Nesta terça, a Dancing Cheetah orgulhosamente apresenta, diretamente de Cordoba, Argentina, o duo de cumbia digital Frikstailers. Quem lê o blog da Cheetah sabe que o rótulo “cumbia digital” abrange uma série de ritmos eletrônicos, além de hip hop, dub, dancegall, reggaeton, e, no caso dos Friks, muito baile funk!
Formado por Rafael Caivano e Lisandro Sona, o Frikstailers é um dos principais expoentes da nova cena de cumbia argentina. Já passaram por alguns dos mais importantes festivais de música em seu país de origem (Mutek Buenos Aires, Creamfields Buenos Aires, NiuFest!!!), além dos internacionais QuboCultural.Zip (Guadalajara – 2006), ExperimentaClub Festival (Madrid – 2007) and SXSW Festival (Austin, Texas).
Ouça aqui três petardos do Frikstailers e não deixe de perder a Cheetah especial de amanhã. O baile vai ser esquizofrenico!
Amanhã, 19 de janeiro, rola a segunda edição da Dancing Cheetah de verão. Aonde? Na boa e velha Casa da Matriz, é claro. Além dos residentes Pedro Seiler e Chico Dub, e do grande mestre DJ Dolores, um dos precursores dessa onda de misturar influências de todos os cantos do planeta em seus sets, a Cheetah ainda conta com El Rocker (patrão do Confronto Sound System, de Brasília) e o amigo da macaca, Lucas Santtana.
El Rocker e Lucas são amigos de longa data e por isso fizemos a proposta dessas entrevistas. Com direito a vídeos!
Não perca a próxima Cheetah. Mais uma vez, um mini-festival de global guettotech por 15 reais com nome na lista amiga. Deep.
El Rocker entrevista Lucas Santtana
1) Se a gente pudesse ponderar sobre isso, o quanto da sua criação como músico/compositor interfere no que você toca como dj?
Por incrível que pareça eu sempre achei que eram coisas bem separadas, mas outro dia o Emilio Domingos me fez ver que todos os meus discos, fora o último, tiveram inspiração em festas que eu frequentava na época. E mesmo o Sem Nostalgia tem as faixas que são mashup e “I can’t live far from my music”, que é um dance hall meio cabeçudo.
2) Você acha que a satisfação de tocar pra uma pista, que está lá por conta do que você tá tocando, pode se aproximar da sensação de subir no palco e fazer um show?
Para mim é bem diferente porque tocar com uma banda é muito orgânico, é como jogar bola com amigos, discotecar é como jogar futebol no videogame, é também emocionante, mas diferente. E as pessoas que vão no meu show, querem ouvir as minhas músicas, na pista muitas vezes as pessoas nem sabem quem está discotecando, querem mesmo é dançar e azarar. Quando a pista está lá por indentificação com o som é muito foda. Tipo religião.
3) Qual seria a sua reação se o seu filho chegasse pra você e dissesse que quer ser dj…você expulsaria ele de casa?
hahahaha, porra, eu iria adorar! O bom de ser dj é que você sempre quer tocar uma música nova, e isso faz você garimpar sempre.
4) Ouvi dizer que existe um movimento forte pela volta do corte de cabelo original do David Cole…procede?
HAUSHAUSHAUSHAUSHAUS! Ele vai ler isso heim! David, gostamos da sua careca! hahahahaha
5) Você já pensou em fazer um disco remix do “Sem Nostalgia” com o Memê?
Não, pensei em fazer com o Confronto, vai encarar?
Poirier with Face-T at Cervantino (Live Festival Mexico)
The Anthem Remix (Defense) – Machel, Pitbull, Lil Jon
Lucas Santtana entrevista El Rocker
1) Porque a alcunha de El Rocker e como ela surgiu?
el roquer? O nome, obviamente, é uma referência ao Agustus Pablo, mas também uma brincadeira com o estereótipo que as pessoas criam quando você fala que gosta de reggae. A coisa mais comum é me perguntarem se eu toco rock. E a reposta é sempre a mesma…rock não, Death Metal!
2) Conta, para quem ainda não sabe, um pouco da história do Confronto Sound System
O Confronto surgiu com dois objetivos bem definidos: diversão e arrumar uma maneira de viabilizar os sounds na rua. Eu me mudei para Brasília querendo tocar o que eu estava ouvindo naquele momento e por uma feliz coincidência tinha muita gente aqui se interessando pelas mesmas coisas. Na verdade, a duração do confronto como projeto pessoal foi somente uma festa, na seguinte já tinhamos 11 pessoas que de uma maneira ou de outra faziam parte do grupo! O tempo passou, muita coisa mudou, mas eu continuo tendo o prazer e o orgulho de tocar com o Ogro e com o Zula…Além, de agradecer todos os dias pelo Fisch xaropar bem menos hoje!
