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El Remolón – Pangeatico EP

22 Jun

Depois de recentemente meter bronca em mais uma mixtape, nosso argentino favorito (Maradona? Quem?) acaba de finalizar um incrível EP.

Não temos  nada a declarar sobre o assunto a não ser:

Zizek eu te amo!

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Villa Diamante na Dancing Cheetah_06 de julho

19 Jun

O argentino Diego Bulacio, o Villa Diamante, é o rei dos mashups de cumbia com pop, rock e eletrônica. Um dos fundadores (ao lado de Nim e El G) do Zizek, coletivo mais importante da nova música latino-americana, Villa representa com seus mashups a palavra mais cara da música do século 21: mistura.

Depois de receber El Remolón e os Frikstailers, dois dos mais talentosos membros do cast zizekiano, é com muito muito orgulho que a Dancing Cheetah anuncia a presença de Villa Diamante em uma de nossas festas – no caso, dia 06 de julho, na Casa da Matriz (data que também vai contar com a Makula). Se a Dancing Cheetah existe, muito da culpa é desses fabulosos produtores argentinos, mestres na arte de juntar passado, presente e futuro em sua música eletrônica periférica.


—Dancing Cheetah entrevista Villa Diamante


DC: Como é uma festa do ZZK?

VD: Muito divertida! O que sempre acontece no Zizek é que nunca se sabe muito bem o que vai acontecer! Somos várias pessoas que se juntam para dançar e curtir a música. Por amor ao baile!

DC: Como você vê o ZZK hoje, depois de 3 anos da fundação do coletivo?

VD: Acredito que os artistas e público amadureceram. Continuamos com a meta de experimentar com a música de festa e seguimos adiante sem repetir fórmulas. Estamos sempre tentando surpreender o público e a nós mesmos, artistas do selo.

DC: Quais são os próximos projetos do ZZK?

Muitos! Os novos discos do Chancha Via Circuito e do Tremor são excelentes, um passo a frente de tudo o que já fizeram. Os EPs do El Remolón e dos Frikstailers também são muito emocionantes. Neste momento, Fauna, El Remolón e El G estão em turnê pela Europa, e durante julho e agosto estarão, junto com Tremor e Chancha, nos EUA, Canadá e México. Bom, e eu estarei de volta ao Brasil, o que me deixa muito feliz! E finalmente, estamos tentando criar a ZZK TV com a ajuda dos fãs através do Kicksterters.

DC: Falando em Brasil, como foram as suas passagens pelo país?

VD: Ótimas! A primeira vez que toquei no Brasil foi há muitos anos atrás com o pessoal do Capacete, no Rio de Janeiro, em uma festa no ateliê do Ernesto Neto.  A segunda vez foi em São Paulo na Cha Cha Cha junto com o Fauna, foi uma ótima experiência com todo mundo dançando.

DC: A cumbia é um fenômeno mundial? (Vc acha que ela conseguiu romper as fronteiras latino-americanas? Até aonde a cumbia pode chegar?)

Sem dúvida que a cumbia é um fenômeno mundial, e isso tem a ver com um monte de fatores sociais, culturais e artísticos. Acho que é um assunto profundo, mas acho que tem a ver com uma fusão entre as novas tecnologias, o mp3, o software livre, as redes sociais e a internet somado a sensualidade e a diversão da cumbia e suas diferentes variantes ao redor da América Latina, já que a cumbia de Buenos Aires não é a mesma que de Cartagena e nem a da Cidade do México. Acredito que a qualidade artística e musical dos novos artistas de cumbia está a altura de qualquer produtor de minimal techno alemão, de dubstep inglês ou de pop americano.

DC: Vc é muito conhecido pelos mashups de cumbia com pop. Pretente um dia produzir conteúdo próprio?

