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Entrevista com Gaby Amarantos e DJ Waldo Squash

5 Jul



DC: Quando sai o disco afinal? O que vc pode adiantar em termos de conteúdo, produção, colaborações, etc.

GA: O disco sai no início do segundo semestre, provavelmente em setembro. E o conteúdo vai ser música paraense conversando com a música mundial, com a pegada eletrônica de sempre, mas com alguns passos novos para o tecnobrega. O disco tem a direção musical de Carlos Eduardo Miranda, produção musical e arranjos de Félix Robatto e batidas do DJ Waldo Squash. As composições são de vários compositores contemporâneos da música brasileira, regravações de ícones do brega e composições minhas.

DC: O tecnobrega é cada vez mais falado no Sudeste. Ao mesmo tempo, tenho lido notícias de que o gênero e o seu universo ainda sofrem preconceito no Pará. Li também que as aparelhagens não foram consideradas patrimônico cultural do Estado pelos políticos paraenses. O que vc tem a dizer sobre isso e o vc acha que falta para o tecnobrega conquistar de vez o Brasil?

GA: Sinto que é uma questão de tempo para o ritmo se tornar uma realidade popular, 
e o disco vai ser um grande divisor de águas na existência do tecnobrega. Fui muito feliz em ter o Miranda como mentor da união entre o Félix e o Waldo. 
Tive muita sorte com esse time.  As pessoas que ainda tem preconceito com o ritmo
 aqui no Estado questionam a falta de qualidade e a cultura de aceleração dos bits,
 o que distorce a música e deixa os timbres muito agudos. Até eu levei tempo para compreender que isso é uma forma característica dos DJ’s de aparelhagem e que deve 
ser respeitada. Esse novo trabalho que vamos apresentar mostra que o tecnobrega 
pode ser profissionalizado. Gravamos em um estúdio de verdade, com todos os recursos
 que o ritmo merece e esses DJ’s de periferia que são produtores e que fazem música 
sem ser músicos, nunca possuem recursos pra que o ritmo tenha a qualidade que deve ter.
 Mas esses garotos ensinam que o tecnobrega pode ser um agente tranformador, pois muitos
 deles poderiam estar nas ruas, envolvidos com todo tipo de problema social que existe na
 periferia, mas eles estão fazendo música, do jeito deles.

E sobre a não-patrimonização é um assunto delicado, mas acho
 que ficou muito feio pra quem renegou a sua cultura. O tecnobrega é uma realidade, é um estilo de vida. E cada dia que passa fica mais forte. E acredito que o processo vai ser de fora pra dentro. Sabe aquele papo de que santo de casa não faz milagre? Pois é, é isso que 
acontece, mas sinto grande mudança, porque fora do Pará o tecnobrega só faz ganhar mais
 status de novo estilo musical brasileiro.

Waldo Squash ao lado do seu parceiro de Gang do Eletro, Maderito


DC: Você está por dentro da cena global guettotech? Acha que o tecnobrega e o tecnomelody fazem parte desse universo musical?

WS: Pra começar, o tecnobrega e o tecnomelody são a mesma coisa. Eu particularmente prefiro o nome tecnobrega por que é a raiz de toda a coisa. Quanto ao global guettotech, com certeza o tecnobrega faz parte desse cenário musical. É uma musica de periferia na qual a massa, o povo da periferia de Belém, se identifica e curte de verdade.

DC: Suas produções tem sido apontadas como as mais inovadoras do tecnobrega/ tecnomelody. Quais os softwares que você usa para compor as faixas e o você tem mais escutado ultimamente?

WS: Graças a Deus, e por conta de anos de trabalho e estudo, pude colocar minhas ideias em prática. Venho tendo êxito no meu trabalho. Procuro sempre aprender um pouco de cada software para poder desenvolver melhor minhas idéias. Eu particularmente gosto de montar e finalizar os trabalhos no Fruity Loops, mas uso muito o Vegas e o Sound Forge para gravações e edições. E ainda existem algumas funções que são desenvolvidas com melhor 
resultado no Sonar. Costumo dizer que é bom conhecer vários programas por que cada um desenvolve funções de maneiras e resultados diferentes. Aí fica a escolha de quem está produzindo. No YouTube mesmo tem muitas video aulas sobre o Fruity Loops, é só pesquisar.

Quanto a gênero musical que gosto de ouvir, o brega, a cumbia, e os flashbacks são ritmos que não faltam no repertório do meu celular quando estou viajando.

DC: Quais são os planos futuros para a Gang do Eletro?

