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Global Guettotech na MTV

14 May

Chico Dub fez uma participação bem no iniciozinho do Extrato MTV sobre o tema. Ficou bacana!

Patrick Tor4 e o Baile Tropical

25 Jun


Estamos muito felizes em descobrir que o global guettotech ou world music 2.0 chegou ao Pará. Se o Rio tem a Dancing Cheetah e São Paulo a Boom Boom e a Explode, o Pará tem o Baile Tropical. Liderado pelos Djs Bernardo Pinheiro e Patrick Tor4, o Baile fez sua estreia em maio passado. E promete muita coisa boa para 2010.

Conversamos recentemente com o Tor4, Dj bastante atuante e que em julho próximo vai tocar com Uproot Andy e Toy Selectah num festival alemão!


—Dancing Cheetah entrevista Patrick Tor4, do Baile Tropical—


DC: Me parece super apropriado uma festa de global guettotech no Pará, um estado que, ao contrário do Sudeste, sempre foi influenciado pelas músicas bacanas da América Central e Latina. Como a festa surgiu, como está sendo a aceitação da mesma e quais os planos para o futuro?

P: Belém é uma grande cidade, uma metrópole tropical de cultura rica e diversificada, e que desde meados do século 20 foi influenciada pela musicalidade latina. A cumbia, o zouk e a salsa estimularam e modificaram as principais referências culturais locais como o carimbó, o siriá, e o lundú, criando ritmos como a guitarrada, a lambada,  e mais recentemente o tecnobrega, uma variante eletrônica da música brega que nada mais é que o bom e velho bolero. A capital paraense tem uma das mais incríveis noites brasileiras em todos os sentidos, música legal e diversa, classes sociais que se misturam. De segunda a segunda tem o que se fazer aqui. Coletivos de Djs e produtoras realizam eventos diversos, que não concorrem com os shows das bandas independentes e nem das pop/covers e nem tão pouco com as festas de Aparelhagem. Ou seja tem público e mercado pra todos.

Eu já fazia desde 2006 uma outra festa chamada Babeleska, que era um circuito de djs estrangeiros circulando no Brasil. Já haviamos trazido o Kostov da Bulgaria, Click da França, Farrapo da Itália, Rustico da Argentina, Negro Pésimo do Chile e Gaetano Fabri da Belgica. Nos últimos anos a batida do tecnobrega, eletromelody e demais estilos tem ultrapassado as fronteiras da periferia da cidade chegando a outras localidades no Brasil e fora tambem sobre tudo pela internet. Ter em Belém uma festa como o Baile Tropical coloca a cidade num circuito internacional desta tendencia e não só a cidade mas a música produzida aqui. A resposta de público e crítica é super positiva em Belém e fora tambem, pretendemos ter uma festa Baile Tropical mensal em cada região brasileira e ainda em Buenos Aires no Club Niceto até o fim de 2010, um programa de rádio semanal de 1 hora em cada uma destas cidades e lançar anualmente uma coletânea com distribuição internacional.

DC: Fale um pouco sobre o seu estilo. E o do Bernardo Pinheiro também.

P: O Bernardo e eu viemos da mesma escola de drum’n bass e broken beats funkeados. Começamos há cerca de 15 anos, ele em Belém e eu em Aracajú, onde morava em 96. Com o caminhar do estilo no Brasil, rolou um certo desencanto de ambos. Mesmo não nos conhecendo, sentimos a mesma “deprê”. Bernardo seguiu uma tendencia mais funky, broken beats, deep house, rare grooves, produzindo e discotecando. Enquanto que eu caminhei para a música global. Descobri as batidas do afrobeat, as fanfarras do leste europeu (Shantel entre outros), e nos últimos anos, o funk carioca, o kuduro, a cumbia digital, e, claro o tecnobrega, que juntos formam os quatro cavaleiros deste apocalípse sonoro que é o Baile Tropical, dentro de um caldeirão que vai do rock ao drum’n bass, passando pelo hiphop, carimbó, samba e tantas outras batidas quentes e envolventes.

DC: Já dá pra dizer que o Baile Tropical tem seus hits, digo, as preferidas do público?

