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El Timbe e o moombahton

28 Jun

Ricardo Muñoz, o El Timbe, é um catalão gente fina que me foi apresentado peloMaga Bo. A meu pedido, Timbe, um dos destaques do 3º dia do Sónar, escreveu para este blog um texto que passeia pelo festival de Barcelona, pelo estado atual da nova música latino-tropical e pelo moombahton.

Antes do texto, um pequeno parêntese. Moombahton é uma mistura de house, reggaeton e cumbia que nasceu quando um Dj americano chamado Dave Nada, para agradar ao público latino de uma de suas festas, reduziu drasticamente o pitch de seus discos de house. O resultado fez com as músicas soassem como reggaeton!

“Na edição deste ano do festival de música avançada Sónar (Barcelona), muita gente teve a oportunidade de ouvir, possivelmente pela primeira vez, a nova onda de ritmos tropicais que invade diariamente a nossa galáxia. O fato de terem sido escalados para um festival de novas tendências – porém extremamente diversificado -, é prova total do poder que esses ritmos tropicais possuem. Há 8 anos atrás, no mesmo Sónar, graças ao seu precursor na Espanha, o Carlos Casaseu tive meu primeiro contato com essa pegada, no caso, o gênero mais selvagem do Brasil, o baile funk.  Mas este ano, o pessoal do Sónar se atreveu a ir ainda mais longe. Moombahton é um dos gêneros que deve começar a estabelecer-se mais firmemente no underground da nova música tropical. Ainda é preciso ver se o estilo, liderado pelo holandês Munchi, será um fogo de palha (como muitos outros), ou se irá funcionar como um marco para esta geração. Na minha opinião, quero que o moombahton esteja conosco por um longo tempo, se transformando em mil e uma mutações, assim como aconteceu com vários outros estilos de música eletrônica. O fato de que realmente não existe uma cena de moombahton em algum lugar específico no mundo, mas sim em diversos lugares que aparentemente não tem ligação cultural alguma, significa que este estilo tem reais conotações globais. E isso é interessantíssimo! Viva!”

Ouça a última mix do El Timbe, toda ela dedicada ao moombahton.

Lambada 2011

14 May


Talvez não no Brasil (já rolou), mas internacionalmente, 2011 tem sido um ano de resgate a lambada. Ou pelo menos à música Chorando se Foi. É que na gringa, a música em questão, eternizada pelo Kaoma, acaba se confundindo com o gênero em si.

Inpirado (ou não) na pavorosa versão da Jennifer Lopez (On the floor), o dj globalista e etnomusicólogo norte-americano Wayne&Wax lançou recentemente uma mixtape chamada “Moments in Lambada” que envereda por inúmeras versões da música, desde a original passando por UK funky, dancehall, reggaeton, entre outros

Wayne&Wax – Moments in Lambada

Los Kjarkas, “Llorando Se Fue”
Inca Son, “Llorando Se Fue”
Jorge Rico, “Llorando Se Fue”
Grupo Chiripa, “Llorando Se Fue”
Red Foxx and Screechy Dan, “Pose Off”
Wisin y Yandel, “Pam Pam”
Kaoma, “Lambada (Dub Mix)”
Max le Daron, “Lambahton Remix”
Kaoma, “Lambada (Extended Mix)”
Kaoma, “Lambada (Llorando Se Fue?) (Dub)”
Kaoma, “Lambada (Club Mix)”
Metal de Durango, “Llorando Se Fue”
Elephant Man, “Hate Mi”
Vakero, “La La La (Lambow)”
Kiko e As Jambetes, “Chorando Se Foi”
Terror Tone, “Kaoma – Lambada (Terror Tone Remix)”
Jennifer Lopez (ft. Pitbull), “On the Floor”

Não podemos esquecer que nosso João Brasil, com EP lançado pela alemã Man Recordings e tudo, também se aventurou recentemente pela melodia andina.

