Collective tropical. Ou, como a Cheetah leu num blog, space-age exotica. Vamos com dois exemplos da psicodelia tropicalista do El Guincho. Ouve só.

El Guincho – Antillas

El Guincho – Kalise

El Guincho – Palmito Park

Muito Dancing Cheetah esse clipe, né não??

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