P: Acho que ainda não mas seguramente alguns estilos se destacam a nova cumbia digital da galera do Zizek Crew da Argentina e as inusitadas versões tecnobrega do DJ Cremoso para clássicos do indie pop 80 e 90.

DC: Existe realmente uma diferença entre tecnobrega, tecnomelody e eletromelody?

P: Sim, com toda certeza. O tecnobrega basicamente é tudo, pelo menos como eu entendo. Como xote, xaxado e baião é forró, e bossa, pagode e samba enredo é tudo samba. Tecnobrega é a evolução eletrônica, do Brega com mais intensidade nas frequências grave e aguda pra poder ser tocada num grande equipamento de som. Daí posso te mostrar o Brega, que tem sonoridade mais acústica na bateria mesmo sendo programada e a voz é bem mais na cara.

Enquanto que o tecnobrega é mas eletrônico, a batida é mais na cara e o teclado é um pouco mais ácido.

O tecnomelody é um tipo de tecnobrega com pegada mais romântica na letra e na melodia, a música normalmente tem uma historinha de abandono, de traição ou de amor desesperado aos moldes dos forrós das bandas de Fortaleza e do desespero dos sertanejos.

O eletromelody é mais edonista, tal qual a disco music dos anos 70 em suas temáticas. Fala de festa, bebedeira, pegar garotas e encontros de equipes, que são equivalentes às galeras do baile funk dos anos 80 e 90 com um pouco menos de violência, mas com o mesmo enfrentamento. A música tem forte influência do eletrohouse europeu de gente como o Benny Bennassi, com baixo mais presente, batida mais grave e teclado sempre com distorção, já com quase nenhuma presença de histórias de amor e letras de sofrimento.

Maderito & Joe – Eletro Galera da 80

DC: Em termos de sonoridade, o que de mais legal tem sido feito no Pará?

Sem dúvida o eletromelody de Gang do Eletro, Maderito, Joe e Waldo Squash, que apontam para a tendência de qualificação técnica e estética do tecnobrega. Tem tambem uma galera da música pop usando os elementos do tecnobrega e misturando com o ragga, dub, o rock e até coisas mais tradicionais como o carimbó.

DC: O tecnobrega será a música oficial do verão 2011 no Brasil? O que falta para que a música paraense seja melhor aceita fora da região norte?

Eu acho que isso já aconteceu e ainda acontece até hoje. Se você lembrar do período inicial do axé, o Luiz Caldas já fazia uma adaptação da musicalidade do Pará a qual ele deu o nome de Fricote. Sem as referências do que era produzido aqui no inicio dos anos 80, a música baiana deste período não teria chegado aquele formato sozinha. Isso sem falar na lambada, que é uma evolução do zouk afro-latino que depois de ter passado pelo “Gate Processador Paraense”, recebeu os reefs do sopro do carimbó e o suinge da guitarrada, virando a Lambada popularizada nacionalmente pelo paraense Beto Barbosa, e internacionalmente pelos franceses do Kaoma. Há quem diga que o Kaoma roubou a fórmula paraense, tal qual a banda Dejavú tentou fazer agora com o tecnobrega.

Acredito que a música paraense tem sim com criar hits para o verão brasileiro de 2011, mas precisa trabalhar melhor o processo de construção dos artistas e o posicionamento de mercado deles.

DC: Como o Pará tem visto o aumento do interesse em relação ao tecnobrega em outros estados do país?

P: Com muito orgulho na maior parte da população. A outra parte, a que detesta o ritmo, não entende como pode haver este sucesso de algo tão ruim na opinião deles. E agem com o natural repúdio dos inconformados.

DC: Tem muito gringo indo ao Pará atrás desses sons? Ou na verdade o interesse é mais pelo sucesso do moderlo comercial implantado pelos grupos de brega paraenses?

Isso está rolando, mas acho ainda tímido. Eu vi como as coisas aconteceram na Bahia nos anos 80 pra 90, e em Pernambuco dos anos 90 pra 2000… O que ta rolando aqui ainda é o inicio de um grande boom.

