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Kocani Orkestar_Perc Pan 2010

22 Sep

Se você curte a música dos Balcãs, certamente já deve ter se deparado com a Kocani Orkestar, banda de sopros (fanfarra) da Macedônia, uma das repúblicas da ex-Iuguslávia. Pra quem não sabe, toda a região dos Balcãs é repleta desses grupos, uma tradição que se iniciou no século 19, quando os ciganos da região começaram a se inspirar no som das bandas militares da Turquia.

A metaleira insana, frenética e festiva da Kocani é formada por dois trompetes, três tubas, oboé, saxofone e clarinete (mais percussão). É uma sonoridade com referências musicais búlgaras, romênas, sérvias e turcas, além de toques latinos de rumba e salsa, e até mesmo de música indiana, especialmente as mais bollywoodianas!

Kocani Orkestar – Tehnicki Cocek

Kocani Orkestar – Cigance

Kocani Orkestar – La Llorona

A Kocani Orkestar toca no Perc Pan 2010 nos seguintes dias:

29/09/2010, Teatro Castro Alves (Salvador)
05/10/2010, Oi Casa Grande (Rio)

Os ingressos estão a venda no ingresso.com e (Rio) na bilheteria do Teatro Oi Casa Grande. Maiores infos no site do Perc Pan.

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Matias Maxx entrevista Eugene Hutz

16 May

Classe a entrevista do Matias Maxx com o Eugene Hutz, vocalista do Gogol Bordello.

Beware + Motorpitch – El Toro EP

1 Apr


Não podiamos deixar de falar no sensacional EP que a dupla baseada em Viena Beware + Motorpitch lançou via Man Recordings. Divulgada no release como um encontro entre uma banda dos Balcãs e um dançarino flamenco numa arena de touradas, El Toro tem também uma pegada afro-housy que deve ser irresistível na pista. Estamos loucos para testá-la, por sinal! É uma amostra e tanto de como a Man Recordings é campeã.

O EP ainda nos presentea com (!!!) Pororoca, música que empresta a melodia e os vocais de El Pescador, da Totó La Momposina, um dos standards da cumbia para um UK funky pesadão. Deep.

Abaixo, para streaming e download, remix do Seiji para El Toro.

Shantel – Authentic EP

31 Mar


Shantel é um dos maiores divulgadores da cena de balkan beats mundial. Ao lado do Balkan Beat Box e do Gogol Bordello, o alemão de nascimento e sangue cigano (seus avós são de Bukovina, região montanhosa na fronteira entre Romênia e Ucrânia),  forma a tríade pop dos Balcãs.


Planet Paprika (que nome sensacional), seu último álbum, foi lançado em 2009. Mas Shantel tá com lançamento novo na praça, o EP Authentic, que além da original, conta com remixes de Yamaha.Eletrico, Dreamteam, Sheik Kolo, e do grande Schlachthofbronx.

Shantel, que também é DJ, ficou famoso no mundo inteiro por conta de sua festa de balkan beats, a Bucovina. Veio inclusive parar no Brasil, em 2006, por conta de discotecagens para o Tim Festival (abrindo para o Mauval, inclusive). A Cheetah, é claro, estava na platéia.

Banda Conmocion

18 Aug

conmocion3

A Cheetah odeia esse tipo de comparação, ainda mais no começo de um texto, quase um truque. É reduzir demais o trabalho de uma banda, ainda mais uma boa banda, nosso caso aqui. Só que dessa vez não tem escapatória; impossível. Por isso vamos lá: a Banda Conmocion é o Gogol Bordello do Chile. Afinal de contas, que outra big band chilena (quiça de toda a América Latina) mesclaria um sem número de ritmos latinos com a mais infernal música cigana dos Balcãs?

Com 19 músicos no palco, assistir a um show da Banda Conmocion é certeza de muitas rodinhas de porrada, moshs, e dancinhas fanfarronas. Com tanta gente assim produzindo uma sonoridade tão especial e explosiva, só nos resta listar, um a um, todos os integrantes da Conmocion.