VD: Sim, claro! Estou trabalhado com El Remolón e Chancha Vía Circuito em algumas faixas, mas a realidade é que o mashup me dá liberdade e diversão para brincar com a música e criar coisas novas. Acho que para produzir mais e melhor eu deveria deixar de me dedicar tanto ao ZZK Records, mas por enquanto sigo em frente com meus sócios DJ Nim e Grant no Zizek, trabalhando muito para seguir com o selo, a festa e os artistas. Mas terei meu tempo para produzir, assim espero!

DC: Qual o seu top 5 atual?

VD: Fazer um top 5 sem citar qualquer dos artistas do ZZK Records é muito difícil pra mim. Além de trabalharmos juntos e de sermos amigos, sou fã de todos eles. Relmente recomendo que vocês escutem Tremor, Frikstailers, Fauna, Chancha Vía Circuito, El Remolón, King Coya, Lagartijeando e Douster. Fora do Zizek, venho escutando ultimamente Ramadanman, Meneo, Uproot Andy, Bomba Estereo e Roska.

VILLA DIAMANTE – EMPACHO DIGITAL

01-Intoxicados – Comandante (Villa Diamante cumbiastyle)
02-Villa Diamante – Calle 13 vs M.I.A.
03-Villa Diamante – Chancha Vía Circuito vs Nelly
04-Villa Diamante – Arcade vs Spankrock
05-Villa Diamante – Marcelo Fabian vs Homebwoi
06-Villa Diamante – Spektre vs Nelly Furtado & Calle 13
07-Villa Diamante – Surtek Collective vs Modeselector
08-Villa Diamante – Frikstailers vs Calle 13
09-Villa Diamante – Fauna vs Tego Calderón
10-Villa Diamante – Peter Rap vs Ludacris
11-Villa Diamante – Marcelo Fabian vs Dante
12-Villa Diamante – Chancha Vía Circuito vs Lil Mama
13-Villa Diamante – El Remolón vs Chingo Bling
14-Villa Diamante – Marcelo Fabian vs Tego Calderón
15-Villa Diamante – Oro11 vs Kelis
16-Villa Diamante – El Trip Selector vs Voltio y Tego
17-Villa Diamante – Emisor (cumbia style)
18-Villa Diamante – Tremor vs Arianna Puello
19-Villa Diamante – Emisor vs Dead Prez
20-Babasonicos – Farsa (Villa Diamante Edit)

VILLA DIAMANTE – DUBSTEPERISMO
(THE DALEDURO INFLUENCE)

01-Villa Diamante – Tonolec vs Kromestar
02-Villa Diamante – Doña María vs Ital Tek
03-Villa Diamante – Intoxicados vs Kromestar
04-Villa Diamante – Daleduro vs Calle 13
05-Villa Diamante – Benga & De La Guetto feat Randy
06-Villa Diamante – Skream vs Gallego
07-Villa Diamante – Scuba vs Alexis & Fido
08-Villa Diamante – Eloy vs Mbz
09-Villa Diamante – Ital Tek vs Jomar
10-Villa Diamante – Daleduro vs Jahcoozi
11-Villa Diamante – Juana Molina vs Benga
12-Villa Diamante – Lykke Li vs Martyn
13-Villa Diamante – Daleduro vs Lady Tigra

VILLA DIAMANTE – ROCK AR

01-Villa Diamante – Victoria Mil vs Clipse
02-Villa Diamante – Charly Garcia vs Busta Rhymes
03-Villa Diamante – Los Encargados vs Big Boi
04-Villa Diamante – Abuelos de la Nada vs Old Dirty Bastard
05-Villa Diamante – Plastilina Mosh vs Mike Jones
06-Villa Diamante – Babasonicos vs Crime Mobb
07-Villa Diamante – Antonio Birabent vs Fergie
08-Villa Diamante – Adrian Cayetano Paoletti vs Jurassic 5
09-Villa Diamante – Sumo vs Clipse

Até a data de estreia, fique ligado neste espaço pois vamos postar entrevistas com todos os convidados (Makula, João Brasil, Matias Maxx, Baptist, Ajax, Nego Moçambique, Lucas Santtana e El Rocker).