DC: A gente aqui do Sul fica salivando querendo ir ao Pará, conhecer a floresta, comer pato no tucupi, tomar açaí, ir nas festas de aparelhagem… Ao mesmo tempo, chega muito pouca informação sobre os lugares legais, o que fazer… Você pode dar uma de guia turístico e dizer o que tem de bom pra se fazer em Belém, por exemplo? Quais são os sites onde as pessoas podem ficar por dentro das noitadas e programas especiais da cidade?

P: Hahaha claaaaaaaro!. É dificil  conhecer o Estado pela sua dimensão continental. Mas se consegue fazer isso em 3 ou 4 vindas. Vamos separar em partes.

1) Belém. Capital com muitíssimos atrativos culturais de uma metrópole. Museus, Teatro da Paz, mercado Ver o Peso, Mangal das Garças. Pra comer o melhor açai, é legal o Point do Açaí, e de preferencia comer açaí com farinha de tapioca e peixe frito, este é o Tradicional. As festas de aparelhagem acontecem mais na periferia da cidade, mas na região metropolitana, rola no Africam, no Casota e no Apororoca. Superpop, Tupinambá e Rubi são as maiores aparelhagens. Na verdade, a a festa é boa com qualquer uma, mas essas três são as tops.

Belém também tem uma noite alternativa das melhores do país, com festas fixas no Centro Cultural da Cidade Velha, Açaí Biruta, Café com Arte e Boteco São Matheus. Não deixem de ir na loja Na Figueredo, que é onde se pode encontrar roupas de designers paraenses e discos da música local de vários estilos, do rock ao tradicional. Cds de tecnobrega tem qualquer esquina… Pocure a coletânea do Vetron com qualquer camelô, é a melhor delas.

2) O interior norte do Pará tem as praias de água salgada de Tracoateua, na cidade de Bragança, e de Atalaia em Salinópolis. No extremo norte tem o arquipélogo de Marajó, que é paradisíaco.

3) No extremo oeste do estado, na cidade de Santarém tem uma praia de rio incrivelmente linda chamada Alter do Chão (foi eleita pelo jornal inglês Guardian a mais bela praia do mundo no ano passado).

Pitch Perfect: todos os continentes

12 Jun

Como prometido, seguem os outros capítulos do projeto Pitch Perfect, uma empreitada da Nike com a revista Fader. É com extremo orgulho que publicamos essa série de mixes no blog. Sinal de que o global guettotech vai muito bem, obrigado. Tudo junto, misturado e pós-moderno. E aí, qual a sua mixtape preferida?

Nike Sportswear x The FADER’s Pitch Perfect Mixtape #6: Africa by Spoek Mathambo

Tim Turbo f. Spoek Mathambo and Gnucci Banana, “Linyora” (SA)
DJ CNDO, “Terminator” (SA)
DJ Mujava f. DJ Menace, “Tshwara” (SA)
BB Ramazani, “Fouka Fouka” (Cote D’ivoire)
Dirty Paraffin, “Aha” (SA)
Pastor Mbhobho, “Ayobaness” (SA)
Shanaka, “2010 Fooball” (Cote D’ivoire)
Spoek Mathambo, “Mshini Wam” (South Africa)

Nike Sportswear x The FADER’s Pitch Perfect Mixtape #5: North America by Chief Boima

Los Rakas, “Abrazame (Uproot Andy Remix)” (United States/Panama/Canada)
Mr. OK, “Poto Mitan” (Canada/Haiti)
M.anifest, “Swing Low” (United States/Ghana)
Tabi Bonney, “Tick… Tick” (United States/Togo)
Toy Selectah, “Half Colombian-Half Mexican Bandit” (Mexico)
Dubbel Dutch, “Throwback” (United States)
Kush Arora, “Humidifier Jammer Club Edit” (United States)
Rita Indiana, “Poderes” (United States/Dominican Republic)
Theophilus London, “Don’t Be Afraid” (United States/Trinidad and Tobago)