1.- Leo Fecci : Saxo Alto
2.- “Pepe Maikol” Barría : Saxo Tenor
3.- “Carlitos Flowers” : Clarinete
4.- Daniel Flores: Acordeón
5.- German Thodes : Trombón
6.- Robinson San Martín: Bombardino-Trombón
7.- Héctor Echeverría: Tuba-Trombón
8.- Pablo “Sapito” Morales: Trompeta
9.- Daniel “Dokko” Trincado: Trompeta
10.- Bárbara López: Trompeta
11.- Ita”love” Osses: Trompeta
12.- Jeca González: Platillera
13.- Pablo Villablanca: Platillero
14.- Jorge Ganem: Percusiones (Conga-Tumbadora-Tambora)
15.- Alexander Muñoz: Percusiones (Timbaleta-Caja)
16.- Carlitos Cabrera : Clarinete
17.- Felipe Gonzales : Trombón
18.- Ximena Lopez : Trompeta
19.- Cristian “Hueo” Sanhueza: Bombo,voz y Direccion

conmocion2

Banda Conmocion – Pregonero

Banda Conmocion – Mendigo

Rapidinhas #6

12 Aug

— Marta la reina —

O merengue Marta la reina, do dominicano Anthony Santos, é um dos preferidos da Cheetah. Quem ouviu a mixtape 2 ( a.k.a. Tropicaliente) sabe disso. Pois não é que a macaca descobriu que original é uma cumbia colombiana dos anos 70! Los Junior’s de Colombia é o nome do grupo, super obscuro, autor dessa pérola do cancioneiro tropical. A macaca perdeu uma madrugada buscando o mp3 da pepita e… nada… Bom, ao menos no YouTube dá pra ouvir mais músicas do disco, que tem o sensacional nome de Rebelion Cumbiera!

Anthony Santos – Marta la reina

— Baile Funk & Kuduro —

Casamento perfeito, não? Culpa do português Lucana. Bomba.

— DJ Znobia no Rio —

Dj_Znobia2


Dança do tchiriri, o kuduro mais famoso de todos os tempos, uma produção do DJ Znobia

Um dos grandes produtores de kuduro, DJ Znobia virá ao Rio para uma apresentação no dia 29 de agosto, na Estação Leopoldina. A gig faz parte do evento Back to Black, que trará ao Brasil vários artistas, intelectuais e ativistas africanos para uma série de palestras e shows. Mais sobre o festival e principalmente sobre o Znobia muito em breve. Stay tuned.

— Trumpet & Balkan Madness —

Gucastatue

Do dia 5 ao 9 de agosto, rolou na vila de Guca, na Sérvia, o maior festival de trumpetes do mundo! Desde que o príncipe Milos Obrenovic fundou a primeira banda militar da região de Dragacevo, o povo se tornou fanático pelo som dos metais, especialmente o trumpete. Há 49 anos Guca hospeda o Dragacevo Trumpet Gathering, festival que esse ano teve apresentações de mais de 1500 artistas e que recebeu cerca de 500 mil turistas.

— Dancing Cheetah Boney M —

boney_m

Formado na Alemanha pelo cantor e produtor Frank Farian, o Boney M foi um dos maiores nomes da disco music dos anos 70/ início dos 80. O que diferenciava o grupo dos demais (bom, pelo menos entre os que estavam no mainstream) era o flerte com a música africana e caribenha. Em 10 anos de história, o Boney M vendeu incríveis 150 milhões de discos.

— Dizzee Rascal ensolarado —

Esqueça o grime soturno dos becos frios e chuvosos de Londres, o negócio é mergulhar no verão com altas gatas. Né, Dizzee?