Zizek e El Remolón na mídia!

7 May

Essa matéria aqui saiu no bacanudo rraurl.com, espaço ímpar na divulgação da boa música. A Cheetah reproduz aqui o primeiro parágrafo; vai lá e lê o resto que vale a pena!

Em tempos de antropofagia étnica cultural, o bastard pop vê a evolução ser desencandeada em divertidos contextos geosociais. Depois de baltimore club, funk carioca, kuduro e outros elementos musicais oriundos de lugares como Caribe, África ou Balcãs, é da América Latina – mais em particular da Colômbia e de Buenos Aires – que vem mais um interessante ritmo dançante em fusão com a jovem cltura alternativa. É a cumbia eletrônica do coletivo portenho Zizek, que é coletivo, noite fixa, plataforma de DJs e um soundsystem, grupo que se apresenta ao vivo em shows animados e, mais recentemente, turnês pomposas, que já passaram por Europa e pelo último Coachella, festival americano que rolou em abril último.

Um breve panorama #1 – CUMBIA

24 Mar

Este post inaugura no Blog da Cheetah panoramas wikipedianos sobre gêneros musicais caros ao universo da macaca. Pra começar a seção “Um breve panorama”, escolhemos a cumbia, gênero mais popular de vários países da América Latina e que hoje ameaça uma dominação mundial.

colombia

A cumbia nasceu na região caribenha do que hoje é a Colômbia, principalmente nas províncias de Cartagena e Barranquila, durante o período de colonização espanhola. Tentando preservar suas tradições culturais, escravos trazidos da África pelos espanhóis começaram a usar sua danças típicas e forte percussão com intuitos de flerte. Nessa época, a cumbia (que tem seu nome derivado do termo cambé, que significa festa) era mais conhecida como dança, já que a música era apenas percussiva – tambores e clavas, Numa segunda fase, influenciados pela música dos nativos habitantes de regiões montanhosas e seus instrumentos de sopro, criou-se no início do século 19 uma mistura tal que fez surgir a figura do gaitero, o intérprete. Posteriormente, surge o violão e o acordeón dos espanhóis, acrescentando aí mais um elemento numa mistura sonora que conquistou no século 20, Panamá, Mexico, Argentina, Chile, El Salvador, Honduras, Equador, Perú, Bolívia, entre outros, cada qual com a sua versão particular do gênero.

chicha libre

No Perú, por exemplo, surgiu nos anos 60 uma variação da cumbia chamada chicha. Basicamente, uma mistura de cumbia e rock, principalmente o surf rock de Dick Dale, só que com uma pegada andina nas melodias. Seleciono aqui três clássicas cumbias colombianas dos anos 60, sonoridade tida como supra-sumo pelos críticos especializados. Na sequência, destaco também duas chichas coletadas na obra prima “The roots of chicha: psychedelic cumbias from Peru”. Por conta dessa coletânea, vejam vocês, até mesmo os norte-americanos tem explorado a sua peculiar sonoridade. Entrem no myspace do Chicha Libre e confiram.

Armando Hernandez – La Zenaida

Luiz Pérez – La morena encarnacion

Alfredo Gutierrez – El diario de un borracho

Los Mirlos – El milagro verde

Los Mirlos – Sonido Amazonico

Até o século 20, a cumbia era conhecida como uma dança vulgar praticada pelas camadas economicamente mais baixas da sociedade. Isso permaneceu pelo menos até o meio do século passado, quando o termo “cumbia” passou a ser mais assossiado a música. Ainda assim, o preconceito aristocrata permanece até hoje, mesmo com a explosão popular que tomou conta do gênero na segunda fase do século 20. Durante muito tempo, seus temas não saiam muito de histórias de amor, romances impossíveis tipo novela mexicana, experiências do cotidiano, enfim, música pop. Eis que surge na Argentina uma nova sonoridade a partir dos anos 2000 através da cumbia villera, ou a cumbia das favelas. Cansados dos mesmos temas e sentindo falta de músicas que retratassem de fato a (dura) vida nos guetos, a cumbia villera surge, talvez incluenciada pela grave crise que assolou aquele país, e inaugura uma espécie de fase gangsta rap na cumbia. E tome música falando de armas, crime, tráfico e sexo.