Nike Sportswear x The FADER’s Pitch Perfect Mixtape #4: Asia by DexPistols

Gaines & Mr.Q, “Fly High (M.S.K. Remix)” (Japan)
Clash the Disko Kids, “Aneurysm (Nando Remix)” (Singapore)
iLoop, “Day” (China)
Tigerstyle f. Vybz Kartel, Mangi Mahal & Nikitta, “Balle! Shava! (Sinden Remix)” (India)
DexPistols, “Bird of Paradise (Lapsap & Goldfish Remix)” (Japan)
Balkan Beat Box, “Balkumbia (Sub Swara Remix)” (Israel)

Avalanches, “Summer Crane”
POND, “Mussels Tonight?”
Bell Towers, “Scavengers”
Tame Impala, “The Bold Arrow of Time”
Canyons, “Blue Snakes”
Tortoiseshell, “This Girl”
Nike Sportswear x The FADER’s Pitch Perfect Mixtape #2: Europe by Sinden

Sinden & WAFA, “Afrodizzier” (United Kingdom)
Gregor Salto & Mokoomba, “Messe Messe (Afro Dub)” (Netherlands)
Bok Bok, “Dance Report” (United Kingdom)
Canblaster, “No 23″ (France)
Bambounou, “Nappyhead” (France)
Jamtech Foundation, “Too Fast (Zombie Disco Squad Remix)” (Sweden)
El Hijo de la Cumbia, “Soy El Control” (Argentina)
Petrona Martinez, “Un Nino que Llora en los Montes de Maria (King
Coya & Axel K Remix)” (Colombia/Argentina)
Choc Quib Town, “Somos Pacifico” (Colombia)
Fauna, “El Gauchito Gil” (Argentina)
Princesa, “Aqui Ilego Princesa (Frikstailers Remix)” (Argentina)
Samba de Coco Raízes de Arcoverde, “Ê Boi (Maga Bo Remix)” (Brazil)
Lucas Santtana, “M’Bala” (Brazil)
Digitaldubs Sound System, “O Arrego feat. Biguli” (Brazil)
Systema Solar, “Bienvenidos” (Colombia)
King Elio Boom, “El Fulo” (Colombia)
Jahdan Blakkamoore, “Earthshaking” (Guyana)

Rapidinhas #8

4 Jun

Novos clipes do Bomba Estereo e do Buraka Som Sistema, dois dos graaandes preferidos da Cheetah!

O do Bomba é do single Aguasala, do já clássico Blow Up, de 2009. Já o do Buraka, faz parte de uma ação de marketing da Dr. Martens, que tá completando 50 anos. E, sim, é uma cover de Buffalo Stance, da Neneh Cherry!

Bomba Estereo – Aguasala

Buraka Som Sistema – Buffalo Stance

Lucas Santtana & Dancing Cheetah

26 May

Sábado tem show do Lucas Santtana no Rio com discotecagem da Cheetah (antes e depois).  Confira todas as coordenadas no flyer acima e mande o seu nome para a lista amiga: dancingcheetah09@gmail.com

3 perguntas para Lucas Santtana

DC: Você disse em entrevistas passadas que é bastante influenciado pelas festas que freqüenta. E que isso acaba repercutindo na sonoridade dos seus discos. Se a lógica é essa, será que vamos ouvir alguma coisa de global guettotech no seu próximo disco?

LS: Hahahahaha, rapaz, é bem provável, mas nunca se sabe né? Eu discoteco esse tipo de som também, então de alguma forma já coloco isso pra fora. Mas meus discos sempre tem beats de origem negra e graves poderosos, então, se pensarmos assim, com certeza terá.

DC: Essa coisa do global ficou tão forte que vc tá com um projeto de festa em SP, né? Explica como é a Boom Boom.

LS: A BOOM BOOM nasceu de um desejo antigo meu e do El Roquer (Confronto Sound System – Bsb) de fazer uma festa de global guettotech em São Paulo. Daí, El Roquer chamou o Nego Moçambique e o Barata (Criolina) para fazer com a gente. Depois pensamos em fazer uma edição da festa no Rio e em Brasília também. Assim ficaria uma festa interrestadual. Para a festa no Rio pensamos nos embaixadores do global guettotech aí. Uns caras da Dancing Cheetah, conhece? E em Brasília, a galera do Confronto mesmo.
Sábado passado rolou a primeira edição aqui em São Paulo, casa cheia e saldo mais do que positivo, principalmente porque muitos que foram não conheciam o som, mas se divertiram mesmo sem conhecer.E festa é meio que isso né? Ninguém precisa ir lá e saber qual é a música, de quem é, etc. Quando rola essa indentificação é o céu, mas não é requisito para uma festa acontecer.

