Tag Archives: percussão

Bloco Cru_Perc Pan 2010

22 Sep

O Bloco Cru é uma espécie de bloco de carnaval indie, famoso por misturar grandes clássicos do rock e do pop com a pressão da batucada brasileira. Ou seja, surdos, tamborins e repiques acrescidos da boa e velha distorção da guitarra. No repertório, pepitas dos Rolling Stones, Prince, Nirvana, Tom Waits, Radiohead, Mutantes e The Clash.

O Bloco Cru toca no Perc Pan 2010 no seguinte dia:

06/10/2010, Canecão (Rio)

Os ingressos estão a venda no ingresso.com e (Rio) na bilheteria do Teatro Oi Casa Grande. Maiores infos no site do Perc Pan.

As Tucanas_Perc Pan 2010

22 Sep

Ana Claudia, Marina Henriques, Mónica Rocha, Sara Jonatas e Catarina Ribe são As Tucanas, grupo português que une voz, percussão corporal e tradicional, além  e influências de teatro e dança. No coletivo, enquanto parte dos instrumentos é inventado, outra é construida a partir de bidons e restos industriais. Sonoramente, As Tucanas se inspiram em temas tradicionais portugueses, africanos e brasileiros.

As Tucanas tocam no Perc Pan 2010 nos seguintes dias:

30/09/2010, Teatro Castro Alves (Salvador)
04/10/2010, Oi Casa Grande (Rio)

Os ingressos estão a venda no ingresso.com e (Rio) na bilheteria do Teatro Oi Casa Grande. Maiores infos no site do Perc Pan.

Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz_Perc Pan 2010

17 Sep

O trabalho do maestro Letieres Leite e de sua Orkestra Rumpilezz é a mais perfeita tradução do espírito do candomblé, da percussão baiana e dos ritmos ancestrais africanos. É uma agremiação gigantesca, formada por nada mais nada menos que 19 músicos. Bom, nada melhor que o próprio Letieres Leite para explicar o som da sua Orkestra Rumpilezz (big band perde).

“A orquestra é formada por 5 músicos de percussão (atabaques, surdos, timbaus, caixa, agogô, pandeiro, caxixi) e 14 músicos de sopro (4 trompetes, 4 trombones, 2 saxes alto, 2 saxes tenor, 1 sax barítono e 1 tuba). As composições são inspiradas desde os toques dos Orixás do culto do Candomblé, como tambem de grandes agremiações percussivas como: Ilê Aiyê, Olodum, Sambas do Recôncavo, dentre outras referências rítmicas”.

Letieres Leite é maestro da Ivete Sangalo, talvez por isso seu (incrível) trabalho pessoal deve ter demorado tanto pra sair.

Baixe o primeiro disco do LL&OR e depois leia os comentários do maestro a respeito de cada uma das faixas:

1- A grande mãe
Esta é a musica de abertura e encerramento dos nossos concertos, executados a partir do toque vassi.
2- Anunciação

Dedicada ao grande mestre da bateria e percussão Antonio Ferreira da Anunciação, um dos pioneiros no encontro da musica da Bahia com o Jazz.
3- Aláfia

Música que celebra a paz, a positividade, os caminhos abertos; principais significados da palavra Aláfia (yorubá), quando num resultado do jogo de búzios (ifá).
4-Floresta Azul

Tema inspirado numa cantiga a Odé (tradição afro-brasileira) em Aguerê, ritmo cadenciado para Oxossi. Na composição as variações de rum deram a rítmica para a maioria das melodias.
5- Taboão

Samba-reggae em homenagem ao grupo Olodum, que o divulgou para todo o mundo.
6-Balendoah

Com adaptação e arranjo de Letieres Leite, a música de Ed Motta, foi traduzida para o “Estilo Rumpilezz”,
7 – Adupé Fáfa
Composta em homenagem ao nosso saudoso músico da Orkestra, Fabrício Scaldaferri.
8- O Samba Nasceu na Bahia
A composição reúne as diversas formas de samba tocados na Bahia: O samba afro (Ilê Ayê), samba duro, kabila (angola), e chula (recôncavo baiano).
9- Temporal
Primeira composição feita para a Orkestra. Baseado no ritmo ilú (toque para Iansã nas cerimônias da nação Keto). A música tem ainda, em uma de suas partes o ritmo Ijexá.


Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz tocam no Perc Pan 2010 no seguinte dia:

05/10/2010, Oi Casa Grande (Rio)

6 de outubro, Rio, Canecão, Perc Pan 2010

15 Sep

Noite Festa
6 de outubro, Rio, Canecão, Perc Pan 2010

O baterista Igor Cavallera e seu projeto Mixhell, apresentam uma das grandes atrações do festival este ano é o grupo angolano Buraka Som Sistema, os grandes populizadores do kuduro, gênero que estourou globalmente em 2006 e se tornou um hype entre a juventude antenada de todo o mundo. O grupo chegou a gravar com a cantora M.I.A. e foi lançado em todo o mundo pela Sony. Os angolanos dividirão a Noite Festa com a banda de Chicago Hypnotic Brass Essemble, que já se apresentou nos principais festivais do mundo. Esta noite terá ainda a presença do carioca Bloco Cru.