Quem tiver curiosidade de saber mais sobre essa música original boliviana re-arranjada em Paris e vendida como música brasileira, deve dar uma olhada no documentário francês Les Dessous De La Lambada. Simplesmente o maior plágio musical da história!

Wolfram Lange

19 May


A pedido da Cheetah, nosso amigo Wolfram Lange, o Wolf, fez uma seleção de sons que não podem faltar em seus sets. Wolf, você sabe, toca junto com a Dancing Cheetah na Clap! de amanhã, 20 de maio. Os comentários em baixo de cada vídeo são assinados pelo próprio Wolf


meu hit Nº1 e um clássico do tropical bass


essa cumbia digital de um dos protagonistas do selo ZZK, de Buenos Aires, me fez ficar alucinado pelo estilo


uma das bandas mais clássicas de cumbia villera


um miniset de tribal guarachero/ technocumbia do cara mais bombado de Monterrey. E isso com apenas 17 anos!


mistura excelente entre reggaeton e merengue, de Porto Rico


um eletro melody/ tecnobrega bem na onda do Maderito & Joe, os caras mais inovadores do Pará hoje em dia


um conscious funana do cabo verdiano Izé


a maior estrela musical de Moçambique com uma música no estilo marrabenta


dois veteranos do kuduro juntando forças


funk carioca não pode faltar! E esse mashup com batucada é muito legal!

Se você curtiu os vídeos acima, não perca o set do alemão Wolf na Cheetah/ Clap! desta quinta. E fique sempre ligado no que ele posta em seu blog, o SoundGoods. Vira e mexe, o Wolf grava umas mixtapes temáticas muito boas. Tem de cumbia villera, de funk carioca, de tribal guarachero, de kuduro

Picós

14 May

Falando em champeta e Colômbia, muito, muito foda essa seleção de fotos de alguns picós clássicos da Colômbia.

João Brasil entrevista Loalwa Braz, do Kaoma

3 May

Nosso João Brasil foi convidado pelo blog Sedativo a entrevistar Loalwa Braz, a eterna vocalista da banda Kaoma.

Kaoma – Lamba Caribe

Kaoma – Lambamor

Kaoma – Chorando se foi

Kaoma – Dançando Lambada

Los Kjarkas – Llorando se fue (a Chorando se foi original)

Banda Ravelly

5 Apr

Muito difícil encontrar cds de tecnobrega na Feira de São Cristóvão, Rio, o point da cultura do norte e nordeste na cidade – o som que impera na feira é o bom e velho forró. Mas eis que numa singela barraquinha, a Cheetah se deparou com “Uma pancada de pressão”, da Banda Ravelly, uma das mais bombadas do tecnobrega.

Banda Ravelly – Ravelly manda bala

Banda Ravelly – Guerreiro Tupinambá

DJ Cremoso – A maionese do brega

27 Mar

Que a macaca é fã incondicional da música paraense, todos já sabem. Desde a primeira edição, a guitarrada, o carimbó, o brega e o tecnobrega rolam soltos por aqui. Mas eis que durante essa breve pausa, surgiu uma nova figura, que vem sendo muito comentada (recentemente o Globo Online entrevistou o cara e tudo). E, apesar de fazer os remixes mais fanfarrões do tecnobrega, a figura não é do Pará, mas do Maranhão.

DJ Cremoso, seu nome artístico, não gosta de aparecer e faz mistério sobre sua identidade. A última informação que tivemos foi a de que ele é maranhense. Seu rico acervo está disponível no Soundcloud, mas não sabemos se aquela bela foto é verdadeira.

Com seu slogan impagável (a maionese do brega), DJ Cremoso transforma em tecnobrega Madonna, REM, Oasis, Joy Division, Coldplay, Radiohead, Police, Depeche Mode, e por aí vai.

DJ Cremoso – Losing my religion

DJ Cremoso – In bloom

DJ Cremoso – One more time

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