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Afrobeat no go die

14 May

Que fase vive o afrobeat hoje em dia.
Gênero nigeriano que nada.
Agora tem afrobeat bom no mundo inteiro, que sorte a nossa.
Fela Kuti vive, lógico. E com centenas de milhares de filhos, uns ousando mais (Nomo, Chico Mann), outros respeitando a lenda.
Falando nos filhos mais famosos, Femi e Seun, o primeiro deles lançou (bom) disco ano passado.
Já o segundo, acaba de lançar um belissimo petardo, From Africa with fury: rise.
Minha preferida é essa aqui. Que musicão!


Falando em lendas, outra delas, das grandes, também lançou pepita nova recentemente. A diferença é que Cotonou Club é o primeiro disco em mais de 25 anos da Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou, do Benin. Na real, o som deles é mais abrangente que o afrobeat, pois incorpora diversas influências e pegadas. Mas não importa.

Do Cotonou Club, gostei enormemente dessa aqui. Por incrível que pareça, com participação de dois caras do Franz Ferdinand.

No Brasa, temos duas bandas que honram a tradição nigeriana. Uma de São Paulo, a Bixiga 70, outra do Rio, a Abayomi Afrobeat Orquestra (não consegui descobrir se temas originais fazem parte do repertório da banda).

Afrobeat no go die.

Poly-Rythmo no Perc Pan 2010

29 Sep

“Essential Listening” – Gilles Peterson

“Hypnotic Afro-funk. Unstoppable!” New York Times

“We became fans of the Beninese group. They share a sound, so funky, so soulful voodoo! ” – Nick McCarty, guitarist of Franz Ferdinand

Se você até este momento ainda não foi convencido de que o show da Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou, no Perc Pan, é simplesmente a coisa mais sensacional que poderia acontecer neste final de 2010… é porque você não deve estar batendo muito bem!

É uma chance única de conhecer um dos grupos mais espetaculares que já surgiram na história da música mundial. Veja bem. Não estamos falando de um dos maiores grupos do Bénin. Ou de um dos maiores grupos da África. Em caps: ESTAMOS FALANDO DE UM DOS GRUPOS MAIS ESPETACULARES DA HISTÓRIA DA MÚSICA MUNDIAL.

A história da Poly-Rythmo é digna de conto de fadas. Uma vez famosa e reconhecida no oeste inteiro da África, dona de hits e mais hits, além de tours com artistas do porte de Fela Kuti, Miriam Makeba e Angelique Kidjo, a banda quase sumiu do mapa no início dos anos 80, depois que o marxista Mathieu Kérékou liderou um golpe e assumiu o governo de Bénin. Inclusive, vários membros originais do grupo faleceram. Crise econômica, censura cultural e desemprego foram algumas das características da ditadura de Kérékou. A banda sobreviveu, tocando aqui e ali, de vez em nunca.

Corta para alguns anos atrás, quando algumas espertas gravadoras começaram a lançar coletâneas da Poly-Rythmo. Mais ou menos na mesma época, um curioso radialista francês resolveu ir atrás do gupo. Trabalho de detetive, aliás, pois as pistas anunciavam que o grupo não existia mais. Depois de algum tempo, Elodie Maillot finalmente encontrou os remanecentes da Poly-Rythmo. O resultado desse encontro gerou (em 2009) a primeira tournê da Poly-Rythmo na Europa, 41 anos depois de sua formação.

E aí, vai perder? Sacou a responsa?

A Orchestre Poly-Rythmo toca no Perc Pan 2010 nos seguintes dias:

30/09/2010 no Teatro Castro Alves, Salvador
04/10/2010 no Oi Casa Grande, Rio

Os ingressos estão a venda no ingresso.com e (Rio) na bilheteria do Teatro Oi Casa Grande. Maiores infos no site do Perc Pan.

T.P. Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou_Perc Pan 2010

15 Sep

Foi com lágrimas nos olhos que a Cheetah recebeu a notícia da vinda da Poly-Rythmo ao Brasil (valeu, Zé!). Durante anos o segredo mais bem guardado do oeste africano (Benin), a T.P. Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou recentemente se tornou uma das banda mais comentadas no mundo inteiro graças ao trabalho de garimpo de algumas gravadoras. Coletâneas super bem pesquisadas e distribuidas como “The Kings of Benin Urban Groove 1972-1980”, “The Vodoun Effect, Funk and Sato from Benin’s Obscure Label” e “Echos Hypotiques”, só pra citar 3 delas, chegaram aos ouvidos de muita gente boa. O resultado é que hoje, esse conjunto de Benin, com mais de 40 anos de história, é um dos assuntos mais queridos de publicações especializadas e presença garantida no line up dos melhores festivais do mundo.