DC: Quando o povo aqui do Rio se refere a vc falamos sempre no bahiano-carioca Lucas Santtana. O quanto disso é verdade. Ou o que vc tem de bahiano e o que vc tem de carioca?

LS: Nasci e fui criado em Salvador. Moro no Rio há 16 anos, e há 1 ano venho “morando” na ponte rio- são paulo. Adoro São Paulo. Me sinto bem aqui, por mais estranho que isso pareça.hahahahaha. Sei que é clichê falar isso, mas desde adolescente na Bahia sempre tive um sentimento forte dentro de mim de que eu era e estava para o mundo. Vai ver é por isso que eu gosto tanto de global guettotech, haushaushaushaus!

O que o Lucas gosta de ouvir (e tocar)

João Brasil X MPB X Schlachthofbronx

15 May

Funana-guettotech com MPB. Ídolo. Precisa dizer mais alguma coisa??

João Brasil – Finga 2222 (Gilberto Gil – “Expresso 2222″ X Schlachthofbronx – Di Finga)

João Brasil – Farafina da ordem (Caetano Veloso – “Fora da ordem” X Schlachthofbronx feat. Ette – “Farafina”)

Techno Rumba

29 Apr

Muito impressionante o novo EP do americano Chief Boima, Techno Rumba. Depois de lançar uma coletânea com remixes de babas do hip-hop, o African by the Bay, Boima destrói tudo nesse pequeno lançamento: são duas músicas originais com tintas caribenhas e congolesas, e dois remixes para a música que dá título ao EP.

Techno Rumba tracklist

01 Chief Boima – Techno Rumba
02 Chief Boima – Baobab Connect
03 Chief Boima – Techno Rumba (DJ /rupture and Matt Shadetek Remix)
04 Chief Boima – Techno Rumba (Uproot Andy Ojalá Rumba Remix)

A Cheetah tem lido ultimamente muita gente dizendo que a globalização dos sons africanos não é nada nova. É óbvio que muita gente no passado se aventurou pela sonoridade do continente. Serge Gainsbourg já fazia isso nos anos 60. Mas se a globalização não é nova, é inegável a novidade e o frescor de produções de artistas como por exemplo Chief Boima, Douster (França) e Poirier (Canadá).

Para divulgar Techno Rumba, Chief Boima gravou uma mix com sons de hoje e ontem que certamente o inspiram e inspiraram a compor sua sonoridade.

Chief Boima – Techno Rumba Mix

Rumba sin Fronteras – Sergent Garcia
Techno Rumba (Matt Shadetek & dj /rupture Dutty Artz Remix)
Machete – Novalima
Angola (Carl Craig Remix) – Cesaria Evora
SOKINSIKARTEP (LP Version) – Osunlade
Umoja feat Kampi Moto (Original Mix) – Mzee
Mama (Chief Boima Techno Rumbita Remix) – Les Garagistes
Pata Pata (feat Lerato) – Matias Aguayo
Mario – Franco
Techno Rumba – Chief Boima
Agbaza Mimin – T.P. Polythmo
Rumba Cha Cha (Toy Selectah Refix) – Sonidero Nacional
Parkiando (Uproot Andy Ragu Mix) – Los Rakas
Señor Matanza – Mano Negra
Ombre-Elle – Gnawa Diffusion
Safari (Featuring Viviane Ndour) – Mokobe
Confession vs. Baile Aleman – Chief Boima
Indelible – Pearson Sound
Droit Chemin – Fally Ipupa
El Latino (Original Mix) – Basti Grub
El Tren featuring Corrales & Prince Nico Mbarga – The King Elio Boom
Techno Rumba (Uproot Andy Ojala Rumba Rmx)
Seka Seka – Mareshall DJ
Cuando Llegare – Amara Toure

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