WS: Primeiramente, é finalizar o nosso 1° trabalho profissional (CD) para assim então dar prosseguimento. O projeto Gang do Eletro é uma mistura ousada do tecnobrega com os sons mais agressivos do eletrohouse, uma mistura que deu certíssimo em Belém.
 Quando o eletromelody toca a galera “pira”, sobem em cima do ombro uns dos outros para tremer (expressão muito usada na dança do eletromelody). Houve um tempo em que as autoridades locais proibiramas aparelhagem de tocar os eletromelodys pelo fato de muitas musicas falarem das equipes (fanclubes), o que não influenciou na expansão do gênero. Estamos na luta como qual quer outro artista, mas o mais importante é que fazemos 
aquilo que gostamos e nos divertimos com o que fazemos. Quando você trabalho com o que gosta, acaba fazendo com carinho. E nós procuramos sempre mostrar as nossas músicas com expressões verdadeiras, brincadeiras, gírias da periferia, muitas vezes usamos até o português errado. E é o que acaba deixando a musica mais interessante…


Saiba mais sobre a festa de 02 anos da Dancing Cheetah

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Dancing Cheetah – festa especial de 02 anos!

24 Jun

No dia 09 de julho, no Cabaret Kalesa, a festa de global guettotech (ritmos eletrônicos de periferias globais) Dancing Cheetah realiza uma edição especial em comemoração aos seus 02 anos de vida. A partir das 23 horas, os Djs residentes Chico Dub e Pedro Seiler recebem, diretamente de Belém do Pará, a musa do tecnobrega Gaby Amarantos, e o DJ Waldo Squash, produtor mais importante do gênero atualmente.

Primeira festa nacional dedicada a música contemporânea produzida nos países latinos e africanos, a Dancing Cheetah nos últimos 2 anos tem contribuído para a disseminação de uma cultura pouco difundida no Sudeste do país e que geralmente sempre sofreu preconceito. Hoje, a Cheetah é uma referência no Brasil, tendo inclusive influenciado o nascimento de festas semelhantes no Brasil. 

___Sobre Gaby Amarantos e Waldo Squash___

Gaby vive com total consciência o processo de fixar uma identidade à qual o resto do Brasil ainda não está acostumado (talvez nem o próprio Norte do país esteja), a do artista brasileiro firmemente ancorado em suas origens indígenas. Gaby Amarantos é a artísta brasileira que mais entende de identidade neste início do século 21.
Pedro Alexandre Sanches

Em 2000, Gaby Amarantos caiu nas graças do brega se tornando uma pop-star da música paraense, recebendo grande reconhecimento por conta de sua banda, a Tecno Show. Através do tecnobrega, Gaby, apelidada de “A Beyoncé do Pará”, já participou do Fantástico, Altas Horas, Caldeirão do Huck e Domingão do Faustão. É sem sombra de dúvida o nome mais conhecido do tecnobrega, tendo tocado inclusive na posse da presidente Dilma.

Gaby se prepara gravar seu primeiro CD solo com a direção musical de Carlos Eduardo Miranda. O disco terá misturas de tecnobrega com ritmos como carimbó, guitarrada, bangüê, samba de cacete e reggaeton, gerando uma musicalidade única no país e no mundo.

O DJ Waldo Squash é o produtor mais inovador do tecnobrega. Seja em produções próprias ou nas bases para músicas da própria Gaby Amarantos, Waldo criou uma mistura entre o tecnobrega e o eletro. O ritmo, batizado de eletromelody (ou tecnomelody), dialoga com o movimento internacional global guettotech e apresenta composições sobre a realidade dos subúrbios de Belém. Waldo Squash também está a frente grupo paraense Gang do Eletro, surgido em 2008, e que também conta com Marcos Maderito. A Gang tem atraído a atenção da mídia, sendo citado em veículos de imprensa como Rolling Stone Brasil e Billboard.


João Brasil presents DJ Waldo Squash

Tracklist:

1 – Vou passar o sal (Melô do Ipitipiti) (c/ Gang do Eletro)
2 – Eletromelody Abracadabra
3 – Pitch Bull (c/ Gang do Eletro)
4 – Eletromelody da Francesinha
5 – Ai ai ai do príncipe
6 – Tecno-Cumbia Colombiana
7 – Capetinha da night (c/ Banda Eletro Hits)
8 – Mastigando Humanos (c/ Daniel Peixoto)
9 – Tecno-Cumbia do Moraes
10 – Eletro Meninos do Pop

João Brasil apresenta DJ Waldo Squash

16 May

Nosso João Brasil tem deixado a gringalhada louca com os tecnobregas que tem tocado. Por conta disso, o pessoal do blog Guetto Bassquake e da festa Secousse, encomendou a ele uma mixtape com o que o gênero tem de melhor. Em resposta, João resolveu juntar apenas músicas do Waldo Squash, produtor da Gang do Eletro e dono dos bregas mais inovadores de Belém do Pará.