Buraka Som Sistema (Portugal/Angola)


O Buraka é um grupo português-angolano que conseguiu transformar o kuduro, música das periferias de Luanda, em hype global entre a juvente antenada de todo o planeta. O som do kuduro já evoluiu, incluindo misturas com house e mesmo com o funk carioca. Com um show espetacular, ninguém consegue ficar parado quando o Buraka começa a tocar!

Hypnotic Brass Ensemble (USA)

Uma das mais conceituadas bandas de Chicago, a Hypnotic Brass é formada por oito irmãos e um amigo, que começaram tocando nas ruas, sem microfones. Seu balanço era tão contagiante que logo os rapazes subiram para o palco dos principais festivais do mundo e passaram a gravar com várias estrelas do primeiro time da música mundial, como Erikah Baduh, Maxwell, Mos Def, Blur e Gorillaz. Entre seus fãs declarados, estão Barak Obama, Jay-Z e David Byrne, entre muitos outros. Seus shows são aclamados como verdadeiras celebrações à alegria e à vida.

Bloco Cru (Brasil)


O Rio de Janeiro conheceu, em fevereiro de 2009, o Bloco Cru, uma festa musical em que ritmos regionais como maracatu, samba, marcha, baião e funk carioca, passam a ser cadência de clássicos do rock e pop. Foi criado por jovens músicos que perceberam que havia semelhança entre as marchinhas de carnaval e as grandes canções do rock e do pop: estruturas simples, letras ambíguas e a contagiante vontade de cantar e dançar. O Bloco Cru, além de divertir, explicita semelhanças entre as culturas do mundo, investigando as matrizes da música brasileira, estabelecendo diálogos entre o tradicional e o moderno.

5 de outubro, Rio, Oi Casa Grande, Percpan 2010

14 Sep

Noite Sopro-Percussiva
5 de outubro, Rio, Oi Casa Grande, Perc Pan 2010

A Noite Sopro-percussiva irá reunir os shows do moderno coletivo mexicano Nortec Collective, uma junção de DJs e vídeo artistas que é considerada uma revolução musical em seu país e da Kocani Orkestar, formação vinda diretamente da Macedônia; além da bahiana Orkestra Rumpilezz, comandados pelo maestro Letieres Leite. Esta noite terá Charles Gavin como mestre de cerimônias.

Nortec Collective (México)

Oriundos de Tijuana, fronteira do México com os Estados Unidos, aquela cidade de reputação duvidosa do filme de Orson Welles ou da música do Manu Chao, que a lei seca lotou de casinos e bordéis, o Nortec (nome que mistura a música norteña, típica do norte do México, com o techno) é uma revoluçao musical no país de Pancho Villa. Esta inusitada união de DJs e videoartistas oferece uma mostra da melhor cena eletrônica mexicana da atualidade.

Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz (Brasil)

O maestro Letieres Leite e a Rumpilezz, uma formação de percussao e sopros do nível das melhores big bands de jazz do mundo, deslumbram suas audiências pelo mundo afora. As composições são inspiradas nos toques dos Orixás do Candomblé, nas agremiações percussivas como Ilê Aiyê e nos sambas do Recôncavo.

Kočani Orkestar (Macedônia)


Liderada por Naat Veliov, a orquestra foi fundada na ex-Iugoslávia e é um dos expoentes locais no estilo banda de metais, descendente direta do gênero musical executado por antigas bandas militares turcas. Natural da cidade de Kocani na República da Macedônia, sua música é baseada nas melodias ciganas de várias partes dos balcãs e nos ritmos turcos, com um toque de sabor latino. Sua canção “Siki, siki baba” foi incluída na trilha musical do filme de sucesso « Borat ».

4 de outubro, Rio, Oi Casa Grande, Perc Pan 2010

14 Sep

Noite Três Continentes
4 de outubro, Rio, Oi Casa Grande, Perc Pan 2010

Apresentada por João Barone, a primeira noite, chamada “Noite Três Continentes”, irá trazer para os palcos do Perc Pan o grupo As Tucanas, de Portugal, que reúne cinco mulheres que fazem música através de instrumentos próprios e até de seus próprios corpos; a Orchestre Poly Rhytmo de Cotonou, de Benin, que conquistou a admiração e o apoio de músicos de várias tendências, como Franz Ferdinand; e o grupo peruano Nova Lima, uma das mais importantes manifestações da música negra de seu país.