3) Nas minhas discotecagens pelo Brasil afora sempre fiquei impresionado com as festas em Brasilia. Não só pela animação da galera mas também pela indentificação com o som, muitas vezes coisas novas ou desconhecidas, porque você acha que isso rola? Ou é viagem minha? hahahahaha
Tanta gente que toca em Brasília tem essa impressão, que eu começo a acreditar que isso realmente é verdade! Talvez seja o resultado da ausência de uma praia!
4) O que você tem baixado e ouvido?
Estava pensando sobre isso outro dia…se existe muita diferença nas coisas que eu escuto/toco agora, para as coisas do começo do Confronto. A conclusão que que eu cheguei, foi que não. O que sempre me interessou foram as misturas e isso continua sendo o grande referêncial. Eu tenho uma total reverência pelo Reggae/Dub, posso dizer que esse é o meu ponto de partida, mas o caminho passa pelo kuduro, soca, dancehall, afro-beat, funk carioca ou qualquer outro tipo de música que possa se relacionar com essa origem.
5) Você não acha que, de uma maneira geral, as músicas avulsas baixadas em blogs hoje em dia são superiores as encontradas nos discos? Caso sua resposta seja sim, porque você acha que isso rola?
Não acho que isso seja uma característica específica da música, acho que tem a ver com a informação em geral. Cada vez mais é complicado para os meios tradicionais, engessados por toda a estrutura armada durante anos, conseguirem dar conta da velocidade e da diversidade do que está sendo criado. No que diz respeito a produção musical, existem blogs que tem o poder de realmente fazer com que determinados artistas ganhem projeção pelo simples aval creditado a sua música.
A macaca deseja um feliz ano novo a todos e que venha muita musica em 2010!!!
a temporada vai começar quente! as terca dias 12, 19 e 26 de janeiro na casa da matriz vao bombar!
aguardem! convidados mais do que especiais virão por aí!!!
A cheetah também quer agradecer aos mais de 600 guerreiros que conseguiram burlar a catástrofe natural que aconteceu no dia 10 de dezembro e foram com tudo na edição do Open Air.
Foi um festão!
João Brasil estrondando, dançarinos de lambada, gorilas no palco… teve de tudo!
Nessa quinta feira a macaca invade o Jockey clube no Rio.
Com o reforço internacional de Joao Brasil, a festa promete abalar os alicerces da cidade, com muita tropicalidade.
Quem quiser entrar na lista amiga pra pagar R$ 20,00 basta mandar email para dancingcheetah09@gmail.com ate quarta a noite
Mucho loca essa animação mexicana de um fazedor de tacos sem carne e os porcos policiais.
E muy buena essa cumbia que a produtora da animação fez como teaser para promover a série (não encontrei outros episódios na web).
Chuleta, cochinita, arrachera, chicharrón
Buche, cachete, tripa, corazón
Pastor, suadero, longaniza con arroz
Tu gírame tu trompo, yo te doy todo mi amor
Señor taquero, en las noches sueño con usted
Y mi mami dice que no puede ser
No me quiere comprender
Señor taquero, mi papá me dice que me va a internar
Pero lo que quiero pa gozar
Lo que necesito, es su longaniza y nada más
Que chichi, que chichi, que chicharrón
Que chichi, que chichi, que chicharrón
Que chichi, que chichi, que chicharrón
Una salsa roja, de la más picosa
Pa gozar y pa mojar Chuleta, cochinita, arrachera, chicharrón
Buche, cachete, tripa, corazón
Pastor, suadero, longaniza con arroz
Tu gírame tu trompo, yo te doy todo mi amor
Señor taquero, en las noches sueño con usted
Y mi mami dice que no puede ser
No me quiere comprender
Señor taquero, mi papá me dice que me va a internar
Pero lo que quiero pa gozar
Lo que necesito, es su longaniza y nada más
Que chichi, que chichi, que chicharrón
Que chichi, que chichi, que chicharrón
Que chichi, que chichi, que chicharrón
Una salsa roja, de la más picosa
Pa gozar y pa mojar
O grupo de rock alemão Dissidenten é um dos precursores da mistura de sonoridades ocidentais com as indianas e árabes. A Cheetah não achou a citação, mas falam por aí que a Rolling Stones os batizou de “Godfathers of World Beat”. Verdade ou não, o fato é que Sahara Elektrik, disco de 84 gravado no Tangier, Marrocos, com o apoio da banda local Lem Chaheb, é fundamental na audioteca do global guettotecher.
Fata Morgana era hino nos clubes da Itália, Espanha e Canadá. E, certamente, influenciou muitos artistas arabescos que vieram depois, como Transglobal Underground e Renegade Soundwave. John Peel tocou tanto essa música no seu programa da BBC que um ano depois de lançado, Sahara Elektrik ganhou edição inglesa. Já nos EUA, Brian Eno, David Byrne e Paul Simon eram todos fãs.