João Brasil apresenta DJ Waldo Squash

1 – Vou passar o sal (Melô do ipitipiti) (w/ Gang do Eletro)
2 – Eletromelody Abracadabra
3 – Pitch Bull (w/ Gang do Eletro)
4 – Eletromelody da Francesinha
5 – Ai ai ai do príncipe
6 – Tecno-Cumbia Colombiana
7 – Capetinha da night (w/ Banda Eletro Hits)
8 – Mastigando Humanos (w/ Daniel Peixoto)
9 – Tecno-Cumbia do Moraes
10 – Eletro Meninos do Pop

Patrick Tor4 e o Baile Tropical

25 Jun


Estamos muito felizes em descobrir que o global guettotech ou world music 2.0 chegou ao Pará. Se o Rio tem a Dancing Cheetah e São Paulo a Boom Boom e a Explode, o Pará tem o Baile Tropical. Liderado pelos Djs Bernardo Pinheiro e Patrick Tor4, o Baile fez sua estreia em maio passado. E promete muita coisa boa para 2010.

Conversamos recentemente com o Tor4, Dj bastante atuante e que em julho próximo vai tocar com Uproot Andy e Toy Selectah num festival alemão!


—Dancing Cheetah entrevista Patrick Tor4, do Baile Tropical—


DC: Me parece super apropriado uma festa de global guettotech no Pará, um estado que, ao contrário do Sudeste, sempre foi influenciado pelas músicas bacanas da América Central e Latina. Como a festa surgiu, como está sendo a aceitação da mesma e quais os planos para o futuro?

P: Belém é uma grande cidade, uma metrópole tropical de cultura rica e diversificada, e que desde meados do século 20 foi influenciada pela musicalidade latina. A cumbia, o zouk e a salsa estimularam e modificaram as principais referências culturais locais como o carimbó, o siriá, e o lundú, criando ritmos como a guitarrada, a lambada,  e mais recentemente o tecnobrega, uma variante eletrônica da música brega que nada mais é que o bom e velho bolero. A capital paraense tem uma das mais incríveis noites brasileiras em todos os sentidos, música legal e diversa, classes sociais que se misturam. De segunda a segunda tem o que se fazer aqui. Coletivos de Djs e produtoras realizam eventos diversos, que não concorrem com os shows das bandas independentes e nem das pop/covers e nem tão pouco com as festas de Aparelhagem. Ou seja tem público e mercado pra todos.

Eu já fazia desde 2006 uma outra festa chamada Babeleska, que era um circuito de djs estrangeiros circulando no Brasil. Já haviamos trazido o Kostov da Bulgaria, Click da França, Farrapo da Itália, Rustico da Argentina, Negro Pésimo do Chile e Gaetano Fabri da Belgica. Nos últimos anos a batida do tecnobrega, eletromelody e demais estilos tem ultrapassado as fronteiras da periferia da cidade chegando a outras localidades no Brasil e fora tambem sobre tudo pela internet. Ter em Belém uma festa como o Baile Tropical coloca a cidade num circuito internacional desta tendencia e não só a cidade mas a música produzida aqui. A resposta de público e crítica é super positiva em Belém e fora tambem, pretendemos ter uma festa Baile Tropical mensal em cada região brasileira e ainda em Buenos Aires no Club Niceto até o fim de 2010, um programa de rádio semanal de 1 hora em cada uma destas cidades e lançar anualmente uma coletânea com distribuição internacional.

DC: Fale um pouco sobre o seu estilo. E o do Bernardo Pinheiro também.

P: O Bernardo e eu viemos da mesma escola de drum’n bass e broken beats funkeados. Começamos há cerca de 15 anos, ele em Belém e eu em Aracajú, onde morava em 96. Com o caminhar do estilo no Brasil, rolou um certo desencanto de ambos. Mesmo não nos conhecendo, sentimos a mesma “deprê”. Bernardo seguiu uma tendencia mais funky, broken beats, deep house, rare grooves, produzindo e discotecando. Enquanto que eu caminhei para a música global. Descobri as batidas do afrobeat, as fanfarras do leste europeu (Shantel entre outros), e nos últimos anos, o funk carioca, o kuduro, a cumbia digital, e, claro o tecnobrega, que juntos formam os quatro cavaleiros deste apocalípse sonoro que é o Baile Tropical, dentro de um caldeirão que vai do rock ao drum’n bass, passando pelo hiphop, carimbó, samba e tantas outras batidas quentes e envolventes.