Go East e os Balkan Beats

26 Jul

The GO EAST team por Mácia Bellotti 1

Além da DJ Vivi Caccuri, a próxima Dancing Cheetah, nesta terça, dia 31, terá como convidada a festa de música dos Balcãs Go East, das DJs Maria Almeida e Sol Provvidente.

Os Balkan Beats e o Leste Europeu.

Os balkan beats são muito mais do uma cena musical: trata-se de um fenômeno continental, que começou quando o muro de Berlin caiu e uma enorme influência cultural veio do leste europeu para a Europa Ocidental e desde então vem ganhando força.

O que começou como reuniões musicais de imigrantes vindos ‘do outro lado do muro’, na Berlim do início dos anos 90, acabou ganhando proporções inimagináveis e espalhou-se como febre por toda a Europa Ocidental. Os ritmos típicos de diversos povos do leste europeu – eslavos, ciganos, judeus, orientais – ganharam uma cara nova, mixados com o drum’n’bass, dub, break, electro e, inclusive, com o rock. O resultado dessa fusão de som acústico e tradicional com o eletrônico e moderno foi uma música completamente nova e explosiva, capaz de seduzir com as mágicas melodias orientais até os mais entediados ouvidos ocidentais.

Nos últimos anos, essa ‘balkan fever’ se espalhou com uma rapidez absurda: artistas, bandas, festas e festivais dedicados aos balkan beats surgem da França ao Japão, dos Estados Unidos à Argentina, levando o espírito explosivo e de celebração louca do leste europeu para os clubes de todo o mundo.

Nos últimos anos, eventos musicais exclusivamente dedicados aos Balkan Beats são encontrados espalhados por todo o mundo. Na Alemanha, algumas das festas mais populares nessa linha são a “Balkan Beats” (com edições também no Reino unido e França), produzida por Robert Šoko, e a “Russendisko”, do produtor musical e escritor Vladmir Kaminer; na França, a “Divan des Balkans”, produzida pelo DJ Click; a “Nuit Tzigane”, de origem Belga; o “Mehanata”, nos EUA, em New York e, na América Latina, o festival “Bubamara”, na Argentina.

The GO EAST team por Paulo Salerno 3

Go East, a festa.

Aqui no Brasil, os balkan beats só estão chegando por agora. Isoladamente, alguns DJs de “world music” começaram a incorporar nos sets algumas faixas balcânicas, mas até a primeira edição da festa Go East (em Novembro de 2007) não havia um único evento 100% dedicado ao eletrônico do leste europeu.

Muito mais que uma festa de música eletrônica, a Go East – produzida por Maria Almeida e Sol Provvidente, em parceria com Raoni Martins – veio trazer novos ares para a cena musical brasileira. Filmes e DJs do leste europeu, danças folclóricas e orientais, live PA e distribuição de vodka e bebidas típicas fazem da Go East mais do que uma simples festa: um evento cultural

Sempre em busca de novidades para a festa, as produtoras da Go East vão todo ano à Europa e Balkans, para pesquisar mais sobre a música e cultura da região e para conhecer bandas e artistas locais.

Para o futuro, as produtoras da Go East pretendem ir mais longe: querem criar uma cena forte como a da Alemanha, Áustria e França, contando com a presença de cada vez mais freqüente bandas, parcerias de festas e festivais e promover também um intercâmbio entre artistas brasileiros e do leste europeu.

— 5 grandes momentos da música dos Balcãs —

Disko Partizani, do Shantel, um dos maiores hinos da Cheetah

Sahib Balkan, do Buscemi. Essa aí deveria ser hino de qualquer festa que se preze!

Fanfare Ciocarlia, a maneira mais fácil de catequizar alguém na música dos Balcãs!

Underground, do Emir Kusturika, filme obrigatório. A triha é do próprio Kusturika e de sua No Smoking Band

Gogol Bordello e o punk cigano. Um dos shows mais explosivos e “pogueiros” que você pode ver na sua vida.

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