O Governo do Estado do Pará lamenta profundamente a morte do cantor e compositor Augusto Gomes Rodrigues, o Mestre Verequete, de 93 anos, ocorrida no final da manhã desta terça-feira (3), no hospital Barros Barreto, em Belém.
Ícone da cultura paraense, Verequete ficou famoso como compositor popular de carimbó, o ritmo afro-indígena típico do estado que ficou conhecido nacionalmente. A história de Verequete virou o documentário poético Chama Verequete, em 2002, que, no mesmo ano, conquistou Menção Honrosa, no Festival de Curitiba, e Melhor Música, no Festival de Gramado.
Augusto Gomes Rodrigues, o Verequete, nasceu na localidade de Careca, próximo à Vila de Quatipuru, em Bragança, no dia 26 de agosto de 1916. Aos três anos, após perder a mãe, mudou-se com o pai para Ourém, onde iniciou sua trajetória artística, no terreiro da negra “Piticó”.
Cantor e compositor de carimbó, Verequete foi um dos primeiros divulgadores do ritmo nos subúrbios de Belém. Organizou o conjunto “O Uirapuru”, em Icoaraci, e gravou seu primeiro disco em 1970, reunindo uma série de temas de carimbó.
Aqui no existe la tristeza
Solo existe la alegriaes
El baile de los queridos
De los queridos del pasado
Mira como baila mi mama
Bailando con mi hermano del pasado
Sus espiritus se juntan bailando
Lleno de alegria y gozando
Cumbia, cumbia (repeat)
Sierta gente solo puede ver
Espiritus bailando entre la gente
Si pueden verlos bailando mis hermanos
Seran bendicidos entre los cielos
Mira como baila mi mama
Bailando con mi hermano del pasado
Sus espiritus se juntan bailando
Lleno de alegria y gozando
Cumbia, cumbia (repeat)
Chali’s rap:
As sure as your heart muscle rests in your chest cavity
We ask God to bless these festivities
Yet, this hostility felt between you and me stops
Opportunity given to spread unity
2na be rhythmically wiping sadness clear
Reggae cumbia mixtures create this atmosphere
People packin cheer simply ’cause these songs show depth
Giving shouts to these victims of wrongful death
Now, soon as we’re rid of society’s small terrors
The sooner these teenagers don’t have to be pallbearers
And carry their pals nearer to graves premature the cure
Be mature by keeping you hearts pure
1979-Talking Heads had just completed what for us was a long world wide tour after our Fear Of Music record came out. I then took some time to collapse and recuperate in NY. During this time Brian and Jon Hassel and I began to spend some time together enthusiastically exchanging cassettes and vinyl that we had each found. I seem to remember Jon playing some Milton Nasciamento, which I didn’t get at the time. I myself had a new fascination with African pop music, although aside from Fela there was little information available about any of the artists. There was no World Music guides at this point and no internet.
Maybe inspired by these records Brain, Jon and I fantasized about making a series of recordings based on an imaginary culture. We’d make the record and try to pass it off anonymously as the genuine article. This appealed for a number of reasons- it had a lovely Borges like quality, like one of his stories in which an encyclopedia is discovered that describes a hitherto unknown land. It also appealed, I suspect, partly because it would make us as “authors” more or less invisible. In our imaginings we’d release a record with detailed liner notes explaining the way music functioned in that culture and how it was produced- the kind of extensive notes common on those kinds of records. David Byrne
Produzido por Brian Eno e David Byrne, My life in the bush of ghosts é aquele tipo de disco em que muito se ouve falar mas que na prática pouco se escuta.
28 anos depois de lançado, Bush of ghosts continua soando atual, principalmente para nós guettotechers. Rock, funk, eletrônica, ambient, camadas de percussão, cânticos muçulmanos, samples de rádio fm, e até mesmo uma cerômina de exorcismo, são algumas das características desse disco obrigatório (avant-funk disseram alguns, etno-abstracionista, disseram outros).
Em 2006, Eno e Byrne relançaram Bush of Ghosts com mais uma penca de músicas extra além de terem colocado no ar um site muito bacana, repleto de citações, ensaios, críticas de jornais e periódicos. E mais: sob licença Creative Commons, foram liberadas as multitracks de duas faixas para remixes.
Bush of Ghosts precisa ser ouvido sozinho, com um bom headphone, under the influence. Ele é difícil, tenso, atmosférico, às vezes sinistro.
1. America Is Waiting
2. Mea Culpa
3. Regiment
4. Help Me Somebody
5. The Jezebel Spirit
6. Very, Very Hungry
7. Moonlight in Glory
8. The Carrier
9. A Secret Life
10. Come with Us
11. Mountain of Needles