Pablo Lescano, do Damas Gratis, é, talvez, o grande herói da cumbia villera, o cara que moldou esse tipo de som.

é um show de rock? de hardcore?? de speed-trash-metal??? não! é um show do damas gratis!!!

é um show de rock? de hardcore?? de speed-trash-metal??? não! é um show do damas gratis!!!

Damas Gratis – Re loco re mamado

Damas Gratis – Alza la manos

Quem duela pau a pau com o Damas Gratis em termos de popularidade na Argentina é o Pibes Chorros. Reparem como cai por completo o estereótipo que temos dos argentinos – Cadê as louras com carinha de européia? E os mullets??

Pibes Chorros – Que calor

Pibes Chorros – Pamela

Aqui um video com Pibes Chorros e Damas Gratis duelando num programa de auditório argentino!!

Pibes X Damas

E pra fechar, vamos mostrar duas das maiores paixões portenhas: cumbia e futebol num vídeo do Yerba Brava

sonidero nacional

Só que foi do México, mais precisamente de Monterrey, estado com uma cena fortíssima de artistas de cumbia, que surgiu o hit que levou a cumbia ao crossover internacional, muito por causa do filme Babel. Com produção de Toy Selectah, membro de um dos grupos mais famosos de hip-hop da história mexicana, o Control Machete, “Cumbia sobre el rio”, de Celso Piña, é uma bomba poderosa.

Celso Piña – Cumbia sobre el rio

Celso Piña – El tren (tanto na música acima quanto em “El Tren” os vocais estão a cargo do venezuelano Blanquito Man, da seminal banda King Changó)

tormenta tropical
Toy Selectah, também membro do Sonidero Nacional e hoje parte do cast da Mad Decent, do Diplo, tem presença ativa num dos discos mais sensacionais dos anos 2000 em todos os estilos, o “Mexican Sessions”, dos ingleses do Up Bustle & Out. Disco que dá um panorama muito bom da cena de Monterrey, recheada de flertes com o reggae, o hip-hop e o reggaeton.

Mundo Insolito – Toy Selectah/ Control Machete Remix

Up, Bustle & Out – Cumbion Mountain

zzk
É também da Argentina, através do coletivo Zizek, ou ZZK, que vem uma espécie de cumbia digital que não tem medo algum de absorver outros estilos, flertando com tudo quanto é guetto music, funk carioca inclusive. Festa, selo, e agência (os três beem hypados) com vários artistas portenhos liderados por Villa Diamante, o ZZK produz os sons mais interessantes da cumbia hoje em dia. Por conta do crossover colossal com outros estilos – os Zizeks também são muito bons nos mashups –, a cumbia está tomando conta dos Estados Unidos na forma do label Bersa Discos e da sua festa regular em São Francisco, a Tormenta Tropical. Mês que vem, o ZZK estará representando a cumbia no mais importante festival de música hoje, o americano Coachella. Se hoje já tem até holandês fazendo cumbia, o sensacional Sonido Del Principe, depois do Coachella el cielo es el límite.

Termino este breve panorama cumbiambero com 4 pepitas do Zizek crew, uma delas com uma certa cantora que vocês devem conhecer, e um petardo subsônico do Sonido Del Principe via Bersa Discos. Cuuuuuuuuumbia!!!

frikstailers

Frikstailers – Ta duro kuduro

El Trip Selector – Cumbia del piano triste

El Remolon feat. Marina – Vem que tem

Sonido del Principe – El principe

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