DC: Já dá pra dizer que o Baile Tropical tem seus hits, digo, as preferidas do público?

P: Acho que ainda não mas seguramente alguns estilos se destacam a nova cumbia digital da galera do Zizek Crew da Argentina e as inusitadas versões tecnobrega do DJ Cremoso para clássicos do indie pop 80 e 90.

DC: Existe realmente uma diferença entre tecnobrega, tecnomelody e eletromelody?

P: Sim, com toda certeza. O tecnobrega basicamente é tudo, pelo menos como eu entendo. Como xote, xaxado e baião é forró, e bossa, pagode e samba enredo é tudo samba. Tecnobrega é a evolução eletrônica, do Brega com mais intensidade nas frequências grave e aguda pra poder ser tocada num grande equipamento de som. Daí posso te mostrar o Brega, que tem sonoridade mais acústica na bateria mesmo sendo programada e a voz é bem mais na cara.

Enquanto que o tecnobrega é mas eletrônico, a batida é mais na cara e o teclado é um pouco mais ácido.

O tecnomelody é um tipo de tecnobrega com pegada mais romântica na letra e na melodia, a música normalmente tem uma historinha de abandono, de traição ou de amor desesperado aos moldes dos forrós das bandas de Fortaleza e do desespero dos sertanejos.

O eletromelody é mais edonista, tal qual a disco music dos anos 70 em suas temáticas. Fala de festa, bebedeira, pegar garotas e encontros de equipes, que são equivalentes às galeras do baile funk dos anos 80 e 90 com um pouco menos de violência, mas com o mesmo enfrentamento. A música tem forte influência do eletrohouse europeu de gente como o Benny Bennassi, com baixo mais presente, batida mais grave e teclado sempre com distorção, já com quase nenhuma presença de histórias de amor e letras de sofrimento.

Maderito & Joe – Eletro Galera da 80

DC: Em termos de sonoridade, o que de mais legal tem sido feito no Pará?

Sem dúvida o eletromelody de Gang do Eletro, Maderito, Joe e Waldo Squash, que apontam para a tendência de qualificação técnica e estética do tecnobrega. Tem tambem uma galera da música pop usando os elementos do tecnobrega e misturando com o ragga, dub, o rock e até coisas mais tradicionais como o carimbó.

DC: O tecnobrega será a música oficial do verão 2011 no Brasil? O que falta para que a música paraense seja melhor aceita fora da região norte?

Eu acho que isso já aconteceu e ainda acontece até hoje. Se você lembrar do período inicial do axé, o Luiz Caldas já fazia uma adaptação da musicalidade do Pará a qual ele deu o nome de Fricote. Sem as referências do que era produzido aqui no inicio dos anos 80, a música baiana deste período não teria chegado aquele formato sozinha. Isso sem falar na lambada, que é uma evolução do zouk afro-latino que depois de ter passado pelo “Gate Processador Paraense”, recebeu os reefs do sopro do carimbó e o suinge da guitarrada, virando a Lambada popularizada nacionalmente pelo paraense Beto Barbosa, e internacionalmente pelos franceses do Kaoma. Há quem diga que o Kaoma roubou a fórmula paraense, tal qual a banda Dejavú tentou fazer agora com o tecnobrega.

Acredito que a música paraense tem sim com criar hits para o verão brasileiro de 2011, mas precisa trabalhar melhor o processo de construção dos artistas e o posicionamento de mercado deles.

DC: Como o Pará tem visto o aumento do interesse em relação ao tecnobrega em outros estados do país?

P: Com muito orgulho na maior parte da população. A outra parte, a que detesta o ritmo, não entende como pode haver este sucesso de algo tão ruim na opinião deles. E agem com o natural repúdio dos inconformados.

DC: Tem muito gringo indo ao Pará atrás desses sons? Ou na verdade o interesse é mais pelo sucesso do moderlo comercial implantado pelos grupos de brega paraenses?

Isso está rolando, mas acho ainda tímido. Eu vi como as coisas aconteceram na Bahia nos anos 80 pra 90, e em Pernambuco dos anos 90 pra 2000… O que ta rolando aqui ainda é o inicio de um grande boom.

DC: A gente aqui do Sul fica salivando querendo ir ao Pará, conhecer a floresta, comer pato no tucupi, tomar açaí, ir nas festas de aparelhagem… Ao mesmo tempo, chega muito pouca informação sobre os lugares legais, o que fazer… Você pode dar uma de guia turístico e dizer o que tem de bom pra se fazer em Belém, por exemplo? Quais são os sites onde as pessoas podem ficar por dentro das noitadas e programas especiais da cidade?

