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Makula

13 Apr


A Makula é basicamente uma festa de afrobeat, gênero musical que assimila jazz, soulfunky e elementos propriamente africanos criado pelo nigeriano Fela Kuti. Mas também marcam presença nessa que é a prima africana da Cheetah, ritmos como highlife, juju, soukous, afrorock, voodoo Funk, räi, kuduro, etc.

Contando com os residentes Gustavo Benjão, Lucio Branco e Zé McGill, a Makula já recebeu em pouco mais de um ano de atividade os DJs Zebu, Stephane San Juan, Dany Roland, MAM, Lucio K e o referencial Mauricio Valladares. Além de shows do: Conjunto Musical do Amor, Abayomy Afrobeat Orquestra, Rubinho Jacobina & Força Bruta, e os caboverdianos Helio Ramalho e Fidjus.

A pedido da Cheetah, os DJs Zé MacGill e Lucio Branco fizeram uma seleta classe A com 10 registros essenciais para a festa, que nesta quinta, dia 15, recebe Sergio Zola, nascido em Angola, mas criado em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (ex-Zaire). Zola, entre outros, vai tocar estilos nativos como o ndombolo (soukous contemporâneo) e zouk!

Makula
5ª feira, 15 de abrilMofo Lapa (Av. Mem de Sá, 94 – Lapa)
Tel. 2221-9851
R$15,00 – R$12,00 (c/ filipeta ou mandando nome para a lista amiga: festamakula@gmail.com)
A partir das 22hs

1. Fela Kuti – “Don’t gag me”
Fela Kuti é o pai do afrobeat, gênero musical que assimila jazz, soulfunky e elementos propriamente africanos. Este vídeo é parte do documentário Ginger Baker in Africa, de 1971. Pra resumir, se não existisse Fela Kuti, não existiria a festa Makula.

2. Seun Kuti – “Many things”
Seun é o filho caçula do homem. Ele toca com a Egypt 80, que era a banda do pai nos anos 1980, e é quem melhor representa a música de Fela no mundo, tanto no som quanto no discurso. “Many Things” é a música mais pedida do programa Makula, na Rádio Gruta. Escute o programa aqui.

3. Franco & T.P. OK Jazz – “Bolingo ya moitie-moitie”
Franco é o rei do Soukous e da guitarrada do Congo (ex-Zaire) e chefão da orquestra T.P. OK Jazz. O cara manufaturou sua própria guitarra aos seis anos de idade. Precisa dizer mais? O Sergio Zola, angolano/congolês que fará show na próxima Makula (15/04), bebe desta fonte aí…

4. Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou – “Se Tche We Djo Mon”
Diretamente do Benin (“o Brasil que deu certo”), ei-los aí: os mestres supremos do Voodoo Funk! O grupo, que foi um dos expoentes do som africano nos anos 1960 e 1970, voltou em 2009 e está na estrada. Quem sabe um dia a gente traz eles pro Brasil e assim voltamos todos com os caras, invertendo a mão da diáspora? É jogo, hein?

5. Sagbohan Danialou – trecho do filme “L’homme orchestre”
Sagbohan Danialou é um músico popular no Benin (vide aí a reação da rapaziada ao mega hit Gbeto Vivi) que já gravou e se apresentou com a Orchestre Poly-Rythmo em algumas oportunidades. Inclusive, a gravação mais conhecida desta canção é com a banda oficial do país que é a pátria espiritual da MAKULA. Saquem a perícia de Mr. Danialou c/ as baquetas… O homem é multi-instrumentista…

6. Orchestra Baobab – “Colette”
Esta talvez seja uma das únicas músicas que rolaram em todas as edições da MAKULA até hoje. A Orchestra Baobab é de Dakar, Senegal, mas o som deles carrega várias influências, especialmente da música cubana. Não existia vídeo desta música no Youtube, por isso, a Makulinha Productions entrou em ação e criou o vídeo abaixo.

7. Mulatu Astatke – “Yegelle tezeta”
Alguém de muito bom gosto criou este vídeo, com a música do Mulatu e um vídeo do desenho do Mogli. Astatke é uma lenda do jazz da Etiópia. Ficou mais conhecido depois que o Jim Jarmusch incluiu músicas dele na trilha sonora do filme Flores partidas.

