Tag Archives: radioclit

Terry Lynn, Johan Hugo e Dr Alban. Sem coca.

26 Oct

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A notícia é velha e a Cheetah sabe que você está atrás de novidades. Mas como ignorar o belo videoclipe de Jamaican Girls, petardo mor da parceria entre a jamaicana Terry Lynn e o sueco Johan Hugo, metade do Radioclit (sim, nosso blog é Radioclit obsessive)? Por conta de uma brilhante ação da cervejaria Red Tripe, Lynn e Hugo se juntaram para criar 5 faixas que celebram a influência absurda da música jamaicana ao redor do mundo. Tem sons que puxam referências de Max Romeo, Johnny Osbourne, Steel Pulse e a melhor de todas, que tira da obscuridade a pérola No Coke, do Dr. Alban. Que grave, malandro!

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Quem não se lembra de No Coke, sonzera desse nigeriano que virou dentista na Suécia, certamente vai se lembrar dessa aqui de baixo. Ícone do rasta-poperô, Dr Alban tem o seu valor!

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Baixe o EP It was written aqui

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Lake of Stars – Malawi Festival

23 Oct

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Falando em Radioclit, eles acabaram de tocar com o The Very Best num dos festivais de música mais incríveis do mundo, o Lake of Stars, no Malawi, África.

Tá certo que o line-up não é nota 10, mas a vibe de um encontro com gente do mundo todo na beleza que é o Lago Malawi, deve ser uma experiência fantástica. É aquela coisa. Típico festival para gringo, óbvio, mas rola um belo investimento pós-evento em ações de caridade e ONGs atuantes de vários setores, sem contar que é um importante atrativo turístico para o país.

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O festival desse ano (na verdade o festival tá mais é pruma festinha de 3 dias a beira de um lago), aconteceu entre os dias 15 e 18 de outubro, e reuniu, além do Radioclit, Ali B, um dos caras do Hot Chip como DJ, The Maccabees, o grande Tayo, e mais uma PENCA de artistas africanos que a Cheetah nunca ouviu falar. Em outras edições, o Lake of Stars já trouxe ao Malawi nomes como Scratch Perverts, Mary Anne Hobbs, Groove Armada e Basement Jaxx.

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Os + do Radioclit

22 Oct

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Bem legal a sessão Guest List com o Radioclit, no Pitchfork. Dá pra saber o que os caras gostam de ler, ouvir, jogar, assistir, aonde preferem comprar discos…

Mais legal ainda saber que os caras estão em sintonia com a macaca – isso sem falar que o João Brasil recentemente tocou na festa deles, a Secousse. Saca só a lista com os três artistas recentes que eles mais tem gostado de ouvir. Se você é fã da macaca, sabe muito bem quem é cada um deles.

Omar Souleyman – Jani

Douster – King of Africa

Uproot Andy – El Botellon

João Brasil na Secousse

2 Sep

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Our man joão Brasil toca na Secousse dessa sexta-feira, uma das festas mais bacanas de Londres. Não é mole, não! Os planos para a dominação mundial começam nesta sexta!

A Secousse é tocada pela galera do Radioclit (e do The Very Best) e segue uma linha global guettotech com bastante pegada afro. O DJ Vamanos, do blog Guetto Bassquake e ídolo da Cheetah também sempre dá as caras. Marina, ex-Bonde, idem.

Um breve panorama #3 – FUNANA

18 Jun

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Duda – Dja txiga hna bes

Som di Terra – Mi nca burro nau

A Cheetah está completamente ensandecida com o funana, gênero cabo verdeano que vem ganhando o mundo através da pesquisa de DJs globalistas e, claro, da internet. Poucos dias atrás, inclusive, o Radioclit fez um mix especial pro Corporate Bloggin batizado de funana. Mesmo sem ser um set 100% do estilo, a divulgação que o gênero ganha por conta do alcance desse que é um dos mais conceituados artistas de global guettotech é excelente.

O funana surgiu no início do século 20 quando os portugueses introduziram o acordeón em Cabo Verde. Enquanto algumas fontes afirmam que essa introdução foi uma tentativa forçada de aculturação para que a população aprendesse gêneros musicais de Portugal, outras citam motivos econômicos: era muito mais barato importar acordeóns que órgãos, instrumentos bastante usados para fins religiosos. Nascido na ilha de Santiago, a mais populosa e onde a presença africana é mais marcante, o funana era acima de tudo uma música de camponeses.