P: Hahaha claaaaaaaro!. É dificil  conhecer o Estado pela sua dimensão continental. Mas se consegue fazer isso em 3 ou 4 vindas. Vamos separar em partes.

1) Belém. Capital com muitíssimos atrativos culturais de uma metrópole. Museus, Teatro da Paz, mercado Ver o Peso, Mangal das Garças. Pra comer o melhor açai, é legal o Point do Açaí, e de preferencia comer açaí com farinha de tapioca e peixe frito, este é o Tradicional. As festas de aparelhagem acontecem mais na periferia da cidade, mas na região metropolitana, rola no Africam, no Casota e no Apororoca. Superpop, Tupinambá e Rubi são as maiores aparelhagens. Na verdade, a a festa é boa com qualquer uma, mas essas três são as tops.

Belém também tem uma noite alternativa das melhores do país, com festas fixas no Centro Cultural da Cidade Velha, Açaí Biruta, Café com Arte e Boteco São Matheus. Não deixem de ir na loja Na Figueredo, que é onde se pode encontrar roupas de designers paraenses e discos da música local de vários estilos, do rock ao tradicional. Cds de tecnobrega tem qualquer esquina… Pocure a coletânea do Vetron com qualquer camelô, é a melhor delas.

2) O interior norte do Pará tem as praias de água salgada de Tracoateua, na cidade de Bragança, e de Atalaia em Salinópolis. No extremo norte tem o arquipélogo de Marajó, que é paradisíaco.

3) No extremo oeste do estado, na cidade de Santarém tem uma praia de rio incrivelmente linda chamada Alter do Chão (foi eleita pelo jornal inglês Guardian a mais bela praia do mundo no ano passado).

Wolfram Lange

19 May


A pedido da Cheetah, nosso amigo Wolfram Lange, o Wolf, fez uma seleção de sons que não podem faltar em seus sets. Wolf, você sabe, toca junto com a Dancing Cheetah na Clap! de amanhã, 20 de maio. Os comentários em baixo de cada vídeo são assinados pelo próprio Wolf


meu hit Nº1 e um clássico do tropical bass


essa cumbia digital de um dos protagonistas do selo ZZK, de Buenos Aires, me fez ficar alucinado pelo estilo


uma das bandas mais clássicas de cumbia villera


um miniset de tribal guarachero/ technocumbia do cara mais bombado de Monterrey. E isso com apenas 17 anos!


mistura excelente entre reggaeton e merengue, de Porto Rico


um eletro melody/ tecnobrega bem na onda do Maderito & Joe, os caras mais inovadores do Pará hoje em dia


um conscious funana do cabo verdiano Izé


a maior estrela musical de Moçambique com uma música no estilo marrabenta


dois veteranos do kuduro juntando forças


funk carioca não pode faltar! E esse mashup com batucada é muito legal!

Se você curtiu os vídeos acima, não perca o set do alemão Wolf na Cheetah/ Clap! desta quinta. E fique sempre ligado no que ele posta em seu blog, o SoundGoods. Vira e mexe, o Wolf grava umas mixtapes temáticas muito boas. Tem de cumbia villera, de funk carioca, de tribal guarachero, de kuduro

Banda Ravelly

5 Apr

Muito difícil encontrar cds de tecnobrega na Feira de São Cristóvão, Rio, o point da cultura do norte e nordeste na cidade – o som que impera na feira é o bom e velho forró. Mas eis que numa singela barraquinha, a Cheetah se deparou com “Uma pancada de pressão”, da Banda Ravelly, uma das mais bombadas do tecnobrega.

Banda Ravelly – Ravelly manda bala

Banda Ravelly – Guerreiro Tupinambá

João Brasil – Banda Calypso Mashups

30 Mar

Nosso João Brasil tem feito mashups diários da Banda Calypso com artistas do pop internacional. Já rolou Afrika Bambaataa, M.I.A, Destiny´s Child, Black Eyed Peas, La Roux e Franz Ferdinand.  Tudo parte do sensacional e megalomaníaco projeto 365 mashups, no qual João promete 01 mashup por dia até o final do ano.

Os mashups do Calypso depois vão ganhar capinha e virar EP.

João Brasil – Arrepiando a gun (Banda Calypso X M.I.A.)

João Brasil – Xonou planet (Banda Calypso X Afrika Bambaataa)

João Brasil – Jura que kill (Banda Calypso X La Roux)

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