As Tucanas (Portugal)


O grupo é formado por cinco mulheres portuguesas que não podiam faltar nesta nova edição do Percpan. Com músicas próprias, que elas interpretam desde 2001, seu som é formatado com bidons (reservatórios) de plástico, cabaças de água, surdos, agogôs, djembés… e seus próprios corpos, usados como instrumentos. Ana Cláudia, Catarina, Mónica, Sara e Marina fazem uma música alegre, divertida e orgânica. Elas falam em “percussão criativa no feminino”.

Orchestre Poly Rythmo de Cotonou (Bénin)

Lendária orquestra da cidade de Cotonou, no Bénin, que usa os ritmos vodu que viajaram do Golfo da Guiné para o Haiti. A orquestra gravou agora um novo disco – seu primeiro trabalho em vinte anos – e virou uma das sensaçoes da mídia musical européia, que fala do ‘segredo musical mais bem guardado da África’. Admirada por Franz Ferdinand, que participou do novo disco, seus ritmos representam a mistura do funk e do soul.

Novalima (Peru)

É um dos grupos mais importantes da música afroperuana. Formado em 2001, é o resultado da reunião de quatro jovens músicos cosmopolitas com alguns dos melhores músicos tradicionais da comunidade negra, para criar uma fusão entre as antigas canções dos escravos e os recursos da música moderna. Depois de “Novalima” (2002), “Afro” (2005), melhor disco de fusão “world” nos prêmios Independent Music Awards 2006, chegam para apresentar “Coba Coba” (2008), uma edição Cumbancha onde os ritmos afroperuanos se cruzam com diferentes músicas latinoamericanas, dub reggae, house e eletrônica.

Ramiro Musotto R.I.P.

20 Sep

ramiro

Faleceu na sexta feira, dia 11, o grande músico Ramiro Musotto. Reproduzimos abaixo o belo texto que seu amigo e parceiro Lucas Santtana escreveu no Diginóis. Descanse em paz, Ramiro.

“Faleceu hoje ainda muito jovem e para surpresa de muitos, um dos grandes músicos que conheci na minha vida.

Ramiro Musotto nascido em Bahia Blanca – Argentina, se apaixonou pela música Brasileira e por causa dela veio morar no Brasil em 1982, para estudar percussão brasileira com o professor Zé Eduardo Nazário em São Paulo.

Logo em seguida se mudou para Salvador, encantado com a riqueza rítmica do Candomblé e da percussão de rua.

Ramiro era um músico completo, conhecia profundamente toda a liturgia ritimica do candomblé, a ponto de escrevê-la em partitura. Não só do candomblé baiano, quem o conheceu sabe da sua personalidade intensa, tudo que o interessava virava alvo de muito estudo e dedicação até esmirilhar tal informação. Era um professor nato.

Nos anos que se seguiram na Bahia Ramiro tocou e gravou com praticamente todo mundo em Salvador. Produziu um dos maiores discos já produidos lá até hoje, chamado “Um Canto para subir”, de Margareth Menezes”. Esse disco encheu os ouvidos de David Byrne e catapultou a carreira de Margareth no exterior, apadrinhada por Byrne.

É de Ramiro também a produção da faixa “Eu sou Negão” de Gerônimo. Foi a primeira vez que a percussão de um bloco foi programada numa bateria eletrônica e essa música foi um marco divisório no carnaval da Bahia. Foi por causa dela que os trios elétricos adotaram o samba -reggae no seu set.

Além de grande percussionista, Ramiro também era entusiasta tecnológico, ele e Liminha foram as 2 primeiras pessoas no Brasil a ter e pilotar uma mpc, instrumento adotado por diversos músicos nos dias de hoje.

Ele foi um pioneiro do sampler no Brasil e usou e abusou dele em discos do Skank, Caetano Veloso e Gilberto Gil, Marisa Monte, Paralamas do Sucesso, Lulu Santos, Fernanda Abreu, Titãs, Sergio Mendes, Gal Costa, Adriana Calcanhoto, Zeca Baleiro dentre outros, com os quais tocou,  gravou e produziu ao longo desses anos.

Em 2001 Ramiro comeceu seu trabalho solo lançando o disco Sudaka. 

Em 2004 Ramiro empresta todo seu talento na gravação do disco Lenine in Cité, gravado ao vivo em Paris.  E em 2007 lança seu segundo disco: Civilização e Barbárie.

Além desses dois discos Ramiro lançou também o DVD Sudaka ao vivo com a participação de Sacha Ambeck, Leo Leobons, Kabo Duca e Felipe Continentino.

Muitos não sabem, mas Ramiro Musotto re-inventou o berimbau, depois de Nana Vasconcelos foi quem deu o grande passo a frente na modernização do instrumento, transformando-o harmônicamente e em termos de sonoridade, ao utilizar diversos tamanhos e afinações diferentes, além de cabaças de metal.

Adeus meu amigo, parabéns pelo seu rico legado deixado para nós, a música agradece a sua existência.

Que Oxalá estenda um grande pano branco na sua chegada………”

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