O som da Poly-Rythmo é uma jam entre James Brown e Fela Kuti recém chegados de uma trip a Cuba tocando muito felizes num ritual de vodu, no Benin. Afrobeat, rock, salsa e outros toques latinos, soukous, FUNK, e as sonoridades típicas das cerimônias de vodu, são alguns dos gêneros em que a Poly-Rythmo passeia. Detalhe: vodu aqui está mais para candomblé do que o imaginário coletivo que a palavra carrega, muito ligado a magia negra.

Em entrevista a Wax Poetics, Melome Clement, fundador da orquestra e um dos seus 10 integrantes, declarou que: “Percussão, sinos e sopros são os instrumentos fundamentais usados nas tradicionais rituais de vodu. Nós simplesmente adicionamos guitarra e teclados, modernizando esses ritmos ancestrais e combinando-os com os gêneros ocidentais que estavam na moda naquela época.

Orchestre Poly-Rhythmo de Cotonou – Agnon Depke

Orchestre Poly-Rhythmo de Cotonou – Noude Ma Gnin Tche De Me

Orchestre Poly-Rhythmo de Cotonou – Gendamou Na Wili We Gnannin

Orchestre Poly-Rhythmo de Cotonou – Mi Ni Non Kpo

Orchestre Poly-Rhythmo de Cotonou – Aihe Ni Kpe We

Orchestre Poly-Rhythmo de Cotonou – Malin Kpon O

Orchestre Poly-Rhythmo de Cotonou – Hwe Towe Hun

A Orchestre Poly-Rythmo toca no Perc Pan 2010 nos seguintes dias:

30/09/2010 no Teatro Castro Alves, Salvador
04/10/2010 no Oi Casa Grande, Rio

Os ingressos estão a venda no ingresso.com e (Rio) na bilheteria do Teatro Oi Casa Grande. Maiores infos no site do Perc Pan.

4 de outubro, Rio, Oi Casa Grande, Perc Pan 2010

14 Sep

Noite Três Continentes
4 de outubro, Rio, Oi Casa Grande, Perc Pan 2010

Apresentada por João Barone, a primeira noite, chamada “Noite Três Continentes”, irá trazer para os palcos do Perc Pan o grupo As Tucanas, de Portugal, que reúne cinco mulheres que fazem música através de instrumentos próprios e até de seus próprios corpos; a Orchestre Poly Rhytmo de Cotonou, de Benin, que conquistou a admiração e o apoio de músicos de várias tendências, como Franz Ferdinand; e o grupo peruano Nova Lima, uma das mais importantes manifestações da música negra de seu país.

As Tucanas (Portugal)


O grupo é formado por cinco mulheres portuguesas que não podiam faltar nesta nova edição do Percpan. Com músicas próprias, que elas interpretam desde 2001, seu som é formatado com bidons (reservatórios) de plástico, cabaças de água, surdos, agogôs, djembés… e seus próprios corpos, usados como instrumentos. Ana Cláudia, Catarina, Mónica, Sara e Marina fazem uma música alegre, divertida e orgânica. Elas falam em “percussão criativa no feminino”.

Orchestre Poly Rythmo de Cotonou (Bénin)

Lendária orquestra da cidade de Cotonou, no Bénin, que usa os ritmos vodu que viajaram do Golfo da Guiné para o Haiti. A orquestra gravou agora um novo disco – seu primeiro trabalho em vinte anos – e virou uma das sensaçoes da mídia musical européia, que fala do ‘segredo musical mais bem guardado da África’. Admirada por Franz Ferdinand, que participou do novo disco, seus ritmos representam a mistura do funk e do soul.

Novalima (Peru)

É um dos grupos mais importantes da música afroperuana. Formado em 2001, é o resultado da reunião de quatro jovens músicos cosmopolitas com alguns dos melhores músicos tradicionais da comunidade negra, para criar uma fusão entre as antigas canções dos escravos e os recursos da música moderna. Depois de “Novalima” (2002), “Afro” (2005), melhor disco de fusão “world” nos prêmios Independent Music Awards 2006, chegam para apresentar “Coba Coba” (2008), uma edição Cumbancha onde os ritmos afroperuanos se cruzam com diferentes músicas latinoamericanas, dub reggae, house e eletrônica.

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