8. Os Bongos – “Lena
Mais um vídeo caseiro oferecido pela Makulinha Productions (rs) para mais um clássico da pista makulense! Os Bongos são de Angola e “Lena” faz parte de uma coletânea muito cascuda chamada Soul of Angola, uma antologia da música angolana de 1965 a 1975.

9. Konono nº 1 – Congotronics!
Aqui, um trecho do documentário Congotronics, imprescindível pra quem curte música africana. Konono nº 1 é um encontro de gerações de músicos do Congo que, munidos das suas kalimbas eletrificadas, sabem como ninguém unir ritmicamente o tradicional e o moderno!

10. Kokolo Afrobeat Orchestra – Live in Totnes!
Taí uma prova de que a música do Fela está devidamente espalhada pelo mundo. Kokolo é uma banda de Nova Iorque e este vídeo é de um show em Totnes, na Inglaterra. A gente gosta é quando a pista da MAKULA fica assim, que nem a pista do show do Kokolo!

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Os Homens Hiena

31 Oct

O fotógrafo sul-africano Pieter Hugo desenvolve um trabalho fortemente calcado na crítica social, incluindo ensaios sobre tuberculosos no Malawi, do genocídio em Ruanda, escravidão no Sudão, favelas no Brasil e comunidades de albinos da África do Sul. Sua séria sobre os “Homens Hiena” (na verdade chamada oficialmente de ” The Hyena & Other Men”) rodou o mundo inteiro, tendo sido exposta inclusive numa Bienal de São Paulo.

Os “Homens Hiena” são na verdade menestréis que usam hienas, babuinos e pítons para entreter os habitantes das cidades por onde passam com o intuito de vender ervas medicinais.

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Hausa

21 Aug

Kanomosque

Nollywood, como é conhecida a indústria nigeriana de filmes, produz cerca de 200 filmes por mês. Isso é mais do que os Estados Unidos, ficando apenas atrás da produção indiana. Rodados em câmeras digitais, longe de estúdios e produzidos quase que inteiramente para consumo domiciliar, esses filmes rendem cerca de 200 milhões de dólares/ ano. Mas não é sobre Nollywood que a Cheetah quer falar.

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A língua housa é falada por cerca de 40 milhões de pessoas na África, a maioria delas no norte da Nigéria e no Níger. Sua cultura e comércio tem influência direta da Ásia e de povos muçulmanos. Kano, na Nigérica, é a meca da cultura housa. É lá que são produzidos os housa movies, filmes nitidamente inspirados no cinema indiano. Durante décadas, muito da cultura hindu foi absorvida pelos housa, principamente cinema e música. Com dresscode semelhante e códigos de ética bem parecidos – casamento forçado, divisão da sociedade em castas, educação mega rígida, timidez – a identificação foi imediata.

Na internet você consegue baixar facilmente os housa movies assim como as trilhas dos filmes. A Cheetah deixa com vocês algumas delas, todas retiradas dos filmes.

Viva a internet! E viva o auto-tune também!

Vamos as pepitas. Duas são do cantor de housa techno nigeriano Soultan Abdul e uma mini-mix housa de um DJ obscuro (nenhuma informação no Google e bitrates bizarramente baixas!!!!)

Soultan Abdul – Amarya de Ango

Soultan Abdul – Halima Sadiya

Dj Jai-H – Techno Hausa Mix
* Ambas as fotos são de Kano, na Nigéria. A primeira mostra com uma mesquita ao fundo e a segunda a entrada de um palácio

King Sunny Ade

19 Apr

kingsunnyade
King Sunny Ade
é um dos grandes ícones da música nigeriana e de todo o continente africano. Depois de 15 anos de sucesso local, a Island Records, na busca de um sucessor para Bob Marley, investiu pesado em Sunny levando-o ao estrelato internacional. O resultado, que pode ter deixado os puristas de cabelo em pé, certamente abriu as portas para inúmeros africanos mostrarem seu trabalho em escala global.

Juju Music, de 1982, seu disco mais famoso, incorpora uma sensibilidade dub em muitas faixas, o que deixa a guitarra de Sunny ainda mais sublime. Possívelmente, segundo a Cheetah, suas 8 faixas sejam o ponto de partida perfeito para um mergulho na música da Nigéria. Bon voyage.

King Sunny Ade – 365/ The Message

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