A sonoridade lembra bastante o forró brasileiro, só que bem mais acelerado. E tem alguma coisa de lambada também. Não à toa, depois que a lambada se tornou muito polular na França, tentaram fazer com que a funana também se desse bem por lá, o que acabou não acontecendo.

Com o passar dos anos, o estilo se modernizou e hoje conta com muitos elementos eletrônicos, de sintetizadores a beats 4×4. Talvez por conta da língua portuguesa, são constantes os cruzamentos entre  funana e kuduro, com produções dois países.

O artista mais espetacular que a Cheetah conhece é o Ferro Gaita, talvez o começo mais óbvio pra quem quer mergulhar no funana.

Ferro Gaita – Ka ta pupa

Ferro Gaia – É si propri

Obviamente, os funanas mais modernos e eletrônicos caíram nas graças dos europeus. Talvez o primeiro deles tenha sido o pessoal da pesada do Schlachthofbronx, da Alemanha, que batizou uma de suas melhores músicas com o nome do gênero.

Schlachthofbronx – Funana

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Vamos agora a mix do Radioclit citada anteriormente.

Radioclit – Fu (Na Na Na) Mix

Tracklist:

Sabi Dimas – Xibioti e Sousa
Janka Nabay – Eh Congo (Radioclit Edit)
Uproot Andy – La Camisola
Raiss Di Funana – Nho Fifi
Naty Kid – Sereia
Pitbull feat Machem Montano & Lil Jon – Floor On Fire
Ricky T – Pressure Boom
Kidy – Apoia Tradisom (Radioclit Edit)
Skepta – Stageshow Rhythm
Ize – Tronku Di Mundo
Wiley – Sorry Sorry Pardon What (Radioclit Edit)
DJ Vielo – Decale Mon Afrique
DJ Gant Man – Boricua Juke
Maluca – El Tigeraso
Marius – Senhora De Luz
Tony Allen – Fuji Ouija (Diplo Remix)

E pra fechar, mais clipes. O primeiro é uma fusão com hip hop bem bacana. Já o segundo bebe na eletrônica.

La MC Malcriado – Nos pobreza ke nos rikeza

Paulo Tavares – Pol kel funana

Ps: A sessão Um breve panorama apresenta textos wikipedianos sobre gêneros musicais caros ao universo da Cheetah. Ou seja, nada aqui é aprofundado!

The Very Best

2 Apr

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the very best

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De uma maneira geral, tá todo mundo de butuca ligada na produção musical da África. Graças a internet, tá todo mundo ouvindo, fazendo, cantando, remixando, mashupando, sampleando, homenageando, dubeando, desfazendo, baixando tudo. Por exemplo, nunca se ouviu tanta música nigeriana quanto hoje. E certamente, nunca se tocou tanto high-life, juju e afro-beat nos quatro cantos do planeta. Fela Kuti deve estar rindo a toa em alguma dimensão paralela. Mas enfim, esse é um outro papo para um outro post.

malawi

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Alguns posts atrás a Cheetah falou do Amadou & Mariam, dupla com um som nada clássico mas ainda sim super ligado as tradições do Mali e de países vizinhos de culturas adjacentes. Pois bem, agora a Cheetah fala no The Very Best, união do cantor Esau Mwamwaya, nascido no Malawi, África Oriental, com o duo franco-sueco de afro-electro Radioclit. Por enquanto, ainda não existe material 100 % original do combo; ao que tudo indica o debut sai esse ano. Mas no ano passado, o The Very Best lançou a melhor mixtape de 2008, uma mix (cuja capa ilustra o post) bastante divertida e despretensiosa que junta o canto em chichewa de Esau com bases de hits indie de ligeira pegada afro, como “Cape Cod Kwassa Kwassa”, do Vampire Weekend, “Boys” e “Paper Planes”, da M.I.A., entre outros. Agora, pouco importa a capa estereotipada e a solução fácil de usar bases de sucessos alheios (o que pode soar como trilha sonora de safari para gringo ouvir), essa mix do The Very Best é um belo dum disco pop, nada mais, nada menos.

The Very Best – Tengazako

The Very Best – Cape Cod Kwassa Kwassa

Radioclit – Secousse (Mumdance rmx)

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